História Love our Hate? - Capítulo 11


Escrita por:

Postado
Categorias Arrow, Candice Patton, Danielle Panabaker, Grant Gustin, Supergirl, The Flash
Personagens Barry Allen (Flash), Candice Patton, Cisco Ramon (Vibro), Danielle Panabaker, Detetive Joe West, Dr. Harrison Wells, Dr. Martin Stein (Nuclear / Firestorm), Dra. Caitlin Snow (Nevasca / Killer Frost), Eddie Thawne, Felicity Smoak, Grant Gustin, Iris West, Kara Zor-El (Supergirl), Oliver Queen (Arqueiro Verde), Personagens Originais, Ronald "Ronnie" Raymond (Nuclear / Firestorm), Wally West (Kid Flash)
Tags Arrow, Aventura, Comedia, Drama, Família, Romance, Supergirl, The Flash
Visualizações 119
Palavras 2.547
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Cross-dresser, Linguagem Imprópria, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Muito obrigada pelo carinho de vocês e por não me matarem pela demora desse capítulo, espero que gostem e prometo atualizar as outras histórias assim que possível.

Boa leitura 💜

Capítulo 11 - - I Miss You -


Fanfic / Fanfiction Love our Hate? - Capítulo 11 - - I Miss You -

— Oii abelinha.

O homem de terno cinza se aproximou da garota de cabelos castanhos amendoados que se encontrava concentrada em vários livros sobre a mesa da sala de estar.

— Oi pai!

— Ainda estudando meu amor? - a castanha assentiu lhe dirigindo um sorriso cansado. – mas já são 3:30 abelinha, por que não vai descansar?

Se aproximou da jovem na sala e sentou ao seu lado puxando o caderno de lado para ver do que se tratava a matéria que a filha tanto estudava aquela hora da madrugada.

— Física quântica? - assentiu puxando o caderno de volta

— Sabe que a mamãe é insistente nesse negócio de estudos não sabe? - ele confirmou com um suspiro pesado – então, como ainda estou com dificuldade nessa matéria mamãe falou para mim revisá-la até eu conseguir decorar em minha cabeça.

Caitlin voltou a olhar para os livros a sua frente enquanto seu pai observava com atenção, em seguida o homem puxou os cadernos fechando-os e a filha o encarou sem entender.

— Sua mãe pode passar dos limites às vezes, mas já são 3:35 abelinha e você precisa descansar.

— Mais pai..

— Sem mais Cait, da um beijo no seu velho aqui e sobe para seu quarto.

Ela deu uma leve risada baixa e concordou se aproximando do pai e lhe dando um abraço apertado com um beijo no rosto, o homem retribuiu sorrindo e beijou a cabeça da filha.

— Boa noite abelinha!

— Boa noite pai

A garota subiu às escadas correndo e foi em direção ao quarto, o homem esperou que a filha entrasse e saiu da mesa levando os livros da garota para o escritório da casa. Ao entrar na sala escura não se surpreendeu ao encontrar a esposa a sua espera atrás da mesa com o computador ligado em sua frente.

— Você sempre passando por cima das minhas ordens com nossa filha. - reclamou fazendo o marido revirar os olhos.

— Você passa dos limites Carla.

— E você não? - retrucou se levantando da mesa.

— Eu só quero o melhor para ela.

— E por acaso eu não?

O marido respirou fundo mantendo seu tom de voz baixo e se aproximou da esposa, levando às mãos em direção aos ombros da mulher tensa.

— Amanhã é o aniversário dela, vê se não demora pra dormir. - beijou os lábios da esposa e se afastou em direção a porta. – estou te esperando no quarto!

Dito isso ele sumiu pela casa, deixando a esposa sozinha naquele enorme escritório, Carla desistiu de tentar terminar seus relatórios logo em seguida e quando já estava pronta para subir ao quarto minutos depois que o marido sairá, um barulho lhe invadiu o escritório deixando todos seus nervos em alerta.

Carla correu para fora indo em direção a onde tinha vindo o barulho e sentiu seu coração falhar uma batida assim como todas as forças de suas pernas, correu até o marido que se encontrava no chão todo ensanguentado e pegou o celular do bolso do mesmo tentando discar o número da emergência.

