História Love of my lives (Karamel) - Capítulo 4


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Categorias Supergirl
Personagens Alex Danvers, Alura Zor-El, Kara Zor-El (Supergirl), Winslow "Winn" Schott Jr.
Tags Daxam, Karamel, Krypton, Shortfic, Tragedia
Visualizações 175
Palavras 3.289
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oiii ❤

Espero que gostem 😘❤

Capítulo 4 - Capítulo 3


Naquela noite enquanto tomava o banho preparado por uma das servas, só conseguia pensar na besteira que tinha feito. O que estava pensando? Que sair do palácio escondida, acompanhada do meu cunhado aparentemente julgado por todos pela irresponsabilidade, e possivelmente odiado pelo meu marido, não me traria problemas? Eu só poderia estar mesmo louca para ter a cabeça arrancada, e pior levaria Mon-El para o mesmo caminho.

Tudo nele era novo demais pra mim. Um principe que não se importava com luxos, formalidades, com que os outros pensam, totalmente livre e seguro de si mesmo. Que ajudou uma completa estranha a se livrar das garras do marido violento, que também é nada mais nada menos que seu irmão e futuro rei. Porque ele se arriscou daquela forma? E porque era tão gentil comigo, se oferecendo até para me levar para me divertir? Não conseguia parar de pensar em tudo isso, o que era desesperador.

Onde estava com a cabeça para estar tão intrigada por alguém que conhecia a menos de dois dias e me trazia tantos riscos? Não saberia responder, mas por mais perigoso que fosse eu não conseguia evitar, só queria a cada segundo entender mais tudo aquilo.

Sai do banho e uma das servas esperava por mim, nada muito diferente de Kripton. Ela tinha preparado minha cama e as vestes para dormir. Todo aquele trabalho para nada, mas claro, permiti que ela me ajudasse em tudo para não gerar desconfianças e antes de dispensá-la pensei que não seria ruim descobrir mais sobre a vida naquele palácio.

- Qual é mesmo seu nome? - perguntei e ela pareceu surpresa ao notar que era com ela que eu falava. Em Kripton eu tinha carinho por todas as servas que convivia, mas ali ainda era tudo muito recente, não tinha trocado mais que algumas palavras com elas.

- Eve, senhora - respondeu sem nem ao menos me encarar. Ela não parecia ser muito mais velha que eu, e na verdade era bem bonita.

- Belo nome Eve. Trabalha aqui a muito tempo? - perguntei enquanto ela fechava as grandes cortinas do quarto.

- Sou filha de uma das principais servas da rainha, cresci ajudando minha mãe em serviços mais leves, e agora que você chegou a rainha me deu a honra de ser sua serva - explicou tudo gentilmente.

- Fico feliz que isso te faça feliz Eve, garanto que não te darei muito trabalho  - sorri e me sentei na cama - então, se viveu tantos anos aqui conhece bem a familia real não é?

- Melhor que a minha própria familia senhora - disse me olhando com um sorriso, mas continuava seu trabalho sem parar um segundo.

- Todos se dão muito bem não é? A familia inteira parece ser tão unida - enfatizei o "inteira" para chegar onde queria. Eve riu balançando negativamente a cabeça.

- Nem todos, o príncipe Adam e o príncipe Mon-El cresceram se odiando, o que aparentemente criou uma impressão ruim em todos. Se o futuro rei não gosta do irmão quem iria gostar não é mesmo? - contou rindo.

- Sabe o motivo de toda essa raiva entre eles? - perguntei de forma casual.

- Ninguém nunca soube explicar. Dizem por aqui no palácio que quando Mon-El nasceu, Adam se tornou uma criança insuportável e egoísta, que atraía sempre toda a atenção pra ele e vivia criando situações ruins, fingindo doenças, machucados, exigindo carinho. No fim o irmão cresceu criado por servas enquanto toda a atenção dos pais era do principe Adam, e a rainha optou por não ter mais filhos. - Eve notou minha expressão perplexa e pareceu pensar na besteira que fez ao falar tanto - claro que são só histórias senhora, o que dizem lá fora são outras coisas, na verdade eu nem deveria contar isso.

