História Love? What is it? - Gaara. - Capítulo 42


Escrita por: e bianca_mdv

Postado
Categorias Naruto
Personagens Chouji Akimichi, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Kakashi Hatake, Kurama (Kyuubi), Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Personagens Originais, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Temari, TenTen Mitsashi, Tsunade Senju
Tags Colegial, Gaara, Konoha, Naruto
Visualizações 156
Palavras 2.095
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 42 - A verdade sobre Rasa.


- Ah... - murmurei com os olhos fechados com força, enquanto a doutora tentava tocar meu braço. Mesmo com anestesia, de alguma forma ele ainda doía. Como isso é possível? Pergunta pro Shukaku! 

Porra, com anestesia não dói em você mas dói em mim! 

- Hm... será que eu vou ter que aplicar mais anestesia? - ela perguntou claramente confusa, eu neguei. - Tem certeza? 

- Tenho sim. - se ela aplicasse mais anestesia meu braço ficaria uma semana sem se mover, com certeza! E mesmo o idiota do Shukaku sofrendo (quando ele sofre eu sofro, e quando eu sofro ele sofre. A vida é injusta) a mulher conseguiu engessar meu braço. Ele não tinha quebrado, mas havia sido bem danificado. Claro, culpa do Shukaku. 

E o que você queria que eu fizesse, ficasse lá parado enquanto ia pra dentro de um emo? Se bem que você também é um emo, então... 

Eu não sou um emo! 

É sim. 

Ah, vai se foder! 

Emo. 

- O senhor deve ficar de repouso por um tempo. - ela olhou para a porta. - Sua mãe veio lhe ver. - caminhou até lá e puxou a maçaneta, mamãe e Temari quase me mataram quando entraram. - Com licença. 

- Gaara, meu filho! O que você fez e onde se meteu?! O que aconteceu com seu braço? - ela perguntou com um olhar preocupado me apertando nos braços, e fiquei surpreso com a força que ela me abraçou mesmo estando naquele estado. 

- Ei, ei, calma aí! - falei e ela me soltou, ainda me olhando. Soltei um suspiro. - Eu estou bem. 

- Pirralho, você não parece bem. - Temari cruzou os braços, mas desviou o olhar quando percebeu o que disse. - Q-Quer dizer... - ela sempre me chamou de pirralho, mas dizer isso agora parecia estranho e constrangedor. Até por que não temos exatamente um bom relacionamento. 

- Hm... - murmurei olhando para Karura. - Eu preciso conversar com ela, pode sair, Temari? - perguntei e ela apenas assentiu, ainda um pouco envergonhada, e saiu da sala. 

- O que foi, meu filho? 

- ...por que não me contou? - perguntei baixinho olhando para meus joelhos, sem encará-la. A loira me encarou confusa. 

- Como assim? Não contei o que? 

- Sobre... você sabe bem do que estou falando. 

- Não, não sei. - ela levantou as sobrancelhas. - Do que está falando, meu filho? 

- Sobre o Shukaku. - falei e ela ainda continuou me encarando, o olhar confuso e as sobrancelhas erguidas. - Não se faça de desentendida! 

- Gaara, você ta bem? - pareceu preocupada. - Shukaku? 

Como assim... ela não sabe? Como isso é possível? Seria possível que... 

Rasa!

Levantei com o braço engessado mesmo, nem estava sentindo dor, e fui correndo até a porta. 

- Meu filho! - exclamou Karura se virando assustada para mim. - O que foi? O que está havendo?! 

- Onde ele está? Onde está o Rasa? - perguntei a encarando com a mão direita na maçaneta, ela me olhou ainda mais assustada. - Eu não vou fazer nada, só preciso falar com ele. - ela suavizou um pouco sua expressão, mas ainda estava preocupada. 

- Mas... sobre o que? 

- Não se preocupa, só... me fala onde ele está. 

- Eu acho que ele vive em um dos prédios da rua principal, mas... - ela nem terminou de falar e eu já disparei para o corredor. O que caralhos ele estava pensando em colocar isso dentro de mim sem minha mãe saber? Por que ela não sabe? Com certeza ele deve saber de alguma coisa! 

Shukaku, o que é que meu pai fez? 

Hm... é... então, cof cof... 

Shukaku! 

Eu não tenho que te falar nada, moleque! Na verdade, eu não tenho nem que falar com você! 

Arg, deixa pra lá! 

Parei na frente do elevador que estava voltando, e quando fui entrar tomei um baita de um susto. Quando eu tinha dado um passo pra frente, vi ele e caí sentado no chão, meu braço ferido gritou de dor e eu quase que gritei junto. Um braço esticado a minha frente oferecia ajuda, mas eu neguei. Claro que eu negaria. 

- Filho? - perguntou, o cheiro de bebida me fez ficar totalmente enjoado. - O que está fazendo aqui? 

- O que VOCÊ ta fazendo aqui?! - perguntei me levantando com dificuldade e dando vários passos para trás por conta do desequilíbrio. Olhou para baixo e coçou a nuca, parecia estar sem graça? Talvez. 

