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História Love me like you do -Romione - Capítulo 25


Escrita por: Dralrs

Notas do Autor


Oi gente, nem vou dizer muito por aqui, vou conversar nas notas finais, mas de toda forma, se chegou ao ultimo capítulo é porque algo na minha história prendeu vocês e nunca vou expressar o suficiente o quão grata eu sou por isso.
Boa leitura!

Capítulo 25 - Eternal love


Dois anos depois...

– Hermione, não dá, eu não consigo sem você! – Ron arremessou a gravata na cama após tentar colocá-la pela quinta vez.

– Já estou indo, amor, acalma. – Ela gritou do quarto de Sophie.

A garotinha, dos cabelos ruivos e cacheados, brincava com uma pelúcia enquanto a mãe terminava de colocar o vestido.

– Hermione, por favor, vamos atrasar!

– Papa babo! – a garotinha largou o ursinho e olhou pra mãe, assustada.

Mione mordeu os lábios para não rir.

– Ele não está bravo, pequena. Ele tá nervoso com o lançamento. – Ela explicou, calçando finalmente a garotinha. – Vamos lá ajudar o papai!

A menina gargalhou quando a mãe a lançou no ar, colocou no colo e foi até o ruivo.

– Pronto, Ron. Agora nossa bonequinha está pronta, eu estou pronta, só falta essa gravata. – disse energicamente, deixando a filha na cama e pegando a gravata azul.

Hermione passou os braços pelo pescoço dele e o beijou de leve antes de dar o nó, vendo Ron relaxar visivelmente.

– Não sei se fez de propósito, mas essa gravata é minha favorita. – Ela suspirou, levantando o colarinho e passando a gravata em volta.

– Gosto dela também. Me lembra um certo réveillon. – Ele brincou, deixando Hermione corada.

– Prontinho. Tá perfeito. – Ela disse, ajustando o nó.

– Obrigado.  Eu estou, nervoso, Hermione. – Suspirou.

– Estou vendo. Mas não tem nenhum motivo, as pessoas vão adorar seu livro.

–  Será mesmo? Eu tentei explicar tudo de um jeito didático, mas ainda assim, o assunto é complexo.

– Querido, as pessoas que compram um livro intitulado “Ensaio sobre as artimanhas do inconsciente” têm ideia de onde estão se metendo. Além do mais, você é ótimo professor. Eu não entendo nada de psicologia, mas li e entendi tudo. – disse deslizando os braços pelos ombros de Ron, até que sentisse a tensão abandoná-lo.

Ronald suspirou.

– Tem razão, meu amor. Agora também não dá para voltar atrás, né...

Mione fez que sim, e ele se aproximou para beijá-la.

– Papa...

Ron desviou o olhar de Hermione e viu a pequena sentada no chão, do lado dos dois, esticando os braços gordinhos para ele.

– Oi Sophie. – Ele pegou a filha no colo, passando o nariz pelas bochechas da menina para fazê-la rir. – Você vai ler o livro do papai um dia?

A garotinha balançou a cabeça afirmativamente, como se entendesse, fazendo os pais gargalharem.

– Paqinu!

– Parquinho agora não, filha. Só depois que o papai terminar a sessão de autógrafos. – Hermione beijou a garotinha, que virou a cara para ela, escondendo o rostinho no pescoço de Ron, com um bico adorável.

– Ela vai ficar o dia todo com esse bico. – O ruivo comentou, rindo, enquanto iam saindo de casa.

– Vai nada. Quando ela vir o priminho Luke ela para. Os dois brincam por horas sem fazer bagunça.

– Luk! – ela repetiu, procurando pelo primo.

– Vai brincar com ele daqui a pouco, amor do papai. – Ron a colocou na cadeirinha e eles saíram.

A biblioteca estava relativamente cheia considerando que ainda faltavam 30 minutos para o horário marcado.

Ron chegou e foi cumprimentar o dono da biblioteca e o editor, agradecendo aos dois e reiterando o quanto estava feliz e ansioso com o lançamento.

Quando mais e mais pessoas começaram a chegar, canapés e refrigerantes foram servidos aos convidados, até que na hora marcada o dono da biblioteca pediu silêncio e Ron se apresentou.

– Boa tarde.

– Boa tarde– todos responderam educadamente e Ron corou de leve, embora conhecesse quase todos ali, já que os alunos e colegas professores haviam comparecido em peso, além é claro de toda a numerosa família Weasley.

