História Love Me or Leave Me - Capítulo 25


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Categorias Little Mix
Personagens Jade Thirlwall, Jesy Nelson, Leigh-Anne Pinnock, Perrie Edwards, Personagens Originais
Tags Jadethirlwall, Jerrie, Jesynelson, Leighannepinnock, Littlemix, Perrieedwards
Visualizações 25
Palavras 1.234
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Festa, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Estou focando mais em cenas entre Perrie e Alex nesses primeiros capítulos pra desenvolver a história como ela precisa ser desenvolvida. Relacionamentos abusivos não são coisas fáceis de se abordar, portanto, à partir do momento que resolvi trazer isso pra história, estou sendo cuidadosa e tentando dar o meu melhor pra realidade que Perrie vive parecer, de fato, verdadeira.

Espero que minha missão aqui - de fazer vocês sentirem a dor de Perrie -, esteja funcionando.

Boa leitura!

Capítulo 25 - Bed of Roses


Fanfic / Fanfiction Love Me or Leave Me - Capítulo 25 - Bed of Roses

"I wanna lay you down in a bed of roses, for tonight I sleep on a bed of nails." - Bon Jovi

(Eu quero deitar você numa cama de rosas, pois esta noite eu durmo numa cama de pregos)

--

Eu estava distraída na cama, deslizando pela minha galeria de fotos desde as mais antigas até as atuais. Entre outubro e o fim de dezembro, o que mais havia ali eram fotos minhas e de Jade. Normalmente, fotos loucas e sem qualquer sentido, que a gente apenas tirava por tirar.

Selfies idiotas ou fotos de Jade sozinha, em algumas bebendo seu amado chá ou distraída olhando pra nenhum lugar em particular.

Eu sorria a cada foto de nós duas que encontrava, sentindo meu coração aquecer ao lembrar de todos os momentos que passamos juntas.

Havia um gif, inclusive. Nele, Jade se aproximava da câmera e a beijava. Eu quase pude sentir a doçura de seus lindos lábios.

Ri quando encontrei uma foto dela caída no chão depois de bater o dedinho do pé na borda da cama. Lembro que, naquele dia em particular, eu me sentia a garota mais feliz do mundo.

Tanto havia mudado desde então que eu mal me lembrava qual o gosto daquele sentimento.

- O que é tão engraçado?

A voz de Alex me assustou. Tentei bloquear a tela do celular, mas ele o tomou antes que eu tivesse a oportunidade.

Engoli em seco. Ele deveria chegar mais tarde. Era pra estar numa consulta com seu médico no momento, cuidando da perna lesionada. Não em casa.

Alex fitou a tela do meu celular em silêncio, deslizando o dedo por ela. Sua expressão endurecia a cada segundo.

Quando ele se aproximou, me encolhi na cama, achando que ele me bateria. Eu ainda tinha a atadura na testa e os hematomas de seus dedos na minha pele, portanto sempre que ele se aproximava, meu corpo se encolhia como forma de defesa antecipada.

Era incrível como, em tão pouco tempo, ele havia criado aquele récuo em mim. Aquele medo de ser tocada.

Alex havia se tornado uma pessoa totalmente diferente desde a traição. Completamente diferente. Eu sabia que meus atos foram terríveis e que, se ele quisesse, não tinha qualquer obrigação de me perdoar. Mas o que ele estava fazendo...

Eu merecia tudo aquilo?

Alex parou ao meu lado, me encarando intensamente. Pelos olhos vermelhos e inchados, havia bebido muito. Eu não podia sentir cheiros, mas podia apostar que ele cheirava a álcool.

- Fotos de Jade, hum?

Eu não disse nada, apenas me encolhi mais. Quase tinha esperanças de que aquela cama me engoliria em algum momento.

Alex se aproximou, ainda segurando meu celular, e deitou ao meu lado. Para a minha surpresa, ele repousou a cabeça em meu ombro e ergueu o telefone para que eu pudesse ver o que se passava na tela. Fiquei imóvel, quase sem respirar.

Eu tinha medo de ele se irritar se eu agisse de alguma maneira que não fosse certa aos seus olhos.

Alex deslizava pela minha galeria, passando por todas as fotos minhas e de Jade. Ele estalava a língua vez ou outra, mas de um todo permanecia em silêncio.

A ansiedade que eu sentia ao desconhecer suas ações futuras era agonizante.

