História Love Me or Leave Me - Capítulo 5


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Categorias Little Mix
Personagens Jade Thirlwall, Jesy Nelson, Leigh-Anne Pinnock, Perrie Edwards, Personagens Originais
Tags Jadethirlwall, Jerrie, Jesynelson, Leighannepinnock, Littlemix, Perrieedwards
Visualizações 9
Palavras 2.270
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Festa, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá, tenham uma boa leitura!

Capítulo 5 - We Don't Talk Anymore


"Every now and then I think you might want me to come show up at your door, but I'm just too afraid that I'll be wrong." - We Don't Talk Anymore, Charlie Puth

--

Leigh me cumprimentou com um storie quando cheguei ao café nas proximidades de sua casa.

- Diga oi pra galera, Jeed! - ela exclamou.

- Oiiiii - eu disse, sorrindo e acenando para a tela do celular.

Como era um estabelecimento residencial, estaríamos seguras dos paparazzis. O que era ótimo, dado ao assunto sobre o qual falaríamos.

Pedi um latte de baunilha enquanto Leigh finalizava o storie e sentei com ela numa confortável mesinha às margens da vidraçaria do lugar. Da região privilegiada, era possível ver a rua gramada do lado de fora.

Ela tinha o próprio latte, ornado com um pequeno prato cheio de marshmallows. Comeu um, me fitando, e pousou o celular gentilmente sobre a mesa.

- Estou me sentindo uma presa sob esse seu olhar de predador, Leigh - comentei, tomando um gole do latte.

- Me desculpe - disse ela, desmanchando a seriedade com um sorriso torto. - Ainda estou tentando processar que "Jerrie is real", sabe?

- Não exatamente real - retruquei. Só seria real se Perrie nutrisse os mesmos sentimentos, o que era impossível de acontecer.

- Faz quanto tempo que se sente assim sobre ela?

- Três anos - dei de ombros. - Quase quatro.

O queixo de Leigh caiu.

- O quê?! - ela exclamou tão alto que chamou a atenção dos demais clientes do estabelecimento.

Eu a encarei.

- Por favor, fale mais baixo.

Leigh assentiu, como se pedisse desculpas. E então franziu a testa.

- Por que não me contou isso antes, Jeed? Só posso imaginar a bagagem que você levou sozinha durante todos esses anos!

- Eu tinha medo de qual seria a reação de vocês. Por isso guardei para mim. E é só besteira, Leigh. Não havia porque contar.

- Besteira? Amar alguém não é besteira nenhuma.

- Mas amar Perrie é - eu retruquei. - Ela é tão feliz com Alex. E jamais me olharia como olha para ele.

- Por que não?! - Leigh torceu os lábios. - Você nunca contou o que sente. E se ela sentir o mesmo?

Eu revirei os olhos, tomando um gole longo do latte.

- Pensei que você tentaria me ajudar a levar um choque de realidade, Pinnock, não que fosse trazer mais dúvidas pra minha maldita cabeça.

- Mas faz todo o sentido! - Leigh exclamou. - E pra falar a verdade, eu sempre notei uma química entre vocês. Não apenas eu, né... Todo o fandom também.

Bufei.

- Eu deveria ter trago Jesy. Pelo menos ela me daria um tapa verbal e eu acordaria pra vida. Talvez até superasse de uma vez por todas.

- Eu só quero que você pese todas as possibilidades, Jeed. Quero que tenha certeza. E se estiver deixando ir embora o amor da sua vida por medo de se abrir?!

Eu fitei Leigh com raiva.

- O que você tá fazendo comigo é torturante, Leigh-Anne Pinnock. Eu quero muito te matar.

- Mas não vai - Leigh sorriu pra mim inocentemente.

- Não - confirmei em derrota. - Mas quero.

Ela sorriu mais, apoiando o próprio rosto entre as mãos. Parecia animada com a perspectiva da minha paixão por Perrie, apesar de eu não estar.

- Preciso terminar com Jed - falei de repente. E tomei o último gole do latte.

- Quanto a isso... o que você disse pra ele ontem? Ele deve ter perguntado o motivo das suas lágrimas.

Eu sacudi a cabeça, surrupiando um marshmallow do prato de Leigh.

- Jed pensou que eu estava apaixonada por Alex.

Leigh parecia prestes a exclamar um segundo e estrondoso "o quê", mas eu prossegui antes que ela fosse capaz de chamar mais atenção:

- Eu tô me sentindo uma vadia insensível, Leigh. Ontem ele começou a gritar o quanto me amava e o quanto o modo como eu ando agindo o está deixando louco. Eu o estou machucando, tanto quanto me sinto machucada com a situação com Pezz. Ele me abraçou quando eu chorei e disse que tudo ia ficar bem. Ele disse que a gente poderia tentar recomeçar a partir de hoje. Mesmo que eu o queira comigo e o ame muito, sei que nunca vou poder retribuir o amor que ele me dá na mesma intensidade. E ele merece alguém que o ame a altura que ele ama. Que o valorize. Eu não sou essa pessoa, Leigh. Mas não consegui negar quando ele pediu pra gente recomeçar. Eu não vou aguentar quebrar o coração dele ainda mais.

