História Love or Hate? - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Park Jimin (Jimin)
Tags Bangtan Boys (BTS), Loona
Visualizações 4
Palavras 1.118
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Hentai, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá! Eu voltei com a mesma história, alguns devem conhecer, eu resolvi reescrever ela por completo, pois a escrita dela estava precária, e eu era jovem então não conseguia passar o ideal da fanfic, ela estava se tornando apenas mais uma fanfic “coque frouxo e Starbucks”.
Espero que gostem das mudanças!
Boa leitura, aproveitem!

Capítulo 1 - Capítulo 1.


Escorada naquela janela enferrujada, olhando o que não conseguiam ver, e, para a surpresa de poucos, não se sabia o que passava nos pensamentos nebulosos daquela garota. A garota da terceira cadeira. Era tão calada que quase passava despercebida, apenas não conseguia esse feito – o qual era cobiçado pela mesma – pelo simples fato de ser irmã do capitão do time de basquete, fora isso ela não era  ninguém, pouco se sabia sobre ela, e para alguns ela nem existia. 

 

Estava muito atenta em algo no pátio, ou só estava olhando, como sempre, para algo aleatório através da vidraça velha. Concentrada, nem sequer deu ouvidos ou o mínimo de atenção ao professor que ditava palavras importantes para uma futura prova. Apenas foi cortada de seus devaneios quando o sinal estridente ecoou sob a escola. Sem pensar muito, seguindo os mesmos passos de seu cotidiano, levantou apressadamente, pegou seu casaco que estava sobre os ombros de sua cadeira, verificou o dinheiro em seu bolso e saiu para o intervalo.

 

Esquivou-se entre os alunos incrivelmente afobados para comprarem seus lanches e conseguirem, o mais rápido possível, jogar conversa fora, falar sobre coisas banais e quem sabe paquerar os garotos da 3° série, porém Sooyoung apenas queria comprar seu lanche e ir se sentar nos bancos velhos no final do refeitório. 

 

Aquele lugar acalmava a garota, era o local mais silencioso, fazia refletir sobre muitas coisas, algumas que ela mesma queria evitar. Passado, presente e futuro, não gostava de pensar muito sobre essas linhas temporais, sempre acarretava lembranças ruins ou previsões amarguradas. E lá estava ela, sentada nos bancos velhos, olhando para um ponto fixo no chão, provavelmente analisando as rachaduras que causavam um leve incômodo na mesma, mastigava seu sanduíche, fingindo saborear, pois achava o alimento uma mistura de isopor e tomate. Estava tão avoada que nem percebeu seu irmão se sentando ao seu lado.

 

— Está tudo bem? — Conseguiu por fim, tomar a atenção dela para si. 

 

— Estou sim, Namjoon. – Respondeu olhando para ele, mas voltando a atenção ao “nada” que observava. — Veio falar novamente sobre eu começar a assistir seus treinos, não é? 

 

— Sim... Sooyoung, sei que você não gosta da gritaria, ou das garotas, mas por favor, poderia tentar? Eu não gosto de te ver trancafiada dentro daquela biblioteca fedorenta. 

 

Começou a analisar o irmão, ou melhor, analisar o pedido do irmão. Como seria se começasse a assistir os treinos? Será que ela torceria para o irmão? As garotas iriam perceber ela lá, sem dúvidas. Uma ninguém invadindo seu território, é, as garotas iriam odiá-la. Mas, e os meninos? Conhecia alguns, porém não conhecia boa parte do time, iriam pensar ‘Quem é aquela maluca?’, o medo vem, junto com o frio na barriga, suas mãos já começariam a suar e não conseguiria controlar sua respiração. Parou de pensar antes que transparecesse seu futuro desespero. 

 

— Não. — Proferiu secamente, logo após deu uma mordida em seu sanduíche. Por longos três segundos, conseguiu ouvir seu irmão suspirar.

 

— Tudo bem, maninha. Te busco na biblioteca como sempre. — Levantou-se, deu um selar na testa da menina e se virou para voltar ao seus amigos que sem dúvidas estavam esperando a sua presença. 

