História Love on Board - Capítulo 1


Escrita por: e Bioluminescenci

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Min Yoongi (Suga)
Tags Ciumes, Cruzeiro, Mar, Namjin, Temalivre, Veneza, Viagem, Whp, Yoonjin
Visualizações 119
Palavras 6.506
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Fluffy, LGBT, Slash
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Uhuulll!!!
Chegay eu com mais uma fic pra vocês.

Boa leitura🎈💕

Capítulo 1 - Jin, namora comigo?


Parte I: À bordo; um desconhecido e um irmão ciumento.

 

Yoongi suspirou profundamente olhando o horizonte. Se sentia mareado, e, apenas por lembrar que ficaria provável uma semana navegando em alto mar, lhe embrulhava o estômago.

O Min nunca tinha sido fã de praia, mar e qualquer diversão envolvendo a tão querida – por outros, e não ele – água salgada. E pensar que não teve escolha alguma em ter sido arrastado do aconchego do lar de seu querido irmão mais velho na Espanha, lhe subia uma pequena raiva de seus pais, o que era algo irrelevante e insignificante para os mais velhos que viam aquilo como um ataque passageiro, que, na verdade, se tratava exatamente disso.

Suspirou mais uma vez, de novo, longamente fazendo com que poucas pessoas que estavam por perto do garoto, bufassem pela aura desagradável que ele tinha instalado naquela área. O mínimo dessas poucas pessoas sorriam ao vê-lo, apenas por acharem que todo aquela pose pensativa, triste e suspirante, se dava por ele estar apaixonado por alguém.

Ledo engano.

Mal sabiam eles que se tinha alguém mais merecedor do título de coração de pedra, esse era Min Yoongi.

O garoto já estava pronto para mais um longo suspiro até ser interrompido pelo pigarrear de um velho senhor grisalho que lhe olhava com uma expressão irritada tentando ser escondida por uma revista feminina de verão. Revirou os olhos e endireitou a postura ficando devidamente em pé, deu uma olhadela para o senhor incomodado com sua presença e após lhe mostrar a língua, ele saiu com as mãos no bolso do short florado sobre o olhar indignado do mais velho que ficara para trás.

 

.

 

— Yoongi! Onde esteve? – Se lembrou assim que colocou os pés dentro da cabine que não havia avisado aos pais sobre o seu pequeno passeio pelo convés.

— Eu apenas fui dar uma volta, algum problema, mama?

— Não, nenhum. Apenas avise da próxima vez.

Sua mãe saiu com seu traje de praia e o Min mais novo aproveitou a deixa para pedir algo para comer enquanto jogava um jogo qualquer em seu celular.

— Querida, onde está o Yoon? – A senhora Min suspirou ao chegar na área da piscina e ouvir a pergunta do marido.

— Achei melhor não forçá-lo a vir, sabe como ele é, não gosta deste tipo de atividades. – Lhe abriu o sorriso gengival que era marco da família e se sentou ao lado do esposo.

— A senhora Kim trouxe o mais velho dela na esperança de apresentá-lo ao Yoon, mas tudo bem, oportunidade não irá faltar. – E assim que ele terminou sua fala, a família Kim apareceu cumprimentando a todos com seus sorrisos simpáticos.

 

.

 

— Yoongi! Filho acorda, ou irá perder o café da manhã.

Já fazia mais de meia hora que a senhora Min estava chamando o filho, por sorte havia acordado deveras cedo lhe dando toda aquela paciência para lidar com o mais novo. Yoongi sorriu contido, ele adorava provocar a mãe com suas brincadeirinhas; fingir estar dormindo e não levantar enquanto sua mãe lhe chamava, era uma dessas.

Ele poderia ter ficado alí, mas se tinha uma coisa que ele apreciava e não perderia por nada, eram as comidas daquele lugar. Já faziam três dias navegando em águas européias e desde que estava a bordo do Aqua Marine, seu maior passatempo era comer tudo que lhe era possível e servido nos estabelecimentos que continham no cruzeiro.

Se levantou num pulo, o qual fez a senhora Min se assustar e dar um certeiro, porém fraco, tapa no braço do garoto que riu desejando um bom dia para a mãe com direito a beijinho no rosto da mais velha, para logo entrar no banheiro afim de fazer suas higienes matinais.

A senhora Min ficou ali, sorrindo boba com a destra sobre a bochecha que a recém havia sido beijada pelo filho. Se retirou do quarto após despertar de seu pequeno transe de nostalgia por lembrar da época em que o filho lhe dava beijos no rosto a todo momento quando era mais novo, voltando para a cabine que dividia com o esposo.

– Acho que hoje curtiremos um bom dia em família. – A senhora Min ditou alegre, mexendo em suas coisas afim de achar uma boa roupa para usar naquela manhã ensolarada.

O senhor Min se assustou com a repentina fala da esposa, mas sorriu por já imaginar a quem ela se referia.

– O Yoon acordou de bom humor? – Gargalhou ao vê-la assentir e andar até si, lhe dando um selinho nos lábios fartos do marido.

 

.

