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História Love Talk - Capítulo 2


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Notas do Autor


oi gays
era minha intenção postar isso na madrugada do valentine's day? com certeza não.
MAS eu tava inspirada e fui incentivada pela playlist NOVINHA que fiz especial pra esse extra (além de não aguentar mais abrir meu google docs e ver isso na gaveta pq tinha preguiça de terminar)
bem, como sempre, o link da playlist ta lá embaixo
sugiro q leiam ouvindo pq nesse extre o tom da fic muda quase completamente e a playlist segue isso
depois eu formato as coisas direitinho pq to roteando internet do celular e ta acabando socorro

Capítulo 2 - Extra : .i just wanna keep on loving you


Fanfic / Fanfiction Love Talk - Capítulo 2 - Extra : .i just wanna keep on loving you

John se revira na cama, os olhos se apertando pelo brilho incômodo da luz do dia adentrando o apartamento. Se ele precisasse escolher uma única coisa que detesta naquela casa seria justamente a luz matinal forte que entra ali toda vez que ele esquece de fechar as cortinas automáticas.

Resmungando, ele chuta os cobertores, levantando-se da cama enorme e arrastando-se para o banheiro para fazer sua higiene. Ao sair, tendo apenas uma toalha na cintura e os cabelos longos pingando, ele pega uma calça de moletom em seu closet, deixando a toalha em qualquer lugar antes de se dirigir à cozinha. 

Da geladeira ele pega um pote com o que restou da guacamole da noite anterior, na noite de jogos com seus amigos. Ao abrir, cheira o conteúdo para ter certeza de que não há nada suspeito antes de mergulhar um nacho, enchendo-o com a pasta e enfiando tudo na boca.

Seo gosta demais de comida mexicana. Uma ex namorada sua era mexicana e o apresentou à culinária de sabores diversos e pratos apimentados. Terminaram em bons termos, mas não mantiveram amizade. Contudo, alguns hábitos permaneceram com o jovem, transformando-se em tradições que compartilha com seus amigos, como a noite dos nachos com cerveja. Era a noite preferida da semana de John Seo.

Bem, ele nunca foi muito fã de sua vida de solteiro, diferentemente de seus amigos. Sabia aproveitar, é claro, mas não tinha muito gosto por sair atrás de rabo de saia ou encontrar uma foda para a noite. Suas tardes são ocupadíssimas com as músicas que produz, não lhe dando tanto tempo ou ânimo para essas coisas. 

Ele trabalha compondo jingles para comerciais, ganha um bom dinheiro com isso. Mas, como não é exatamente um emprego fixo, quando não trabalha em nenhum projeto específico, se dedica a um site que ele mesmo criou, dando aulas de produção e composição musical, além de ajudar artistas pequenos a crescer em suas carreiras. Ele ama seu trabalho.

John tenta ao máximo ocupar-se com trabalho ou com seus hobbies, como sua coleção de vinis, um de seus maiores orgulhos. Jung Yoonoh — um intercambista muito bonito e divertido que conheceu quando foi convidado a dar uma palestra em uma universidade — sempre lhe diz que se entupir de trabalho para preencher a mente é sinônimo de morte.

E o americano não pode negar que a cada dia que passa ele concorda mais com essa frase.

Pois é assim que ele se sente. Ele se esgota ao máximo, fazendo de tudo para não ter tempo de pensar em nada que não seja trabalho, trabalho e trabalho.

Contudo, nem sempre ele foi assim. John Seo costumava ser até bem folgado para quem ganhava o quanto ganha. E ele se transformou apenas após a chegada de um certo estrangeiro.

Chittaphon Leechaiyapornkul — ou apenas Ten. Esse é o seu nome.

Depois da noite mais que incrível que tiveram, ele acabou ficando. Mais tempo do que o planejado. Mais tempo do que o saudável. Ficou tanto que acabou tendo sua imagem perfeita gravada na mente do americano e seu cheiro gravado em todo o apartamento. No banheiro John ainda mantém o vidrinho de perfume que o outro esqueceu em sua casa antes de ir embora pela última vez.

Talvez ele esteja se torturando mantendo todas aquelas memórias vivas. Talvez ele goste um pouco de se torturar. Mas, também, talvez ele se encha de trabalho apenas para fingir que ele se esqueceu de tudo.

O que é uma puta de uma mentira.

John Seo não se esqueceu de nada. Nem de seu rosto, nem de seu cheiro, nem de sua voz, de sua presença. E muito menos de seu corpo. 

A relação que manteve com o estrangeiro durou cerca de dois meses. John descobriu que, fora do sexo, a comunicação poderia se tornar um empecilho, sim. Mas aparentemente nem isso importava para os dois que, mesmo com dificuldade para se fazerem entender, se importavam mais em estar na presença um do outro. E isso já era suficiente.

Nesse tempo ele descobriu seu nome completo, descobriu que era tailandês e que sempre foi apaixonado por gatos. Descobriu que Ten era estudante de cinema e estava há quase um ano fazendo intercâmbio nos Estados Unidos. Sua leitura e compreensão da língua inglesa eram muito melhores do que sua fala, mas também não era completamente leigo.

Eles saíram juntos para vários lugares, assistiram musicais em teatros grandes, fizeram maratonas de filmes clássicos no apartamento do Seo, sempre terminando a noite com duas ou três rodadas de uma foda incrível onde quer que estivessem no apartamento. Chittaphon acabou sendo apresentado para seus amigos em uma noite em que apareceu de surpresa no apartamento do Seo, durante uma noite de nachos e cerveja. E o tailandês pareceu se divertir de verdade a todo momento, rindo com todas as palhaçadas que os americanos faziam e falavam ao redor da mesa.

Não é preciso dizer que esse tempo foi mais do que suficiente para John ficar no mínimo mexido. Apenas pensar naquele estrangeiro baixinho de sotaque forte e voz de anjo já fazia seu peito esquentar com um sentimento que não deveria existir. Se arrepiava todo com cada mínima ação de Ten. Fosse o ar quente de sua boca contra sua bochecha quando ele cantava para John dormir, fosse com o carinho em sua nuca quando ele o encarava por mais tempo que o recomendado, fosse com os beijinhos que ele espalhava por seu rosto de manhã ou quando o abraçava apertado sempre que se encontravam.

Aquele era um caminho sem volta e John sabia. Sempre soube, desde a primeira noite em que dormiram juntos depois daquela festa onde se conheceram. 

Estava fadado ao fracasso.

Mas mesmo a consciência de que aquela era a realidade ainda não foi suficiente para amenizar o aperto em seu peito quando faltava uma semana para o fim do programa estudantil do qual Chittaphon fazia parte. Uma semana para ele ir embora de volta para a Tailândia, sem nenhuma previsão de voltar ali.

Por que ele voltaria, afinal?

John Seo, no fim das contas, seria apenas uma das aventuras da sua vida. No máximo uma história divertida e bem sexy para contar aos seus amigos quando os reencontrasse de volta ao seu país. 

E mesmo depois de um ano e meio, John continua se arrastando pelos cantos, chorando miséria para seus amigos e vez ou outra aparecendo de surpresa na casa dos pais para deitar um pouco no colo de sua mãe com uma caneca de chocolate quente com marshmallows feita pelo pai. E ter o bigode de achocolatado limpo pelas mãos carinhosas de ambos.

