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História Love Talk - Nomin - Capítulo 21


Escrita por:


Notas do Autor


oi de novo 🤡
a casa caiu depois da putaria, mais tarde ou amanhã cedo sai o final da fic hehe

enfim, boa leitura! 💞

Capítulo 21 - I can hear It callin' from where you are


Fanfic / Fanfiction Love Talk - Nomin - Capítulo 21 - I can hear It callin' from where you are

Os olhos já abertos e inquietos de Jeno vasculhavam todo o quarto de Doyoung. Mal se lembrava do dia anterior, a dor de cabeça  branda estava o deixando levemente irritadisso e a luz do sol só piorava ao que iluminava uma fresta, na qual a cortina não podia a conter.


— Bom dia. – ouviu a voz do mais velho dizer baixinho, próximo ao seu ouvido, ao que o mesmo o abraçava mais forte entre seus braços.


— Bom dia... – a resposta foi baixa, em um tom meio triste.


— Aconteceu alguma coisa? Eu te machuquei? – o mais velho logo arregalou os olhos, assustado ao pensar na possibilidade.


— Não... – Jeno forçou um sorriso mínimo, tentando aliviar o clima tenso criado momentaneamente.


— Você não gostou? – o tom de Doyoung mudou, enquanto o mesmo encarava o mais novo em expectativa.


— Não é isso, foi... Muito bom. – Lee forçou os olhos a quase se fecharem ao que sorriu um pouco mais largo. – Eu só estou com um pouco de dor de cabeça.


— Ah... – Kim sorriu de forma divertida, enfim, entendi o porquê da expressão ruim, se inclinando para depositar um beijo demorado em sua testa. – Por que não toma um banho? Posso fazer um café e separar algum remédio pra você.


— Certo, obrigado. – o sorriso sem mostrar os dentes, logo estava nos lábios novamente ao que o moreno se desfez dos braços do mais velho para ir até o banheiro.


Após, observar o mesmo caminhar calmamente até o cômodo, Doyoung enfim, levantou. A noite havia sido agitada e ele não esperava que Jeno fosse tão enérgico quanto havia se mostrado. Não que fosse ruim, muito pelo contrário, o professor não poderia não pensar em quando iriam repetir a dose. Todavia, ainda havia algo a ser feito.


E talvez, essa fosse a pior parte, pois, ele sabia que talvez, ele nunca mais poderia querer o ver.


[...]


Jaemin parou o carro no estacionamento, precisando de cinco minutos para respirar fundo e pensar em alguma saída. Todavia, não existia. Ao que havia sido “convidado”a participar da reunião de Senhor Lee, sabia que se fosse tava morto e se não fosse, estaria igual como se fosse. Estava em uma rua sem saída, talvez, sua hora houvesse realmente chegado.


— Vamos lá, Jaemin, coragem. Se é para morrer que ao menos não seja como um cagão covarde. – disse a si mesmo, fechando os olhos e tomando coragem para enfim abrir a porta do automóvel e sair.


Ao que sentiu a brisa fresca da manhã, tomou mais um pouco de ar, apreciando o que poderia ser seus últimos instantes vivo. Pelo menos, havia tido a oportunidade de vivenciar algo tão bom naquele dia não tão bonito assim.


— Bom dia, senhor Jaemin. – ouviu a secretária da clínica odontológica o cumprimentar assim como quando ainda estava fazendo o serviço de entrega.


— Bom dia. – sorriu, imaginando que aquela fosse a última vez que a veria.


Em passos calmos, caminhou até o escritório já conhecido, tomando coragem mais uma vez para bater na porta e aguardar que fosse aberta por um dos empresários ali presentes.


Ao que a porta se abriu, revelando os homens em ternos e um Senhor Lee logo na ponta, Na acabou por engolir a seco, temendo pelo seu fim. Com certa razão, pois o homem o lançará um olhar tão frio e intimidador, que o jovem poderia sentir sua alma deixando seu corpo bem ali.


— Bom dia, Jaemin, sente-se. – ouviu o mesmo homem que o intimidava o convidando a se sentar, não demorando muito a obedece-lo.


