História Love Next Door (Satzu) - Capítulo 4


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Categorias TWICE
Personagens Chaeyoung, Dahyun, Jihyo, Jungyeon, Mina, Momo, Nayeon, Sana, Tzuyu
Tags 2yeon, Mimo, Satzu, Tzuna
Visualizações 272
Palavras 3.421
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi galero, como vocês estão?
Esse capítulo foi mais longo, mas eu prometo que no próximo (que é maior e eu estava pensando em postar ele hoje) vai melhor.
Perdoem qualquer erro, espero que gostem :)

Capítulo 4 - Third Month - Tzuyu P.O.V


"Chaeyoung, aconteceu de novo. Como assim o que? Sana acordou gritando oras. Já é a terceira vez essa semana e eu não sei o que fazer. Eu sei que são 2:54 da manhã, não pense que eu gosto de te ligar a essa hora. Tá bom Chae, volta a dormir sua inútil. Te amo." Finalizo a ligação e encaro minha porta. Sei que Sana está no banheiro em frente à meu quarto por conta do pequeno feixe de luz que passa pelo espaço entre o chão e a porta.

Faz um mês desde que Sana decidiu vir morar comigo, já fazem três meses que estou grávida. Logo vou poder saber o sexo do bebê, mas isso não vai fazer diferença na minha vida não é?

Já são também três semanas que minha vizinha está estranha. Antes, na primeira em que veio morar comigo, falava e sorria sempre além de tentar fazer com que eu dirigisse uma palavra a si. Mas então na segunda notei que ela já sorria e conversava menos, na terceira isso ficou mais claro porque Sana não sorria mais e quase não conversava nem comigo e nem com Chaeyoung. Na quarta e atual, foi extremamente difícil ouvi-la dizer algo, nem a boca ela abria, até Chaeyoung me perguntou se estava tudo bem com ela. E desde o final da semana passada minha vizinha tem acordado gritando no meio da noite como aconteceu agora.

Eu posso muito bem ir até lá, posso falar com ela e perguntar o que está acontecendo. Por que não vou? Orgulho. Eu disse que iria fazer da vida dela um inferno e estou tão disposta a cumprir minha parte quanto ela está de cumprir a dela.

Mas pensando melhor, dane-se o orgulho. Claramente está acontecendo alguma coisa com ela, e isto não está certo. Me levanto e caminho até minha porta, mas paro antes de abri-la. Sana está falando, consigo ouvir sua voz doce vindo do banheiro.

"Por favor, vão embora, eu não aguento mais vocês." Ela parece estar agoniada, mas com quem está falando? "Eu quero falar com as pessoas, por que não me deixam em paz de uma vez?!" Agora parece estar chorando. A luz do banheiro se apaga e posso ouvi-la caminhando de volta para a sala.

Abro a porta de meu quarto e saio, logo chegando na sala e vendo minha vizinha se sentando no sofá. 

"Sana, está tudo bem?" Pergunto me aproximando mas a menor se encolhe. "Eu ouvi você falando com alguém, com que estava conversando?" Me sento ao seu lado e logo lágrimas começam a cair de seus olhos novamente. Eu não sei o que fiz de errado para fazê-la chorar de novo, estou entrando em desespero. 

Por algum milagre ou uma coincidência muito grande, o celular de Sana começa a tocar na mesinha da sala, a tela traz o nome Dubu mostrando quem liga.

"Alô? Sana?" A voz de desespero da mulher do outro lado da linha é perceptível, talvez minha vizinha não tenha dado sinais de vida para ela também.

"Você é amiga da Sana? Pode vir até o apartamento dela agora?" Pergunto no mesmo tom de desespero.

"Quem é você? O que aconteceu com a Sana? Ela está bem? Onde ela está?"

"Por favor, só venha para cá, vou te explicar tudo. Ela está do meu lado agora."

"Vou ligar para Jihyo, estaremos aí o mais rápido possível." Ela desliga a ligação e eu coloco o dispositivo de Sana de volta na mesinha.

