História Love of my life - Capítulo 3


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Categorias EXO, Red Velvet
Personagens Byun Baek-hyun (Baekhyun), Huang Zitao (Tao), Irene, Kim Min-seok (Xiumin), Lu Han (Luhan), Oh Se-hun (Sehun), Park Chan-yeol (Chanyeol), Wu Yifan (Kris Wu), Zhang Yixing (Lay)
Tags Chanbaek, Hunhan, Luhan!trans, Menção!hunrene, Selu, Taoris
Visualizações 11
Palavras 2.387
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), LGBT, Romance e Novela, Slash, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi, anjos, desculpe a demora, nem foi pq eu tava sem ideia. Eu tava tentando terminar uma outra fic, mas como tá demorando, eu vou atualizar aqui e depois continuar aquela.

Boa leitura e até mais 😊

Capítulo 3 - Capítulo três: Ela está bem.



Love of my life

Capítulo três: Ela está bem.



Quando chego à cafeteria para mais um dia de trabalho, me sinto mais energizado do que nunca em nove anos.

O relógio marca 6:30 como de costume, entro no salão e me surpreendo quando a primeira pessoa que encontro é Luyuan. Paraliso por alguns segundos na porta, sem saber o que fazer, toda confiança se esvaiu como se nunca houvesse existido.

Inspiro o ar profundamente, e decido por apenas agir como uma pessoa normal.

— Bom dia. — Cumprimento em tom baixo, porém ela escuta, e sua reação não pode me deixar mais surpreso; ela sorri, sorri tão bonito quanto eu lembrava. Meu coração acelera e meu rosto esquenta, sorrio sincero como resposta, mesmo que eu esteja devendo explicações, desculpas e reparos que nunca poderei fazer, me sinto feliz ao ver aquele sorriso, talvez Luhan não tenha sumido para sempre, talvez Luyuan ainda mantenha aquele lado doce dentro de si.

Baekhyun passa pela porta da cozinha correndo, e quase se joga no banco em frente a garota, ele abaixa a cabeça, parece nem mesmo ter me notado ali.

— Lu, por quê ele faz essas coisas? — Lamenta Baekhyun. A garota me lança um olhar suficientemente significativo para me fazer entender que era melhor sair dali.

Quando chego a cozinha encontro Tao com os lábios crispados parado em frente as massas dos pães, e Kris conversando com Chanyeol em um canto mais afastado. Como eu sou o único que mora longe, normalmente chego 30 minutos depois de todo mundo, o que aparentemente é tempo suficiente para me fazer perder coisas importantes que acontecem ali.

Fico tentado a perguntar o que está acontecendo, mas ao julgar pelo expressão de Tao, ele acharia mais interessante ter alguma ajuda com as massas ao invés de sanar minha curiosidade.

Após longos quarenta minutos em que Baekhyun permaneceu sendo consolado por Luyuan e Chanyeol por Kris, o primeiro entra pela porta acompanhado da garota, sorrindo fraco em minha direção e me cumprimentando. Chanyeol faz o mesmo, ambos se olham por apenas alguns segundos, e voltam ao trabalho, não trocariam uma palavra sequer pelo resto do dia.

Deixo as massas para que Chanyeol e Kris possam terminar de prepará-las. Vou ao salão trocar as toalhas e arrumar os arranjos de mesa. Faço tudo sem perceber que alguém me observava atentamente, mas quando me viro para levar algumas toalhas de volta, vejo Luyuan escorada no balcão, enrolando uma mecha de seu cabelo castanho entre os dedos.

— Você vai trabalhar aqui de agora em diante? — Pergunto tentando não parecer afetado com sua presença.

— Não, é só porque o Baek não quer que eu fique sozinha em casa enquanto estou de férias. — Me surpreendo ao perceber o quão próximos eles são, Baekhyun nunca havia falado sobre ela.

— Hum… — Tento procurar mais alguma coisa para dizer, mas minha mente está em branco.