– Muito obrigado por estarem aqui nesse momento tão importante para mim. Nunca pensei em lançar um livro de psicanálise, por mais apaixonado que fosse pelo assunto, por ser algo... delicado, complexo e que geralmente a maioria das pessoas não têm interesse. Então estar aqui hoje, lançando um livro sobre a minha experiência nesses anos de profissão, casos mais intrigantes, erros cometidos e ter a atenção de tantas pessoas é realmente inacreditável e engrandecedor. Foi tudo muito inesperado... Uma piada da minha irmã quando comecei a dar uma aula sem querer num almoço de família e ali estava plantada uma ideia fixa na minha cabeça.

Alguns riram nesse momento, inclusive Gina.

– Claro que não levei a sério na hora. Mas depois, de noite, fiquei andando de um lado para outro até Hermione me parar e me obrigar a contar o que estava acontecendo...

Hermione sorriu e sussurrou “eu te amo” sem emitir as palavras, corando ao ver que todos olhavam para ela.

– Então eu comecei. Com um ano já tinha escrito mais de noventa porcento do que vão ler daqui a pouco. E amei cada segundo disso. Escrevia com minha pequena no colo, tinha ideias enquanto trocava fraldas ou dançava com a minha mulher no carpete da sala, e tentei mostrar a vocês de maneira mais didática possível como o inconsciente age sobre nós. Ele é inevitável, e certamente permeia suas ações embora não perceba.  Mas antes que eu leia para vocês o primeiro capítulo, e que dê meu autógrafo a vocês, queria reforçar que não é meu objetivo fazer nenhum de vocês um psicanalista nem afirmar categoricamente que cada coisa que fez na vida foi culpa do inconsciente. Longe disso. A leitura é apenas um convite à reflexão e à percepção de artimanhas que o inconsciente prega na gente. É isso, eu espero que gostem.

Uma salva de palmas foi ouvida, e Ron não poderia estar mais satisfeito.

– Obrigado, muito obrigado. Vou ler então para vocês o prólogo.

Fez imediatamente o silêncio e todos se sentaram no espaço reservado às leituras ( as crianças estavam do lado de fora da biblioteca, sendo ‘vigiadas’ por Fred e Jorge).

Terminada a leitura, formaram uma fila para pegar os autógrafos, e o primeiro deles era o Sr Weasley, que não cabia em si de orgulho.

– Faço questão de receber o primeiro autógrafo. – Ele disse radiante.

Ron não resistiu e puxou o pai para um abraço apertado antes mesmo de começar a assinar, tendo sido o momento devidamente registrado pelo fotógrafo e por Hermione. Os próximos da fila foram os colegas da universidade, outros psicanalistas, psicólogos e psiquiatras da cidade, alunos e no fim da fila os demais Weasley.

Ao final, as bochechas de Ron estavam doloridas de sorrir para as fotos e a mão inchada de assinar todos aqueles livros, mas absolutamente realizado.

Quando o último convidado saiu e restaram apenas os Weasley e o editor na biblioteca, Hermione foi até o marido, abraçando-o de lado.

– Ei, meu amor. Você tinha razão, eu não precisava ter ficado nervoso. Todos parecem ter gostado.

– Eu sempre tenho. - disse dando de ombros, o que o fez rir.

Ron foi até o editor e o dono da biblioteca, os agradeceu, e saiu para comemorar com a família o lançamento. Afinal, toda conquista de um Weasley pedia uma farta e barulhenta refeição à mesa, para a alegria de Molly. 

...

– Feliz Natal, meu amor. - Ron abraçou Hermione apertado tão logo deu meia noite.

– Feliz Natal! - ela sorriu para ele, feliz com a história que estavam construindo. - Tenho uma surpresa para você esse ano.

– Sério? Eu também tenho! - Ele devolveu, igualmente feliz e curioso.

– O que é? - ela quase implorou, baixinho.

– Vamos distribuir os outros presentes primeiro, depois trocamos os nossos.

– Torturar a mulher é feio, sabia? - ela revirou os olhos mas concordou em ir cumprimentar os outros e presentear todos os sobrinhos primeiro.

A toca estava absolutamente cheia aquele Natal, com a presença dos pais e irmãos de Hermione e dos pais das gêmeas Patil além de todos os netos Weasley.  No sofá, Molly distribuía os presentes com Arthur e mal continha a felicidade de ter sua família ao redor, os filhos todos com casamentos felizes e carreiras bem-sucedidas, crianças saudáveis. A seu lado, Arthur parecia estar pensando a mesma coisa, pois suspirou e disse:

– Certamente, querido.

– Acho que está na hora de aproveitar mais esses momentos com eles.

– Está dizendo que estamos velhos? – Molly retrucou em tom brincalhão.