Nós ficamos em silêncio depois do meu breve discurso. Aquela culpa esmagadora voltou a pressionar meus ombros quando disse aquilo tudo em voz alta, mas me ajudou a ter certeza do que eu precisava fazer.

- Você só será uma vadia insensível se continuar mentindo para ambos. Jed precisa saber a verdade. E você precisa deixar ele ir.

- Tenho medo de perder a amizade que a gente têm - falei. - Ele me apoia tanto.

- Faça a coisa certa, e Jed não vai ficar com raiva de você. Se ele é o cavalheiro que sei que é, não vai agir como um imbecil.

Eu respirei fundo.

- Talvez você esteja certa.

- Talvez? Eu sempre estou - ela piscou para mim, descontraindo a tensão que de repente havia me envolvido. - Mas e quanto a Pezz? Quando você soube que gostava dela?

Eu mantive os olhos acuados sobre Leigh, debatendo se contava ou não sobre a fatídica noite do meu aniversário de 23 anos. Suspirei. Por que não? Eu já havia contado tudo. Mais um detalhe não faria diferença. Além disso, aquela conversa estava sendo mais terapêutica do que eu imaginava. Leigh não me julgava. Em vez disso, me apoiava e conseguia descontrair parte da dor que me sufocava a cada novo dia.

Eu só conseguia pensar em como havia sido idiota em achar que ela passaria a me ver com outros olhos. Começava a imaginar se Jesy não agiria da mesma forma.

- Eu soube que sentia algo quando a gente... - suspirei, passando a mão timidamente pelo rosto. Felizmente, meus óculos escuros impediam que ela visse meus olhos. O que era um pequeno, porém bem-vindo conforto. -... quando a gente se beijou na minha festa de 23 anos.

Leigh arregalou os olhos, seu rosto incapaz de esconder o terceiro baque do dia. Felizmente, ela não exclamou 'o quê' como imaginei que exclamaria. Em vez disso, encheu a boca com marshmallows enquanto me encarava.

- Uau - ela disse simplesmente.

- É, eu sei.

- E como foi?

Ergui uma sobrancelha.

- É sério que essa é a sua pergunta?

- Por que não seria? - Leigh deu de ombros. - Eu preciso saber se Perrie Louise Edwards é mesmo tão perfeita em absolutamente tudo.

Quando eu mantive meu olhar incrédulo sobre Leigh, ela me pressionou:

- E então? Bom, razoável ou ruim?

Eu revirei os olhos, mas ponderei sobre a questão. A resposta era clara na minha mente.

- Perfeito. Simplesmente perfeito.

- Isso responde até demais minhas dúvidas - Leigh fez uma careta. E então se voltou para mim, o aspecto mais sério. - Agora eu entendo porque você começou a se afastar um pouco da gente. Principalmente de Perrie. Nossos fãs perceberam, inclusive.

- Às vezes eu ficava me perguntando se Pezz se lembrava do beijo, mas tinha vergonha de comentar comigo do mesmo jeito que eu tinha de comentar com ela. Ou se foi tão desimportante para ela que nem valia espaço na memória. No dia seguinte ela agiu normal, e em todos os dias depois. E foi ela quem me beijou, Leigh. Nós nunca conversamos sobre aquela noite. Não deu tempo. Quando eu tomei coragem, ela começou a sair com o Alex. Meses depois, eles assumiram o namoro. E agora já é tarde demais pra qualquer coisa.

- Mas você já estava com o Jed na época - lembrou Leigh. - Talvez Pezz não quis atrapalhar a relação de vocês e resolveu encontrar alguém o mais rápido possível justamente por isso.

- Eu não sei... - pensei na corrida matinal que dividimos naquela primeira manhã depois que pisei em Londres. - Não acho que ela se lembre. E eu também não vou perguntar diretamente, porque agora quem não quer atrapalhar o relacionamento dela sou eu. Aqueles dois foram feitos um para o outro. É evidente na maneira como ela olha pra ele.

- Mas sempre há o fato de que ela te beijou primeiro, Jade. Isso não é algo pra se deixar de lado.

- Estávamos bêbadas, Leigh. Acontece.

- Tá, mas você não acredita mesmo nisso. Está mentindo pra si mesma, de novo.

Senti um nó fechar minha garganta.

- Não quero pensar que talvez, de alguma maneira, ela me amou lá atrás como amo ela hoje. Doeria muito, Leigh. Doeria muito saber que foi tão fácil pra ela esquecer nosso beijo, ou pelo menos se lembrar dele, já que logo depois começou aquele relacionamento com o Alex. Eu não quero pensar que fui insuficiente, Leigh. Já é difícil demais pra mim, não quero me afundar ainda mais pensando que existam possibilidades. Pensando que para ela, aquele beijo talvez tenha sido tão importante quanto foi pra mim.

