História Love Only Left Me Alone - Capítulo 4


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Categorias Skam (Vergonha)
Personagens Chris Berg, Christoffer "Chris", Eva Kviig Mohn, Jonas Noah Vasquez, Noora Amalie Sætre, Sana Bakkoush, Vilde Hellerud Lien, William Magnusson
Tags Eva Mohn, Evac, Noora, Penetrator Chris, Penetrators, Skam, Vilde
Visualizações 328
Palavras 1.337
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi amores!!
O capítulo de hoje tá bem bad, mas confesso que eu adoro

Capítulo 4 - I need you


Fanfic / Fanfiction Love Only Left Me Alone - Capítulo 4 - I need you

SÁBADO 02:37


Acordo assustada com meu celular tocando pela terceira vez. Atendo sem nem olhar o nome no visor.

- Alô - digo e duvido que a pessoa do outro lado da linha tenha me entendido.

- Eva! Porra, até que enfim! - ele diz, com a voz meio mole, claramente bêbado, e meu coração dispara me fazendo acordar de vez.

-  Chris? Tá tudo bem? Caralho, olha que horas são! - digo, meio puta, meio preocupada.

- Eu preciso de você Eva, preciso muito da sua ajuda - me preocupo ainda mais.

- De mim? Por que não do William? - pergunto, bem inconveniente para o momento.

- Sim, de você. Não posso ligar pro William, ele deve estar com a Noora e eu não sei mais pra quem ligar, você foi a única pessoa que veio na minha cabeça - ele solta um gemido, talvez de dor? não sei, e suspira.

- Tá tudo bem? O que aconteceu? Onde você tá? - pergunto já me levantando e trocando de roupa. Estou bem preocupada agora.

- Eu me meti numa briga quando tava voltando da festa. To perto da minha casa, mas não posso chegar lá assim.

- Uma briga Chris? Que merda! - digo irritada com a burrice dele.

- Você pode vir me buscar? Por favor, sei que você não quer me ver mas eu preciso de você aqui - ouço mais um suspiro.

- Tudo bem, estou indo.

Subo as escadas correndo, pego as chaves e o meu casaco e entro no carro. Enquanto dirijo até a casa de Chris percebo que estou histérica pensando na situação em que vou encontrá-lo. Bêbado e machucado. Caralho. Me preocupo ainda mais imaginando seu estado e sem perceber já estou dirigindo um pouco mais rápido do que estou acostumada.

Estou na rua de sua casa. Meus olhos estão atentos, procurando por ele. O encontro, deitado no banco do ponto de ônibus. Até que enfim. Paro o carro e vou em sua direção. 

- Chris? Como você tá? - ele me olha e não parece nada bem. O ajudo a se sentar no banco e me ajoelho na sua frente, ficando na sua altura. Christoffer me encara por alguns segundos, faz uma careta e se contorce pra frente, vomitando - porra Christoffer! - ele leva tanto tempo vomitando que tenho certeza que seu estômago já não se encontra mais dentro do corpo. Quando termina eu me abaixo a sua frente de novo e ele encosta a cabeça no meu ombro.

Com certeza ele está bem mal. Seu rosto está bem machucado, o olho direito está cortado e muito roxo, a sobrancelha sangrando, assim como a boca e algum lugar, que eu não consigo distinguir, na cabeça. Suas mãos estão roxas e ensanguentadas e ele está segurando o braço direito bem apertado contra a barriga. Imagino que deva estar machucada também. Suspiro preocupada vendo sua situação.

 - Ok, você não pode voltar pra sua casa assim, certo? - ele assente - William não é uma opção? 

- Não - sua voz sai rouca e grossa e ele aperta o maxilar, retraindo um gemido de dor e apertando ainda mais o braço em volta da barriga. 

- Minha casa? - ofereço. Ele me olha nos olhos, seu olhar é um misto de agradecimento e dor, e concorda com apenas um aceno de cabeça, como se qualquer movimento do seu corpo, por mínimo que fosse, causasse uma dor insuportável. 

Tiro meu casaco que, na pressa, foi o único que eu trouxe, e coloco em suas costas. O ajudo a levantar e entrar no carro. Dou a volta e entro também. 

- Você quer me contar o que aconteceu?

- Me meti em uma briga, eu já te disse - ouço um suspiro pesado - tava sozinho e eles estavam em quatro. Foi injusto! - ele se irrita, suspira de novo, fecha os olhos e encosta no vidro do carro. O resto do caminho se passa em silêncio.