Ao que terminou de se ajeitar na poltrona, a porta foi fechada novamente e logo, um dos seguranças do mais velho se aproximou, sendo possível para o estrangeiro apenas sentir o gelido da arma rente a lateral de sua cabeça. Ele imaginava que estivesse na reta, todavia, não esperava que chegasse a tal ponto.


— Você tem fugido de mim como um ratinho, Senhor Jaemin. – o empresário riu minimamente, parecendo se divertir com a forma humilhante como Na estava vivendo. – Ainda usou meu filho para tentar se safar... Uma pena que o que te manteve vivo foi a análise de vídeo sendo feita, não aquele pequeno bastardo inútil, além de tudo uma bichinha, não sei aonde errei com aquele moleque... Enfim, por que não vamos aos acontecimentos?


Mal o mais velho sugeriu, o projetor na tela foi acionado, iniciando assim a reprodução do vídeo, em várias vezes. A primeira vez era o vídeo normal, o qual todos haviam tido acesso, o segundo possuía um zoom, no qual era possível notar o pescoço e parte do queixo, o que fez Na ficar nervoso mesmo sabendo que não era si ali.


Em uma terceira vez, a imagem foi reproduzia em câmera lenta e dando foque em vários pequenos detalhes, como fios loiros no ombro do rapaz em cena, assim como um colar igual ao que Jaemin possuía e ainda uma parte do sorriso, que também se assemelhava ao de Na.


— Eu juro, não sou... – o rapaz foi interrompido pela arma forçada contra sua pele com mais força, ameaçando ser pressionada.


— Quieto, Senhor Na, ainda não chegou sua hora de argumentar. – o empresário pediu, mantendo seu tom intimidador. – Aparentemente, meus respeitosos negociantes aqui presentes, me fizeram o imenso favor de vender um pen-drive com o vídeo completo então, agora é o momento, quer dizer algo antes do seu fim? Ou prefere levar o silêncio para a eternidade?


— Não fui eu! Não sou eu no vídeo! – em meio ao desespero, Jaemin quase chorou ao se afirmar inocente, todavia, tudo o que recebeu como resposta foi uma risada debochada e um balançar de cabeça.


— É o que vamos ver. – o mais velho respondeu, dando play na reprodução das imagens.


Ainda em silêncio, todos presentes assistiram o vídeo em ansiedade pelo que iria acontecer, principalmente, Jaemin, que engoliu a seco assim que viu a movimentação da gravação ser iniciada. Por um instante, pode até sentir a arma ainda mais pressionada contra si, ao que o segurança já ameaçava apertar o gatilho.


[...]


— Eu armei para o Jaemin. – Kim confessou de forma séria, vendo Jeno o encarar em choque, ainda com a xícara de café em mãos. – E estive me aproximando de você para também escapar de seu pai... Mas, isso foi apenas no começo, agora eu sei que realmente quero algo com você e...


— C-como assim? Escapar do meu pai? – Lee pareceu em choque, encarando o mais velho com uma expressão confusa ao mesmo tempo que furiosa.


— Jaemin não te contou essa parte? – o professor pareceu arrependido e meio assustador pelo que acabou revelando. – Seu pai... Ele... Bom, ele tá envolvido com tráfico, ajuda os negócios, ele faz muito dinheiro e ele mantinha um caso extraconjugal com sua antiga professora.


Jeno desviou seu olhar para a toalha branca sobre a mesa de Kim, parecendo tentar processar as informações que Doyoung estava o jogando naquele instante. Sim, ele imaginava que seu pai tinha algo errado para fazer dinheiro, mas, não imaginava que fosse isso.


— Eu havia acabado de mudar pra cá, precisava de um trabalho, eu conhecia alguns desses empresários, peguei dinheiro emprestado com seu pai e um dos outros me deu a ideia de usar Jaemin, a princípio não tinha nada contra ele, mas ao ver o salário da faculdade, acabei mudando de ideia, pois, também percebi que ele ficaria bem apesar de perseguido pelo empresário Lee. – o mais velho suspirou, revelando o quão podre também poderia ser.