 

– Se tem uma coisa que eu irei sentir falta quando atracarmos, essa coisa são as comidas daqui. – Yoongi se pronunciou após terminar de traçar seu prato.

– Está realmente animado hoje, não é, filho!?  – O senhor Min perguntou, dando um gole em seu suco de melancia, o qual Yoongi havia torcido o nariz quando o pai fizera o pedido; amava a fruta, mas abominava o suco.

– Sim, estou! – Falou simples sem dar muita importância para aquilo, afinal, era algo normal de sua personalidade, certo?

Poderia ele ser dono daquelas emoções e sentimentos, mas nunca se tocava quando seu humor mudava drasticamente, como o dito popular: da água para o vinho.

Os Min mais velhos sorriram, ao avistarem os Kim, estes que tinham acabado de dar entrada no estabelecimento. Min Jungsu, o pai de Yoongi, fez sinal para que se sentassem com eles, mesmo sabendo que sua família já havia se alimentado.

– Vejo que só o NamJoon veio com vocês, o que houve com o mais novo? – O senhor Min perguntou, fazendo Yoongi revirar os olhos e bufar contido, se afundando num tédio recém chegado.

Já não prestava mais atenção na conversa dos mais velhos, sua atenção agora era total e única do filho mais velho dos Kim, o qual não lhe dera atenção ou lhe dirigira o olhar em nenhum momento.

Yoongi suspirou desviando o olhar naquela batalha mental de que se continuasse secando aquele garoto, ele provavelmente olharia para si.

Não gostava de ser ignorado, mesmo que sem querer. Ele só queria uma companhia, afinal, os Kim eram os únicos conhecidos da família naquele cruzeiro, e mesmo que já tenha ouvido falar dos filhos dos Kim, nunca se importara ou se interessara o bastante para puxar assunto sobre eles ou se encontrar com algum deles quando os mesmos ficavam de férias e voltavam para a terra natal onde os Kim e os Min moravam.

O Min mais novo fez menção de se levantar, e só aí se deu conta de que, enquanto divagava em pensamentos sobre os filhos dos Kim, os mesmos já haviam terminado de se alimentar, e de que saiu de seu pequeno transe a tempo de – após ver chegar a mesa –, apreciar a bela visão dos pedidos trazidos pelo garçom: sorvetes e um capuccino.

Lambeu o lábio inferior após sua mãe lhe empurrar o grande copo do líquido cafeinado coberto de creme. Yoongi sabia que era uma mania estranha beber café após almoçar, ou após comer qualquer coisa ou em qualquer momento. Mas o que ele podia fazer? Amava todas aquelas bebidas maravilhosas feitas com seu precioso e tão amado café.

Enquanto apreciava seu delicioso capuccino, pôde ver pela visão periférica que o filho dos Kim o olhava com uma expressão esquisita. Levantou o olhar e sorriu para o loiro, que lhe devolveu o sorriso de forma singela.

 

 

O resto da tarde se passou lenta e agradável, e isso era na visão de Yoongi.

Os pais, tanto do Min quanto do Kim, deixaram o dois à mercê deles mesmos para fazerem alguma atividade, sendo que os Kim antes iriam passar na cabine em que os filhos dividiam, para ver como o mais novo estava, este que se encontrava num mal estar desde que acordara.

NamJoon e Yoongi correram para uma das salas de jogos e, na primeira oportunidade, travaram uma batalha no golfe. Yoongi ficara realmente impressionado quando o filho dos Kim lhe dissera que gostava daquele esporte.

Realmente em todos os seus dezessete anos nunca pensou que acharia alguém na sua faixa de idade, que compartilharia o mesmo gosto que si.

NamJoon estava se saindo melhor que a encomenda, e o Min estava realmente gostando da companhia do garoto.

 

 

Yoongi estava afundado no seu habitual tédio. Dois dias haviam se passado desde o almoço com os Kim, nada mais lhe agradava, e nem mesmo as saídas com o filho mais velho dos Kim lhe animava.

Se levantou da cama e entrou no banheiro, uma ducha rápida e logo estava arrumado com suas habituais – ao menos naquele lugar – roupas floridas.

Caminhou e caminhou até parar em sua sorveteria favorita, não que aquele lugar tivesse algo de tão especial para ser sua favorita mas… não! A quem ele queria enganar? Era ali que faziam o melhor sorvete de café de todo o cruzeiro.

Entrou e se acomodou entre as cadeiras numa área mais reservado do local, apenas ele e mais três pessoas estavam naquela área, sendo que, as outras pessoas, preferiam a área aberta onde podiam circular melhor e o espaço era mais amplo. Seu pedido logo foi feito e seu sorvete logo estaria em suas mãos.

Rodou o olhar por ali, vendo que mais uma pessoa entrou na área reservada. Era um garoto, aparentava ser mais novo que si e tinha lindos lábios carnudos. Ele se sentou numa mesa ao lado da sua, no lado contrário ao que estava sentado, lhe dando total visão do recém-chegado. Viu o menino fazer o seu pedido e desviou o olhar ao que o outro direcionou o olhar para si.

