História Love, Tae - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Taekook, Yoonmin
Visualizações 8
Palavras 2.011
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Festa, Ficção Adolescente, Fluffy, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Transsexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi, gente!

Como vocês provavelmente perceberam pela sinopse, a fanfic se trata de uma adaptação do livro "Simon vs. the Homo Sapiens Agenda". Todos os créditos são exclusivamente de Becky Albertalli. Alterei poucas coisas na escrita e alterarei determinados fatos da história, mas nada que fuja da obra original.

(Kihyun NÃO é o integrante de Monsta X e é perceptível por seu sobrenome, ok?)

Capítulo 1 - Quando você soube?


Fanfic / Fanfiction Love, Tae - Capítulo 1 - Quando você soube?

O início da conversa foi bastante sutil, mesmo que tenha sido incômodo. Lee Kihyun havia adentrado os bastidores com sua postura desengonçada, típica de um adolescente socialmente desajustado, utilizado a gola de sua camiseta que parecia ser brinde de algum resort caro para limpar o molho que escorria pelo canto de seus lábios e optou por sentar-se ao meu lado na única cadeira dobrável de metal presente no ambiente. Ao seu redor, existiam assentos acolchoados.

De início, pensei que era somente uma tentativa de socializar-se comigo, mas logo percebi que havia algo estranho em cada frase emitida por ele (infelizmente reparei que seu aparelho odontológico estava sujo o suficiente para ser possível formar uma refeição completa apenas com os resíduos ali presentes enquanto ele falava diversas merdas).

— Cara, eu li seu e-mail.

— Como? — pensei que eu estava alucinando e voltei o melhor olhar ao rapaz ao meu lado, notando que ele parecia estar tentando incorporar um mafioso de filmes americanos. Não deu certo.

— Mais cedo, na biblioteca. — Kihyun apoiou o braço esquerdo em minha poltrona, aproximando-se de mim. Ele cheirava algo como molho industrializado e suor — Foi sem querer, bro. Você se esqueceu de finalizar sua sessão.

Permaneci encarando-o, tentando entender como logo Lee Kihyun pôde ler meus e-mails. Poderia ter sido literalmente qualquer um, exceto a praga que infelizmente está convivendo comigo devido aos ensaios para a peça que nosso clube irá organizar.

— Por que assina como Vante? É um nome falso e não é tão descolado.

Eu diria que nomes falsos ou apelidos desconhecidos servem justamente para que pessoas como Kihyun não descubram minha identidade secreta, mas tenho plena certeza que não é algo que realmente funciona.

Talvez ele tenha me visto utilizando o computador, talvez eu seja um palerma que sequer pode ser discreto. Eu deveria ter imaginado que algo daria errado caso eu trocasse e-mails com ele estando na escola, afinal, é a escola. Tudo pode dar errado apenas por este fator.

— Taehyung, não é como se fosse uma grande surpresa para mim. Você se veste como um Harry Styles coreano e tem um grupo de amigos duvidoso, mas eu aceito você.

— Kihyun, eu não preciso da sua aceitação. — murmuro, sabendo que o basbaque ao meu lado ouviria — Não é grande coisa.

Talvez seja um desastre colossal ou não, tudo irá depender do quão capaz Lee é de manter-se calado.

— Enfim — prossegue, estampando sua face com um sorriso duvidoso —, é óbvio que você não quer que as pessoas saibam.

Bem, eu acredito que não. Toda a coisa de sair do armário me parece assustadora demais.

É como uma gigantesca caixa repleta de constrangimento e julgamento, não existe o desejo eminente que o dia chegue mesmo sabendo que não será o fim do mundo para mim. Não para mim.

O problema é como tudo poderia ser para Blue se Kihyun contasse para alguém nosso pequeno segredo. Ele aparenta ser o tipo mais reservado e bastante aterrorizado com a ideia de ser retirado do armário à força. O tipo que não esquece seu e-mail aberto em um computador do colégio, que talvez não fosse me perdoar por meus descuidos.

Eu estou tentando dizer que não faço ideia de como seria para nós. Se é que há um nós.

Mas é inacreditável que eu esteja tendo essa conversa logo com Lee Kihyun. De todos os seres humanos que poderiam ter utilizado o Gmail depois de mim, logo ele pôde ler nossas conversas. Céus, eu não deveria ter sido tão desesperado a ponto de utilizar o computador da escola mas a questão toda é que eu me desesperei ao ver que ele havia respondido meu e-mail enviado hoje mais cedo. Era meio que importante.