— Eu preciso falar com você por um momentinho. — Seu tom é frio e distante, muito mais ríspido do lembrava.

— V-você quer ir para outro lugar? — Minhas pernas perdem parte da força ao ver aqueles olhos brilhantes me encarando tão intensamente.

— Não, só preciso que me ouça. 

Ela se aproxima e senta no banco da mesa que eu estava terminando de arrumar, esperando que eu faça o mesmo.

— Esqueça tudo. — É a primeira coisa que diz assim que me sento. Seus olhos permanecem impassíveis, não há hesitação em seu rosto, sua postura tão rígida, como nunca vi antes.

— Você é meu ex namorado da adolescência, não precisamos ficar estranhos um com o outro. Já passou, aquilo já passou. — Talvez aquela sensação aterrorizante, aqueles arrepios e o coração acelerado, sejam coisas minhas. Eu nunca parei para pensar se Luyuan depois de todo esse tempo estaria magoada, talvez porque na minha cabeça nós nos amávamos mais do que tudo, e quem ama magoa, certo? 

Acho mais provável que Luyuan já tenha me amado um dia, e ela superou a dor da traição apenas por deixar de me amar. Mas eu nunca consegui deixar esse sentimento para trás, Luyuan é a mulher da minha vida, ela é o amor da minha vida. Como eu poderia simplesmente esquecê-la?

— Então você não sente mais nada? — Quero apenas confirmar minha dúvida.

— Não, e espero que você também não, já que eu sei que você é casado. Você não cometeria o mesmo duas vezes, não é? — Mesmo que ela tentasse permanecer indiferente, o amargor em sua voz é palpável.

Antes que eu possa dizer qualquer coisa, ela levanta e volta para cozinha, sem olhar para trás.

Não, eu não faria de novo. Eu aprendi, por favor acredite em mim!

Não há quem ouça minha verdade, mas ainda sim eu digo para dar força. Nesses nove anos eu estive sozinho, não há sequer uma pessoa que consiga entender o porquê de eu ter feito aquilo. Na verdade acho que mesmo que alguém algum dia entenda as minhas razões, isso não torna o ato menos errado.



"Sehun estava tentando encontrar a sala dos professores, mas ele acaba se perdendo, e vai parar no corredor onde haviam algumas salas interditadas. Aquilo o assusta um pouco, principalmente quando ouve vozes, ninguém de bem poderia estar se escondendo em um lugar isolado como aquele.

— Por favor, eu posso fazer isso, só não agora. — Sehun escuta uma garota dizer dentro de uma das salas.

— Por que não agora? Você acha que pode escolher? Achei que fizesse isso para qualquer um… — Uma outra voz masculina diz. Sehun já está se preparando para ir embora, afinal ele realmente não queria ficar para saber do que eles estavam falando.

— Eu… Por favor, eu faço, mas agora eu realmente não posso. — É o estopim para Sehun quando ele escuta a garota fungar. Odiava mais do que tudo ver as pessoas sofrendo.

Por isso ele abre a porta num rompante, vendo o garoto se assustar e se afastar da garota que deixava algumas lágrimas caírem enquanto estava ajoelhada no chão.

— Que tipo de doente você é!? Ela já disse que não vai fazer nada. Agora, saia! — O garoto tenta dizer alguma coisa, mas o olhar de Sehun é tão intenso, que ele acha melhor simplesmente fugir. O Oh agradece internamente, se o outro cara quisesse brigar, com certeza estaria ferrado, não tinha coragem alguma para dar socos em alguém.

— Você está bem? — Pergunta Sehun, ajudando a garota a se levantar quando vê que ela tem as pernas fracas.

— Eu estou bem, obrigada de verdade, eu achei que seria como da outra vez, eu… — Ela está tão agitada que corta a frase no meio e respira fundo, sem nunca olhar para cima.

— Obrigada. — Então ela vai embora.