Em choque, Jeno engoliu a seco, ouvindo as palavras, quase que incrédulo do que realmente estava acontecendo. Não podia acreditar em tudo aquilo que estava o sendo dito, não parecia real. Parecia apenas um sonho muito ruim, um pesadelo que ele iria querer apagar se sua memória.


— No vídeo, quem está com a professora é Johnny, você conhece ele, o namorado do seu amigo, a gente dividiu a grana, ele mostrou o vídeo junto a ameaça em meio ao campus, tirou mais algum dinheiro de Jaemin e então, ele se mandou para fora. – a explicação só parecia piorar a cada instante que Doyoung prosseguia. – Então, eu te vi, na lista de chamada, reconheci pelo nome e então, pronto, oportunidade perfeita.


Jeno sentia o nojo de seu próprio corpo o tomando, não podia acreditar que havia o deixado se aproximar assim, que havia sido feito de bobo a tal ponto, que havia se entregado para alguém como Doyoung. Se sentia tão fraco e desnorteado, não sabia nem ao menos como reagir.


— Mas... Eu realmente te amo, Jeno. Eu não estou mentindo, eu me apaixonei por você assim que te vi pela primeira vez em pessoa, você é um garoto incrível, alguém com quem eu queria ficar junto pra sempre, poderia te dar tudo o que você gostaria e... – o mais velho foi interrompido antes mesmo de prosseguir.


— Mas, eu não te amo. Eu tenho nojo de você agora, nojo de ter me entregado a isso. – o tom era sério, ao que Jeno encarou o mais velho com a expressão de desgosto.


— Eu imagino que sim... – Doyoung umideceu os lábios, respirando fundo ao que parecia pagar o preço do arrependimento ali mesmo. – Eu sei que é quase impossível... Mas... Pensa com carinho? Eu faço qualquer coisa pelo seu perdão Jeno, eu te amo, de verdade.


— Não acho que isso seja amor. – a risada foi irônica, ao que o moreno, se levantou, atrás de suas roupas e coisas. – Quer meu perdão? Tudo bem, você tem, mas eu não quero nada de você, não quero te ver nunca mais.


— Jeno... Nós podemos voltar para a sua cidade, podemos fazer tudo isso ser diferente... – Doyoung foi atrás do mais  novo, se ajoelhando em frente a ele. – Me perdoa, de verdade, eu posso te mostrar o quanto te amo, se você vier comigo, eu o farei ser a pessoa mais amada no mundo.


— Mas, eu não quero voltar, Doyoung, eu não quero ser quem eu era antes, não quero viver isso assim... Me esquece, okay? – o moreno, encarou o mais velho nos olhos, terminando de se vestir e deixando o apartamento do mesmo.


Em passos rápidos e engolindo o nó na garganta, o moreno caminhou até o elevador, apertando o botão inúmeras vezes, de forma impaciente. Tudo o que queria naquele instante era estar bem longe daquele lugar, nunca mais voltar ali ou nunca mais encarar Doyoung em sua vida.


[...]


O aparelho celular apitando alto foi o único som ocupando o cômodo que despertará Jeno do estado de neutralidade em que se encontrava. A tranquilidade depois de mais uma tempestade em sua vida, estava ficando tão acostumado a apanhar que parecia já imune a tantos golpes a si desferidos.


Não tinha ânimo para chorar mais, se sentia arrasado por dentro, mas era como se não houvesse ou não sentisse afeto o suficiente para chorar por Doyoung. Talvez, fosse também pelo fator de que já havia chorado tempos atrás ao que achou que ele havia o traído.


“Um vaso quebrado que se junta os cacos pode parecer inteiro, mas seus trincandos continuaram iguais.”


Não se recordava aonde havia visto tal frase ou algo do tipo, talvez, em algum livro de auto ajuda ou de algum idoso, todavia, de certo, não era mentira.