— Você deveria sair do armário.

Um hétero que mal mantém contato comigo está me aconselhando a sair do armário, eu sou obrigado a revirar meus olhos e desejar atingir a parede com a minha cabeça repetidas vezes.

— Tá tudo bem, eu não vou mostrar para ninguém.

Por um minuto, fico estupidamente aliviado. É então que a realidade parece atingir minha face com um pontapé.

— Mostrar?

Ele fica vermelho no exato momento em que questiono, mascando a gola de sua camiseta como se estivesse nervoso. Ele remexe em seus cabelos moldados num topete bastante exótico e volta seu olhar para mim.

— Então, você poderia me ajudar a falar com a Antonella.

Gargalho. Mas de puro nervosismo.

Antonella é uma garota francesa que chegou há pouco mais de dois anos, coincidentemente uma professora solicitou que Yihwa, até então minha única amiga, apresentasse cada canto do colégio para ela. Nós nos tornamos um bom trio, mesmo que às vezes surjam agregados em nosso grupo. Ela provavelmente iria beijá-lo por pena, mas há um porém: ela está apaixonada.

Não, ela não me contou. Mas eu sei.

— Por que diabos eu falaria com ela?

Ele sorri, é então que percebo qual é o negócio de Kihyun. Acabei me surpreendendo, eu sempre o vi como inofensivo e estranho em um sentido não tão ruim. Talvez um pouco ruim, mas tanto faz.

— Eu gosto dessa garota da mesma maneira que você gosta do Blue, nós nos ajudamos e acabamos comprometidos em segredo. — quando ele me mostra em seu celular um e-mail que me recordo muito bem de ter recebido, eu penso seriamente em chutá-lo — Nós podemos fazer o encontro em dupla que ele acha fofo.

— O que você fará caso eu não fale com ela? Irá expor em seu Twitter ou talvez no Tumblr?

Merda. Há um ponto complexo envolvido.

Existe uma conta, khscretsxx, que é a fonte de fofoca em nosso colégio. Por lá descobrimos que Park Chanyeol, um dos astros do time de basquete, traía sua namorada todas as quintas-feiras na sala de projeção acima do auditório com alguém que não teve sua identidade revelada. Sua namorada também colocava belos chifres nele, já que em diversas festas viram-a aos beijos com diversos garotos. Eu acredito que eles nunca, de fato, namoraram.

— Chamando Kihyun, segundo ato, cena três.

Ele dobra a cadeira, apoiando-a na parede pouco distante de nós.

— Quem é Blue, afinal?

— Ele mora em Daegu.

Se ele pensa que eu irei entregá-lo, está louco.

Blue vive em Seul, mesmo que tenha nascido em Busan, e estuda em nosso colégio. Ele pode ser alguém que eu conheça, mas eu não me importo.

 

 

 

Eu estou completamente sem saco para aguentar qualquer um que não seja Yeontan hoje.

Falta apenas uma hora para o jantar, ou seja, uma hora tentando tornar meu dia escolar uma série de histórias engraçadas que sejam aceitáveis para minha irmã de doze anos. Eu não posso falar sobre as duas garotas que acabaram em uma briga por estarem disputando a atenção de Jeon Jungkook, um dos jogares populares, também não posso sequer pensar em falar sobre o desastre que foi o ensaio para a peça.

É um pouco engraçado, uma simples conversa se torna um espetáculo perfeitamente ensaiado. Eu costumava amar a falação e o caos antes do jantar, hoje eu só rezo para que acabe rápido. Mal paro em casa, para falar a verdade. Eu chego, coloco a guia em Yeontan e vou para algum parque ou simplesmente sou arrastado para a casa de Antonella ou Yihwa. Hoje decidi permanecer aqui.

Enquanto aguardo a típica falação, acabo plugando meus fones de ouvido em meu celular e tentando relaxar ao som de One Direction. Pois é. Aos treze anos garotas costumavam me desejar por eu ser um fanboy, pobres garotas.

Então Lee Kihyun está a fim de Antonella, assim como todos os nerds e alguns populares héteros. E ele está me pedindo ajuda para conseguir ter algo com ela. Não parece tão absurdo sob essa perspectiva, até o momento que envolve a chantagem.

Caso fosse apenas comigo, eu estarei plenamente bem. Mas há Blue. Há o único garoto que conhece todas as minhas faces (não literalmente) e demonstra gostar de cada uma delas. É essa a parte que me faz querer chutá-lo.