Leigh me olhou com compreensão. Seu rosto estava torcido, como se ela pudesse sentir minha dor.

- Eu sinto muito por tudo isso, Jeed. De verdade.

- Tá tudo bem - eu assegurei. - Um dia eu vou superar e tudo vai ficar ainda melhor.

Leigh respirou fundo, ajeitando-se na cadeira.

- No seu lugar, eu não saberia nem como agir. Deus, você faz isso tão bem! - ela estendeu o braço por cima da mesa, apertando de leve o meu.

- Nem tanto ultimamente - respondi, aceitando o toque reconfortante. - Mas sei que se eu continuar agindo assim e sentindo o que sinto, vou acabar não apenas ferrando a mim e a Jed, como também a banda. Preciso me livrar desses sentimentos.

- Você precisa respirar novos ares, Jade. Essa é a verdade.

- Talvez - pensei a respeito. - Mas antes preciso terminar com Jed. Preciso tomar coragem e fazer isso. Mesmo arriscando perdê-lo pra sempre. Não posso estar com alguém e imaginar outra pessoa quando a gente tá transando, é simplesmente inaceit...

- O quê?!

Eu corei quando percebi o que deixei escapar. E quando todos os clientes voltaram a nos encarar por causa da exclamação de Leigh-Anne, tive a sensação de que eles olhavam especificamente para mim, como se tivessem escutado minha confissão.

Escondi o rosto entre as mãos e corei ainda mais com a risada de Leigh.

- Jade... - ela disse, ainda rindo. - Ah, meu Deus. Me conte mais sobre isso.

Dei um tapa no braço dela, horrorizada.

- Leigh-Anne!

Ela riu mais baixo.

- Você definitivamente não merece Jed.

Leigh levantou e foi buscar mais café pra gente. Ao que parecia, ela ainda tinha muitas perguntas para me fazer.

Aguardei na mesa, pensativa.

Quando Leigh voltou, resplandecente com os lattes nas mãos, eu já havia me decidido.

- Vou terminar com Jed hoje a noite, quando ele voltar da reunião com os Struts.

Leigh sorriu compreensiva para mim, substituindo meu latte vazio pelo novo.

- Ele vai te entender, babe. E você certamente vai se sentir mais leve depois.

Eu sorri de volta, mesmo sendo um sorriso pequeno e quase difícil de deixar sair. Tomei um gole curto.

Sinceramente? Fazia anos que eu não me sentia bem como eu me sentia naquele momento. Ou bem na medida do possível. E tudo era graças a Leigh-Anne.

- Estamos quase fechando o contrato com a PLT, prestes a ter nossa própria linha de roupas! Dá pra acreditar?! Eu não vejo a hora de acompanhar o processo de criação dos modelos. Tenho vários em mente! Isso vai te ajudar a ocupar a mente enquanto o tour não chega.

A maneira como Leigh mudava drasticamente de assunto era irritante, mas eu agradeci por isso. Sabendo como ela era e sabendo que não me deixaria em paz depois de todas as revelações, respirar ar limpo pelo menos um pouco antes de mais conversas sobre meu amor não correspondido por Perrie era um alívio.

Eu sorri mais um pouco e dei continuidade na conversa. Mas minha mente estava mesmo focada naquela noite, quando eu partiria de uma vez por todas o coração de Jed.

***

Quando cheguei em casa de tarde - havia ido ao shopping com Leigh -, descobri que Jed teve que ir às pressas para L. A. porque a data do show havia sido antecipada em dois dias, por conta de uma outra banda que tocaria no mesmo lugar, mas que precisou mudar a escala temporal.

Ele me deixou uma mensagem de voz, despedindo-se e pedindo desculpas por não ter tido a chance de fazer aquilo pessoalmente.

Eu suspirei. Esperava ter coragem de terminar com ele quando retornasse de viagem, já que eu não faria aquilo por telefone de maneira nenhuma.

Vi como Pezz sofreu quando Zayn terminou via mensagem com ela. A última coisa que eu queria era fazer o mesmo com Jed. Até porque, assim como Perrie, ele não merecia. Ninguém merecia.

Tentei ligar para ele para desejar uma boa viagem, mas o telefone caiu na caixa postal. Deixei um correio de voz.

Suspirei.

Eu sentia como se um véu embaçasse meus olhos. Não tinha ideia do que esperar daqui pra frente, agora que Leigh sabia dos meus desejos mais profundos.

Tudo o que me restava era esperar pra ver.


Notas Finais


Me perdoem pela enrolação e pela falta de #jerrie nesses primeiros capítulos. Eu quero construir uma boa base, sem fazer um negócio raso, que surge de uma hora pra outra. Peço que tenham paciência, prometo que logo, logo vocês terão sua primeira dose de #jerrie

Beijão


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