História Love Story - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
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Palavras 698
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


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Capítulo 1 - Love story


Suas pernas longas estavam jogadas na parte superior do meu sofá enquanto ela brincava com meu gato. Ela adorava essas posições esquisitas. Seus cabelos caiam sobre o tapete e o meu velho gato Tabbot, que era um senhor muito mal humorado, já havia sido conquistado pelo seu charme natural, ela fazia isso com as pessoas e agora, aparentemente nem mesmo os animais mais indóceis pareciam estar a salvo. Eu não devia estar surpreso na verdade.

- Como você quer seus ovos?

Ela olha diretamente pra mim e esse olhar sempre faz meu coração parar por uma batida. Ela tem olhos enormes e sinceros que sempre refletem o que ela pensa.

- Moles, quero meus ovos moles. – Eu já sabia. Só gostava de criar pequenos padrões com ela, uma certa familiaridade. Queria acreditar que já conhecia essas pequenas coisas ordinárias sobre ela.

O banheiro estava impregnado com o seu cheiro de morango, três calcinhas molhadas na torneira do chuveiro acusavam que ela era uma desleixada, mas a única coisa que eu percebia nesse gesto é que significava que ela estava aqui há dois dias. O gloss de framboesa no armário me fazia ter esperanças de que isso pudesse se prolongar. Ela usava agora as minhas cuecas e uma meia de cada cor nos seus pés. Ela era divina e fazia meu apartamento sem graça parecer cheio de vida.

- Estão prontos.

Ela pula do sofá e meu gato parece decepcionado, pobre animal. Ela come suas torradas e seus ovos rapidamente, inspira seu café e o termina com gosto em apenas alguns segundos e se levanta sem uma palavra. Deve estar atrasada, como sempre. Deixa um caminho de roupas pelo corredor até o quarto e enquanto observo a marca de brilho labial na sua xícara (coleciono essas pequenas provas da sua presença) observo você nua de costas, seus ossos elegantes e suas curvas sensuais. Você veste uma calça jeans surrada, blusa branca e um cachecol que parece ter saído de um brechó de uma senhora excêntrica. Você nem penteia o cabelo, tão diferente do meu guarda-roupa minuciosamente calculado e monocromático. Você esfrega o nariz na minha orelha e sai sem dizer uma palavra, vou até a janela te observar andar até a esquina, você desfila pela rua naquele seu rebolado preguiçoso e não há um homem que não se vire pra te ver passar.

Deus, como eu te amo.

Cada vez que te vejo desaparecer na esquina, sinto uma mão sufocando meu coração. Você é uma coisinha tão bonita, tão preciosa que quero te destruir. Nunca sei se você vai voltar nem o que se passa pela sua cabeça, e essa sua liberdade essas, lacunas que eu não consigo preencher me deixam louco. Eu te quero tanto, preciso possuir você. O seu cheiro está impregnado pela casa. Seu esmalte vermelho está no meu criado mudo e suas calcinhas indecentes no meu banheiro. Não sei o que temos, nunca é dito e tenho medo dos seus olhos implacáveis. Preciso tanto de você.

Mais tarde ouço a porta se abrir, sempre nos vemos na minha casa e você até tem as minhas chaves, apesar de nunca ter me convidado para a sua. Você entra sorrindo, falando com alguém no telefone. Sua risada ecoa pela casa alta e estridente. Você sequer olha pra mim, como se eu fosse mais uma peça da mobília. Me aproximo para um beijo, envolvo seu rosto com as mãos e você me olha surpresa e sequer te dou tempo para retrucar, te beijo devagar e delicadamente enquanto minhas mãos descem para o seu pescoço fino, alguém parece continuar a falar do outro lado da linha e minhas mãos se fecham cada vez mais forte sobre o seu pescoço, abro os olhos e vejo o alarme na sua expressão. Você consegue ouvir? O som da vida deixando o seu corpo? Você tenta lutar, mas é tão pequena, nem consegue gritar. Os seus olhos possuem uma expressão estranha e por fim, você fica quieta e me observa e não consigo decifrar o que você está pensando. Sua mão afaga meu rosto e você sorri e dessa vez você desaparece na esquina, mas não sem antes olhar para trás e então..

 


Notas Finais


Obrigada por ler!


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