Mamãe gritou algo para mim do primeiro andar, me alertando que todos iriam ao supermercado. Acabei decidindo verificar meus e-mails e responder Blue, claro, eu omitiria a merda que envolve Kihyun.

PARA: [email protected]

DE: [email protected]

ASSUNTO: Re: quando você soube?

É uma história realmente sensual, Blue.

O ensino fundamental é como um show de horrores interminável. Talvez tenha um fim, mas deixa marcas que nunca irão sumir então aos meus olhos é interminável. A puberdade é bastante impiedosa.

Não sei ao certo como foi comigo, na verdade foram várias pequenas coisas. Acho que comecei a perceber que eu não era como os garotos que por pouco não possuíam calos nas mãos quando meu primeiro sonho estranho foi com Louis Tomlinson. Também havia minha obsessão com G-Dragon que um tempo depois descobri não ser apenas pelas músicas.

Acho que no oitavo ano, tive uma namorada. Foi um namoro de criança mesmo, sabe? A gente andava de mãos dadas na escola, só isso. Fomos ao baile juntos, mas eu e minha única amiga (seu irmão mais velho ficou conosco em uma parte da noite, mas depois que um de seus amigos chegou ele desapareceu) acabamos ficando na arquibancada comendo petiscos americanos. Até que em um momento uma garota aleatória que vestia uma saia rodada dourada repleta de paetês surgiu e me informou que minha namorada estava me esperando na frente do colégio. Nós nos beijamos, mas eu estava com a boca fechada. Ela usava um batom com gosto de chocolate apodrecido que possuía um cheiro enjoativo, eu corri para o banheiro quando acabamos e lavei minha boca. Também me tranquei na cabine e chorei.

Fiquei lá durante a noite inteira e nunca mais falei com a minha namorada, hoje durante as aulas ela brigou com outra garota pela atenção de um dos populares e eu percebi que talvez tenha sido um bom término.

O momento que eu percebi que eu definitivamente preferia garotos foi durante um filme que assisti sozinho e possuía cenas adultas, pois é, constrangedor.

Acho que esse é um dos maiores e-mails que já digitei. Você é a única pessoa que recebe mais de cinquenta caracteres minhas, sinta-se especial!

Vante.

<ENVIADO>

PARA: [email protected]

DE: [email protected]

ASSUNTO: Re: quando você soube?

Eu sou a única pessoa? É incrível, Vante, você me fez sentir como se eu fosse um pré-adolescente hormonal e agora estou fodidamente vermelho. É engraçado, eu não costumo nem mesmo responder mensagens ou atender ligações e te mando e-mails todos os dias. Você é importante, Vante!

O ensino fundamental foi o pior momento da minha vida, sério. Eu me lembro de ser extremamente tímido, então eu conseguia conversar apenas com meus dois amigos e um deles sempre me olhava com a mesma cara de "TÁÁÁÁ, CALA A BOCA". Eu fazia o mesmo, então acho que você não deveria se martirizar por sonhos estranhos ou namoros com garotas.

Eu me descobri quando tive algo estranho com o primo da minha madrasta, hoje ele está casado e tem três filhos.

Começou com um sonho acordado durante o casamento do meu pai, ele tinha dezessete e estava com uma calça que marcava bastante o você-sabe-muito-bem dele. Eu, com quatorze anos, hormonal e tendo uma crise de orientação sexual após ter visto um catálogo de cuecas, acabei encarando-o demais e ele percebeu. Nós fugimos para um pequeno bosque da fazenda (eu pensei que apenas conversaríamos ou algo do tipo) e meu primeiro beijo ocorreu sob a luz das estrelas. Seria poético caso estivéssemos juntos, mas ele conheceu uma garota duas semanas depois e aos dezoito engravidou-a dos gêmeos. Quando as crianças nasceram minha madrasta me levou para visitá-las e eu recebi comentários da mãe da garota sobre a filha caçula dela que possuía minha idade e faria filhos lindos. Eu sorri, mas nunca me senti tão nervoso.

É estranho eu ter me descoberto apenas ao olhar um catálogo de cuecas antes de beijar pela primeira vez, mas foi isso. É muito confuso, eu sei.

Acho que a pergunta é meio óbvia, mas vou fazer mesmo assim: se você sabia que era gay, como acabou tendo outras namoradas?

Blue.



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