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  3. 30 de dezembro de 2010

História Love War - Capítulo 9



Notas do Autor


Oii, Nós voltamos. Sentimos muito poder ter feito vocês lerem aquelas porradas de capítulo da segunda temporada para depois excluir tudo, mas cá entre nós estava uma grande bosta, o enredo estava ruim, então melhoramos ele.
Agora é um enredo novo com um tema diferente do antigo.
Então espero muito que gostem deste.

Boa leitura 💜

Capítulo 9 - 30 de dezembro de 2010


Fanfic / Fanfiction Love War - Capítulo 9 - 30 de dezembro de 2010

30 de dezembro de 2010

Pov's Kim Taehyung

Hoje é o melhor dia da minha vida. É meu aniversário! Faço quinze anos hoje. Minha família inteira está animada, vieram todos comemorar, até os tios e tias que eu não via a um tempo.

Meus pais não tem dinheiro para pagar um salão, então a festa está sendo em casa. Estou muito feliz por ver todo mundo reunido. Estou seriamente apaixonado pelo meu bolo, ele é de chocolate e amendoim, e também tem sorvete de Ferrero Rocher para comer com um bolo. Teria como ser mais delicioso? Acho impossível.

Enquanto eu conversa com o meu primo, Park Jimin, eu escutava meus parentes dizendo que eu seria um grande alfa, e aquilo apenas me deixou mais animado para descobrir meu Rank.

Hoje não é apenas meu aniversário, hoje é o dia de descobrir meu Rank. E estou super animado com isso. Semana passada eu fui no médico para fazer os exames e Dna para descobrir o meu abo, faz dois dias que minha mãe está com o envelope fechado do meus resultados. Eu tentei pedir a ela várias vezes para abrir antes, mas ela não o fez. Pois, era uma surpresa para ela, para mim e toda família.

Mas claro, quero ser um alfa como meu pai, todos querem que eu seja. É uma surpresa apavorante. E seu não for um alfa? Meu coração dói só de pensar nesta possibilidade, mas ser um Beta não seria de todo mal, porém todos dizem que eu pareço com um alfa, então, sonho em ser um.

As crianças corriam e riam, Jimin e eu corríamos atrás delas. Estávamos brincando de pega-pega no quintal. Como eu amo crianças, todos dizem que eu continuo sendo uma, mas não faz mal ama-las. Eu acho que o que todos precisam é de um pouquinho de compaixão, assim todos poderíamos sorrir sempre.

" Crianças! Vamos cantar parabéns " - ditou minha mãe entrando no quintal.

- Claro! - sorrimos e seguimos até ela.

Todos entramos em casa e corremos até a sala. Eu e as crianças estávamos super animados, cada um por um motivo diferente, uns pelo bolo, outros pelos balões e eu animado pela minha tão esperada descoberta sobre meu Rank. Eu estava alegre, eufórico, animado, eram tantos sentimentos que ficaria difícil de descrever todos.

O bolo estava sobre a mesa em um belo boleiro de vidro, enquanto a tampa está sobre a mesa. Na mesa havia várias guloseimas como; cupcake, brigadeiro, trufas e balas de côco, tudo estava perfeito. As crianças ficaram em frente a mesa junto dos meus outros parentes e eu atrás do bole.

Os flashes das câmeras estavam todos apontados em minha direção. Me sentia especial, minha família me fazia me sentir especial. Nunca poderia existir lugar mais agradável e família mais acolhedora. Hoje com toda certeza é o melhor dia da minha vida.

Meu pai apagou a luz, enquanto minha colocava as velas sobre o bolo. Uma vela tinha o formato do número um e a outra do número cinco. Ela acendeu a vela e me lançou um belo sorriso. Eu me sentia amado e querido por todos.

Todos começaram a cantar aquela música repetitiva que eu ouvia todo ano. Os sorriso e alegria se alastravam pelo ambiente.

" Feliz 15 anos
Qual será o seu Rank "

Cantaram o final adicionado na música em um coro. Nós soltamos uma risada ao ouvir o meu tio dizer;

" Um grande alfa "

Estávamos todos alegres. Minha mãe pegou o envelope rapidamente e o abriu, tirando o documento de dentro do mesmo. Eu a olhava curioso, mas me espantei ao ver seu sorriso sumir gradualmente.

- Ômega... - ela disse engolindo o seco e me olhando decepcionada.

Um ômega, eu era um ômega. Não sabia o que pensar ou como me sentir, mas ver aqueles olhares de desprezo sobre mim fizeram meu coração se apertar. Eu estava desolado sentia o chão a baixo dos meus pés desaparecerem, aquele sentimento era devastador, nunca imaginaria que tal dor caberia dentro do meu peito. Eu me sentia horrível com todos aqueles olhares me jugando e jugando minha mãe, pois tecnicamente seria impossível eu ser ômega, porque minha mãe é uma beta e meu pai é um alfa, e em nenhuma das duas famílias havia um ômega, então, para eu ser um ômega minha mãe teria que ter tido um caso com um, acredito que todos tenham chegado a mesma conclusão, pois a olhavam de maneira estranha e julgadora. Me sentia em um tribunal onde estou sendo acusado injustamente. Aqueles olhares eram matadores e mais a fiados que uma faca.

Minha mãe ficou sem reação, meu pai a olhava enfurecido. O alfa estava tão irritado que era impossível não notar. Minha mãe saiu do local as presenças; acredito que ela não aguentou todos aqueles olhares matadores sobre si, a jugando como uma meretrize.