Uma coisa não ocorreu como John esperava, entretanto. Felizmente — ou não — ele manteve contato com o estrangeiro. Conversavam por mensagens com certa frequência e tinham horários marcados na semana para realizarem videochamadas. Isso fora ideia do próprio Ten, que brincou dizendo que, quando fosse um cineasta famoso, seria bom ter uma pessoa para abrigá-lo e não precisar gastar dinheiro com hospedagem.

Em uma das chamadas Ten contou que fazia aulas de inglês toda semana e seu progresso era muito rápido. Sempre era elogiado por seu professor por se dedicar tanto.

E John ficava verdadeiramente feliz por ver a vida do outro se estabelecendo. Mas mesmo assim ainda gostaria de tê-lo ao seu lado.

Yoonoh já lhe deu muitos pescotapas, chamando-o de estúpido por apaixonar-se tão rápido justamente por uma pessoa que logo iria embora. Também lhe deu pescotapas por chorar pelos cantos. E por se encher de trabalho para parar de chorar. Na verdade, toda desculpa que ele tem para lhe dar pescotapas, por mais ridículas que sejam, ele aproveita.

Mas um dia tiveram uma conversa séria. Yoonoh o sentou de frente pra si, segurou suas mãos e disse “Chora.”

Foi doloroso, mas John realmente chorou suas mágoas e no fim se sentiu um pouquinho melhor.

E assim correm os dias de um John Seo talvez apaixonado e certamente fodido.

 

É um sábado a tarde e John já fez tudo que precisava para fazer, não restando nenhum trabalho e nada mais para lhe ocupar a mente. Como um último recurso, se sentou atrás de sua enorme bateria com fones no ouvido, decidindo aprender alguma música nova. Acabou optando por Live Like Animals, de uma banda de rock inglesa chamada Nothing But Thieves, uma de suas favoritas. Passou algum tempo ouvindo e analisando antes de começar a fazer alguns testes por conta própria até ter uma composição mais concreta.

Sua tarde segue assim, o sol descendo às suas costas e o suor se formando em sua pele com o esforço, mesmo com o ar condicionado ligado. Quando a noite finalmente chega, finalmente ele para ofegante e suado, largando as baquetas de qualquer jeito e caminhando até a geladeira para pegar uma garrafa d’água. Em poucos segundos ele consegue esvaziar o conteúdo, jogando a garrafa vazia na lixeira ali perto. Em seguida, verificando o horário no relógio de parede acima da pia, ele se apressa para entrar em um banho.

Sábado é o dia fixo das videochamadas com Chittaphon. O horário marcado está se aproximando, então John se banha rapidamente, vestindo um moletom folgado e um short confortável para ficar em casa, deixando os cabelos molhados e colocando seus óculos no rosto.

O único momento em que consegue ver o estrangeiro durante toda a semana é quase sagrado para ele, de conhecimento de seus amigos. Então nunca é interrompido para nada aos sábados, tendo o dia completamente livre e exclusivo para o tailandês.

As chamadas só ocorrem na parte da noite devido ao fuso horário estranho. Enquanto John atende com as luzes do apartamento ligadas e a grande Chicago iluminada pela lua às suas costas, Chittaphon o atende iluminado pelo sol forte em sua pele dourada, árvores e flores por perto. Algumas vezes também já o atendera de óculos escuros, deitado em uma rede. Pelo que já viu, John sente que seria um bom lugar para se morar.

Na cozinha ele faz um sanduíche e um suco de melancia da polpa, comendo rapidamente e levando a bebida para sua escrivaninha. São quase oito da noite e John sabe que a qualquer momento Chittaphon o chamará. E é quando pensa nisso que o ícone com o rosto sorridente do estrangeiro aparece no canto de sua tela, mal demorando um segundo para atender.

Johnny! — O americano é imediatamente cumprimentado pelo sorriso lindo e a voz doce do estrangeiro.

Hey, Tennie — ele responde, um sorriso tão grande quanto o do outro. Aquele é realmente o ápice de sua semana, conta os minutos e segundos para poder falar com o menor.

Contudo, ele estranha quando percebe que o outro está em movimento, como se estivesse andando. Normalmente eles conversam pelo computador. Mas Chittaphon está em um lugar muito grande e aparentemente fechado, pois não há luz do dia iluminando.

What have you been up to? — Questiona o estrangeiro, interessado no que o outro tem feito, finalmente se sentando em algum lugar. Em seu colo ele apoia o que parece ser uma mochila, descansando o rosto em uma mão em seguida. Com a outra ele segura o celular.

Not much, actually — John dá de ombros. Não fez nada de muito novo pela semana. — Just drowning myself in work and playing some stuff here and there.

Foi sincero. A única coisa próxima de emocionante em sua vida é o quanto se afoga em trabalho, no máximo parando para tocar algumas coisas na bateria ou no teclado. Gostaria de ter seu violão por perto, mas Yoonoh o roubou há quase um mês e não quer devolver ao amigo de jeito nenhum.

Don’t be like that — repreendeu Chittaphon com uma risada baixa. — You’ll end up killing yourself. You need to be alive so I can be a pain in your ass.

Com isso, o americano ri. De fato, se acabasse se matando de tanto trabalhar não teria o estrangeiro enchendo seu saco. Ao fundo da chamada ele ouve o que parece uma voz anunciando alguma coisa em caixas de som muito altas. É um vôo…?

Uhm… Where are you?

Oh! — Ten parece surpreso com a pergunta, como se não esperasse que John estranhasse a situação. — Uhm… I-I’m… A friend invited me to come to an event, but I got bored. So now I’m alone and I don’t know where he is.

O estrangeiro rapidamente explica que foi convidado para um evento por um amigo, mas se entediou e se perdeu dele. A resposta é um pouco gaguejada e sua voz sai meio esquisita, mas John não dá muita atenção. Até que sua campainha toca.

Quem seria o imbecil interrompendo o único momento da semana que John deixa explícito que ninguém pode interromper?

Revirando os olhos para a tela ele pede para Chittaphon esperar um segundo, retirando os óculos e recebendo um sorrisinho e um aceno de cabeça em resposta. Ao chegar na porta e abrir, dá de cara com o sorriso idiota e lindo de seu amigo, Jung Yoonoh, e suas covinhas charmosas.

— O que está fazendo aqui? — Questiona o americano, irritado.

Excuse me — é tudo que ouve do amigo, que o empurra para o lado para poder entrar. — Cheeta!

O Jung grita quando vê o rosto sorridente de Chittaphon na tela, ambos conversam por um instante coisas que John não dá muita atenção. Cinder, sua gata, corre na direção do recém chegado, esfregando-se em suas pernas e logo é pega no colo para receber beijinhos de Yoonoh e ser paparicado à distância pelo tailandês.

“Cheeta” é um apelido que o melhor amigo do Seo inventou para o estrangeiro. Um trocadilho com o apelido Chitta — diminutivo do nome de Chittaphon — e “cheeta”, que significa “guepardo” em inglês, já que o estrangeiro parece um felino. Na primeira vez que ouviu aquilo, Ten riu bastante. 

When will you arrive? — John ouve a pergunta do amigo e estranha. Como assim “quando você chega”?