Alguns minutos se passaram e logo o moço que pegara seu pedido voltara com uma bandeja contendo dois sorvetes com a coloração igual, mas tamanhos diferentes. Sabia bem qual era o seu, sendo que sempre pedia o de maior porte.

Viu o garçom se afastar após deixar a sala e se deliciou com seu sorvete e se pôs a pensar. Mais uma vez tinha sido impressionado por alguém que não conhecia. O garoto parecia gostar tanto do sorvete sabor café, quanto ele, pois, a cada colherada que o garoto colocava na boca, ele fazia uma expressão de pura satisfação por ter aquilo em sua boca. Yoongi ficara hipnotizado com aquele ser. As expressões de prazer pelo sorvete, os lábios carnudos extremamente avermelhados pelo gelado do sorvete, as bochechas coradas pelo ar frio da pequena sala – mal sabia ele que aquela coloração nas bochechas do garoto, não eram só pelo frio daquela sala.

Os dois ficaram ali, por mais ou menos meia hora, comendo sorvete de café e desviando olhares quando se pegavam olhando um ao outro.

 

 

Yoongi estava feliz.

Acordara tão disposto e… feliz, que nem sequer sabia explicar o motivo. Saiu da cama cedo e tomou um banho gelado bem demorado, não sabia mesmo sua motivação para tal ato tão voluntário de sua pessoa, apenas estava fazendo o que vinha a cabeça e logo já estava a porta do quarto dos pais avisando que ele estaria na piscina. Os mais velhos estranharam toda aquela alegria ao falar que iria banhar-se na piscina da área de lazer mais cheia do navio.

Ao chegar na área aquática, o Min já se encontrava de sunga e seu short de banho. Deixara as coisas que havia trago sobre uma das mesas desocupadas e se jogou na água que em pouco tempo deixaria seu cabelo com um leve tom de verde, mas ele não se importava, não sabia o porquê, apenas dera de ombros pensando se preto ficaria bom em seu cabelo e combinaria com ele e voltou a mergulhar vendo algumas meninas sorrindo para si ao voltar a superfície da água.

Yoongi procurou pela mesa onde havia deixado suas coisas, mas levara um susto ao não encontrá-la de jeito nenhum. Passou a mão no rosto para tirar o excesso de água no rosto e voltou a vasculhar o local e foi então que ele o viu.

O garoto do dia passado estava lendo um pequeno livro de cor azul marinho enquanto ostentava um chapéu com uma flor vermelha num lado do mesmo, na cabeça, uma camisa florida e um short que mostrava parcialmente suas coxas leitosas. Yoongi sentiu seu coração palpitar fortemente e deu aquilo pelo alívio ao ver que era exatamente aquela mesa onde estava suas coisas. Ele sorriu sem perceber que o garoto estava o fitando pelo seu olhar certeiro que estava sob o garoto, e este lhe sorriu de volta. O Min desviou o olhar e voltou a mergulhar, dessa vez menos preocupado com suas coisas. Não sabia bem o porquê de não ter dado a mínima por suas coisas estarem tão perto de alguém que não conhecia, apenas sentia uma confiança por aquele estranho que chegava a ser surreal para si. Deu de ombros e voltou a superfície, vendo o garoto concentrado na leitura.

Yoongi passara boas horas naquela piscina, e mesmo que seu corpo reclamasse do frio, mesmo que seu corpo pedisse que saísse e se esquentasse o mais rápido possível, ele não o fez. Estava completamente distraído quando resolveu, enfim, sair da água, tanto, que quando olhara para a mesa onde suas coisas estavam, sentiu uma súbita tristeza ao não ver o garoto ali, lendo o livro e cuidando, mesmo que indiretamente, de suas coisas.

O Min juntou suas coisas e enquanto caminhava de volta para o quarto afim de tomar um belo banho quente, não parava de pensar no garoto que vira a pouco menos de horas.

Tudo bem que não o conhecia, que havia o visto apenas duas vezes e que nunca falara nem sequer um oi com o outro, mas isso não o impedia de não tirar aquele menino da cabeça. Seria um sentimento lindo se não fosse trágico.

Logo ele, Min Yoongi, o cara mais cruel que conhecia, tendo um interesse numa pessoa a qual não conhecia, nunca havia falado, e apenas sabia gostar do mesmo sabor de seu sorvete favorito. Como chegara aquele ponto mesmo? Talvez tenha sido desde o princípio, quando sair com NamJoon já não era tão legal assim.

Yoongi se jogou na cama, estava apenas de toalha, mas não se importou, queria socar a si próprio por pensar tanto naquele garoto que lhe era um total desconhecido. Como pôde ser tão desatento e se interessar por alguém naquele lugar, alguém que provavelmente nunca mais veria depois que desembarcasse em Veneza?

Suspirou.

Seu peito subindo e descendo lentamente, sua respiração estava calma, estava se controlando ou provavelmente surtaria. Ouviu batidas na porta e deu permissão para entrar já que a mesma não estava fechada. Sua mãe passou pela porta com um lindo sorriso no rosto e continuou com ele sem se importar ao ver que o filho estava parcialmente pelado na cama.

