História Love Of Blood - Capítulo 6


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Categorias Diabolik Lovers
Personagens Ayato Sakamaki, Beatrix, Christa, Cordelia, Laito Sakamaki, Personagens Originais, Reiji Sakamaki, Shu Sakamaki, Subaru Sakamaki, Yui Komori
Tags Romance
Visualizações 102
Palavras 1.887
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Hentai, Luta, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 6 - O Paradeiro Do Livro -Parte I


Fanfic / Fanfiction Love Of Blood - Capítulo 6 - O Paradeiro Do Livro -Parte I

A viagem foi em silêncio total e eu fiquei aliviada com isso. 

Chegamos em pouco tempo a enorme escola. Sinceramente eu nunca tinha ido em uma, os professores que iam até o orfanato, e na maioria das vezes quem ensinava era o Takeo e olha, ele não é muito bom em matemática ou literatura. Percebi que quando eu desci do carro muitas garotas olharam de relance com nojo para mim. Eles realmente fizeram a cabeça dessas baba ovos. Subaru começou a andar e eu fiquei parada por mais alguns segundos. 

-Anda logo baba ovos! -disse Subaru irritado. 

-Não ouse me comparar com essas baba ovos-disse friamente e comecei a segui-lo, parece que no final, vou ter que aturar ele nas aulas. 

-Até a aula de artes Aiko! -disse Ayato alegre, nem parecia que não se importava comigo e sim com meu sangue.

Eu suspirei...

Corrigindo: parece que no final, vou ter que aturar eles nas aulas, no plural. 


Eu tive que seguir ele por longos minutos e aturar todos do corredor cochichando enquanto passávamos. Eu abaixei a cabeça e fiquei do lado dele, queria ver para aonde estávamos indo. Entramos em uma sala que tinha um 221 estampado na porta. Não havia ninguém ainda. Percebi antes de entrar que Shu estava no final do corredor me olhando, eu ignorei e entrei na sala. O clima ficou estranho de novo. Eu fui me sentar o mais longe possível dele mas ele se levantou e foi pro meu lado. 


-Não é para você ficar longe de mim, e por mais que você queira e eu também, ficar longe um do outro, vai ter que aguentar. 


Eu peguei minha bolsa e a joguei no chão. Quando olhei para o relógio faltavam quase vinte minutos para as aulas começarem. Eu encostei a costa na cadeira e fiquei olhando para a mesa e de relance olhei para Subaru, percebi agora seu estilo. Blusa rasgada, mais despojado e com uma chave no pescoço. Eu ia perguntar sobre ela mas com certeza ele ía me dar uma resposta totalmente aleatória. Eu me virei e peguei meus cadernos na bolsa. Nada demais. Fui na última folha e comecei a desenhar a chave no pescoço dele. Quando olhei pro lado ele estava com a cabeça na mesa, parecia estar dormindo. Eu aproveitei e larguei o caderno e peguei o livro de minha mãe e comecei a ver as páginas. Tantos poemas lindos e originais, eu dei um sorriso leve e olhei pro lado de relance. Subaru estava acordado me olhando. Eu não sabia como reagir, eu olhei pra ele sorrindo e não tive reação alguma, continuei com o sorriso fraco e voltei minha atenção aos poemas. 


-Tcs. 


Subaru levantou seu rosto da mesa e se sentou direito. No mesmo momento o sinal bateu. Eu guardei meu livro e coloquei a bolsa em cima da mesa e comecei a pegar o material da aula. Os alunos foram entrando, todos olhando para nós e sussurrando. Eu suspirei e olhei pra baixo. Meu objetivo era me misturar e ficar normal, mas parece que todos falavam sobre mim. Poucos sentaram-se perto de mim, alguns foram porque não tinham mais cadeiras. Na frente de Subaru se sentou um garota de cabelo loiro e olhos azuis e na minha frente uma garota de cabelo curto castanho. Do outro lado de Subaru se sentou uma garota que não parava de olhar para ele e na sua frente uma que parecia tirar fotos dele. Que fama ein... 