- Não se preocupe, eu não vou repetir nada disso, só estou curiosa - falei a tranquilizando - o que dizem lá fora?

- Que o principe Mon-El é ingrato por tudo o que tem, que odeia a familia e tem inveja do irmão por que vai se tornar rei - explicou vindo até a beira cama e acendendo mais velas.

- Em qual história acredita? - perguntei a olhando fixamente, queria saber se ela mentisse.

- Na mesma que todas as pessoas com o mínimo de percepção da realidade - disse me causando surtos internos de curiosidade - deseja algo a mais senhora? - perguntou encerrando totalmente o assunto, sabia que insistir por mais respostas seria em vão.

- Não, obrigada, está liberada por hoje, boa noite! - disse forçando um sorriso.

- Okay, boa noite! - disse se retirando.

(...)

Estava pronta a algum tempo sentindo o ápice da ansiedade esperando por Mon-El. Não que eu achasse que fosse realmente precisar um dia, mas trouxe de Kripton a capa preta que usava para sair escondida com Kal a noite, e resolvi que colocá-la não seria uma ideia ruim.

Por mais que tudo que Eve tinha falado ainda martelasse na minha cabeça, não conseguia evitar sentir frio na barriga pensando no que viria em seguida. E sua demora só piorava tudo. Será que tinha percebido a besteira que era tirar do palácio a esposa do irmão no meio da noite? Ou será que tinha encontrado algo melhor pra fazer? Tudo que eu deveria fazer era me trocar e ir dormir, mas insistia naquela loucura.

Ouvi batidas leves na porta e corri para atender me certificando antes por uma pequena abertura se era mesmo ele.

- Por quê demorou tanto? - perguntei em um sussurro o dando passagem.

- Uau você entrou mesmo no clima de fugitiva - ele disse rindo ao olhar como eu me vestia.

- O que esperava que eu estivesse de saltos? - perguntei rindo.

- Não, mas uma capa? - ele riu novamente me analizando - achei que não tinha costume em fugir.

- Acha mesmo que é a primeira pessoa a me levar para uma aventura? - perguntei convencida.

- O que eu acho é que temos que ir agora princesa Kara - riu me indicando a porta e eu coloquei o capuz.

Mon-El segurou minha mão me guiando com cuidado pelos corredores escuros até chegarmos a um portão que aparentemente era a saida de empregados do palácio. Não encontramos ninguém no caminho, provavelmente estavam todos dormindo naquele horário. Vimos de longe alguns guardas que não notaram nossa presença por estarem ocupados demais com um jogo ou algo do tipo. Mon-El sabia mesmo a hora certa de sair escondido. Me perguntava quantas vezes ele já tinha feito aquilo.

- Vamos a pé? - perguntei em um sussurro e ele riu.

- Claro que não - disse e quando passamos pelo portão vi nossos cavalos esperando por nós.

- Tenho que admitir que seu irmão acertou no presente - eu disse montando no cavalo enquanto ele fazia mesmo.

- Que inocente raio de sol - gargalhou balançando negativamente a cabeça - Adam nunca pensaria nisso, foi minha mãe quem deu.

- Estava mesmo bom demais para ser verdade - suspirei me perguntando como tinha acreditado naquilo.

- De qualquer forma acho que vai ser útil - disse ele analizando o animal dócil que parecia adorar meus carinhos.

- Útil pra que? - perguntei confusa.

- Pra nos alcançar - respondeu em seguida partindo apressado e me deixando para trás.

Não tive tempo para reclamar apenas o segui o mais rápido que podia e ele pareceu surpreso por me ver o alcançar em pouco tempo. Pareciamos loucos correndo tanto em toda aquela escuridão, mas era incrivel a sensação de adrenalina. Diminuimos o ritmo quando chegamos a uma floresta.