— Você irá ao teatro, Yoongi? – Sua mãe perguntara, se sentando ao seu lado. — Parece cansado meu filho, acordou tão disposto hoje… – Acaricio os fios de uma recém coloração esverdeada pelo cloro da piscina.

— Nossa, mãe! Eu tinha esquecido e estou tão cansado… – Yoongi ficara realmente bravo, um coisa que queria muito fazer era ir ao teatro.

— Tudo bem querido, descanse, podemos ir em Veneza, tenho certeza que irá adorar os concertos que iremos lá. — A Sra. Min falou compreensiva com a situação do filho, sabia que ele estava chateado por supostamente não ir ao espetáculo, mas estava sinceramente feliz pelo filho estar cansado por ter se divertido durante o dia.

— Yah! Mãe, eu vou! De jeito nenhum que vou perder. — Ele se levantou num pulo quase deixando a toalha, que tampava sua nudez, ir ao chão.

— Aigoo, Yoongi! Fique e descanse filho, terá oportunidade para isso, e poderá aproveitar melhor, eu posso ver o cansaço em seus olhos. — Yoona nem sabia mais porque insistia em fazê-lo não ir e ficar para descansar. Quando o filho colocava algo na cabeça, não tinha quem o fazia tirar. Claro que havia suas exceções…

 

.

 

Yoongi estava levemente chateado somente em pensar que tinha cogitado a ideia de ter ficado em sua cabine, em sua confortável cama para descansar e dormir até o dia seguinte. Estava adorando o que estava sendo apresentado, todos os artistas ali eram realmente profissionais, e ele, crítico como era e que não deixava nada que ele pudesse ter visto de errado escapar, estava realmente impressionado.

E minha mãe ainda teve a audácia de tentar me convencer a não vir…

Yoongi ria internamente e um sorriso dançava nos lábios finos, atraindo a atenção dos pais do Min mais novo. Eles já haviam percebido que algo nele estava diferente, e que Yoongi estava deveras feliz nos últimos dias.

Queriam perguntar ao filho o que estava acontecendo para toda aquela felicidade antes de estarem em Veneza, mas não eram invasivos e respeitavam tudo em relação ao filho, principalmente o tempo dele. Uma hora ele conversaria com os mais velhos e lhe diria o que estava rolando.

Na verdade, se o Sr. e Sra. Min fossem falar com o filho agora, ele simplesmente não saberia dizer o que estava acontecendo consigo, apenas que não conseguia tirar alguém da cabeça, alguém que rondava seus pensamentos e sonhos nos últimos dias. Aquele mesmo alguém que acabara de entrar pela porta do teatro e se sentar.

Yoongi arregalou os olhos ao vê-lo ali. Se perguntava como ele conseguia estar ainda mais bonito. Os cabelos rosas, que o Min sabia terem sido pintados a recém, tinha caído perfeitamente bem a ele. A camisa social preta apenas destacava a pele leitosa e seus lábios naturalmente avermelhados. Aquele ar concentrado ao assistir a peça lhe caía tão bem…

Os pais de Yoongi ditaram o filho vendo o quão considerável seu sorriso havia aumentado. Olharam na mesma direção que o filho olhava e sorriram ao avistar a família Kim, se perguntando se era realmente aquilo que estava acontecendo.

NamJoon sentiu olhares pesarem sobre sua família e procurou por quem o fazia, encontrando a família Min a poucas cadeiras de onde estavam. Sorriu simpático, cutucando o pai, este que acenou junto a esposa para os amigos próximos.

O Min mais novo dera um sorriso gentil para os amigos de seus pais, mas fechara a cara ao ver a cena que presenciou. O garoto ao qual estava habitando seus pensamentos, se levantou e se aproximou dos Kim, se sentando ao lado de NamJoon, este lhe sorriu e beijou-lhe a bochecha quando o garoto se sentara ao seu lado.

Assim se passou o fim do espetáculo: Yoongi emburrado, os pais se perguntando o que havia feito o humor do filho mudar tão drástico e repentinamente, e o garoto o qual Yoongi supostamente estava gostando, de gracinhas com o filho mais velho dos Kim.

Saíram do salão e não sabia o porquê, mas ficou ali, ao canto, esperando pelo mesmo motivo que os pais esperavam, mesmo não sabendo do que se tratava. Em seus pensamentos só estavam o garoto, o filho dos Kim, NamJoon, a suposta hipótese deles serem namorados e a temida cena que lhe fazia temer por sua integridade física.

Um pouco antes da peça acabar, mais especificamente em seu final, o garoto resolvera finalmente lhe notar, e o pior nem tinha sido isso, ele havia cutucado o filho mais velho dos Kim e este lhe olhara sorrindo, até ouvir algo em seu ouvido sendo dito pelo garoto e direcionar o olhar para Yoongi, fechando a cara, colocando uma severa expressão no rosto.

Se apanharia? Ele não sabia ao certo, mas cogitava a ideia de um suposto NamJoon furioso pelo Min ter cobiçado seu namorado. Mas, como poderia o culpar se ele ao menos sabia que o garoto era comprometido e o sentimento simplesmente ter brotado em seu peito?