Johnny! — Exclama Chittaphon ao vê-lo por cima do ombro do coreano. Seu sorriso é enorme e um rubor toma suas bochechas. Ele pede baixinho para Yoonoh dar licença por um tempinho e John toma a oportunidade para sentar-se novamente na frente do computador.

Ficam um tempo conversando sobre trivialidades, com sorrisos bobos um para o outro, mesmo quando o tailandês pede algum tempo de silêncio pois precisava entrar no carro que chamou pelo celular. Ele cumprimentou o motorista e lhe estendeu uma mochila e mais outra coisa aparentemente pesada que o americano não conseguiu ver, mas logo Ten já estava sentado no interior escuro do carro, ajeitando os fones de ouvido. John não consegue evitar relembrar todos os momentos que teve com ele ao seu lado naquele período, já há tantos meses atrás. 

Ten é o mesmo desde aquela época. Talvez um pouco mais bronzeado. Mas seu olhar, seu sorriso, sua voz. Nada mudou desde então e ainda é a imagem perfeita daquilo que fez John sentir mais do que devia. Como ele conseguiria seguir em frente se aquele estrangeiro sempre o puxava de novo para trás?

É, talvez seja só uma grande tortura. Ele nem devia ter mantido contado sabendo que sofreria com aquele sentimento guardado sem poder externar de forma alguma.

Novamente, John é interrompido por Yoonoh, que aparece da cozinha, despedindo-se do amigo, de Chittaphon e da gata.

— Porra, se você já ia embora, por que me interrompeu? — Pergunta o americano, indignado. Em resposta, o amigo apenas dá de ombros, rindo sacana e mandando um beijo para o estrangeiro, que ri e acena com a mão.

Mais uma vez o americano revira os olhos, escondendo o sorriso que quer aparecer. Logo ele olha novamente para a tela, percebendo Chittaphon o encarando com um sorriso.

I miss you — ele admite baixinho. Com a escuridão do carro John não consegue perceber as bochechas vermelhas do menor.

Don’t do this to me — pede John com um suspiro sofrido e um sorriso melancólico. Não faça isso comigo. Se só olhando para ele já é difícil superar toda aquela bagunça em seu interior, com ele dizendo que sente sua falta é simplesmente impossível.

I mean it — reforça o estrangeiro. É sério.

I know.

I also meant it that night. Our first night. — Ele fala novamente. 

Eu também falei sério naquela noite. Nossa primeira noite.

O estômago de John se embrulha em nervosismo.

What? — A voz do americano não é mais do que um sussurro.

I like you. A lot. Much more than I should, actually.

Eu gosto de você. Muito. Muito mais do que eu deveria, na verdade.

É isto. John Seo está à beira da morte e não sabe de mais nada.

Why are you telling me this? — O americano pergunta, desesperado. Por que ele está dizendo tudo isso? Não faz sentido. Por que fazê-lo sofrer ainda mais sabendo disso e estando tão longe? — You know how I feel about you and it just makes me feel bad… 

O americano desembesta a falar e desabafar, sentindo sua garganta apertar com todos os sentimentos que tenta ao máximo manter no fundo do seu coração, tenta ao máximo não alimentar. Mas com Chittaphon ali, tão lindo e sorridente e falando aquelas coisas que mexem com seu psicológico e com seu coração, ele não se aguenta e tudo transborda. Algumas lágrimas escapam de seus olhos enquanto ele desabafa para o estrangeiro, que ouve tudo atentamente, seu rosto espelhando o sofrimento do Seo.

Mas em meio ao seu desabafo, não notou quando o carro de Ten parou, nem quando este saiu do veículo, pegando suas coisas. Ele caminhou por alguns segundos sob um céu escuro, sendo que em seu país, nesse horário, o sol brilha forte e imponente. John está tão concentrado em olhar para suas mãos com a visão embaçada que nem percebe quando o menor adentra um ambiente familiar, cumprimentando o porteiro com um “boa noite”, nem quando ele entra em um elevador conhecido. Está tão concentrado em sofrer e se lamentar e relembrar bons momentos ao lado do outro que também não vê quando ele sai em um corredor reconhecível. 

…and I feel so overwhelmed with all of this — ele falava, contando sobre como se sentia sobrecarregado com tantos sentimentos reprimidos. — I just wanna have you here.

Mas tudo para quando ouve mais uma vez a voz de Chittaphon após tudo aquilo.

Open the door — ele fala.

What? — John pergunta confuso, fungando com o nariz vermelho.

Open the door.

Para reforçar o pedido, batidas soam em seu apartamento, vindo a porta. Por uns instantes ele continua encarando o rosto de Chittaphon, seu nariz também vermelho, os olhos um tanto marejados e um sorrisinho em sua boca. Está muito confuso. Novamente as batidas, no mesmo momento em que vê a imagem do estrangeiro se mexendo em sua tela. Imediatamente o americano arregala os olhos, correndo para a porta.

Ele abre com violência, ouvindo o som estrondoso ecoando pelo corredor de seu andar quando a maçaneta bate com força na parede.

John pisca algumas vezes, não acreditando em seus olhos.

Chittaphon está em pé bem na sua frente, uma calça jeans rasgada, um moletom vermelho e um sorrisinho, mochila nas costas e mala no chão.

Lindo. Mesmo simples é incrivelmente lindo. E John não consegue acreditar que ele realmente está ali, sorrindo para ele, mesmo que seu lábio inferior trema suavemente enquanto reprime o choro.

Johnny — ele chama baixinho. E algo dentro do americano quebra.

Joga a mochila do outro de qualquer jeito no chão, não se importando se tem algo que poderia quebrar. Nada importa porque o seu tailandês está ali, todo lindo e cheiroso como sempre, em carne e osso e ele mal pode acreditar. Aperta o menor em um abraço cheio de saudade, tentando controlar o choro que vem forte. Revê-lo depois de um ano, sabendo sobre os próprios sentimentos e, agora, os sentimentos do outro, que confessou. É inimaginável.

Chittaphon o empurra suavemente pelos ombros, pendurando-se em seu pescoço para lhe beijar.

E o beijo tem gosto de saudade, um pouco salgado pelas lágrimas, mas ainda doce com todos os sentimentos estranhos que guardaram um pelo outro por tanto tempo.

— O que está fazendo aqui? — Pergunta o americano, ainda não conseguindo processar muito bem a informação.

— Longa história — responde o outro com uma risada baixa, fungando de levinho e enxugando o canto de um dos olhos. — Mas, primeiro, deixe eu aproveitar um pouquinho disso, por favor — ele pede com manha na voz. — Estou exausto, só você para repor minhas energias.

Mesmo ainda não conseguindo acreditar muito que aquilo está realmente acontecendo, o americano se permite sorrir, abraçando o menor com força pela cintura e se inclinando para beijá-lo novamente.

A boca de Chittaphon é exatamente como se lembrava; quentinha, macia e delicada sob a sua. Os lábios se acariciam suavemente, roçando um no outro, fazendo o sorriso de ambos aumentar. Ten deixa uma mordida gostosa no lábio inferior do maior, ouvindo o suspiro que lhe escapa. E então, não conseguem mais segurar a vontade e simplesmente colam ambas a bocas, finalmente.

O beijo é forte e feroz, mas ainda existe carinho em cada mordida, em cada movimento sincronizado das línguas. É tão familiar e John se sente explodir por dentro simplesmente por tê-lo ali.