Me aproximo mais da menor e a puxo para mim, de forma que sua cabeça fique sobre meu peito. Começo a passar uma de minhas mãos em seu cabelo, percebendo o quão macio eles são e que tem cheiro de morango. Pela primeira vez em semanas eu deixo de ver Sana como uma mulher que está me perseguindo para todos os lados e que estou disposta a fazer de tudo para fazê-la parar e passo a vê-la como minha vizinha, a que sempre me cumprimentava nos corredores e que entrava novamente em sua casa mesmo parecendo estar saindo. A vizinha que as vezes se empolgava e colocava algumas musicas no volume máximo e a que cantava no chuveiro. Aquela Sana ainda está aqui, só precisa de uma ajuda para voltar.

Ficamos algum tempo assim, só em silêncio com ela aconchegada contra mim e minha mão subindo e descendo pelos seus cabelos até que o celular de minha vizinha toca novamente, me tirando de meus pensamentos.

"Onde ela está?" Uma voz aflita diz do outro lado da linha, mas eu desligo e vou até a porta, logo abrindo e vendo duas mulheres preocupadas. Assim que me veem seus olhos brilham, mostrando algum fio de esperança ali.

"Está tudo bem, ela está aqui comigo. Entrem por favor." Dou espaço para que elas possam passar. Uma tem cabelos negros e eu reconheço com Jihyo, a que estava na casa de Sana quando a mesma me trouxe da balada, enquanto a outra, que é menor, tem cabelos alaranjados. Elas me olham com preocupação e curiosidade. "Ela está na sala, podem ir até lá." Digo e fecho a porta atrás de mim. A menor solta um gritinho de medo ao ver Gucci, então eu o pego no colo para não assusta-lá.

Quando as duas veem Sana encolhida no sofá, não perdem tempo e logo correm até ela, se ajoelhando de frente para o sofá e dirigindo algumas palavras para Sana que não responde nenhuma das duas. Logo a morena diz algo para a alaranjada que assente, então chama calmamente o nome de minha vizinha e diz algumas coisas doces.

"Ji-Jihyo? Dahy? Vocês estão aqui! Me ajudem, eu não aguento mais, eles voltaram e com mais força." Ela diz se agarrando ao pescoço da morena e chorando. 

"Está tudo bem Sana, estamos aqui, vai tudo ficar bem de novo. Você já passou por isso uma vez, vai conseguir pela segunda. Você é forte e tem eu, a Dahy e a Tzuyu pra te ajudar." Jihyo passa a mão nas costas de Sana enquanto a de cabelos laranja, Dahyun, percorre a sua pelos cabelos de minha vizinha. "Quer tentar dormir um pouco? Estamos aqui, vai dar tudo certo. Tente esquecer elas um pouco ok? Mesmo que seja difícil, tente bastante."

"Jihyo, as vozes...elas não me deixam falar com as pessoas, só com você e com a Dahy. Ficam falando coisas ruins para mim, eu não quero mais isso."

"Eu sei meu anjo, eu sei. Ninguém quer, todos só querem te ver feliz ok? Dorme um pouco, pra afastar as vozes só essa noite que estamos aqui, por favor." Sana se desprende de Jihyo e se deita no sofá, com as duas mulheres ajoelhadas no chão ao seu lado. Depois de algum tempo e mais algumas trocas de palavras entre as três, a de cabelos castanhos cai no sono, o que faz as duas levantarem. Faço um sinal para que me sigam até a cozinha e mando Gucci para a sala com minha vizinha.

"Querem algo? Um suco, um café?" Digo.

"Por que ela está aqui e por que ela está assim?" Dahyun é direta e cruza os braços.

"Calma Dahyun, estamos aqui para conversar." Jihyo repreende a menor que aparenta ser mais nova que ela.

"Aconteceram algumas coisas e Sana se mudou para cá para me impedir de fazer algo que considera errado e que vai estragar minha vida, mesmo eu sendo contra essa decisão. Sobre ela estar assim, eu não sei o que aconteceu. Começou há umas três semanas atrás quando começou a falar menos." As duas se entreolham preocupadas e Jihyo dá um passo à frente.

"Por favor me diga que não é nada relacionado à aborto." Apenas abaixo minha cabeça e encaro meus pés descalços. "Ah não..." ouço-a dizer baixo.