Aquela é a primeira vez que Sehun vê Irene, mas há tantos outros encontros que ele para de pensar que aquilo é apenas acaso, talvez seja destino, talvez fosse Deus dando uma chance a ela. Porque sempre que Sehun encontrava Irene, ela estava abaixo de alguém, nunca olhando para cima, demorou até que ela olhasse em seus olhos, e quando o fez, Sehun viu algo familiar naqueles olhos tristes, ele conhecia aquele olhar.

Foram inúmeras as vezes que o Oh precisou ajudar a garota quando alguém rasgava as coisas dela ou quando a xingavam aleatoriamente. Não havia nada que Sehun odiasse mais do que injustiça e sofrimento, infelizmente, Irene passava por isso muito frequentemente, por ele se viu obrigado a passar mais tempo com ela, odiava ver toda aquela fragilidade, ele fez isso na melhor das intenções. 

Mais tarde ele descobriria que ela estava apaixonada, entretanto ele não a vê como algo além de uma irmã mais velha. Por um mês Sehun lembra que tem namorado e que talvez aquela relação com a garota não fosse muito bem compreendida por Luhan. Em um fim de semana ele marca de encontrar Irene em um shopping e resolver as coisas de uma vez por todas. Enquanto Luhan estaria comprando um batom, ele iria ver a Bae, e a dispensar, porém quando vai vê-la, ela tem toda aquela habitual aura de uma insegurança familiar, aquilo derrete algo em si, Irene merece amor não ser dispensada, não quando todo mundo parece já ter a dispensado. É nesse momento que Sehun percebe que ela só precisava de um gesto de amor para se sentir em casa, e o Oh acredita no bem do próximo mais do o seu próprio, por isso ele a beija, por acreditar que aquilo é o certo a se fazer.

E daí em diante as coisas vão ladeira abaixo, Luhan se afasta dele cada vez mais dia após dia, e Irene se torna cada vez mais próxima, o usando como apoio. 

Ele quer ter Luhan próximo ao mesmo tempo em que quer confortar Irene.

Acontece que ele sabe que Luhan assumiu sua identidade a pouco tempo, mas ele parece estar bem com isso, tanto que quando que quando Sehun o chama de 'ele', não tem peso, Luhan não se importa, e nunca se importaria se não fosse trocado.

Porque era assim que Luhan se sentia, trocado. Sehun encontrou alguém mais delicado, mais sensível, mais frágil, estava começando a acreditar que o Oh gostava de pessoas assim, pessoas que não conseguiam dar dois passos sem ajuda. Luhan não queria ser esse tipo de pessoa, Luhan nunca mais seria esse tipo de pessoa.



Opto por trabalhar como um condenado pelo resto do dia, tentando ficar ao máximo ocupado. Baekhyun até mesmo se assustou, enquanto ele estava pegando os pedidos de um lado do salão, eu já tinha entrego todos do outro lado.

Tentei manter esse ritmo, mas conforme o entardecer começa a vir, o movimento diminui. E me sobra tempo o suficiente para que eu veja Luyuan conversando tranquilamente, e ela parece tão bonita, tão confiante. Um cara em uma mesa flerta com ela, e me vêm o impulso de ir lá e impedir que ela toque a mão dela, contudo, contradizendo tudo que eu costumava pensar sobre ela, ela mesmo recusa, sem precisar de ninguém para fazer isso.

Luyuan parece bonita, porque ela está feliz. Mais feliz do que eu seria capaz de fazer ela ser.

Talvez esteja na hora de desistir.




"— Eu realmente não achei que você bebesse dessa forma, Hunnie. — Irene fala alto para que Sehun consiga escutar mesmo com a música alta.

— Eu não bebo assim, é só que hoje eu não estou em um bom dia. — Seu corpo está completando atirado no sofá, não é como se uma dor nas costas fizesse alguma diferença quando todo o resto parecia doer como o inferno.