 

— Não leve os garotos! — Elevou a voz para que pudesse escutar, dada a distância que já se encontrava.

 

— É claro que vou levar! — Respondeu no mesmo tom. SooYoung negou com a cabeça dando um leve sorriso lateral, observando o irmão entrar dentro do caos de adolescentes. 

 

[...]

 

 Quando era pequena ficava imaginando como seria o paraíso, será que teria quedas-d’água mágicas, arco-íris em todos os cantos, pássaros cantando ao amanhecer, unicórnios e uma flauta com melodia calma anunciando a hora de dormir? Isso rodeava muito os pensamentos de uma pequena Sooyoung, mas agora, deitada nas poltronas da biblioteca, se perguntava qual era a definição de paraíso. Pois bem, o que pode ser maravilhoso para uns, não é necessariamente maravilhoso para outros. O paraíso para uns pode ser apenas o fliperama no final da rua, mas para outros pode ser além do que temos na terra, pode ser algo religioso ou místico. E agora, para a Sooyoung atual, qual seria a definição de paraíso? A única coisa que a mesma sabia, era que o paraíso não é mais aquilo que imaginava com seus 8 anos. 

 

Viajava sobre essas “paradas” sobre magia, ficava fascinada, gostava de coisas místicas, casos que nem a ciência poderia explicar, e também tentava pensar em algo envolvendo a ciência, como por exemplo o teletransporte. Queria conseguir tal ato, quem sabe se transportar para um universo onde consiga se sentir bem, coisa que por muitos anos foi um uma atividade difícil.

 

Teria viajado em seus pensamentos se não fosse um barulho alto de livros caindo no chão, e em seguida um grito, seu locutor era uma voz masculina, a mesma reconhecia muito bem. Um sorriso pequeno escapa de seus lábios.

 

— Quebra, Namjoon. Não foi você que pagou — Ouviu a voz brava de Seokjin. — Eu disse para não mexer em nada, sempre que pisamos aqui você comete o mesmo erro, burro. 

 

— Não me chama de burro, ok? Em legítima defesa, isso estava mal colocado. — Outra voz, e essa era fácil, seu irmão. 

 

— Ok, dane-se. Cadê a pirralha? — Uma terceira, e dessa vez os olhos da garota reviraram quase no automático. Se sentiu obrigada a ir ao local onde se encontravam. Saindo de trás da enorme estante, virou para os quatro garotos ali presentes.

 

Começou a analisar cada um, era estranho como conhecia tanto eles, mas sentia que eram estranhos. Estavam todos com o uniforme do basquete, por mais que tivessem se limpado, ainda era visível algumas gotículas de suor e a face cansada. 

 

— Yoongi, como consegue ser tão pé no saco? — Dirigiu-se ao garoto que possuía os seus fios na coloração verde menta. Sua resposta de imediato foi erguer seu dedo do meio, indicando um ‘Vai se foder’ para a garota. 

 

— Já que todos estamos em um clima tão amoroso, vamos para casa demonstrar esse afeto. Go go, friends. — Recitou o quarto garoto, Hoseok, o mais animado dos presentes ali, sem dúvidas. 

 

Andando pelas ruas de Seoul, Sooyoung sentiu uma nostalgia de quando era mais nova, os mesmos passos, o mesmo caminho, a mesma brisa. Recordou-se de como era voltar para casa com eles, de como se pendurava nas costas de Yoongi quando cansava, lembrou de como era apostar corrida com seu irmão quando chegavam no primeiro quebra-mola em frente à famosa Mansão Kim. 

 

Ela não teve uma infância perfeita, mas naquela tarde voltando para casa, sentiu saudade da imperfeição da infância. Sentiu falta de tudo aquilo. Mal sabia que essa seria a primeira tarde imperfeita que faria sua vida relativamente triste, voltar a transbordar as imperfeições de uma infância.


Notas Finais


Espero que tenham gostado.
Sabia que eu costumo criar cada parágrafo ouvindo uma música? Na parte onde digo sobre o paraíso foi algo muito espontâneo, pois começou a tocar Paradise - BTS, bem na hora. Eu acho que esse parágrafo ficou bom e vocês?


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