- Não precisa ter medo, eu trouxe uma espada - avisou mostrando o objeto na cintura e se afastou por um momento voltando com uma tocha improvisada.

- Sabe usar a espada? - perguntei e ele revirou os olhos.

- Melhor que o rei - disse convencido dando de ombros - vamos com calma agora, me siga com cuidado - pediu e eu obedeci.

A únicas luzes que nos ajudavam eram a da lua escondida entre as enormes árvores e a da pequena tocha. Não era muito, mas eu podia ver Mon-El com clareza e confiava que ele continuaria a me guiar. Ultrapassamos a parte mais assustadora da floresta e ele parou, descendo do cavalo e me ajudando em seguida. Ele amarrou ambos os cavalos e seguimos a pé um caminho entre as árvores. Caminhamos por longos minutos em silêncio. Sua mão permanecia segurando a minha e seu senso de direção era incrivel. Ouvi o barulho de água caindo e mais a frente percebi que estávamos perto do alto de uma cachoeira, apenas a alguns metros da queda d'água. Caminhei sozinha até um ponto que me permitisse uma vista melhor do lugar e era incrível. Iluminado como se todas as estrelas e a lua refletissem ali. Pareciamos tão perto do céu, dali a noite era com certeza a mais bonita. Nunca tinha visto algo parecido.

- Incrível não? - perguntou se aproximando - quase ninguém vem aqui.

- Por quê?

- Eles acreditam que é um lugar com más energias ou algo do tipo, apenas lendas, não é nada de importante - explicou me puxando para uma pedra mais próxima a água e nos sentamos.

- Já viram o céu daqui? - perguntei encantada olhando pra cima - como um lugar desses seria amaldiçoado?

- Eu não sei, nunca entendi, os daxamitas tendem a ser bem medrosos com essas coisas, o que é bom, esse lugar acaba sendo algo pessoal, meu céu particular - parecia encantado pelo lugar como se fosse a primeira vez que o via também.

- Se é seu céu particular porque me trouxe aqui? - perguntei.

- Nem tudo deve ter uma explicação, apenas queria te trazer - disse dando de ombros.

- Assim como queria arriscar sua vida para me livrar da fúria do seu irmão? - perguntei novamente e ele pareceu incomodado com aquilo.

- Não, essa é outra história, Adam é um idiota - riu nervosamente ao pensar no irmão.

- Não me motiva nada a encarar os próximos anos da minha vida dizendo essas coisas - disse suspirando entristecida.

- Desculpe, só acho importante que esteja preparada, o que aconteceu entre vocés foi só o começo, nada vai ser fácil ao lado dele - disse tirando os cabelos que caiam sobre meu rosto.

- É engraçado, mal faz dois dias que nos conhecemos e falamos abertamente dessas coisas. O que nos garante que não vamos colocar um ao outro em problemas? - perguntei rindo.

- Acho que não temos alternativa a não ser confiar não é mesmo?

- É acho que não - concordei deixando o silêncio se instalar em seguida por alguns minutos.

- Podemos ir agora? - ele perguntou se levantando e me estendendo a mão para me ajudar a fazer o mesmo.

- Claro, não podemos correr o risco de notarem nossa falta - falei triste por já ter que ir embora.

- Não vamos pra casa agora - disse rindo - eu prometi diversão também se lembra?

- Pra onde vamos então? - perguntei empolgada.

- Logo você vai descobrir - disse me indicando uma direção e seguimos por ela.

Caminhamos por mais alguns minutos e eu já estava morta pelo esforço. Mon-El no entanto não parecia ser afetado em nada por toda aquela caminhada. Ouvi barulhos de vozes, risadas e música não muito distante e indo mais a frente notei a presença de algumas pessoas ao redor de uma fogueira. Algumas dançavam, outras cantavam, outras conversavam, comiam e bebiam, e todos pareciam muito felizes e inofensivos, mesmo assim parei no mesmo instante.

- O que foi? - perguntou Mon-El.

- Se eles nos verem ficaremos em apuros - falei preocupada e ele gargalhou alto até demais - está louco? Vai chamar atenção deles - disse tentando puxá-lo para nos escondermos.