Depois de alguns segundos observando a cena atentamente, percebo que meu pai havia saído do local. Muitos dos convidados se afastaram e começaram a conversar entre si.

" Tae-Hyung, podemos pegar os doces? " - perguntou algumas das crianças. Tão inocentes, não entenderam nada do que está acontecendo.

Eu assenti com a cabeça forçando um sorriso. Passei pelas crianças rapidamente, meu primo, Jimin, disse que ficaria tudo bem. Eu o abracei e segui até meus pais. Encontrei os mesmos conversando no quarto; conversando as escondidas. Fiquei a espreita, ouvido atentamente toda a conversa.

" Como pode meu filhote ser um ômega!? Você me traiu, não foi? " - ouvia a voz irritada do meu pai. Pude perceber que ele esteva tentando manter um tom baixo.

" O quê!? Não! Eu te amo, querido... Mas, você está certo... O Taehyung não é o seu filho " - me espantei ao ouvir minha mãe falar. Meu coração acelerou. Parecia que eu estava cavado cada vez mais para baixo sem colocar nenhuma escada para me apoiar. Minha vida inteira foi baseada em torno de mentiras. As lágrimas rolavam pelo meu rosto sem que eu pudesse controlar. Meus sentimentos estavam a transparecer em minha face, me sentia cada vez mais como um erro na vida dos meus pais. Eu abraçava meu corpo para tentar me consolar; falhando miseravelmente.

" Ele é filho de quem então? " - meu pai agarrou o braço da minha mão mostrando cada vez mais sua irritação.

" E-eu antes de te conhecer, conheci um ômega. Ele era um amor, e estava passando por momentos difíceis, e então, ficamos juntos durante um curto período de tempo. E-ele sumiu um tempo antes de eu descobrir que estava grávida do Taehyung... Então umas semanas depois eu conheci você... Eu sinto muito " - minha mãe fungava o nariz enquanto as lágrimas escorriam pelo seu rosto.

Vi meu pai jogar minha mãe brutalmente no chão. Ela estava devastada, o medo estava estampado em seu rosto.

" Você é uma puta de uma vadia! Como não me contou que estava grávida!? " - ele gritou irritado.

" Eu estava com tanto medo... De fica sozinha "

Vejo meu pai bufar e fechar os olhos fortemente. Ele fechou a mão em um punho e se afastou da minha mãe.  Ele parecia estar totalmente irritado, ele fazia de tudo para controlar sua raiva, porém eu sentia sua irá emanar e se espalhar pela casa.

" Eu dei tudo para você... E é assim que você me recompensa! Meus pais estavam certos sobre você. Não devia ter me casado com você " - meu pai cuspia as frases de ódio sem nenhum pudor.

Vejo ele se aproximar da minha mãe e puxar seus fios dourados fortemente. Eu tinha a certeza que ele a machucaria e eu não queria presenciar isso, como também não iria deixar que aquilo acontecesse. Minha família estava destruída e a culpa era toda minha.

Sem pensar duas vezes segui até minha mãe e empurrei meu pai, ou melhor, meu padrasto. Ele me olhou ferozmente, estava irritado por eu ter o impedido. Assim que adrenalina abandou meu corpo, senti o medo e o pânico me atingirem fortemente. Meu coração batia rapidamente, minha respiração estava descompassada. Eu queria correr, mas não deixaria minha mãe sozinha. Não naquela situação terrível.

" Quem permitiu que você se envolvesse? Ômega " - ele disse meu Rank com desprezo.

- V-você não pode machucar minha mãe! - Digo tentando me impor.

" Cale a boca, ômega! " - ele desferiu um forte soco de esquerda sobre meu rosto - " se ponha no seu devido lugar "

Eu engoli o seco e comecei a chorar novamente. Coloquei minhas mãos sobre meu rosto o escondendo. Ele estava certo, sou apenas um ômega, não poderia enfrentar um alfa, não agora. Eu não vou deixar ninguém me desrespeitar por ser um ômega, claro que eu preferiria mil vezes ser um alfa que um ômega, nessa época eu não sabia e nem tinha a esperteza de hoje em dia. Eu não sabia que eu poderia ser tão forte e tão ágil quanto um alfa, eu não imaginava nada que aconteceria depois. Eu me culpava por ser um ômega, eu me culpava por ter destruído minha família perfeita, mas não a o que culpar hoje em dia. Quando você não lembra, aquela dor nunca existiu.

Meu aniversário... O dia perfeito; o pior dia da minha vida. Dia 30 de dezembro de 2010, o começo da minha tortura. Marcado com agressão física, olhares julgadores e frases traumatizantes. Nunca me odiei tanto quanto esse dia, mas aquele foi só o início o pior ainda estava por vir e eu não fazia ideia disso. Nesse dia eu aprendi que ninguém nunca vai te aceitar pelo o que você é, vão te jugar, te rebaixar e menosprezar, mas não lhe ajudaram e ficaram ao seu lado, é uma pena. Por favor, não chore por mim, não mereço suas lágrimas.





Notas Finais


Ainda hoje sairá mais um capítulo, espero que não se decepcionem com a nova segunda temporada.
Até mais tarde.

Obs: se chegar uma notificação falsa é porque estou reescrevendo os capítulos passados.
^^


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