Ambos perdem completamente a noção do tempo que perdem ali, ainda de pé diante da porta aberta do apartamento, matando um pouquinho da saudade que cultivaram durante longos meses. Contudo, o estrangeiro aperta seus ombros quase em uma massagem, parecendo fazer um grande esforço para afastá-lo o mínimo que fosse. Com os rostos ainda colados, os lábios se tocando de levinho.

— De verdade, eu estou muito cansado — ele fala com uma risada divertida, umedecendo os lábios. — Vamos só entrar que eu explico direitinho.

Acompanhando-o na risada, John abre espaço para ele entrar, pegando ele mesmo as malas pesadas de Chittaphon e pousando-as no chão da sala, próximas ao sofá.

Alexa — o americano aciona a inteligência artificial. — Turn on living room lights.

E todas as luzes da sala se acendem, iluminando o rosto lindo do tailandês, mesmo cansado. Ele se joga pesadamente no sofá, apoiando a cabeça para trás. John coloca um som ambiente baixo e tranquilo — reconhece a primeira música como Affection, da banda Cigarettes After Sex — e logo se senta ao lado do menor, que abre os olhos para encará-lo com um sorriso.

Então, ele passa a explicar o que, exatamente, está fazendo ali. Conta que conseguira finalizar a faculdade no período em que esteve fora, que apresentou seu TCC e finalizou tudo com honras e teve ao fim de tudo a proposta de um professor muito querido de participar de um projeto ao lado dele nos Estados Unidos.

A explicação em si é longa, pois o estrangeiro se interrompe em vários momentos por se lembrar de acontecimentos engraçados, ou apenas para relembrar o vocabulário que estudou com tanto afinco. Seu sotaque é forte e adorável e John ama cada segundo que passa ouvindo-o falando, não se incomodando nem um pouco com as pausas que ele faz para organizar melhor as frases em sua cabeça antes de dizê-las em voz alta. Pelo contrário, ele apenas o observa em silêncio, um sorriso ocasionalmente aparecendo em seu rosto, ainda parecendo não ter processado a imagem de Chittaphon bem ali, na sua frente, completa e irrevogavelmente real.

— Preciso de um banho — ele fala de repente, levantando-se do sofá e caminhando para as malas, pegando uma muda de roupa e andando descalço pelo apartamento como se fosse dono do lugar. — Vem comigo que eu continuo a falar.

Com uma risadinha, John se levanta, seguindo-o. Contudo, não adentra o banheiro atrás de Chittaphon. Por mais que estejam tratando tudo com normalidade, ambos não se vêem há mais de um ano. John sente muito medo do que pode acontecer com ele — com seu coração — se fizer companhia para o tailandês enquanto ele se banha com a maior naturalidade do mundo. Não. Em vez disso, ele se acomoda ao pé da cama, encarando de frente o banheiro, vendo sem problemas o interior parcialmente iluminado apenas pela luz do espelho, como Chittaphon gosta.

— Ainda lembra onde guardo as toalhas? — O americano pergunta com um sorriso divertido no rosto. Recebe em resposta um sorrisinho brincalhão.

— Eu sou quase o dono daqui, óbvio que sei onde guarda as coisas. — Caminha gingando até o closet, abrindo a porta e pegando em uma das altas prateleiras uma das toalhas dobradas e enroladas, logo andando até o banheiro novamente e olhando para o mais velho. — Não vai entrar?

— Não.

— Então vou deixar a porta aberta pra te ouvir.

Por mais quinze minutos, ambos conversam assim, aumentando o tom para a voz soar sobre o som da água batendo no chão. Chittaphon por muito tempo se lamenta de dores no corpo todo pela viagem de muitas horas em uma poltrona nem tão confortável, além da falta de descanso. Demora se aproveitando da água quente do chuveiro a gás, dizendo que não está nem aí se a conta virá alta por sua causa e relaxando todo o corpo, dando-se o luxo de se dar um trato depois de tantos meses querendo arrancar os cabelos e se tacar em paredes com seu trabalho de conclusão de curso. 

John fala um pouco sobre seus amigos e o que andam fazendo e Chittaphon ri dentro do banheiro, lembrando da invasão que ele mesmo havia combinado pessoalmente com Yoonoh para distrair John enquanto ele estava a caminho. John ficou um tempo emburrado com a revelação de que seu melhor amigo sabia da vinda do tailandês, mas acabou rindo também. Contou dos últimos projetos que foi convidado a participar e sobre uma das pessoas que acompanham seu site instrutivo para músicos em ascenção; há algumas semanas um garoto começou a segui-lo em todas as redes sociais possíveis, mandando-lhe diversas mensagens diretas com perguntas sobre seu trabalho e agradecimentos sinceros pelos textos instrutivos, videoaulas e podcasts, dizendo que o ajudaram imensamente a encontrar a motivação que precisava para produzir seu próprio material. O americano conta com um sorriso sobre como se apiedou do garoto e sentiu vontade de ajudá-lo diretamente, como um orientador e como ficou feliz com essa decisão.

Certo tempo depois, Ten desliga o chuveiro enquanto fala, elogiando-o pela atitude e comentando que gostaria de conhecer o garoto, porque ele parecia um doce, além de muito talentoso levando em consideração a animação de John ao falar sobre as faixas que recebeu do menino para avaliar. O Seo vê quando o blindex abre e o tailandês se estica para pegar a toalha que largou no suporte ao lado do chuveiro, logo entrando novamente no box para se secar. Então, ele reaparece na visão do americano, o tecido felpudo correndo pelo corpo nu e lindo, recolhendo as gotas de água da pele bronzeada que John tanto gosta de ver, sentir e beijar, que tanto sentiu saudade.

Ten parece distraído em suas ações, apoiando a toalha na bancada da pia nem um pouco preocupado com sua nudez, fuxicando pelos produtos que John deixa no banheiro, procurando algo de seu interesse, até que finalmente encontra um creme hidratante. Ele inicia seu ritual diário de hidratação, pegando pequenas quantidades do produto em sua mão e aos poucos espalhando-o por todo o corpo em movimentos grandes, massageando a pele. Passa longos minutos assim, em silêncio, completamente concentrado no movimento de suas mãos.

Incapaz de interromper o mais novo, John apenas permanece calado em seu canto, sentado confortavelmente no colchão macio da sua king, observando enquanto o tailandês segue com sua rotina. Estranhamente, há algo tão familiar e tão íntimo na cena. Uma vulnerabilidade muito grande e uma confiança tão grande quanto em ser permitido ver enquanto o outro está em um dos momentos mais íntimos e pessoais da vida.

John gosta dessa intimidade.

Ele segue com o olhar o movimento das mãos pequenas e macias percorrendo toda aquela pele que ele sabe como é macia. Até os pés ele massageia lentamente, concentrado. Quando finaliza, se encara no espelho, pegando aquele vidrinho com o óleo cheiroso para cabelos lisos que sempre o fazia elogiar o aroma dos cabelos de John. 

O americano vê quando um sorrisinho toma os lábios do estrangeiro, reconhecendo o produto e coloca um punhado na mão, logo espalhando-o pelos fios — que estão mais longos do que na última vez em que se viram pessoalmente. Agora, uma franja lisa e charmosa cobre sua testa. Ele espalha o óleo pelos fios úmidos e brilhantes, penteando-os com os dedos para trás, fazendo-os se partirem ao meio, expondo sua testa lisinha.