- Fique tranquila - pediu apoiando a mão no meu ombro e tentando me passar segurança através do olhar - esses loucos são inofensivos! - gritou alto chamando a atenção de todos que gritaram seu nome de volta surpresos por sua presença. Aquilo poderia ser o caminho para meu fim, mas se Mon-El dizia ser seguro eu confiaria.

Tirou o capuz dos meus cabelos e segurou meu pulso me guiando apressado para perto de todos eles.

- Como pode sumir por tanto tempo seu louco? - perguntou uma garota de cabelos castanhos avermelhados praticamente se jogando nos braços dele. Ele a girou no ar e só quando pararam pude ver seu rosto com nitidez, era linda, provavelmente tinham algo para se abraçarem daquela forma.

- Sabe como é a vida de príncipe Alex, não o julgue - ironizou uma mulher morena se aproximando.

- Maggie! - Mon-El disse empolgado a abraçando da mesma forma - queria ter vindo antes, mas o casamento do babaca deixou tudo uma bagunça. Explicou e eu ri quando entendi a quem ele se referia e só então ganhei as atenções.

- Quem é essa? - perguntou a ruiva me analizando com um sorriso.

- Essa é Kara, e é tudo que vou contar sobre ela, então não pressionem - avisou me deixando ainda mais confusa, como aquelas pessoas viviam em Daxam e não sabiam que eu era o mais novo membro da familia real? - Kara essas são Maggie e Alex.

- É um prazer - falei as cumprimentando como a etiqueta da realeza mandava e todos gargalharam.

- O prazer é nosso, mas o que foi isso? - Alex disse me abraçando e mesmo que não a conhece retribui - aqui nos cumprimentamos com abraços.

- Se é uma dos nossos agora tem que saber - Maggie disse sorridente e me abraçou também - vamos levá-la para conhecer os outros.

- Antes podem me dizer quem são eles? - perguntei em um sussurro para Mon-El.

- Essas pessoas são apenas um bando de desajustados que deixaram tudo que tinham. Temos duques aqui, filhos de condes, ex guardas, herdeiros de riquezas impressionantes, um antigo músico real, ex servas de reis e rainhas, escudeiros, entre muitos outros - começou a explicar com calma - eles vivem assim escondidos e fugindo do passado, mas são mais livres que qualquer um que você tenha conhecido antes.

- Por quê eles deixaram tudo? - perguntei perplexa, aquilo tudo era tão surpreendente.

- Porque viviamos reprimidos pelas vontades impostas as vezes por nossa familia, as vezes pela realeza, as vezes pelos maridos, em fim, todos viviamos infelizes antes de tomarmos coragem para deixar tudo e buscarmos uma vida feliz - explicou Maggie.

- Não nos juntamos todos de uma vez, na verdade a maioria de nós nos conhecemos por coincidência e acabamos indo aos poucos formando uma comunidade - continuou Alex.

- Ninguém aqui tem uma moradia fixa, ou emprego, vivemos assim, fazendo o que amamos, conhecendo vários lugares, simplesmente vivendo - disse Maggie.

- Eles são como uma grande familia, ninguém aqui julga, ou se preocupa com o que o outro era antes de se juntar a eles, aqui o que vale é seu coração - disse Mon-El.

- Isso é demais, a coragem de vocês é impressionante - falei em choque.

- Até quando vão ficar ai? - gritou uma voz de longe.

- Já estamos indo! - gritou Alex e me puxou em seguida me levando até eles - esse é Winn e essa é Lena - conforme ia me apresentando eu ia ganhando abraços de todos - James, Oliver, Felicity, Barry, Cisco... - me mostrou a diversas pessoas e todos eles eram tão gentis que me fizeram perder a vergonha em pouco tempo. Era estranho pensar em tudo que aquelas pessoas tinham deixado para trás, mas de certa forma imaginar a sensação de liberdade que cada um deveria sentir me fazia querer sentir o mesmo.