Ficou ali, esperando e esperando até que finalmente viu a movimentação dos pais e seguiu com eles. Yoongi gelou dos pés à cabeça ao ver NamJoon ali, a sua frente, poucos metros de distância e uma expressão analítica sendo ostentada em sua face.

Enquanto os pais dos dois conversam, eles ficaram ali numa encarada mortal entre eles. Os pais de Yoongi notaram o que estava rolando com os dois, mas não sabiam ainda o porquê daquilo, sendo que eles eram amigos até recém pouco tempo. NamJoon desviou o olhar para prestar atenção no que os pais falavam, iriam comer em algum lugar. Ele apenas assentiu e saiu após intimar aos pais que logo estaria de volta.

Yoongi seguiu com a família Kim e os pais até o restaurante italiano. Ao chegarem foram muito bem recebidos e levados a mesa de que tinham feito a reserva mais cedo. Não demorou para que o garçom se aproximasse para saber o que iriam querer.

— Vai pedir antepasto ou vai comer direto, filho? — O Sr. Min perguntou, direcionando o olhar para o filho.

— Vou querer um antepasto, Carciofi Alla Romana. — Falou sorridente já com água na boca.

— Okay.

Todos pediram seus pratos e Yoongi estranhou quando os Kim pediram dois pratos a mais para à mesa. Sentiu novamente o sangue gelar com a hipótese de NamJoon, e que ele poderia trazer o garoto para comer com eles, aquilo seria constrangedor demais até para ele. Apenas sossegou, quando depois de muito repetir, colocou na cabeça que o motivo para o filho mais velho dos Kim não estar ali, era por ter ido buscar o irmão, o caçula dos amigos de seus pais que ele ainda não havia visto.

Deu um pequeno sobressalto pelo susto ao ouvir a porta ser aberta e por ela passar Namjoon e o de fios recém rosados. Engoliu a seco ao olhar para o garoto ao lado de NamJoon, queria poder sorrir para ele quando até lhe sorriu ao vê-lo, mas o olhar severo de NamJoon ainda pesava em si.

— Ora, ora se não é o prodígio SeokJin! — Fora o pai de Yoongi quem falara.

— Se sente melhor, querido? — a Sra. Min perguntou com a preocupação estampada na voz.

Como eles conheciam aquele garoto ao ponto de terem tamanha intimidade e terem tanta preocupação com o mesmo? Yoongi martelava aquilo em sua mente.

— Responda a Yoona, filho.

O garoto desviou o olhar de quem chamara sua atenção desde o momento que entrara no estabelecimento e fitou os Min, sorrindo gentil.

— Estou muito melhor, Noona, obrigado por perguntar. — Yoongi se derreteu completamente ao ouvir a voz melodiosa do outro.

 — NamJoon não saiu do lado dele nesses últimos dois dias. — Comentou o Sr. Kim.

— Realmente, um ótimo irmão mais velho cumprindo seu papel de hyung. — O pai de Yoongi disse risonho e o mesmo lhe olhou surpreso com sua fala.

Yoon olhou quase que desesperado para o pai, lhe pedindo mentalmente que repetisse o que ele tinha acabado de dizer.

— Yoongi, filho, esse é o Jin, o mais novo da Sun e do Jeon.

Yoongi estava sem reação, apenas sorriu para o garoto e acenou positivamente numa forma de cumprimento. Nem teve tempo de falar algo, pois logo a comida chegou inebriando o Min pelo cheiro maravilhoso que emanava dos pratos. Yoon, mais uma vez ficou surpreso ao olhar para o prato de todos ali e ver que o garoto, que agora sabia se chamar SeokJin e ser irmão, e não namorado, de Namjoon, tinha o mesmo antepasto que o seu.

O Min mais novo comeu trocando olhares com o rosado e sob o olhar de NamJoon. Ele se perguntava, se eles não namoravam, por que NamJoon o olhava daquele jeito tão… analítico, como se estivesse o destroçando mentalmente?

 

.

 

O prato principal foi servido pouco tempo depois, comeram conversando animadamente sobre várias coisas, e com pesar falaram sobre o fim da viagem. Decidiram não pedir sobremesa, saíram do restaurante e se encaminharam para uma área de lazer.

— Mãe, eu irei para o quarto. — Anunciou Yoon, queria falar com o garoto, mas recebendo aquele olhar hostil de NamJoon, não teve coragem.

—  Sim, meu filho, vá.

Yoongi caminhou em direção ao quarto e ao chegar à porta da cabine, tomou um grande susto ao sentir uma mão rodear seu braço o impedindo de entrar. Se virou e seus olhos quase pularam das orbes ao ver o rosado ali, parado, lhe olhando quase que suplicando para que ele falasse algo.

— Jin…? — o Min estava deveras surpreso de o ver ali — O que está fazendo aqui?

— Eu tive que dar uma de ninja no meu irmão e poder vir atrás de você, então vamos entrar antes que ele apareça. — SeokJin sorriu.

O Min colocou o cartão e digitou o código, logo fazendo a porta ser destravada e ele a abrir, dando passagem ao rosado entrando logo depois e fechando a porta ao passar.