- Se continuar guardando isso - disse ele depois de um longo tempo. -, não vai superar Jade.

E se eu não quiser superá-la?!, pensei. Mas não disse aquilo em voz alta. Ele não gostaria.

Ele apagou uma selfie nossa no sofá, onde Jade tinha os braços entrelaçados no meu pescoço.

Aquele pequeno gesto partiu meu coração.

- Vamos excluir tudo - disse Alex, a voz arrastada pela bebida. - Isso te faz sofrer, meu amor. E também me faz sofrer. Não gosto da sensação de saber que anda pensando em outra pessoa quando deveria preservar seus pensamentos somente pra mim, seu noivo.

Ele apagou o gif e os vídeos. Apagou foto por foto, inclusive aquelas que capturei sem que Jade percebesse.

O nó na minha garganta crescia a cada segundo que passava.

- Você entende que faço isso pro seu bem, certo? - questionou Alex, falando arrastado enquanto terminava de apagar os arquivos tão significavos pra mim. - E pro bem do nosso casamento. Como seremos felizes se seus pensamentos forem de outra pessoa? É injusto comigo, Perrie. Parte meu coração ver que, mesmo depois de todas as minhas provas de amor, você ainda teima em contrariar minhas palavras, em evitar meus ensinamentos. Às vezes acho que me odeia.

Ele apagou a última foto e, quando a vi desaparecer da galeria, quase derramei lágrimas. Ultimamente, tudo o que eu fazia era derrubar lágrimas. Mas Alex odiava. E eu não o queria irritado, então tratei de secá-las antes mesmo delas despencarem.

Ele checou o resto da minha galeria atrás de mais fotos e, quando não achou nenhuma, foi até meus contatos. Ele apagou o número de Jade. Simplesmente apagou.

Eu cerrei os punhos sob o cobertor, querendo muito resistir, mas com um medo muito maior do que qualquer pequena coragem que poderia vir a ter.

Alex jogou meu celular sobre o criado-mudo e se arrastou até mim, colocando seu corpo pesado sobre o meu. Seu toque me rasgava. Era como facas sendo enfiadas em mim, de tão terrível que era a sensação de pele contra pele.

Ele desceu os lábios até os meus. Eu retribui seu beijo automaticamente, quase como uma máquina. Se eu decidisse parar e pensar, estacaria no meio do caminho. Então apenas não pensei.

Senti ele tirando a coberta que separava nossos corpos e a jogando longe.

Ele arrancou minha roupa e então arrancou a dele. Sem qualquer preliminar, ele se encaixou dentro de mim e começou a se movimentar, gemendo baixinho contra o meu pescoço a cada investida.

Eu me sentia extremamente desconfortável sob seu toque, mas me afastei o máximo possível da sensação enquanto preenchia minha mente com o vazio.

Se ainda me restasse alguma lágrima, ela estaria escorrendo naquele momento.

Para a minha felicidade, Alex terminou logo e desabou para o lado, ofegante. Minutos depois, ele caiu no sono.

Meu corpo permaneceu imóvel sobre a cama, a respiração fraca e a mente silenciosa.

Só fui ter alguma reação um longo tempo depois, quando levantei e fui até o banheiro tomar banho, tentando tirar da minha pele a sensação de seu toque.

Quando saí do banheiro, fui incapaz de retornar ao quarto e deitar ao lado dele.

Em vez disso, desci até a cozinha e me servi de uísque. Não me preocupei em pegar um copo. Bebi da garrafa, seguindo até a sala e o piano que havia ali.

Sentei no banquinho, quase automaticamente, e depois de um longo gole de uísque, pousei a garrafa no chão ao meu lado, me ajeitando em frente ao piano.

Meus dedos deslizaram suavemente pelas teclas geladas e uma melodia teve início. Por algum motivo, ela acalmou meu coração.

Quase como um toque interior de esperança, uma vozinha que dizia que tudo ficaria bem cedo ou tarde.

Eu queria muito que ela estivesse certa.

Pensei em Jade. Em seu sorriso, seu abraço reconfortante, sua preocupação genuína comigo...

Eu havia estragado tudo aquilo. Havia estragado o que tínhamos. E, naquele momento, me via presa numa gaiola, sem esperanças de que eu fosse encontrar a chave para abrir o cadeado e me libertar.

Me sentia completamente em pedaços. Tinha medo de nunca mais me sentir completa outra vez.


Notas Finais


Beijão xxxx


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