John encara e encara, não sabendo dizer exatamente porque se sente tão bem em ver uma cena tão corriqueira quanto um pós-banho. Uma coisa tão normal, uma rotina tão comum. Mas ter o estrangeiro ali, na sua casa, no seu banheiro, usando os seus produtos faz um formigamento engraçado se alastrar por seu interior, preenchendo-o de um calor gostoso.

Ele percebe que Chittaphon tem o hábito de ficar na ponta dos pés ao se encarar no espelho. Com a toalha ainda largada na bancada da pia, ele se inclina lindamente da direção do espelho, ainda na ponta dos pés, ajeitando em seu rosto aquelas lindas imperfeições que apenas ele vê, logo olhando e mexendo novamente naquela infinidade de produtos na bancada à procura de outra coisa. Ele pega um pote de creme para o rosto, abrindo-o e, com a ponta do dedo mindinho, pegando uma pequena quantidade, deixando pontinhos brancos de produto ao redor de seu rosto antes de espalhar tudo em sua pele e descendo um pouquinho para o pescoço.

Por último, espalha nos lábios uma pequena quantidade de protetor labial. Dá batidinhas leves na pele do rosto, massageia o pescoço e os ombros e vira de costas para o espelho, olhando por cima do ombro para enxergar a parte de trás de seu corpo. Logo, ele está se vestindo com uma camisa preta de manga comprida e um short, pendurando a toalha úmida no suporte e caminhando para fora do banheiro.

Seus olhos de gato encaram John com um brilho que ele não sabe interpretar, aproximando-se lentamente do maior. Se senta em seu colo sem nenhuma hesitação, acomodando-se em suas coxas fortes e envolvendo seus ombros em um abraço folgado, encarando-o de perto com um sorriso.

— O que foi, Johnny? — Ele pergunta baixinho e sua voz suave provoca arrepios por todo o corpo do americano, que respira fundo.

— Eu só não consigo entender como é possível um ser humano ser tão lindo como você - diz o mais velho, envolvendo sua cintura com os braços. A fala sai sem ar e um pouco falhada, como se falar fosse um esforço. — Você é real, Chittaphon?

Com uma risadinha, o menor nada diz, apenas afundando o rosto em seu pescoço, abraçando mais apertado enquanto respira profundamente.

Céus, é tão maravilhoso sentir o corpo pequeno e esguio no seu, com aquela camisa que ele reconhece como sua, e exalando o seu cheiro, desde o xampu até o chapstick de hortelã nos lábios. Tudo em Chittaphon parece mil vezes melhor.

Após algum tempo nesse carinho silencioso, John ergue seu corpo pelas coxas, sentando-o ao seu lado na cama.

— Você deve estar com fome — ele diz. — Vou fazer alguma coisa para comermos, pode fazer qualquer coisa.

— Okay — é tudo que o outro responde, deitando no colchão e espalhando-se nos lençóis. 

Permanece assim um tempo até sentir um leve peso na cama. Virando a cabeça ele vê uma gata de pelos longos e cinzentos e olhos muito verdes o encarando, seu rabo felpudo balançando lentamente de um lado para o outro. O rosto do tailandês se ilumina em um sorriso enorme e ele dá tapinhas no colchão, chamando a gata para perto. Imediatamente seu chamado é acatado, mas a gata o encara com um olhar superior, andando lentamente até ele como se não fizesse questão. Fazendo-se de difícil.

— Cinder! — Ele exclama, feliz por ver a gatinha que ele adora e acabou se apaixonando quando estava em sua viagem. Ao ouvir a voz animada do mais novo e ver a cena da gata se fazendo de difícil, John ri.

— Ela está morrendo de saudade, mas está sentida porque você não falou com ela desde que chegou — ele explica o comportamento do animal. — Quando você foi embora, ela ficou dias miando pela casa, te procurando.

— Aw… — lamenta Chittaphon baixinho, tristonho por saber que fizera tanta falta para a felina. — Mas eu tô aqui agora, não tô, Cinder? Vou te dar toda a atenção que você quiser.

— Ah, mas ela vai ter que te dividir comigo!

E os momentos seguintes, enquanto John faz sanduíches e uma salada caprichada, são preenchidos pela risada adorável de Ten e o ronronar constante de Cinder enquanto eles brincam na enorme cama agora desarrumada. Um sorriso satisfeito adorna o rosto do americano.

Quando ele termina, chama o menor para comer, levando os pratos para a sala e apoiando-os na mesa de centro, puxando-a para mais perto do sofá. Ambos se acomodam no estofado e retomam a conversa, contado casos e mais casos. 

Chittaphon conta que no mês anterior realmente foi arrastado por um amigo para um evento que ele não queria ir. Aparentemente era uma convenção de fetichistas? John não entende muito bem, só sabe que não curtiu muito a ideia e ri enquanto o estrangeiro lhe conta indignado as atrocidades que viu e ouviu enquanto estava lá. Demorou até que ele conseguisse fugir do amigo, terminando a noite na frente da TV, fazendo maratona dos filmes da Marvel.

É tão bom poderem conversar livremente, sem a barreira dos idiomas os impedindo de se comunicarem. O sotaque do menor é forte, especialmente quando a irritação com as lembranças aumenta gradativamente. Mas também é adorável de ouvir, e John sente as bochechas doendo de tanto sorrir como um idiota.

E é em um momento que o menor ri gostosamente, jogando a cabeça para trás, que John sente vontade de jogar tudo para o alto.

Leva uma das mãos à perna do menor, acariciando ali lentamente e com carinho. Não quer necessariamente fazer nada, quer apenas senti-lo, saber que ele está mesmo ali. Os olhos escuros e brilhantes do menor se abrem, virando em sua direção, o riso aos poucos sumindo de seus lábios, mas a leveza ainda presente em sua expressão.

— Eu realmente estou cansado — fala ele, sua voz não mais do que um sussurro. — Mas acho que não o suficiente para deixar de matar a saudade que eu estou sentindo de você.

Ten se estica como um gato, apoiando-se no encosto do sofá antes de sentar-se elegantemente no colo de John, as pernas contornando o corpo grande do maior. Ele se aconchega encarando-o com aqueles olhos de gato, penetrantes e obscuros. Suas mãos sobem pelos braços do maior, sentindo os músculos rígidos sob sua pele. Seus olhos escuros seguem suas mãos, passeando lentamente pelos braços, o peito musculoso, o abdômen, subindo tudo de novo para envolver o pescoço, aproximando-se até os narizes se tocarem.

— Você tem alguma noção de como eu senti falta disso? — Murmura o tailandês, seus olhos transbordando de sentimento.

O peito de John se aperta ao relembrar as primeiras semanas horríveis sem Chittaphon e os meses vazios que se seguiram. Toda a tristeza e a solidão que sentiu e nem seus amigos e as noitadas foram capazes de preencher.

— É — ele diz. — Acho que tenho uma ideia.

Então, as bocas se colam em um choque forte e quase dolorido. Mas o beijo é lento e profundo. A língua de Ten passa suavemente pelo lábio inferior do maior, as mãos pequenas subindo por seus ombros e pescoço, firmando em seus cabelos, puxando-o para mais perto. Ele adentra a boca do maior com a língua, explorando aquele calor macio com gosto de suco de melancia, dominando John daquela maneira que apenas ele sabe fazer. 