— Então… — Yoongi começou meio acanhado e sentou em sua cama com o olhos fixos no outro, que o olhava, ele desviou o olhar e se pôs a retirar o sapato, libertando seu pé do calçado. — Você-

— Você não ia mesmo falar comigo? — Jin o cortou e cruzou os braços, o secando enquanto o outro tirava seus sapatos.

— E-eu iria… — o Min praguejou mentalmente. Tinha mesmo que gaguejar?

— Iria? E por que não foi? Eu esperei, mas você sumiu e quando perguntei ao Nammie hyung ele não quis me contar se sabia onde você estava — Jin falou emburrado e Yoongi tentou não rir da maneira fofa que ele tinha ficado. — Eu confesso que nunca chegaria em você, mas depois de saber que você quem era filho da tia Yoo e tio Jung, eu realmente esperava uma atitude sua, já que era você quem vivia me secando, acha que não percebi? — Yoongi ficara surpreso com o que ele falara, o garoto tinha total razão, mas, ele ainda sim ficara surpreso.

— Yah! Também não é assim… eu ia falar contigo sim, mas primeiro entenda meus motivos, eu achei que o NamJoon era seu namorado — Jin não segurou a alta gargalhada ao ouvir aquilo e fez uma careta de nojo. — Vocês estavam muito próximos no teatro e o Nam ficou todo o tempo me olhando de um jeito como se me quisesse morto — Estremeceu apenas em lembrar do irmão de Jin. —, e depois de saber que não eram, ele ainda continuou me olhando daquele jeito, não sou medroso, mas fiquei realmente intimidado, ok!?

— Nunca imaginei que ouviria isso, eu e NamJoon, namorados… como não sabia que eu sou irmão dele?

— Assim como você não sabia que eu sou filho dos Min?! — Arqueou as sobrancelhas, o olhando de forma indagadora.

— Quem disse que eu não sabia?

Yoongi ficou surpreso ao ouvir aquilo e quando iria pedir por uma resposta sobre, ouviu batidas na porta.

— Já vai, mãe! — falou consideravelmente alto e se levantou.

— Não é a Sra. Min, Yoon, sou eu, o NamJoon! — Yoongi parou no mesmo instante que ia abrir a porta e sentiu o sangue gelar. Olhou para Jin perguntando algo que nem ele sabia o quê, esperando uma resposta que ele também não entendeu.

Jin se aproximou e abriu a porta fazendo NamJoon o olhar surpreso e logo desviar o olhar para o Min de forma mortal.

—  O que pensa que está fazendo, Min? Acha que pode chegar no meu irmão sem uma permissão antes? — Yoongi não estava entendendo mais nada. — E a nossa amizade, cara? Por que não me contou que está gostando do meu maninho? — Yoongi deu passos para trás com a aproximação do outro, talvez porque nem eu sabia que gostava?!, foi o que ele pensou e fechou os olhos ao ver a mão do Kim em punho ser levantada e esperou pelo soco… mas ele não veio. Apenas a voz melodiosa de Jin preencher o quarto.

— NamJoon, pare! Pare agora! — A indignação era evidente em seu tom. — O que foi que eu te disse?

— Que gosta dele… — NamJoon suspirou largando a camisa de Yoongi, que respirou aliviado.

— E o que mais…?

— Que ele não fez nada com você e nem sequer falou com você… — falou, sendo puxado para longe do Min, pelo irmão que o levou para a outra extremidade da cabine. — Mas não é o que está parecendo, Jin!  Como posso acreditar que ele não tentou nada contigo se está no quarto dele? Huh?!

Yoongi preferiu se manter quieto ouvindo a discussão dos dois. Uma pipoca seria muito bom agora… pensou e riu internamente, mas ficou sério ao ouvir a última fala de Namjoon.

— Hey! Eu nunca fiz nada com o seu irmão, não sabia nem que eram parentes e nunca tinha nem sequer falado com ele até agora. — Se meteu no meio dos dois, ficando de frente para NamJoon e mantendo SeokJin atrás dele. — Eu apenas tinha ficada o observando até agora… — Confessou meio baixo.

— E para sua informação, Hyung, ele achou que nós éramos namorados.

Então NamJoon parou; boca aberta em surpresa. A expressão séria se transformando completamente em uma careta e logo começou a gargalhar.

 

Parte II: Desembarque; o passeio de gôndola e beijinhos às escondidas.

 

Eram por volta das dez e meia quando o navio atracou no porto de Veneza. Desembarcamos e eu nunca estive mais feliz ao estar em terra firme, naquele solo italiano maravilhoso como naquele momento.

Antes de irmos para A Casa Caburlotto, onde iríamos ficar hospedados, minha querida mãe resolveu passear pela cidade. O táxi levou nossas malas e por mais que eu tivesse pedido a ela para ir junto, ela não deixou.