"Isso é tudo culpa sua, você é o motivo dela estar assim!" Dahyun começa a gritar comigo e avança em minha direção, mas a morena entra em sua frente e a segura. "Me solta Jihyo! Por causa dela a Sana voltou para o mesmo poço que estava alguns anos atrás! Por causa dela Sana está mal de novo! Se-Se não estivesse na vida da Sana, talvez ela estivesse sorrindo como sempre, mas não, agora ela está ouvido duas vozes que querem matá-la ou deixá-la louca!" 

"Dahyun, se acalme e para de gritar! Sana está dormindo na sala lembra? Além disso, não é culpa de ninguém, Tzuyu não teria como saber do quque aconteceu, agora pare de atacá-la!"

"Mas Jihyo..."

"Nada de mas, ela está aqui para ajudar Sana também, pare de falar nesse tom com ela." A menor vira irritada e fecha a cara. "Tzuyu, nos desculpe. Sana tem um passado...perturbado, mas quem tem que contá-lo para você é ela. Por agora, eu e Dahyun só temos uma coisa para te pedir: por favor cuide dela."

"Como...Como eu posso ajudar?"

"Ela está ouvindo vozes agora, como Dahyun disse. Não a deixe sozinha, eu sei o porquê de ela ter vindo morar com você. Tente fazê-la confiar em você, tente parar aquelas vozes. Saia com ela, leve-a a lugares diferentes, façam coisas juntas, mas não a deixe sozinha, por favor."

Concordo com a cabeça e as duas voltam para a sala, apenas para se despedirem de Sana com um beijo no topo da cabeça.

"Obrigada por virem até aqui a essa hora da noite, eu realmente não sabia o que fazer." Digo parada na entrada de meu apartamento enquanto as duas meninas esperam o elevador.

"Não precisa agradecer, todas só queremos o bem da Sana." Jihyo me diz. Dahyun está emburrada como uma criança que não conseguiu o brinquedo que queria em uma ida ao shopping.

"Não acredito que vamos confiar nela Jihyo, deveríamos estar levando Sana conosco. E-Eu poderia cuidar dela, sair do meu serviço pra ficar com ela..." A de cabelos laranja começa a sussurrar para Jihyo mas é interrompida pela mesma com um beliscão o que a faz lançar um olhar chocado para a maior.

A morena se despede com um aceno assim que o elevador chega e logo as duas mulheres se vão, o que me faz voltar para dentro e para minha vizinha.

Sento no chão, de modo que fique ao lado dela e começo a passar minha mão em seus cabelos de novo.

"Sana unnie...você só queria me ajudar, onde foi que se meteu?" Começo a sussurrar para que a menor não acorde. "Você falava tanto em me ajudar, acho que quem vai te ajudar agora sou eu. Por favor, me deixe te fazer isso. Sei que eu não te queria cumprindo sua promessa estúpida, mas não posso te deixar sozinha agora não é? Eu nunca poderia." Continuo passando as mãos pelos seus cabelos e admirando seu rosto, coisa que nunca tinha parado para fazer. Confesso que achei seus dentinhos umas das partes mais fofas de Sana. Logo sinto o cansaço e sento em uma das poltronas ao lado do sofá, não demorando para cair no sono.

 

 

 

A luz do sol e as dores nas costas acabam me despertando, me fazendo lembrar que adormeci em uma poltrona. Me espreguiço e olho para minha vizinha que, graças a qualquer coisa que ela acredite, ainda dorme e parece não estar ouvindo as tais vozes. Espero com todas as minhas forças que não. Olho para o relógio e vejo que ainda tem algumas horas até que eu e Sana tenhamos que estar no estúdio. Me levanto e vou tomar um banho para realmente despertar.

A água quente que cai pelas minhas costas me ajuda a pensar e a relaxar. O que eu devo fazer para ajudar Sana? Eu não sei do que ela gosta e isso apenas torna tudo mais complicado. Filmes? Doramas? Não sei.

Termino o banho e visto uma roupa casual simples, logo indo para a sala e vendo que Sana já acordou.

"Bom dia Sana!" Me aproximo e me sento ao seu lado no sofá. "Dormiu bem? Sabe, eu estava pensando...poderíamos tomar café juntas hoje já que ainda tem tempo até irmos para o estúdio, o que você acha?" A resposta não veio como eu esperava. "Bom, vou considerar isso como um sim, então se troque e nós vamos."