As mãos finas se soltam dos fios escuros do Seo, deslizando por seus braços até alcançarem as mãos alheias, enormes e um tanto calejadas por causa das baquetas. Em uma permissão muda, ele segura os pulsos, subindo as palmas do americano por suas coxas, pousando-as em seu quadril, onde John toma a liberdade de apertar como quer. Os braços fortes o enlaçam pela cintura, aproximando os corpos com força.

Chittaphon ofega em seus braços com um sorriso.

Fuck, como eu sonhei com isso - ele diz baixinho em uma lamúria.

As bocas se encontram novamente e a força familiar que o tailandês usa em suas carícias está lá mais uma vez, exatamente como John relembrava de novo e de novo quando se encontrava duro e sozinho no meio da noite. Ele é feroz em seus toques, apesar da lentidão, segurando-o com uma mão em sua nuca e a outra em sua cintura, dominando o beijo por completo enquanto rebola com força no colo do americano, suas unhas medianas cravando na pele por cima do tecido do moletom. 

Com ambas as mãos na cintura fina a sua frente, John ofega entre o beijo, apertando com força e conduzindo-o, incentivando-o a rebolar com mais força, para frente e para trás, então em círculos. Um grunhido escapa de sua boca quando Chittaphon quica uma única vez, pressionando com força seu membro já desperto, e o som imediatamente é engolido pelos lábios famintos do menor.

Separando-os, Ten agarra mais uma vez as mãos alheias, levando uma para aquele tesouro entre suas pernas, a outra para seus cabelos. Gemendo excitado, John aperta com força o pau do menor, puxando com violência seus cabelos, a cabeça caindo para trás com um gemido desejoso.

Por minutos — que mais parecem horas — ambos permanecem nessa provocação gostosa por cima das roupas, os toques instigando mais e mais, aumentando aquela ânsia, a necessidade latente que pulsava em cada um. Ten rebola com afinco, agarrado aos cabelos do maior, encarando-o com o lábio inferior entre os dentes e impedindo o maior de desviar o olhar, mesmo quando este sentia suas pálpebras querendo descer com o prazer, seus olhos revirando nas órbitas.

Ahhh, fuck… — ele geme arrastado, sentindo o pau pulsando embaixo da bunda arrebitada do estrangeiro, que sorri sacana para ele.

Suas mãos coçam para agarrá-lo pelos quadris, conduzindo-o pelo seu pau como bem entende, pressionando com mais força. Mas sempre que ergue as mãos pousadas agora em suas coxas, recebe tapas doloridos nas mesmas. Até que, mais uma vez, o menor em seu colo sobe e desce com força, fazendo-o arquear levemente as costas, as mãos instintivamente voando para sua cintura.

Um tapa forte estala em seus braços.

— Suas mãos tão nervosas, né? — Questiona o mais novo em um tom perigosamente baixo. Então, sem mais nem menos, se levanta do colo do maior, fazendo-o se sentir estranhamente triste e vazio. — Vai pra cama. Agora.

Existe algo tão estranho em ser comandado daquele jeito, John pensa. Mas não de um jeito ruim; muito pelo contrário. Cada comando do menor faz um novo arrepio percorrer sua espinha de forma deliciosa, eriçando cada mínimo pelo em seu corpo. A voz macia e suave parece acariciar seus tímpanos, escorrendo como mel por todo o seu corpo em chamas. A dominância em sua voz, em seu olhar e em sua postura fazem seu corpo pequeno parecer infinitamente maior do que o de Seo. Sendo ele próprio dominante, sente até uma pontinha de um orgulho ferido ou humilhação em perceber como seu corpo o obedece sem nem hesitar.

Só faltava abanar o rabo para ele.

Já de pé na frente da cama box king size, ele encara o menor, esperando o próximo comando, como um cachorrinho. John odeia sentir como o pau pulsa dentro do short com esse pensamento. 

— Tira a roupa — é o que Chittaphon fala, apoiando-se de forma displicente na escrivaninha.

Os dedos do americano parecem formigar quando leva as mãos à barra do moletom, puxando-o e retirando pela cabeça, jogando-o em qualquer canto e jogando os cabelos para trás com a mão. Ele nota o olhar obscuro do menor descendo lentamente por seu tronco. Então, decidindo se aproveitar um pouco da paciência do menor, acaricia um pouco o próprio corpo, descendo as mãos lentamente pelas clavículas, o peito, e se demora um pouco ao acariciar e beliscar os mamilos já durinhos e vermelhos. Ouve o suspiro contido do menor antes de descer pelo abdômen, contornando os músculos suaves e atraentes da região, com a ponta dos dedos contornando o umbido e descendo pelo caminho da felicidade, sentindo os pelos ralos da região, parando bem no cós do short.

— O que está esperando? — Pergunta Chittaphon, semicerrando os olhos afiados em sua direção. — Tira.

E, mais uma vez, o americano acata. Com um sorriso que não condiz nada com sua obediência, ele acaricia o próprio membro por cima da roupa, sentindo-o fisgar ao apertar com força, provocando um gemido grave. Sorrindo sacana ele finalmente abaixa o short, revelando orgulhosamente sua nudez, notando a expressão sôfrega que toma o rosto lindo do menor.

Seu pau completamente duro tem a cabecinha melada e brilhante, já avermelhada e apontando orgulhosamente para o teto. Chittaphon se aproxima, colando os corpos para morder com força seu lábio inferior. Sem nenhum aviso prévio, sua mão pequena se firma ao redor de sua extensão quente e dura como pedra, arrancando um gemido mais tremido do que o americano gostaria de admitir.

— Tinha quase esquecido como seu pau é lindo — murmura o tailandês com um sorriso que faz o americano sentir uma vontade quase incontrolável que socar ele ou socar nele.

Então, ainda segurando-o pelo pênis, o menor o puxa, distanciando-o da cama e tomando seu lugar, retirando a camiseta de mangas compridas e o short, ficando completamente nu para o maior, encarando-o de baixo com aquele olhar superior e impetuoso que faz John sentir vontade de jogá-lo na cama e meter com força para tirar aquele sorrisinho escroto do rosto.

Ele se senta na beira da cama de pernas abertas, acariciando os próprios mamilos e coxas, contorcendo-se levemente com os estímulos leves.

Kneel — ele manda, apontando para o chão e mandando o maior se ajoelhar entre suas pernas de coxas poderosas. Ignorando o calor do constrangimento que toma suas bochechas, tornando-as vermelhas, Seo obedece, se apoiando nas coxas macias ao redor de seus ombros largos, já completamente ciente do próximo comando. Mas isso não significa que ele estava preparado para ouvi-lo. — Now suck.

Shit, pensa John, o grunhido necessitado que soa em sua cabeça sendo reproduzido por suas cordas vocais.

Não estava preparado para visão de Ten completamente nu apoiado em um dos braços, a franja caindo por cima dos olhos e uma de suas mãos delicadas subindo por sua coxa, apertando suas bolas e parando na base do próprio membro, completamente rígido com veias salientes bem diante dos olhos do americano, esfregando a cabecinha molhada nos lábios vermelhos e inchados de John, antes de mandá-lo chupar.