-Onegai classe- vi alguém se sentar, era um homem de cabelos grisalhos, ele arrumou sua mesa e depois se levantou e escreveu seu nome na lousa. Seu nome era Ichiro Takana. 


-Meu nome é Ichiro Takana pra quem não me conhece e sou seu professor de história. Eu sempre gosto de fazer um pequeno trabalho em sala de aula para ver o quanto os alunos sabem sobre essa matéria, vou passar alguns temas que vocês devem ter estudado ao longo do tempo, escolham um e façam um resumo. 


-Sensei-a loira na frente de Subaru se levantou-podemos fazer em duplas? -ela se referia a Subaru. Coitada. 

-Por mim tudo bem-ele se virou e começou a escrever os temas, eu comecei a copiá-los o mais rápido o possível queria ver ela pedir pra ele. 

-Olá Subaru-kun! Gostaria de fazer dupla comigo? -ela praticamente se jogou em cima dele, todos os garotos da sala a olharam com paixão pra ela, isso não era diferente dos filmes de Hollywood. 

-Tcs, tanto faz-ela pulou de alegria e colocou sua mesa do lado dele. 

*Subaru fazendo dupla com ela?*

Eu olhei para o caderno e vi um dos temas que mais me chamou atenção a mitologia. Tantos temas para se explorar, tantos contos e deuses que já vi. Com certeza vou tirar de letra essa avaliação. 

Eu comecei a escrever sobre alguns mitos e suas origens, mas a loira estava toda hora repetindo "Subaru-kun!", "Subaru-kun!"... 

Minha cabeça começou a doer com sua voz aguda e ridícula. Eu quase bati minha cabeça na mesa pra tentar aliviar a dor dos meus ouvidos. Finalmente tinha acabado de fazer o resumo e me levantei para entregá-lo. No mesmo momento o sinal bateu e tivemos que trocar de sala. Eu tive que esperar Subaru por longos minutos já que eu não podia sair de perto dele. Finalmente fomos embora dali para outra sala que atravessava o pátio. Eu ignorei os outros e continuei o seguindo em silêncio. Fomos para a próxima aula, sala 455. Foi a mesma coisa, chegamos bem mais cedo e ele ficou me encarando. A aula parecia ser de química pois tinha microscópios e utensílios dessa área. Ele como disse antes, não podia se separar de mim e como as carteiras eram de dois tivemos que sentar juntos. Algo que eu não achei agradável. 


A aula era de laboratório e íamos dissecar um sapo. Algo que eu nunca tinha feito antes. Era uma professora dessa vez, Mitsuki, ela explicou que éramos para acharmos alguns órgãos e classificá-los. 


Nós dois recebemos dois sapos e e fui a primeira a abri-lo. Não era nojento, pra mim não mas, para o resto da sala era. A loira também era da sala e ficou com raiva quando viu eu e Subaru em dupla, pelo menos ela não ficaria gritando "Subaru-kun!" toda hora. Subaru também não ficou com nojo, fomos os primeiros a terminar já que não estávamos com ânsia ou tínhamos vomitado. 


Depois de mais algumas aulas (línguas estrangeiras, matemática e física) o sinal do intervalo foi anunciado, ele teria que me seguir pelo recreio todo, ou eu seguir ele pelo que parecia e isso não me ajudava em nada, na verdade parecia que eu era uma das baba ovos. Eu estava começando a ficar irritada quando passámos por uma sala. Ela tinha uma nota musical colada nela e estava entre aberta. A loira e outras três garotas apareceram e começaram a fazer algumas perguntas sobre o que parecia ser eu e os outros irmãos dele. Já que ele não estava prestando atenção eu entrei na sala sem mais nem menos e me deparo com alguns instrumentos. Mas o que mais me chamou atenção foi o plano no centro da sala. Eu olhei para os lados e olhei para fora, Subaru ainda estava lá, eu entrei e fui até o plano. 

Suas teclas eram lindas, deslizei meus dedos sobre elas e me sentei no banco. Me lembrei de quando minha mãe me ensinou algumas canções. A voz dela era linda. Eu não resisti e comecei a tocar. 

