História Love my baby - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jungkook
Visualizações 10
Palavras 1.250
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Hentai, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Capítulo I


CAP 1

(Jungkook P.O.V)

Amanhã começa as aulas do primeiro ano e a loucura é inevitável, passei a minha vida toda em Busan, a cidade menos conhecida da Coréia do Sul, estamos muito longe de Seul para termos uma Starbucks, às mesmas famílias vivem aqui à gerações, minha mãe dizia que só tinha dois tipos de pessoas em Busan, os muito burros para irem embora e os condenados a ficar. Meu pai não sai do escritório desde que ela morreu, algumas pessoas dizem que foi a vontade de Deus, já eu acho que é o único jeito das pessoas saírem daqui, moramos no interior, não na roça mas é bem diferente da capital, e ainda sim acho que até os mortos ficam em Busan.

Mama é minha tia, irmã do meu pai, veio para cá desde que minha mãe faleceu, a mesma teve morte cerebral o que não deu tempo nem de doar os órgãos, as pessoas me olhavam com pena na UTI, mesmo com vários outros pacientes juntos, a atenção era voltada somente a mim, o que resultou em mais lágrimas, o médico alto que nos atendera e trazia as notícias do quão mau minha mãe se encontrava, nos dizia que ela só tinha 1% de chance, nos aconselhando a se despedir antes que as máquinas não consiguisem a sustentar mais. Tentava poupar os soluços mas os mesmos saiam sem permissão, a falta de ar já me atingia e os meus pulmões doíam, é, eu estava tendo uma crise de asma, era o que faltava. Os enfermeiros me arrastaram até outra ala, pulsionando a bombinha, já me preparando para o soro e a injeção de Adrenalina.

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- PAAI, fiz o café da manhã – gritei da cozinha já imaginando que provavelmente ele se encontrava dormindo em cima de vários documentos do trabalho.

Mama vinha entrando pela porta da frente com sacolas de supermercado, trazendo refrigerantes, chás, suco, lámen, frutos do mar e especiarias. Era o que eu tinha esquecido de comprar nesse mês, então anotei tudo e pedi para que ela a comprasse de manhã, já que sempre dá uma caminhada nas segundas.

- É isso que vai vestir no seu primeiro dia de aula ?- eu trajava um moletom preto, uma calça larga e um tênis surrado da Nike, era o mesmo que eu usava a 2 anos seguidos, não porque o meu pai não tivesse condição de comprar outro, longe disso, eu só não jogava fora por ser um presente da minha mãe, no meu aniversário de 14 anos.

- Eu tô no primeiro ano agora Mama, se eu me importar com a roupa perco minha credibilidade.

- Pensei que fosse pintar o cabelo.

- Quem disse isso ?

- eu disse. Presta atenção nas datas marcadas das embalagens.

- Certo, obrigada Mama. Comprou muito lámen?

- Só alguns, Já decidiu quais faculdades irá se escrever?

- Todas elas, desde que fique bem longe daqui.

- Amém pra isso, foi correr ontem a noite ?

- Fui.

- te ajudou a dormir ?

- tenho inveja das pessoas em coma.

- Seu pai saiu em alguma hora?

- Não

Amo minha cidade natal, porém as lembranças da minha mãe sempre vêem a tona, claro que é sempre bom relembrar os bons momentos, mas, às vezes chega a ser demais.

Muitos alunos de onde estudei o ensino fundamental foram para a escola Chung-ang e eu fui um deles.

Segui para casa de Taehyung, um dos meus melhores amigos desde o primário, sua mãe o obrigava a esperar ela o abençoar todas as manhãs, era patetico como ela enlouqueceu depois que ficou viúva, era mãe de Taehyung e mesmo assim nunca simpatizei muito com a mesma, antigamente ela era o tipo de mãezona, pena que essa época passou.

- Saia daí agora- e ela me viu na janela, mais um tapa desferido na orelha de Taehyung.

- MÃE, por favor, eu preciso levar Jungkook para a escola.- Sim, ele tem um carro aos seus gloriosos 16 anos, sua mãe o comprou ano passado, talvez mas só talvez, ela ainda seja uma boa pessoa, mas com as emoções conturbadas.

- Taehyung aonde está o beijo da sua mãe ?- ele ouviu ? Nem eu, saiu as pressas de casa entrando no carro.

- Eai, ela beija bem pelo menos?

- Ah Cala a boca, a minha mãe tá oficialmente mais pirada desde que o meu pai morreu, eu não entendo como amar Jesus fez aquela mulher tão maluca. Ela mandou tanto meu pai pro inferno que eu aposto que ele bebia só pra chegar lá mais rápido.

Ligou o carro, botou o pé no acelerador e deu a primeira marcha, a escola não era tão longe, de carro demorava uns 5 minutos, mas a pé era uns 15.

Chegamos na escola, com o estômago remexendo, se não acontecesse isso não seria eu. Adentramos e quando achei nossa sala fui para uma carteira encostada na parede, que não ficasse tão atrás, pois minha vista as vezes embaçava quando era o pincel azul ou vermelho, logo o Tae veio atrás e se sentou na minha frente.

Estava bom demais para ser verdade.

- Como foi o seu verão lindinho ? – E essa era a Irene, uma menina que conheci no fundamental, demos alguns selinhos, mas não passou disso. E hoje em dia ela não desgruda do meu pé.

- Foi bom Irene, e o seu?

- Maravilhoso. Porque não foi na festa do Jonghyun ?, estava tão divertida.

- Não tava muito afim.

- Eu não to entendendo o que está acontecendo.

- Eu sei disso, desculpa.

- Pediu que te desse o verão e eu dei, não tive notícias suas, mas fui uma boa garota, não te liguei, mas senti sua falta. Que tal pegarmos um cineminha ? Só você e eu, sem estresse, seria ótimo.

-Tá legal.- Digo com um sorriso amável.

Quem nunca marcou e não foi? Não que eu goste de magoar as pessoas, jamais. Mas ela é o tipo de pessoa que só tem interesse em te usar e depois espalhar para a escola, dizendo vantagens para suas amigas. E eu tô fora disso.

O sinal bateu e a Irene saiu da minha frente, mas olha que maravilha, ela sentou do meu lado.

Nem notei os rostos diferentes, nunca me importei com isso e agora não seria diferente. Errado.

Havia um menino que me chamava atenção, ele era tão transparente com suas emoções, sempre sorrindo, dando uma gargalhada gostosa de ouvir, seus cabelos eram ruivos ondulados, seria um anjo?

Esses são talvez os mais perigosos, anjos celestiais que fazem você lhe implorar sedento por um afago de suas camas, os mesmos com uma beleza indescritível, os manipulando com os menores gestos possíveis, quão bobos somos nós, homens apaixonados sem noção do quão perigoso esses jogos podem ser, mesmo adorando os jogadores, eles tendem a fazer as melhores jogadas, aí de quem não se preparar.

Deixando o lado fictício das histórias, volto a me perder em suas covinhas, não que eu esteja o amando, não me apaixono fácil, mas uma coisa que diria me deixar perdidamente cego era sua beleza, essa sim era merecedora de tantos amores. Tomara que seu interior seja tão belo quanto a carne macia e cheirosa que se mostra viva. Taehyung sim estava abobalhado, pensando de qual paraíso ele veio.

Desisto de olhar a minha volta, o professor faz a chamada e depois de três longas aulas de apresentações e dinâmicas ele anuncia o intervalo.



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