Mesmo estando...como está, Sana ainda consegue fazer coisas básicas, o que me faz agradecer mentalmente.

O caminho até minha cafeteria preferida só não foi silencioso por conta das músicas que tocavam. Quando adentramos o local vamos até uma das mesas que tem vista para o lado de fora. Peço dois cappuccinos: um para mim e o outro para Sana já que não sei qual sua bebida preferida. 

"Esse é minha cafeteria favorita na cidade. Não é tão popular, mas isso é bom porque assim não lota fácil. Mesmo que cappuccino não seja minha bebida predileta, ainda gosto do daqui. Ah, no inverno venho quase todos os dias só para tomar o chocolate quente. Podemos vir aqui quando o inverno chegar, você vai se apaixonar." Nossas bebidas chegam e dou um gole no meu, logo observando que Sana não pegou o seu ainda. "Ei, você pode tomar. Vem cá, precisa de ajuda?" Vou para o assento ao seu lado e pego uma de suas mãos, logo passando em volta do copo. "Beba, é bom, e você precisa tomar algo antes de irmos para o estúdio." Demora um pouco, mas logo ela bebe, o que me faz abrir um sorriso. "Talvez podemos ir ao parque depois. Ele vai estar bonito por causa das cerejeiras. Mesmo não sendo minha estação favorita, admito que gosto muito da primavera." Sana olha para o lado de fora, mais especificamente para o céu. "Você gosta do céu, Sana unnie?" Começo a olhá-lo junto com ela. "O céu me faz sentir bem, porque mesmo que a pessoa esteja do outro lado do mundo ainda vemos o mesmo céu sabe? Sei lá, isso me faz sentir mais próxima das pessoas que sinto falta. O que você acha do céu?" Sem resposta. Fico nesse monólogo por mais algum tempo até que resolvo ser hora de irmos para o estúdio, Chae já deve estar lá. Durante o caminho percebo que ela bebe o cappuccino algumas vezes.

O dia passou rápido. Eu e Chae apenas discutimos algumas das propostas que tínhamos recebido e vendo se conseguiríamos adiar algumas e fazer outras mais rápido já que minha barriga começava a se tornar visível, enquanto isso Sana apenas ficava sentada em uma das cadeiras afastada de nós, com a cabeça baixa e com o copo do cappuccino em suas mãos.

 

 

 

Geralmente eu volto para casa, mas dessa vez resolvi sair mais cedo para que eu e Sana pudéssemos ir ao parque enquanto ainda fosse dia, seria mais bonito para ver as cerejeiras. Quando chegamos, pego em sua mão e caminho ao seu lado pelo túnel rosa que as árvores formam até que chegamos em um banco não tão afastado mas nem tão próximo de um playground. Nos sentamos ali e eu repouso minha cabeça sobre seu ombro, com meu olhar direcionado às crianças que brincam a nossa frente.

"O que achou do parque? Já veio aqui antes?" Seu olhar está fixado no parquinho. "Eu gosto de vir aqui em todas as estações, as árvores mudam e eu acho isso lindo. Você gosta das cerejeiras? Não sou muito fã de rosa, mas quando as árvores ficam com essa cor é simplesmente...lindo. Às vezes eu e Chae fotografamos aqui, a paisagem é perfeita pra isso e da última vez ela até tentou me convencer a pintar o cabelo dessa cor, mas eu não gostei muito da ideia." Dou uma risada me lembrando desse dia, eu e Chae discutindo por cor de cabelo. "Talvez você possa vir com a gente da próxima vez, mas ei, parando pra pensar agora você não ficaria ruim com o cabelo rosa."

De repente uma criança passa correndo por nós, mas logo para e volta, nos encarando até que resolve soltar uma pergunta.

"Vocês são namoradas?" Me assusto com a questão e logo faço que não com a cabeça. "Ah, isso é uma pena. Vocês seriam um casal muito bonito." Dito isso, ela sai correndo me deixando corada. Logo dou risada do comentário.