(Für Elise-Beethoven) 

As nota pareciam flutuar pela sala e as boas lembranças vieram a minha mente. Tantos dias de chuva que ela tocava para mim, tantos sorrisos que ela já havia arrancado de meu rosto. 

-O que faz aqui baka?! -eu errei a nota e olhei para trás. 

-Shu, Gomen Ne. 

 -Cai fora daqui-ele pareceu sério, eu suspirei e senti antes de sair dali meus dedos nas teclas do lindo piano. 

Quando eu saí me dei de cara com Subaru que me encarava com raiva. Ele me puxou com força pelo braço e eu tentei não demonstrar dor para que ninguém percebesse. Ele me levou até uma sala e trancou a porta. 

-O que você fazia lá?! Eu disse para não sair de perto de mim!-ele começa apertar mais meu braço, ele estava em um estado que eu já esperava ele me bater. 

-Gomen Ne Subaru...estava entediante eu te seguir o dia todo, e você mau percebia minha presença-disse com o olhar baixo, eu coloquei a minha mão sobre a mão dele que me apertava, e tentei me soltar. 

-Dá próxima vez não será só um sermão-ele largou minha mão e abriu a porta-vamos já-disse de uma vez. 

Eu saí da sala sem olhar para ele. Pensei que ele pudesse ser diferente. Mas estava enganada. Vampiros toscos. Sempre se acham Deus. 

Seguimos o trajeto em silêncio. Paramos em uma sala e eu entrei só que ele ficou na porta. Quando eu olhei pra trás vi Ayato e Kanato. Deve ser a aula de artes. Eu fui me sentar no meu lugar com a cabeça baixa. Subaru realmente me assustou. Já devia saber que ele tinha um lado tsundere. Quando fui ver Ayato estava em cima da minha mesa e Kanato do meu lado com Teddy.

-Então baka ansiosa para sua aula de artes?-disse Ayato sorridente, por mim ele era o mais alegre entre todos mas não podia me enganar com seu jeito de falar e agir, ele não estava na mansão.

-Não.

-Nani?-disse Ayato.

O sinal bateu e Ayato saiu de cima da minha mesa e se sentou na minha frente. Depois de todos se sentarem o professor que estava de pé na sala começou a falar. 

-A arte é uma forma de expressão cultural que todos nós devemos expressar...

Não prestei atenção no resto, eu estava procurando meu caderno na minha bolsa, quando fui olhar não vi meu livro. Eu entrei em desespero e comecei a olhar no chão. Por Kami! O que eu vou fazer? Eu não posso perder esse livro!

-Aiko-kun?-eu me virei para Ayato.

-Você vai me pintar!-uma gota de suor se formou na minha testa.

"Calma Aiko, lembre-se que você agora está tentando não ser morta..."

-Hai-eu suspirei.


Como não tinha prestado atenção ele me explicou com arrogância, era para mim pintar ele, eu perguntei se o Kanato podia fazer isso mas ele ia desenhar o Teddy. Uma hora se passou desde que eu peguei no pincel, não estava muito bem com isso, no orfanato éramos obrigados a pintar perfeitamente. Eu tomei trauma da tinha e do pincel mas estou em uma situação em que não posso discutir.


-Isso está lindo senhorita Aiko!-disse o sensei Hisoka ao ver minha pintura.

-Arigatō sensei-disse agradecida. Depois Ayato brigou com o professor para ficar com a pintura pois ele queria exibi-la, pensei que Laito era o narcisista.


Aquela aula foi a última do dia. Quando saí da sala e fui em direção ao pátio percebi que todos eles estavam ali me seguindo. Eu achei isso estranho então apenas segui até a saída aonde a limosine nos esperava.


Ayato, Laito, Kanato, Reiji e Subaru entraram primeiro depois entrou eu e Shu por último. Segui todo o trajeto preocupada com o livro é rezando para que alguém  tenha o encontrado e o levado para o achados e perdidos. Se eu perdesse isso, perderia metade da minha vida junto.




Notas Finais


Tsundere=termo japonês para uma personalidade que é inicialmente agressiva, que alterna com uma outra mais amável.
Onegai=por favor
Sensei=professor
Nani=o que?
Kami=Deus


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