— E o que você acha de subir comigo, tenho certeza que seu dia vai melhorar. — Irene está tão próximo do garoto, que não precisava fazer esforço algum para ele lhe ouça.

Sehun a segue para o segundo andar e se tranca com ela em um dos quartos que Jongin deixou disponível para qualquer um que quisesse fazer bom proveito da noite.

Não são muitas pessoas que percebem Sehun e Irene irem para o quarto, mas é o suficiente para que logo toda festa saiba.


— Oppa, você viu aquilo? 

— A Minji me falou, que horror, não sei como ele tem coragem!

— Achei que Sehun tivesse um gostinho melhor, tinha que ser logo a maior puta da escola? Só porque ela é fácil. Ela deve estar cheia de DST.

— Não sei o que ele viu, provavelmente nem deve ser bom comer ela, já deve ter- Onde você vai, Luhan?

Luhan não responde, simplesmente vira as costas quando o enjôo chega a um estágio insuportável. Não é como se alguém de fato se importasse.

Não sabe dizer o que é mais nojento, escutar os comentários nojentos daquelas pessoas, que nem sequer conhecia, ou saber que duas semanas depois de terminar com Sehun, ele já havia encontrado alguém para transar.

Quando Luhan cansa de vaguear por entre todos aqueles corpos suados e alcoolizados, decide por sentar ao lado de um cara que estava meio torto sentado longe de todo mundo.

Até pensa em cumprimentar o rapaz, mas ele não parece nem mesmo estar acordado. O arrependimento bate como uma pedra em seu rosto, quando vê que os pés do garoto estavam completamente vomitados, o cheiro era insuportável, mas quando tenta se levantar, ele o puxa de volta.

— Não precisa ficar com nojo, eu estou bem, sério. Pode ficar aqui. — Apesar do garoto dizer que está bem, ele mal conseguiu terminar sentença sem soluçar.

— Eu já estav-

— Por favor, fica aqui… — Por alguma razão, talvez por se compadecer do estado do rapaz, Luhan permanece ali.

— A minha vida é um lixo, não sei nem porque eu vim aqui. — O garoto lamenta. — Eu deveria ter aceito que o Jongdae, não me ama mais, mas porque eu continuo insistindo em amar ele? É tão ruim amar alguém mais do que você mesmo e no fim terminar sozinho. — Luhan quase riu da ironia do destino em colocar alguém igual a si em seu caminho.

— Por que as pessoas fazem isso? Por que amar alguém incondicionalmente, se dedicar a um relacionamento mesmo sabendo que no fim vai terminar sozinho? Amor é uma droga! — Quando o garoto olha para os lados procurando a latinha de bebida, Luhan o interrompe.

— Qual é o seu nome?

— Minseok.

— O meu é Luyuan, Xiao Luyuan. — Luhan sente a necessidade de negar seu nome real, não ser visto para sempre como 'Luhan, aquele que não conseguiu largar do ex namorado, por não ter confiança alguma em si mesmo.'

Minseok nem mesmo pareceu se importar que a pessoa que ele identificou como um garoto, na verdade se apresentou com um nome feminino. Sua maior preocupação com certeza não era saber se o garoto a sua frente estava mentindo ou não. Não quando os olhos dele gritavam por ajuda, e pareciam implorar por compreensão.

— Você já amou alguém mais do que você mesmo? — Pergunta Minseok, e naquele momento ele percebe que Luyuan ainda está apoiado em si, como se procurasse apoio, mesmo em um bêbado.

— Eu ainda amo.

— Bem vindo ao meu mundo, Luyuan."








Notas Finais


Oi de novo
Tô tentando me recuperar de exodeux até agora, eu preciso plotar alguma coisa com o conceito do exo, mas eu tô com tanta fic em andamento, que eu não quero começar mais uma e atrasar tudo.
Wattpad: https://my.w.tt/BjJ17hd6t1
Até mais, pessoinhas 😘💕


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