"Acho que você deveria saber um pouco de mim, Sana. Você mora comigo mas tenho a sensação de que não me conhece. Você também sente isso?" Nada. "Quer saber como vim parar aqui? Bom, tudo começou quando eu tinha apenas 7 anos, minha mãe recebeu uma proposta de emprego irrecusável aqui na Coréia. Meu pai não queria vir e, por muito tempo, tentou nos manter lá. Foi então que ela se cansou de tudo isso e pediu o divórcio, me trazendo para morar aqui com ela. Até aí tudo bem, mesmo eu não querendo me mudar e deixar meu pai, apenas aceitei que teria que morar aqui, mesmo achando a Coréia um país lindo. Mas a pior parte da mudança foi a escola. Por eu ser de Taiwan, meu coreano não era nem um pouco bom e por isso as outras crianças zombavam de mim e eu ficava sozinha na maior parte do tempo, sentada em um canto qualquer. Foi aí que conheci Chaeyoung. Eu estava sentada em um canto sozinha em um dos intervalos, uma criança bem menor que eu se aproximou de mim, se apresentou em coreano bem lento para que eu pudesse entender e se sentou para lanchar comigo. Depois disso, viramos melhores amigas. Ela me ensinava coreano e me ajudava nas aulas, além de não me deixar sozinha em nenhum momento. Sempre dizia que era errado o que faziam com os estrangeiros e que deveriam nos ajudar e não nos excluir."

Eu ainda segurava suas mãos e olhava as crianças, lembrando da minha infância. "Dois anos depois, outra estrangeira entrou na nossa escola. Ela era mais velha, porém havia repetido um ano. Era a Momo." Continuei. "A mesma história começou a se repetir com ela, mas dessa vez, eu e Chae não deixamos as outras crianças zombarem. Nós três éramos inseparáveis. Passamos todos os anos da escola juntas. Momo gostava de dançar, Chae de fotografar e eu não sabia o que queria da minha vida, até que um dia a menor de nós, Chaeyoung, chega e diz que conseguiu um emprego para nós duas, ela como fotógrafa e eu como modelo de uma loja da cidade. Desde então nosso negócio começou a crescer e as vezes até Momo participava das fotos. Nos mudamos para cá porque achamos que havia mais oportunidades para nós três, e estávamos certas. Eu e Chae temos o nosso negócio enquanto Momo é dançarina e professora de dança em uma das melhores academias daqui. Foi então que, em uma festa qualquer eu conheci o JK. Ele era um modelo também e razoavelmente famoso. E caímos onde eu estou hoje, em um parque com você, Sana." Ela apenas olhava as crianças brincando. Suspiro alto, isso é complicado.

Passamos algum tempo ali, até que voltamos para casa e assistimos um filme, o qual Sana até dormiu no meio. Eu ia deixá-la dormir ali no sofá, mas parte de mim não queria que ela tivesse pesadelos de novo, então resolvi tentar carregá-la em meu colo até meu quarto.

Bom, eu descobri que Sana é muito leve, então consegui levá-la facilmente até minha cama, onde cuidadosamente a deitei em um lado e logo me deitei do outro. Antes que eu pudesse dormir, senti Sana passar um de seus braços ao redor de minha cintura, me abraçando. Quando ela encosta sua mão em minha barriga, sinto o bebê chutar e isso me faz abrir um sorriso.

"Ei, parece que ele gosta de você Sana." digo e adormeço assim, no abraço de Sana.

Depois daquele dia eu trazia minha vizinha para dormir comigo todas as noites, já que isso parecia parar seus pesadelos. Às vezes ela me abraçava, às vezes não, mas isso realmente não importava para mim, só queria vê-la bem. Durante o resto daquele mês eu fiz de tudo que podia para tentar fazê-la falar comigo, mas todas as tentativas pareciam ser em vão. Tomávamos café da manhã juntas todos os dias, eu tentava fazê-la falar comigo e com Chae quando estávamos decidindo algum coisa no estúdio, saíamos a maioria dos dias depois do estúdio e quando chegávamos em casa assistíamos a algum filme ou dorama. Jihyo ligou algumas vezes para saber como Sana estava e eu aproveitei para pedir algumas sugestões do que fazer, mas nada parecia funcionar e isso estava começando a me deixar bem preocupada.

Eu já não sabia mais o que fazer.



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