- Agora que fizeram as honras da casa podemos fazê-la conhecer a parte boa? - pediu Winn.

- Estamos aqui pra isso - Mon-El disse animado.

Fui levada para o meio deles e a música que eu pensava estar animada antes só fez ficar mais alta. As danças agitadas eram totalmente diferentes do que eu conhecia. Eles não pareciam se preocuparem com quem dançavam ou se dançavam sozinhos apenas se entregavam a melodia. Não sabia como me mecher ali, mas era extremamente divertido. Alguns cantavam e suas vozes eram incriveis. Mon-El notou meu desconforto em meio a eles e se aproximou tentando me guiar.

- Eu não faço ideia do que fazer - admiti rindo.

- Não se preocupe, diferente daquela dança chata que dançamos no casamento dessa eu entendo - disse me girando e quase cai, mas ele me segurou.

- No começo vai parecer impossivel acompanhar, mas garanto que vai aprender - James disse me motivando enquanto dançava próximo a nós.

Continuamos a dançar feito loucos e em pouco tempo eu já me sentia uma deles. Realmente não era difícil de aprender e ser guiada por Mon-El também tinha ajudado bastante. Trocamos pares várias vezes, dançamos sozinhos e juntos novamente. E paramos quando já não sentia minhas pernas.

- O que meu pai diria ao me ver assim? - perguntei rindo do estado que me encontrava - ou pior, o que Adam diria?

- Ele provavelmente usaria isso como desculpa para anular o casamento e destruir sua vida - disse servindo dois copos de bebida - mas quem liga pra isso agora não é? Eles nunca vão saber, não se preocupe - me entregou um dos copos e estranhei o conteúdo, não era vinho.

- O que é isso? - perguntei sentindo o aroma, que era ótimo.

- Nunca soube, só sei que é melhor que qualquer vinho caro que eu tenha bebido antes - tomou um gole fazendo uma cara ótima.

- Vamos ver - dei de ombros virando quase o líquido todo na boca e engolindo.

- Vá com calma! - avisou ele tarde demais, minha garganta já queimava e eu tossia descontrolavelmente.

- Isso é incrivel! - disse me recuperando. Virei o resto da bebida e Mon-El gargalhou - posso beber mais?

- Claro, mas não exagere, isso é muito forte - assenti e ele me serviu outro copo.

Nos juntamos aos outros outra vez, dançamos mais, conversamos e depois de três copos daquela bebida misteriosa até me arrisquei a cantar com eles. Por mais que quisesse ficar ali o resto da vida tinhamos que estar no palácio antes do amanhecer, então nos despedimos e partimos.

(...)

- Ainda não sei como dizer obrigada - disse quando estávamos no portão do palácio novamente - não pensei que encontraria alguém em quem pudesse confiar tão rápido aqui. Na verdade pensei que no dia seguinte ao meu casamento eu estaria prestes a cortar os pulsos - rimos e nos encaramos novamente - você é uma pessoa maravilhosa Mon-El.

- Não precisa me agradecer por nada, apenas saiba que tem um aliado sempre lá dentro - disse se referindo ao palácio.

- Por quê fez tudo isso por mim? - insisti na pergunta segurando sua mão automáticamente.

- Eu apenas precisava fazer, como eu disse antes, nem tudo deve ter uma explicação - falou e eu apenas assenti. Aquilo não era suficiente, mas mentalizei que talvez ele só fizesse tudo por ter um bom coração - vamos entrar?

- Sim - disse e o segui com cuidado, até que estivessemos novamente na porta do meu quarto.

- Boa noite raio de sol - sussurrou sorrindo e me dando as costas para seguir para seu quarto.

- Mon-El! - chamei num tom baixo e ele voltou.

- Boa noite! - sussurrei e o abracei forte, ele retribuiu carinhosamente. Não era adequado, mas quem se importava? Eu apenas precisava daquilo. Ele sorriu, se afastou, e então entramos para nossos quartos. 


Notas Finais


Beijos 😘


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