Ao que pegou o celular em mãos, vendo as notificações, se deparou com as mensagens em seu aplicativo de lives, se surpreendendo pelo valor alto que um dos espectadores de sua cam estava o dando, enquanto o implorava para gravar alguma coisa.


anônimo: hey

anônimo: anjo?

anônimo: sinto sua falta...

anônimo: poderia gravar algo?

anônimo: pode ser qualquer coisa, apenas queria te ver


Mesmo estando ainda desanimado e digerindo o que havia ouvido mais cedo, o moreno pensou que talvez, aquela fosse uma oportunidade perfeita para se distrair e esquecer tudo o que havia passado nos últimos meses. Afinal, o pior a tal ponto não parecia uma opção tão distante assim, mais valeria então preparar seu cenário e equipamentos para dançar para estranhos, do que se entregar para a choradeira mais uma vez.


[...]


Os dedos longos e bonitos ajustaram a máscara preta sobre a face de Jeno. Não sabia explicar como, mas pelo menos havia passado a se sentir mais confiante desde que havia aceitado gravar vídeos com Renjun. Ele apenas dançava para a câmera, fazia poses e dava sorrisos sugestivos. Eram gestos simples mas, que poderiam ter um grande efeito em quem o assistia.


O moreno mordeu levemente o lábio inferior ao que a música lenta e de letra suja começou a tocar, se sentando sobre a poltrona vermelha e movendo-se como se houvesse alguém por baixo de si; as mãos envolvendo o apoio de cabeça vermelho, as coxas bem rentes aos braços do estofado de couro e os olhos fechados, para que assim pudesse sentir ainda mais vivida sua imaginação.


A música o inspirava. A mente voava solta, entre várias imagens famíliares, mas sem um contexto exato. O coreano pensava em várias faces, mas como sempre havia uma única que dominava sua imaginação como um todo. Aquela que parecia nunca querer o abandonar.


A luz fraca, Jeno entre todos os jovens que faziam a brincadeira tão famosa e comum. Os olhos do estrangeiro cruzando com os seus ao que Lee aceitava o desafio de o presentear com um LapDance. Como quando fez aquilo pela primeira vez, o moreno pode sentir os arrepios da voz rouca de Jaemin sussurrando em inglês para si pela primeira vez.


Os olhos continuavam fechados, enquanto o rapaz apenas prosseguia com a dança. Os suspiros logo o tomavam ao que lembrava as provocações do loiro, ao lembrar o toque de suas mãos quentes na sua cintura tão bem marcada, ao lembrar do calor de Jaemin na cama. Da forma como ele o fodia como nenhum outro conseguiria.


Por um momento, Jeno podia o sentir ali. Podia sentir o olhar malicioso de Na o acompanhando a cada vez que se movia contra o tecido do acento, como quando ele já esperava pelo que viria a seguir, pois, sabia que Lee era quem poderia o satisfazer e o levar ao céu. A energia dos dois se misturando.


Quando se uniam, era quando a mágica acontecia. Seja pela doçura de Jeno ou o calor de Jaemin, pela disputa pela dominância; pela forma como eram completamente opostos, mas ao mesmo tempo, se misturavam de uma forma tão homogênea que não parecia haver complemento melhor para nenhum deles em todo o mundo.


O suspiro alto saiu dos lábios do mascarado, que podia sentir a ereção contra a calça preta extremamente justa. Queria tanto ter Jaemin ali. Sentia tanta falta dele. Seu coração parecia trincar a cada instante que ele lembrava do estrangeiro. Não estava aguentando tamanha angústia. Por isso mesmo, as lágrimas começaram a pingar no tecido de sua calça, enquanto seu quadril ainda se movia para frente e para trás de forma provocativa.


Naquele momento, Jeno tinha sua mente completamente focada em Jaemin. Se perguntava se o veria de novo, se se encontrariam mais uma vez, se ele pensava em si, se ainda falava de si e principalmente... Se se tocariam de novo. Não havia como Lee não desejar mais nada do que saber que o loiro ainda pensava em si. Pelo menos, a metade do que ele pensava no outro.


anônimo: oh céus...

anônimo: você é perfeito

anônimo: daria tudo para poder te tocar...

anônimo: mais uma vez.






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