Os olhos do americano reviram atrás das pálpebras, jogando o próprio cabelo para trás antes de apoiar-se nas coxas do menor, aproximando-se até conseguir colar seus lábios bem na base de seu membro, estalando um beijo molhado ali. Com mais beijos, ele sobe por toda a extensão, vez ou outra substituindo os lábios por sua língua quente e macia e usando-a para circular a glande, recolhendo a língua do líquido perolado que escorre da fenda.

O corpo inteiro de Chittaphon se contrai em um espasmo quando John chupa com vontade a cabecinha, soltando um gemido manhoso quando sente a boca quente descendo  mais e mais, aos poucos acolhendo seu membro até onde consegue. 

A cabeça sobe e desce, cada movimento arrancando um gemidinho manhoso e baixo de Chittaphon, que se contorce na cama, jogando a cabeça para trás. Ao ver os cabelos caindo na frente do rosto do maior, o tailandês leva a mão aos fios, puxando-os para trás e ver a expressão de John enquanto o chupa o faz ofegar, os dedos de seus pés se encolhendo.

O americano tem o cenho franzido em uma expressão sofrida, olhos fechados enquanto massageia o que não cabe na boca e chupa com vontade. Um gemido particularmente alto escapa sem querer dos lábios bem desenhados de Ten quando o outro chupa com mais força, provocando-o e o encarando nos olhos. 

Ele sente as mãos grande subindo desde seus tornozelos, pelas panturrilhas, a parte posterior dos joelhos e parando na parte de trás das coxas, apertando e fazendo menção de levantá-las para deixá-lo mais exposto. Percebendo que as coisas começam a sair de seu controle, Chittaphon agarra nos cabelos do mais velho com mais força, seu maxilar trincado enquanto mira com raiva os olhos bonitos do americano.

Então, ele mesmo passa a ditar o ritmo dos movimentos em seu membro, aumentando gradativamente e fazendo engolir ainda mais. John engasga algumas vezes, mas não encontra forças para pará-lo, mesmo com a falta de ar e a mandíbula doendo, ou a saliva acumulada na boca escorrendo pelo queixo. Alguns sons lhe escapam com a brutalidade de Chittaphon, até que este parece satisfeito o suficiente, finalmente puxando-o para longe pelos cabelos. Seo respira profundamente, agradecido por finalmente conseguir preencher os pulmões, tossindo algumas poucas vezes.

O menor segura com força seu maxilar, juntando os rostos antes de sussurrar:

— Não esqueça quem manda aqui, Johnny Seo.

Em seguida, ainda de frente para o maior, ele se afasta até o meio da cama, apoiando nos cotovelos e abrindo as pernas, mostrando toda a sua flexibilidade e se mostrando todo para o outro. John se ergue, subindo na cama e se ajoelhando ali, o pau doendo e as bolas pesadas. Chittaphon sorri ao ver todo o desejo e o sofrimento do maior, se deliciando. Mordendo o lábio inferior, ele chama o maior para mais perto com uma das mãos, sendo prontamente atendido.

John, extremamente excitado e necessitado, paira sobre o menor, louco para fazer tudo com ele e matar a saudade que cultivou por mais de um ano. Encarando-o de baixo com os olhos extremamente brilhantes, o estrangeiro o puxa para um beijo rápido e lânguido, transbordando de luxúria, mordendo com vontade os lábios alheios e chupando sua língua, sentindo nela o próprio gosto. Quando se separam, ergue uma das mãos, enfiando três de seus dedos delicados na boca quente e macia do maior, que os lambuza prontamente.

Quando acha que é suficiente, Ten os retira, mordendo o lábio inferior e olhando atentamente para o rosto do maior, descendo a mão bem para o meio de suas pernas, acariciando suavemente seus testículos e descendo com os dedos úmidos pelo períneo, até estar circulando sua entrada apertada e necessitada. Ele arfa com a sensação, piscando contra os próprios dedos e, sem enrolação, enfiando dois de uma vez.

O corpo inteiro do americano se arrepia com o gemido alto e agudo que ecoa pelo apartamento. Os movimentos dos dedos do menor dentro de si mesmo já começam rápidos e impiedosos e o estrangeiro não consegue de jeito nenhum prender os pequenos ruídos que escapam sem intervalos por seus lábios vermelhos e inchados. Seus olhos se fecham, a cabeça jogada para trás e os lábios entreabertos.

Suspirando profundamente, John se move na cama, ajoelhando-se entre as pernas arregaçadas do menor, conseguindo uma visão perfeita de seus dedinhos entrando e saindo de seu rabinho, um grunhido soando ao ver o terceiro dedo forçando a entrada no espacinho apertado.

Uma das mãos grandes finalmente voa para o próprio pau, não aguentando mais se segurar de tanta fome. Ele movimenta com rapidez, articulando o pulso, fazendo um anel com seu indicador e seu polegar e dando atenção à cabecinha melada. 

— Posso te tocar? — O americano pergunta entre suspiros, tendo certa dificuldade de formular as palavras corretamente.

— Mhm — um gemido manhosinho escapa pela boca gostosa de Chittaphon, que ainda enterra furiosamente os dedinhos em sua bunda. — Touch me, please…

Sem esperar por mais, John segura com força o braço do menor, retirando os dedinhos finos pelos próprios até as juntas, três de uma vez. Ten grita, o braço que o sustentava perdendo a força e ele arqueia a coluna lindamente, gemendo alto enquanto sente-se sendo alargado pelas mãos enormes do americano, os dedos absurdamente longos socando em seu interior.

J-johnny… AH! — Ele geme, agarrando em seus cabelos com uma mão, a outra voando para a mão que trabalha em sua entrada. — Chega…

Empurra-o para longe pelos ombros, inclinando-se rapidamente para uma das mesas de cabeceira, onde ele sabe que tem camisinhas, pegando uma e abrindo, desenrolando o preservativo pelo pau grosso do mais velho, logo escalando em seu colo e envolvendo-o com um abraço de corpo todo, os braços e pernas enrolando em seu corpo grande e maciço, delicioso. Agarra as mãos alheias, pousando-as em sua bunda. Ele se levante minimamente, esfregando-se no tronco gostoso do mais velho. Seu rosto se esfrega nos ombros largos e musculosos, espalhando beijos, mordidas e chupões pelo pescoço longo e chupando seus lábios em um beijo feroz, repleto de línguas e dentes. Com uma última mordidinha, traça uma linha com seus lábios até a orelha, suspirando e sentindo o Seo arrepiar com seu hálito quente na região sensível. Ele suga e morde o lóbulo da orelha.

— Enfia — Ten sussurra contra o ouvido do outro, a respiração quente e pesada audível.

John Seo nem pensa em contestar ou recusar. Ergue o menor pela bunda, encaixando-se em sua fenda, esfregando-se ali, sua glande pressionando diversas vezes a entrada apertada do menor. Até que o outro perde a paciência, agarrando seus cabelos com força desmedida.

Enfia.

Sem cerimônia, o americano o desce com tudo em seu pau e o menor grita, jogando a cabeça para trás, as unhas fincadas em seus bíceps.

O tailandês quase transborda, sentindo-se completamente cheio e satisfeito por finalmente ter John dentro de seu corpo mais uma vez, preenchendo-o com toda a sua grossura. Mas ele não quer esperar para se acostumar, quer apenas matar a saudade que chega a doer em seu interior. 