– Também, e estou dizendo que é hora de me aposentar.

Molly o olhou surpresa, mas sorridente.

– Hora de passar o bastão para Percy. – Ele concluiu, olhando carinhosamente para a mulher, que apenas assentiu.

A essa altura, todos já tinham recebido os presentes e Ron puxara Hermione para um canto mais afastado, e já ia sussurrar alguma coisa com ela quando o Sr Weasley chamou os filhos e anunciou a aposentadoria, o que gerou mais alguns minutos de intenso burburinho.

Somente às duas da manhã, quando alguns foram embora, Ron encontrou um lugar calmo suficiente para conversar com Hermione.

– Ah, finalmente! Achei que teria que esperar até de manhã!

– Eu também... - ele riu pelo nariz- então, meu presente para você esse ano... - Ron tirou do bolso duas passagens aéreas para o Caribe para o próximo verão e entregou a Hermione, que olhava as passagens sem saber o que dizer.  - Nós nunca chegamos a ter uma lua de mel para valer, e depois ficamos ocupados demais, então pensei que talvez...

Ron não terminou o raciocínio pois Hermione se jogou nele, passando seus braços em torno do pescoço e o beijando profundamente.

Quando se soltaram, ambos muito vermelhos, Ron só pode rir.

– Isso quer dizer que gostou então...

Ela fez que sim com a cabeça, tentando recuperar o fôlego.

– E qual sua surpresa para mim?

– Sabe, Ron, quando eu te conheci nós estávamos altamente preparados para correr uma certa maratona aí... mas você tomou um tiro, eu fui embora para a casa dos meus pais, fui sequestrada, engravidei, e ai você não realizou o seu desejo. Depois veio a Sophie, o livro, e ainda não corremos a bendita prova. Então eu disse: esse ano não tem desculpa!

Ron sorriu de orelha a orelha enquanto pegava o kit dos corredores inscritos na corrida de Ottawa.

– Não faço ideia se chegaremos à metade destreinados como estamos, mas temos que ao menos tentar!

Ron só conseguia sorrir.

– Tem ideia do quanto eu te amo, Hermione?

– Não sei... Quanto é...

–  Daqui até a lua...- ele mordeu a orelha dela de leve- mais da lua até saturno...- mordeu a outra orelha...- mais a distância de saturno até plutão.

...

Na manhã de primeiro de março, Ron e Hermione estavam animados esperando a largada da corrida para amadores. Já haviam se aquecido e agora acenavam para Harry, Gina e os bebês, na torcida.

O apito soou e Ron começou a sentir a adrenalina e chuva de endorfinas que costumava sentir todos os dias. Como era bom estar de volta aquelas ruas, sem preocupações, sem distrações, e principalmente, com Hermione ao lado. Naturalmente a falta de treino e os quilos a mais cobraram seu preço... nenhum dos dois tinha condições de continuar correndo depois do terceiro posto, de modo que riram e deram as mãos, caminhando até cruzar a linha de chegada com enormes sorrisos no rosto.

– Ahh, Mione, isso foi tão bom!

– Foi fantástico. Vamos treinar de verdade esse ano e cruzar essa linha correndo ano que vem, combinado? – Ela perguntou, rindo.

– Combinado. – Respondeu e a puxou para um beijo rápido antes de ir até Gina e Harry.

– Cadê o grande Rony corredor? – Gina zombou o irmão.

– Estava aposentado, mas vai voltar com tudo esse ano, né princesa? – Ron pegou Sophie .

A garotinha fez que sim.  

– Nunca é tarde demais para voltar a fazer algo ou começar coisas diferentes, certo Ron?­–  Gina olhou para o ruivo.

Ron ergueu as sobrancelhas.

–  Certo, maninha.

– Então... conversei com papai essa semana e resolvi cursar arquitetura. Me matriculei ontem.

– Ah, Gina isso é maravilhoso!!­ – Hermione a cumprimentou e Ron simplesmente balançou a cabeça, rindo.

– Só imagino a felicidade do papai quando você disse a ele.

– Não, não imagina não– Harry comentou. – Ele só faltou sair dançando pelo escritório.

Eles riram e se despediram para irem descansar, afinal, iriam voltar a rotina no dia seguinte, na semana seguinte, nos meses seguintes, até que finalmente estivessem de férias.

...

Hermione tocava a areia ainda morna com os pés descalços, rindo ao imaginar a bagunça que o vento estava fazendo em seus cabelos. Alguns metros a frente, Ron continuava a mostrar suas recém-descobertas habilidades em natação.