Ficamos andando e andando, fomos a famosa Ponte dei Pugni. Lembro vagamente quando meu irmão me falara deste local. Foi um lugar onde muitos guerreiros se enfrentaram séculos atrás. Hoje em dia sendo um ótimo lugar para se observar, tendo uma visão incrível dos canais italianos. No pouco tempo visitamos também a Chiesa di San Sebastiano, a linda igreja do século XVI construída em homenagem a São Sebastião e sendo uma das únicas representações vivas do Renascimento europeu. Como ainda era cedo, ainda estava aberta ao público.

Mesmo eu gostando do nosso pequeno passeio e admirando muito esta cidade tão rica em beleza, só tinha uma coisa, ou melhor, alguém, a quem ocupava meus pensamentos: Kim SeokJin. Depois de NamJoon dizer muita coisa sobre “como eu possivelmente iria morrer” e levar o rosado consigo embora de meu quarto, eu não havia mais visto ele. Nem o Jin, nem o NamJoon. Algo me corroia por dentro. Eu gostaria de poder ter conversado melhor com ele, ficado mais tempo com ele, mas não sabia quando o veria novamente. Mesmo estando na mesma cidade, as chances de nos encontrar novamente por acaso, eram poucas.

 

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Quando minha mãe finalmente entendeu que, depois de uma viagem de mais de uma semana, precisávamos, ou melhor, eu precisava descansar melhor, nós fomos finalmente para a Casa Caburlotto.

– Buona giornata! – Desejei ao chegar na recepção. Sabia bem pouco da língua italiana, mas o que eu sabia dava muito bem para me virar sozinho. Deixei que meus pais resolvessem as coisas e apenas fiquei a observar todo o local com uma estrutura mais familiar, sem todo aquele luxo dos demais estabelecimentos e esse era seu diferencial. Focando mais em algo simples, porém ainda sim muito bem elaborado.

Subimos para os nossos quartos e como já havia percebido antes, aquele ar de aconchego me atingiu. O cheiro de mobília nova invadiu minhas narinas. Parecia que havíamos mudado e comprado uma nova casa. O lugar realmente merecia o status das cinco estrelas. Eu logo me joguei na cama. Mamãe insistiu para que eu tomasse um banho ou tirasse a roupa que vestia, mas o cansaço era grande para me importar. Mais de uma semana em alto mar, dormindo no conforto de um quarto que não era o meu, o fuso horário, tudo em si caía sobre mim naquele momento. Eu só iria dormir e depois, quando estivesse acordado e bem disposto, exploraria o local.

 

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Dormi feito pedra e acordei muito, mas muito bem. Estava relaxado e descansado. Me levantei e segui para o banheiro, tomei um belo banho quente e me arrumei. Saí do quarto para ir falar com minha mãe. Perguntaria a ela se tinha notícias dos Kim. Parei no meio do caminho vendo a cabeleira rosa de alguém abraçado a minha mãe. Fiquei na ponta dos pés para ver quem mais estava ali e senti meu sangue gelar. Eram NamJoon e SeokJin.

Buona giornata, Yoonnie!... – Pensei em voltar ao quarto e deixar para falar com minha mãe quando eles se fossem. Eu queria muito falar com SeokJin, e com a presença de NamJoon eu sabia que aquilo não seria possível.

– Bom dia! – O respondi em coreano mesmo, não sentia a necessidade de usar de língua estrangeira para dá-lo um simples bom dia.

– Não seja tão ranzinza, Yoongi! Vamos, coloque um sorriso no rosto. Iremos sair a pouco. – Mal sabia minha mãe que a causa da falta de sorriso em meu rosto tinha nome e sobrenome: Kim NamJoon. Quando eu iria dizer que não sairia para lugar algum com ela, minha mãe entrou porta a dentro do quarto, me deixando sozinho com os irmãos Kim.

– Então, Yoon… –  NamJoon se pronunciou, e eu sorri ladino meio sem graça, alternando meu olhar entre ele e SeokJin.

– Olha, NamJoon. Eu ainda estou cansado, e eu já entendi que você me quer bem longe do Jin.

– Calma, eu só… – Ele hesitou, e eu não entendi muito bem onde ele queria chegar. – Só queria me desculpar pelo meu modo de agir aquele dia. – Ia dizer algo, mas preferi me manter calado. – Sabe… ele é meu único irmão, o caçula da família, e eu sei que isso não justifica – Na verdade, para mim justificava sim, mas não diria isso a ele. – Então peço perdão.

– Eu entendo, e não se preocupe, está tudo bem, Nam, sério.

Ele sorriu e se aproximou, me estendendo a mão.

– Amigos? – Sorri abertamente vendo que, atrás de NamJoon, calado e levemente nervoso, Seokjin sorria.

– Amigos!

 

...

 

Duas semana depois…

 

– Eu ainda não acredito que seu irmão reservou este passeio para nós dois.