Maldita noite que os seguranças se encontravam de folga, madita noite em que ela os tinha liberado. Quando enfim ela já estava quase sendo atendida, seu marido tirou o celular das mãos dela, deixando o aparelho cair de lado na poça de sangue.

— Carla…

— Robert por favor aguenta. - ela pediu em prantos enquanto apertava fortemente as mãos do marido.

— Por favor… você precisa… cuidar da nossa filha..

— Nós vamos cuidar juntos, não vou te deixar partir.

Nessa mesma hora a mulher ouviu um barulho de passos apressados descendo às escadas e foi então que Caitlin apareceu apavorada, levando às mãos ao rosto ao ver a situação do seu pai em sua frente.

— Papai? - se aproximou ignorando o sangue no chão e segurou a outra mão do pai que lhe dirigiu um olhar sereno.

— Abelinha..

— Pai por favor pai, não me deixa - implorou com a voz embargada enquanto suas lágrimas já desciam pelo seu rosto.

— Ei abelinha.. não chore.. eu estou bem.. vai ficar tudo.. bem..

— Robert meu amor, resiste por favor.

— Salva ele mãe, você é cirurgiã. Salva ele!!!

— Escutem.. - pediu fazendo com que às duas mulheres em prantos o olhassem com pesar – eu amo vocês..

— Nós te amamos Robert..

— Eu te amo pai..

Ele sorriu apertando as mãos das garotas pela última vez e se entregou a escuridão que o atingiu, fazendo com que as duas mulheres ali em sua frente desabassem em lágrimas e gritos de dor.

               _______❣________

Caitlin abriu os olhos agitada se sentando na cama enquanto limpava o suor em seu rosto, já era a terceira noite naquela semana que havia sonhado com seu pai e seu estado de insônia e olheiras já estavam se tornando mais presentes naquele mês. Era o seu vigésimo aniversário e a castanha não estava nenhum pouco satisfeita com aquele dia, era o primeiro aniversário sem o seu pai e sua situação naquele momento não era a das melhores.

Além de ser o dia em que seu pai completava um ano que havia partido e ainda ser o seu aniversário, Caitlin se encontrava fugindo da presença do seu motorista e segurança particular. Sim, eles não haviam conversado depois daquele beijo no ginásio e depois daquele dia não se encontravam com frequência. Dessa vez Barry não estava mais a evitando, pelo contrário ele até tentava falar com ela, só que a castanha sempre tentava fugir e conseguia.

Caitlin havia terminado o seu lance com o colega de turma Ronnie Raymond, já não estava mais andando com o "grupo" que tanto a idolatrava e agora também estava evitando a presença da amiga loira. Não por ter sido obra dela e do latino que fizeram aquela armadilha com ela e Barry, mas sim porque ela sabia que a amiga iria perguntar como aquele dia tinha acabado e ela não queria entrar em detalhes, simplesmente porque aquele dia e aquele beijo foram completamente perfeitos e ela precisava guardar na memória só dela. Mais o que Caitlin não sabia, era que a loira e o latino já tinham visto tudo escondidos atrás das portas do ginásio e que naquele momento a hacker já estava subindo às escadas da casa da castanha.

                ______❣______

— Barry Allen! - a garota sorriu ao avistar o jovem lavando o carro na entrada da casa.

— Felicity? Achei que não viria mais aqui.

A Smoak riu abraçando o amigo e em seguida lhe deu um tapa forte no braço, fazendo com que o mesmo arfa-se de dor.

— Eii porque fez isso? - a olhou incrédulo

— Primeiro, porque me deu vontade e segundo por esconder o beijo seu com a Caitlin de mim e do Ramon.

Barry arregalou os olhos surpreso com a revelação da amiga.

— C-como vocês sabem disso? - a loira revirou os olhos

— Pra um homem lindo você é muito lerdo Allen. Bom, não vem ao caso agora o que eu quero saber nesse momento é o que você achou?

— Uh?

— DO BEIJO BARTHOLOMEW! - gritou sem paciência fazendo o jovem assustar.