– Você é um exibicionista, Ronald Weasley – Hermione disse quando estava perto o suficiente, assustando-o.  Uma onda o pegou e ele se levantou, tossindo, enquanto Hermione gargalhava.

– Ei, não é engraçado. – Disse já rindo também. – Vem cá, amor, a água tá quentinha.

– Não, para mim já deu de mar por hoje. Está escurecendo já... – Ela apontou para o céu dividido entre o laranja e o azul royal. – Mas pode continuar aí se quiser, eu vou voltar para o hotel.

Ron sacudiu a cabeça em negação.

– Não, você tem razão, voltamos amanhã para nos despedirmos desse paraíso.

Hermione deu a mão a ele e caminharam em silêncio pela faixa de areia até o ruivo reclamar que estava morto de fome.

A morena riu.

– Eu também estou. Mas hoje poderíamos pedir a comida no quarto, que acha?

– Acho ótimo, estou exausto.  Agora sei como esses nadadores se sentem no final das competições.

A morena soltou um bufo e Ron gargalhou.

– Está com ciúmes de mim, Hermione?

Ela negou com a cabeça mas não mais respondeu Ron, que se divertia com a situação.

Ela se virou para entrar no hotel mas Ron a segurou e a pegou no colo.

– Me solta Ronald! – Ela pedia se debatendo mas ele simplesmente carregou-a pelo saguão e subiu até o quarto com ela, só a colocando no chão para abrir a porta, se dobrando de rir ao ver Hermione corada.

– Eu vou te matar! Não acredito que ficou me carregando escada acima com todo mundo olhando! – Ela disse uma vez que o ruivo trancou a porta.

– Que tem olharem? Você é minha, eu sou seu... posso te carregar no colo para descansar suas pernas – Ele disse pausadamente, afastando com os dedos os cachos que caiam pelo rosto dela.

Mione fechou os olhos, suspirando ao sentir o toque dele em seu braço. Ao abrir os olhos, Ron olhava para ela com adoração, os lábios contraídos num leve sorriso.

– Lembra da primeira vez que me carregou escada acima assim? – ela perguntou, puxando-o pela mão até a varanda do quarto.

– Lembro. – Ele a abraçou por trás, beijando o pescoço. – Estava uma noite linda como essa, só que em vez da visão do paraíso tínhamos a visão dos prédios de Ottawa passando pela janela do carro, e então você saiu com seu pesado vestido de noiva, e tentou levantá-lo um pouco para não sair arrastando. Mas como um cavalheiro não podia deixar você naquela situação, então eu entrei com você no colo e te carreguei até nosso quarto.

Hermione sorriu e se virou, beijando-o lentamente.

– Tudo foi perfeito aquele dia. Mas sabe o que mais amei no nosso casamento?

Ron fez que não.

– Ver você trêmulo naquela igreja, me dizendo seus votos, tentando não chorar, e eu na mesma situação.

Ele riu, e de repente os olhos de ambos estavam marejados.

– Bem, acho que podemos reviver isso, aqui e agora, já que me lembro de cada palavra dita aquele dia.

Ela concordou e os dois respiraram fundo, e de mãos dadas olharam um para o outro.

– Hermione. Um nome que deriva de Hermes, que significa sabedoria. Eu gosto dessa palavra, sabedoria. Eu costumava me achar sábio, pois estava sempre ali, as voltas com livros, trabalhava com conhecimento... então, você me fez apaixonado e vi que na verdade antes de você eu era um tolo. Um tolo dos maiores, eu diria, pois achava que não havia sido feito para amar ninguém, acreditava que eu não precisava disso, que já estava completo. Eu me bastava... Então você me amou e me senti verdadeiramente sábio, pois passei a ter o maior conhecimento do mundo: o de que o amor não é uma invenção de conto de fadas, mas uma força capaz de transformar tudo e todos, construir pontes onde havia muros e movimentar o mundo. O amor nos mudou por inteiro, e você sabe todos os exemplos que eu poderia dizer aqui para mostrar isso aos nossos parentes e amigos... mas em vez disso, vou dizer apenas que fomos surpreendidos há alguns meses com um novo formato de amor... que nos fez imediatamente mais maduros, que cancelou alguns de nossos planos e antecipou outros, que foi o amor em forma de um mini ser humano. Ah, Hermione, eu poderia te agradecer por tantas coisas... mas acima de tudo, obrigada por aceitar formar uma família comigo e me fazer tão realizado.