Ele se inclina para trás, apoiando-se nos joelhos do maior, os olhos conectados quando ele sobe lentamente, logo descendo com tudo em seu pau. Seus olhos se reviram nas órbitas, contraindo o corpo todo. Repete o movimento com ainda mais força, gemendo alto. E quando menos percebem, os movimentos já são frenéticos, completamente desordenados, mas nenhum deles se importa realmente.

Chittaphon arranha as coxas duras de John, vergões vermelhos fortes em seu encalço. Seu próprio pênis, completamente duro e terrivelmente negligenciado, bate em seu abdômen e do musculoso do americano, criando mais um estímulo gostoso capaz de fazê-lo estremecer da cabeça aos pés.

John o agarra pela cintura, forçando-o ainda mais para baixo ao mesmo tempo em que eleva os quadris, acertando-o cada vez mais fundo e fazendo-o gritar. As mãos descem para a bunda, separando as bandas com força para ter mais acesso. A pontinha de seu dedo médio pressiona o buraquinho esticado, acariciando-o enquanto sente o próprio pau entrando e saindo. 

O tailandês geme, se jogando na cama e puxando o outro pelos ombros largos para se deitar por cima. As mãos pequenas o circulam pela cintura, acariciando as costas largas e musculosas. Seus olhos de gato têm dificuldade de se manter abertos, mas precisa encarar o americano.

— Faz o que quiser comigo, Johnny. Fuck it — ele fala. Mesmo dizendo que o maior pode fazer o que quiser com ele, ele fala em tom de comando.

Hesitante, o maior para um pouco.

— Tem certeza?

— Tenho, foda-se. Anda.

Como em um gatilho, o americano bufa irritado, agarrando o menor pelas pernas e virando-o de bruços com brutalidade. Ergue uma das pernas, abrindo-o e levanta seus quadris, deixando-o todo empinado. Segura seu membro pela base, esfregando-o com lentidão na entradinha que em momento algum para de piscar.

— John Seo, mete agora.

E ele enfia tudo com força.

Seo o segura pela nuca, mantendo seu rosto preso contra o colchão, seus quadris se movendo com destreza em uma força absurda.

Apesar da dureza e da força usada por ambos, John sente que em momento algum isso é uma foda. Não há nada de impessoal ou frio nas mãos que acariciam cada centímetro de pele, conhecendo-os mais uma vez com as mãos, relembrando com a palma e os dedos cada imperfeição e curva. Também não há nada de casual na mão de Chittaphon, que se esgueira à procura da do mais velho, logo entrelaçando os dedos quando estes se encontram. 

Algo muito novo e muito maravilhoso com certeza está acontecendo.

Diminuindo o ritmo de seus movimentos dentro do menor, John segura ambos os pulsos para trás, prendendo-os nas costas, enquanto usa os mesmos para puxar o corpo do mais novo para trás, de encontro ao seu membro. 

Ele se debruça sobre o corpo pequeno, deixando beijos molhados, chupões e mordidas pela extensão das costas bonitas. Por último ele o puxa novamente, levantando seu tronco e colando seu peito nas costas já suadas do outro. Segura em sua cintura, dando-lhe total liberdade para se mover como precisa para se saciar.

Ten se apoia no colchão, empinando-se todinho para o maior, passando a rebolar gostoso em seu pau, subindo e descendo completamente perdido em seu prazer. Leva as mãos do maior ao próprio peito, deixando-o brincar como bem quer, imediatamente sentindo seus mamilos sensíveis serem apertados, torcidos e beliscados.

As bocas se encontram em um beijo desajeitado por cima do ombro do menor, que em momento algum para de rebolar com vontade. Ele sobe e desce lentamente, enlouquecendo-os mais e mais. E é tão gostoso sentir o corpo maciço, grande e largo de John bem atrás dele, dentro dele, ao redor dele, pressionando-o e empurrando-os para a borda daquele precipício. Céus, é incrível.

— Eu senti tanta falta disso — confessa o americano, grudando os lábios em uma faixa de pele extremamente sensível logo abaixo da orelha. Ele beija ali e chupa, arrancando mais um gemido gostoso do menor. 

Por um tempo, Chittaphon não consegue falar nada. Seu cérebro é incapax de assimilar as palavras e dar-lhes algum sentido, a mente embaralhada pelo prazer excessivo. 

— Eu senti sua falta — sua voz falha e ofegante finalmente consegue soar.

John se sente poderoso ao inclinar o corpo sobre o do menor. Sente-se engrandecer, amando perceber como Chittaphon parece pequeno e delicado sob seu corpo, mesmo sabendo que de delicado ele não tem absolutamente nada. Agarra as coxas fartas do menor, apertando e marcando, subindo por sua lateral até envolvê-lo em um abraço, seu rosto afundando em seus cabelos macios e cheirosos.

De acordo com a necessidade, gradativamente a velocidade aumenta de novo e gemidos constantes e altos são ouvidos ecoando pelo apartamento. Chittaphon está completamente trêmulo, já apoiado nos cotovelos, sentindo-se ser preenchido daquela maneira que ele ama, a excitação deixando-o quase tonto. E John soca fundo e forte, descontrolado, grunhindo e gemendo rouco como um animal.

E, sem nenhum aviso prévio, o menor se desfaz em jatos longos e fortes de um líquido branco em cima dos lençóis, sem se importar com mais nada. Se vira para trás, desesperado à procura dos lábios do mais velho, que grunhe, sentindo o aperto ao redor de seu pau ao ter o menor piscando ao redor dele em espasmos pelo orgasmo recente. Mas, no meio do beijo desajeitado ele continua socando no menor, até um som forte soar e ele se desfazer dentro da camisinha, ainda dento do menor. Ele morde com força o pescoço de pele bronzeada, beijando as pintinhas que consegue enxergar na pele.

Felizes e momentaneamente saciados, ambos se deitam na cama, sentando recuperar o fôlego. Ten fica de bruços ali, muito bem acomodado e John deita parte do corpo em cima dele, beijando suas costas e pescoço, acariciando seus cabelos com carinho.

Quando finalmente relaxam, o cansaço de antes parece vir mil vezes pior. Resolvem se direcionar ao chuveiro, juntos mesmo, e tomam uma ducha, cheios de sorrisos e beijinhos um para o outro. Ao deitarem novamente na cama já limpa e trocada, se abraçam sob os cobertores.

— Ainda não matei toda a saudade que senti — brinca o menor depois de um tempo.

Ficam ali olhando um para o outro com cuidado e carinho, sorrisos pequenos e bobos nos lábios.

— Posso me acostumar a ter você aqui para sempre — confessa John contra os cabelos macios e cheirosos. 

O tailandês ri baixinho.

— Talvez eu queira ficar aqui para sempre.


Notas Finais


LINK DA PLAYLIST:
https://open.spotify.com/playlist/1jZGOwkbJXMqMGwJpzL4Ie

é isso, gente, acabou a história desses dois, mas fica na imaginação o q o futuro traz, né
foi muito gostoso escrever essa fic e fiquei mega feliz com os comentários maravilhosos q fizeram no primeiro cap
enfim, vejo vcs na próxima

beijo na bunda


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