Duas semanas haviam se passado desde que estávamos hospedados na Caburlotto. Nessas duas semanas NamJoon realmente mostrou que falava sério. Que seu pedido de desculpas era real e que ele não iria mais atrapalhar o começo do meu provável relacionamento com seu irmão. Tudo estava bem. Eu não estava mais naquele navio, NamJoon havia voltado a ser aquele cara legal que eu havia conhecido nos primeiros dias no cruzeiro, e, o mais importante, eu e o SeokJin nos aproximamos e reavemos o tempo que perdemos. Poderiam dizer que as coisas entre nós dois foram um pouco rápidas, mas já não era sem tempo. Na mesma noite daquela tarde em que o NamJoon me pedira desculpas, em que eu soube pela minha mãe, quando fomos a um restaurante com uma polenta maravilhosamente saborosa que tenho água na boca até hoje apenas em lembrar, que os Kim ficariam hospedados conosco na Casa, eu me espantara de início, mas logo me acostumei e fiquei decidido a tentar falar com o Jin. SeokJin não perdeu tempo. Ele foi o responsável pelo nosso primeiro beijo. Ainda me lembro como se fosse agora do gostinho mentolado de sua boca misturado ao gosto do café que eu recém havia bebido. Depois daquele dia, não havia um momento em que não nos beijávamos quando estávamos sozinhos.

Subi no pequeno barco com SeokJin ao meu lado. Ele estava realmente animado assim como eu, para aquele passeio tão especial e que para mim seria inesquecível. Logo o senhor começou a navegar pelas “ruas” cheias d’água de Veneza. Os raios solares reluziam à luz na água, fazendo o reflexo das casas brilharem na água.

– Você sabia que alguns filmes do James Bond, foram gravados aqui na cidade? – SeokJin perguntou, me olhando com uma aura curiosa. Sorri e acariciei sua bochecha, lhe dando um selinho sem me importar com o homem atrás de nós dois.

– Sim, eu sei, Jin. – Achei graça da sua expressão a qual eu não sabia explicar o que ele realmente sentiu ao saber que eu sabia. – Mas só me lembro de um que é o 007 - Cassino Royale

– Os outros são: Moscou contra 007 e 007 contra o foguete da morte

– Você merece um prêmio por saber sobre isso. – Ele gargalhou, e eu segurei seu rosto selando seus lábios aos meus.

– O Grande Canal é realmente muito lindo. – Ele me abraçou de lado e pôs-se a prestar total atenção por onde passávamos.

– E aqui a Ponte de Rialto… – Admirei a lendária ponte do século XVI.

– Eu realmente admiro muito esta cidade, você sabia que Veneza foi remontada e construída totalmente sobre a água? – Sim, eu sabia sobre isso, mas apenas neguei prestando total atenção ao que ele falava sorrindo do jeito terno que ele me contava tudo que sabia.

Alguns minutos se passaram e eu percebi que nosso passeio em breve chegaria ao fim. Enquanto flutuavamos vagarosamente pelos belos canais artificiais ladeados pelos seus belíssimos palácios e sua arquitetura rica do século XVI, tomei coragem e segurei as mãos de Jin, fazendo-o me olhar curioso. Limpei a garganta e olhei em seus olhos.

– Eu aceito, Yoongi! – Não tive tempo de dizer mais nada. Ele apenas se jogou em cima de mim, me beijando o que me fez – só quando o beijo foi findado – ficar com vergonha.

Ao fim do passeio voltamos ao Caburlotto e nos separamos, tomando corredores diferentes, indo cada um para seu quarto. Tomei meu banho às pressas e desci para o jardim encontrando os outros ali. Jin ainda não havia descido.

– Como foi o passeio? – NamJoon perguntou, sentando ao meu lado.

– Foi bom. Na verdade, foi ótimo! – Sorri bobo me lembrando do fim do passeio.

– Então agora você é oficialmente meu cunhado? – Fez graça, e eu assenti. – Bem vindo à família.

– Não é como se algo fosse mudar drasticamente.

– Isso porque o papai ainda não sabe, Yoon. – Ele piscou e se levantou.

Jin logo entrou no jardim e se sentou ao meu lado. Ele estava ainda mais bonito do que quando saímos para o passeio de gôndola. Seus cabelos não penteados caindo sobre os olhos o deixava com um ar fofo. Naquele momento eu parei para pensar. Eu nunca havia pensado muito no amor. Nunca dei muita importância para esse assuntos amorosos e muito menos me via num relacionamento tão cedo. Mas aqui, agora, eu via que eu havia perdido muito de meu tempo trancado no meu próprio mundo onde o amor não tinha vez. É até engraçado se for parar para pensar como tudo aconteceu. Eu, que sempre odiei o mar, à água salgada, viagens em navios, festas em iates… nunca, na vida, pensaria que me apaixonaria por alguém numa viagem marítima. Pode até ser clichê, mas, ao que parece todo aquele ranço que eu tinha, desapareceu dando lugar a apreciação. Eu agora gostava de observar o mar, as ondas… O sol se pondo ao horizonte pintando a água com suas colorações variadas, a luz da lua refletida na água… eu agora amava tudo que envolvia esse mundo marítimo.

SeokJin amava o mar, e tudo que o envolvia, e mesmo aos poucos, e em tão pouco tempo, acabei me deixando contagiar por sua profunda admiração pelo profundo oceano. Pois, mesmo sem querer, havia encontrado meu possível primeiro amor, à bordo.

 


Notas Finais


Agradecimentos as lindas das @Dasi-yah pela betagem e @Mocchiato pela capa mais que linda que fez.

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