Deveria falar a verdade para Felicity? Ou deveria guardar apenas para si? A verdade era que o beijo ainda estava o intrigando, não que o beijo tenha sido ruim, isso jamais. O beijo tinha sido perfeito, além de claro ser proibido a verdade era que Barry tinha gostado. E o pior…. Ele queria um segundo round!

Barry estava em um conflito interno consigo próprio pelo simples fato de não se arrepender por ter beijado Caitlin e ainda não ter contado para Íris, que com certeza, sem sombra de dúvidas ficaria muito brava e até mesmo tentaria ir atrás da castanha. O que prejudicaria o trabalho do jovem, correndo o risco de ser até demitido. Aquilo era o que ele mais temia naquela confusão.

— Vai me falar ou não? - Barry voltou para a realidade encontrando os olhos mortais da loira em sua frente.

— Felicity, eu preciso que você entenda que eu não posso falar daquele beijo com você. E muito menos com o Cisco!

— Por qual motivo? - cruzou os braços indignada, fazendo o amigo rolar os olhos tentando achar uma forma de explicar aquela situação.

— Fel, eu namoro e estou completamente arrependido por ter beijado a Caitlin.

— Arrependido? - ela parecia surpresa, assim como ele também estava.

Barry não sabia como tinha dito aquilo, porém sentiu seu rosto queimar com certeza revelando sua mentira. Sim, aquilo era uma mentira, Barry não se arrependia de ter beijado Caitlin, para ser sincero ele se arrependia de não ter beijado-a de novo.

— Quer saber o que eu acho? - olhou profundamente para as íris azuis da amiga e esperou que a mesma continuasse. – você é um péssimo mentiroso Barry.

— E-eu não estou mentindo.

Felicity riu com ironia e tocou o ombro esquerdo do amigo lhe lançando um olhar sincero, mas com um leve toque de ameaça, fazendo com que o jovem engoli-se seco.

— Se você quer continuar mentindo para si próprio o problema é seu, mas espero te encontrar na simples festa que estou fazendo para a Cait.

— Festa? - franziu o rosto confuso fazendo com que Felicity rolasse os olhos entediada.

— Hoje é aniversário da Cait e pra você que não sabe também é o primeiro aniversário dela sem o pai. Então ela vai precisar de apoio e espero te ver lá, de preferência do lado dela. - piscou e se afastou entrando na enorme casa e deixando Barry completamente surpreso e angustiado.

              _______❣________

— Cait?

Ouviu a voz suave da amiga invadindo seu quarto com cautela, com certeza preocupada por não ter sido respondida nas 20 mensagens que a loira tinha mandado.

— No banho! - respondeu desligando a torneira de sua banheira e afundando seu corpo em meio as enormes bolhas de sabão.

A única coisa que a castanha queria durante todo aquele dia era poder ficar sozinha com seus pensamentos, sem precisar responder se estava bem ou se estava feliz pelo seu aniversário. Até aquele momento não tinha escutado uma voz sequer de sua mãe, com certeza aquele dia não estava sendo dos melhores para ela também. E só aquela lembrança fez com que seus olhos se enchessem de lágrimas, e antes que Felicity invadisse seu banheiro sem permissão ela correu afundar novamente o seu rosto naquela água de sabão e colônia.

— Cait, vai ficar enfiada nessa água até que horas?

Como esperado, Felicity se encontrava escorada na beirada da porta com seu roupão em mãos e lhe dirigindo um olhar apreensivo.

Caitlin submergiu sobre a água retirando todo excesso de sabão do seu corpo e levantou pegando o roupão das mãos da amiga.

— De preferência o dia inteiro. - respondeu passando pela loira e caminhando em direção a sua cama.

— Sabe que não vou deixar né?

— Sei - rolou os olhos dando um enorme suspiro pesado e se jogou diante a enorme cama.

— Olha eu sei que não é seu melhor dia e que é difícil tanto pra você como pra sua mãe, porém ainda é seu aniversário. - se aproximou com seu sorriso costumeiro – por isso você vai na minha pequena festa que estou preparando pra você hoje a noite.