Chegamos em casa. Preciso ajudar Chris a descer do carro. Descemos as escadas. Em silêncio. Ao chegarmos no meu quarto seu olhar é de dúvida.

- Você vai me deixar dormir no seu quarto?

- Onde mais você queria dormir? Não vou te colocar no sofá nessa situação. 

- Eu to bem Eva. Eu vou ficar bem - ele corrige percebendo minha reação.

- Mas antes de tudo você precisa de um banho, não vou te deixar dormir na minha cama, do meu lado, nessas condições e depois eu vou cuidar dos seus machucados. Se eles infeccionarem vai ser pior.

- Eu acho que não consigo tomar banho sozinho - olho pra ele mas, incrivelmente, sua feição não é nem um pouco maliciosa, ele está falando sério.

- Sério? - ele concorda. Sem malícia. Meu Deus, ele realmente não está bem - Você quer ajuda?

- Por favor - ele volta a apertar o estômago e solta mais um gemido indicando que está sentindo dor.

- Vem - eu o levo para o meu banheiro - só um minuto - o deixo sozinho pra buscar uma toalha e uma escova de dentes. Quando volto Chris está abaixado na frente do vaso, vomitando, mais uma vez, deixo as coisas que peguei na pia e me abaixo ao seu lado, no intuíto de ajudar. Quando termina ele senta nos calcanhares e respira fundo.

- Desculpa - sua voz quase não sai e meu coração se aperta ainda mais, me fazendo abraça-lo. Ele se levanta e eu o ajudo a tirar sua roupa. Quando tiro sua camiseta percebo o por que dele apertar tanto o estômago daquele jeito. Seu abdômen está roxo, cheio de cortes, faço uma careta e passo os dedos pelos machucados. Ele segura minha mão e a tira de lá. Olho pra ele que sorri pra mim, um sorriso de dor, se é que isso existe. Estou em choque. Ele continua tirando os sapatos, a meia, a calça e a cueca. Abro o chuveiro e limpo delicadamente seus machucados. A água o faz sentir dor, porque ele faz caretas assim que ela encosta em sua pele. Ajudo a lavar seu cabelo, que está sujo de sangue por conta do corte em sua cabeça. Assim que todos os seus machucados estão limpos desligo a água e lhe dou a toalha. Ele se enxuga e a envolve em seu corpo. E escova os dentes com a escova que eu deixo na pia enquanto eu procuro uma roupa que pudesse servir nele.

- Chris? - chamo por ele entrando no banheiro - eu tenho aqui umas roupas do Jonas, será que te servem? - aquelas roupas não me trazem bons sentimentos, me fazem lembrar de como as coisas eram a menos de um mês atrás e de como mudaram tanto em tão pouco tempo, mas ignoro todos esses pensamentos.

- Devem servir - ele estende o braço pra pega-las da minha mão. Eu o ajudo a se vestir. As roupas servem e não vou negar que é estranho ve-lo vestindo as roupas de Jonas.

- Agora senta aqui - indico a cama e pego a caixinha de primeiros socorros. Ele faz caretas enquanto limpo e desinfecto seus machucados e quando abre os olhos eles estão cheios de lágrimas. Ele parece tão frágil assim.

- Caralho Chris, como você se mete numa coisa dessas? - ele fecha os olhos de novo deixando escorrer uma lágrima, eu a esxugo e beijo o lugar abaixo do seu olho, por onde ela escorreu - pronto. Agora a gente pode dormir. Ele se deita na cama e se encolhe. Eu o cubro com as cobertas e me deito ao seu lado, apagando a luz em seguida.

Demoro pra dormir. Não consigo processar direito tudo o que aconteceu. Chris também não dorme imediatamente. Depois de alguns minutos, quando ele imagina que eu já dormi, sinto seus braços me envolverem e seu corpo se entrelaçar no meu. Sinto sua respiração ficar mais pesada a cada minuto que passa e ele adormece. Fico acordada por mais algum tempo e acabo pegando no sono também.


I need you forever

Is it love?

What is love?

Baby, don't hurt me

Baby don't hurt me, no more.

(What is love - Jaymes Young)







 




Notas Finais


Oii de novo, achei que a música no final combinou bastante com o capítulo. Meio que com o que o Chris sente, não sei haha, mas achei que combinou.


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