Hermione soltou as mãos rapidamente para enxugar o rosto, segurou novamente as de Ron, e fechando os olhos foi transportada para aquele dia novamente:

–Ah, como eu amo esse ruivo... Ronald, quando a vida me levou até você eu era apenas uma concha, vazia de qualquer sentimento bom e recheada de angústias, inseguranças, e por que não, comodismo também. Estava desde sempre tão acostumada ao sofrimento que não me apegava aos momentos felizes pois sabia que não iriam durar ou achava que não era digna deles. Mas quando pela primeira vez ouvi sua voz, foi como se uma luz bem fraquinha estivesse sendo acesa no meio da escuridão, e você foi me tratando, preenchendo-me com luz, me mostrando que eu era digna de ser feliz, que era possível me livrar do que me acorrentava ao passado, e então me apaixonei... tive tanto medo de que dissesse não... e quando disse sim tive tanto medo de que eu não soubesse demonstrar o quanto te amava... mas essas inseguranças só existiam longe. Quando você se aproximava, quando me tocava, me transformava, e me transformei tanto que aos poucos me livrei dos meus últimos fantasmas e soube que esse amor seria eterno como o amor que já temos pelo nosso bebê, mesmo sem conhecê-lo. E um amor como esse não precisa de promessa ou jura, ele apenas age e perdura. Então, eu também tenho que dizer obrigada pelo privilégio de saber que sou tão amada.

Hermione abriu os olhos, e viu que Ron ria e chorava.

– Eu seria capaz de me casar com você todos os dias. – Ele disse antes de tomá-la nos braços e beijá-la com a mesma paixão e desespero que o primeiro beijo, no consultório dele.

Quando conseguiram se separar, Hermione reuniu fôlego para responder:

– E todos os dias eu seria a mulher mais feliz do mundo.

Ele sorriu orgulhoso.

– Ah, Hermione, apenas peça-me tudo o que você quiser.

– Então só vou pedir uma coisa. Continue a me amar, como você já faz todos os dias.

Ele assentiu e já ia beijá-la quando ela deu um passo atrás.

– Na verdade, Ron, tem uma coisa que quero pedir sim.

O ruivo assentiu, curioso.

– Claro, o que quiser.

– Quero promover Sophie a irmã mais velha.

O queixo de Ron caiu.

– Eu sei que é complicado, e que ela só tem dois anos e...

Ron a interrompeu, colocando seu indicador nos lábios dela.

– Eu adorei seu pedido, tanto que vou levá-lo como uma ordem e começar a trabalhar com ele agora.

Hermione riu e caiu nos braços do homem que amava, se entregando à felicidade, desejando que todos no mundo encontrassem a sua metade.


Notas Finais


Então, aqui estamos com os olhos marejados de um misto de saudade e felicidade após mais uma fanfic concluída.
E dessa vez esse último capítulo teve um sabor a mais: o de vitória. 🙏
Do que você tá falando Luma?
Escrever sempre funcionou para mim, juntamente com a música, como um bote salva vidas para a minha saúde mental. Mas um bote às vezes vira também no meio da tempestade, e foi isso o que aconteceu no final de 2020/incio de 2021. Eu tava trabalhando demais, e nem mesmo a escrita estava me distraindo, de modo que minha escrita não estava mais me agradando. Resultado: parei de escrever. Por quatro meses eu abria o word e não vinha nada.
Ouvia a música, tinha vontade de escrever, mas quando começava não conseguia continuar. Achei que tinha perdido meu talento. 💔😔
E onde está a ironia?
Essa fanfic é 100% Romione, 100% fictícia, mas é 100% sobre questões que afetam a sociedade. E quando comecei a escreve-la quase um ano atrás não tinha ideia de que eu precisaria de fazer terapia. Eu estudei bastante pra escrever os primeiros capítulos, reforcei meu conhecimento em psiquiatria, mas em momento nenhum pensei que precisaria de um psicólogo do meu lado para voltar a encontrar brilho nas coisas que eu gostava de fazer. E então voltei.
Então, ver essa fic pronta hoje, é parecido com o Sr e a Sra Weasley dizendo que venceram ao ver a família reunida ali. Eu venci. Venci a insegurança para não decepcionar vocês, meus queridos leitores, sempre tão fiéis. 🥺
Então nada mais a dizer tenho a não ser obrigada. Você que está desde o início, obrigada pela paciência de esperar 4 meses pela continuação. A você que conheceu minha história depois, obrigada pelo voto de confiança. E a você que ainda não começou a ler e vai ler minha fic no futuro, saiba que também você tem minha gratidão.
Enfim, era só isso tudo que tinha pra dizer. 🤧
PS: vou me dedicar à segunda temporada de New Horizon agora, então não sei quando volto com fanfic em universo alternativo. Fui! ☺️


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