Caitlin que até aquele momento estava deitada levou às duas mãos ao seu rosto soltando um gemido de tédio, ela odiava festas de aniversário, principalmente quando se tratava do seu aniversário que ela nem queria ir. Mas sabia que a amiga não ia desistir fácil e mesmo que ela batesse o pé diversas vezes, Felicity arrastaria ela de qualquer maneira então sentou na cama encarando a loira sorridente e revirou os olhos rindo baixo.

— Que horas? - perguntou e avistou a amiga abrir seu maior sorriso e correr em sua direção.

                ______❣______

O cemitério naquela manhã se encontrava totalmente vazio, porém várias flores estavam postas diante às passarelas pelos túmulos ali presentes, com certeza para dar um ar menos depressivo na estação de primavera. Caitlin pegou um dos galhos da roseira na floricultura de frente para o enorme cemitério do bairro, deixando o dinheiro no balcão e caminhou em direção ao grande portão de ferro onde esperaria sua mãe chegar com o outro carro.

Barry que até naquele momento procurava às palavras certas para se comunicar com a garota, criou toda coragem possível e saiu do veículo preto, parando do lado da castanha distraída em seus pensamentos. O jovem não precisava conhecer perfeitamente a garota para saber que aquele dia não era dos melhores para ela, e graças a Felicity ele já estava atualizado com todas as informações obtidas e preparado para conversar com a castanha.

Porém suas palavras fugiram de sua mente quando escutou um soluço baixo vindo da garota ao seu lado, virou a cabeça na direção da castanha encontrando Caitlin chorando baixinho enquanto encarava o saltos de sua bota preta.

— Caitlin? - segurou os ombros da garota e se surpreendeu ao ver a mesma puxá-lo para um abraço.

Caitlin enterrou sua cabeça em seu peitoral soluçando baixinho enquanto o jovem a envolvia em um abraço aconchegante, acariciando os cachos castanhos da garota com leveza. Em segundos o corpo da garota relaxou ao sentir o toque doce do amigo e suspirou se afastando enquanto limpava as lágrimas que escorriam pelo seu rosto.

Na mesma hora outro carro preto se aproximou parando de frente para o outro e em seguida Carla Tannhauser desceu segurando um buquê de rosas em mãos, sorriu para os jovens que a observavam em silêncio e em seguida se emcaminhou em direção ao cemitério. Caitlin seguiu o olhar observando a mulher sumir em minutos para o enorme cemitério e apertou o caule da flor em sua mão, mordendo o lábio inferior com apreensão.

— Não vai entrar? - Barry perguntou observou a castanha em sua frente suspirar pesadamente.

— É estranho estar com medo? - questionou com a voz baixa e o jovem sorriu fraco negando com a cabeça.

— Não.

Caitlin olhou profundamente em seus olhos e deixou que outra lágrima caísse sobre suas bochechas, mordendo seus lábios com mais força do que antes. Em seguida desviou seu olhar para não deixar que o jovem notasse sua tristeza, mas era tarde pois Barry já tinha notado.

— O que está te incomodando? - perguntou lhe dirigindo um olhar preocupado.

— Uh? - Caitlin o olhou confusa e ao mesmo tempo surpresa.

— Você, costuma morder os lábios quando algo está te incomodando e eu sinto que não é só por ser esse dia.

Caitlin suspirou desistindo de esconder sua tristeza e medo, ela sabia que podia confiar em Barry principalmente por descobrir que ele a conhecia tão bem. Então deu de ombros apertando o caule da flor

— Eu não sei se consigo enfrentar tudo isso sozinha Bar.. hoje era pra ser um dia alegre mais é tão difícil para mim. - sussurrou deixando que às lágrimas voltassem a escorrer.

Barry se aproximou segurando às mãos da garota e levantou o rosto da castanha com cuidado, fazendo com que a mesma o olhasse com intensidade.

— Você não está sozinha Cait. - sorriu levando a mão até o rosto suave da garota e limpando suas lágrimas. – e se eu for com você?

— Faria isso por mim? - ele assentiu com seu sorriso sincero

— Eu faria tudo por você Cait.

Eles sorriram se entreolhando por mais alguns minutos e em seguida seguiram em direção ao túmulo do pai da castanha, foi nesse momento que ela percebeu que ao lado de Barry ela estaria sempre segura e que não precisava ter medo.

Continua...



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...