- Eu vim ver se... você... sabe, estava... bem... - suspirou. - Eu estava preocupado. 

Eu sei que ele realmente se preocupa comigo, e sei também que desde sempre fui seu filho preferido, mas isso não muda as coisas. Ele nunca colocava a culpa em mim, mas sim nos meus irmãos e principalmente na minha mãe. E ser o único defendido por ele só bagunçava a minha cabeça e me deixava culpado. Mas o porquê de eu ser seu filho favorito? Bom, talvez isso tenha uma explicação agora. 

- Hum. - murmurei olhando para o lado e depois para ele. - Preciso falar com você. - uma pequena esperança apareceu em seus olhos, mas ao ver minha expressão logo ela se apagou. 

- Eu sei sobre o Shukaku. - fui direto ao ponto e ele pareceu ficar sóbrio na hora de tanta surpresa, arregalou os olhos e quase perdeu o equilíbrio. 

- Ok, precisamos conversar fora daqui. 

 

 

 

Acabamos indo para um prédio no centro que realmente era onde Karura tinha indicado, então provavelmente era onde ele morava. Entramos num apartamento simples porém organizado, mas meu estômago revirou ao ver as garrafas de bebida no chão ao lado do sofá. Ele se sentou no sofá e passou a mão no cabelo, o bagunçando e fez sinal para que eu sentasse também, mas eu não o fiz. Ele então suspirou, com os cotovelos apoiados nos joelhos. 

- Como você soube? 

- Então é verdade? Você fez isso sem nem falar pra minha mãe? Qual é o seu problema?! 

- ...você não me respondeu! 

- Que coisa maravilhosa, eu tive que descobrir sendo sequestrado! - apontei para o braço esquerdo queimado, ele arregalou os olhos. 

- Sequestrado? Como assim?! 

- Isso não importa agora! - pra ser sincero, eu estava me segurando muito pra não pular no pescoço dele e deixar aqueles olhos bem roxos. 

- ...eu... não contei por medo. - suspirou. - essa coisa só sabe trazer problemas. 

- O que quer dizer com isso?! - perguntei e ele fechou os olhos, respirando fundo. 

- Shukaku, não importa o que você diga, eu vou falar. 

Não ouse fazer isso. - eu falei. Espera... o que? Eu falei?! E que voz é essa? Shukaku, você fez isso? - Boca fechada, seu inseto. - Como é que é?! - Eu não disse isso... 

- Eu sei, foi ele. - me encarou. - Do que adianta me ameaçar agora? Não tenho mais a minha família, minha ex mulher teve um ataque cardíaco, meus filhos me odeiam... Quem se importa? 

- Eu mato o garoto! - espera, que? Você... vai fazer o QUE?! 

- Você não o mataria e eu sei muito bem disso. É difícil viver dentro de mim, não é, Shukaku? - sorriu de canto, mas vi que era um sorriso fingido. 

- Da pra vocês dois me explicarem o que ta acontecendo aqui?! - perguntei confuso e irritado por Shukaku estar me usando para falar com ele. 

- Eu vou contar, e você não vai fazer nada, está me ouvindo?! - Rasa aumentou o tom e senti uma inquietação dentro de mim, um desconforto que com certeza indicava que Shukaku não estava gostando disso. - Por favor, Gaara, me ouça. Eu devia ter contado isso desde o início, mas você estava longe e... enfim. - ainda hesitante, eu concordei em sentar. Mas sentei no outro sofá. 

- Quero explicações. - exigi, ele pareceu se preparar antes de falar. 

- Não duvide de mim, Rasa! - Shukaku rosnou me usando para falar, eu podia sentir o ódio dele borbulhando dentro de mim. 

- Ignore-o. - pediu. - Ok... por onde eu começo... 

- Eu já sei o que é um Jinchuuriki, Bijuu e sei que se eu morrer e ele não for transferido, ele morre também. Pula essa parte. 

- Ah, certo. - pigarreou. - Bom... os Jinchuurikis são basicamente de nove famílias, sendo que quem tem a "Posse" das Bijuus são apenas aqueles de linhagem sanguínea ao seu antecessor. Hm... claro, a família Sabaku é uma delas, mas eu meio que... não sabia disso. Enfim, eu descobri uma semana depois que casei com a sua mãe e digamos que não aceitei a ideia. Eu era inconsequente e casei cedo, por que achei que isso daria certo? O Shukaku entrou em contato comigo pela primeira vez, ameaçando que se eu não fosse atrás da Kyuubi assassinaria sua mãe. 

Shukaku?! 

...

Desgraçado, agora você não responde! 

- Mas... por que a Kyuubi? 

- Não sei, acho que eles não se entendiam muito bem. Enfim... eu fui atrás, pois mesmo sendo um idiota eu amava sua mãe mais que tudo. Ele me disse que era alguém da família Uzumaki, e eu fui atrás. Hm, bem... a Kushina meio que... me deu uma bela surra. Talvez por isso nunca gostei dos Uzumakis. E eles também não gostam muito de nós. - talvez por isso eu nunca gostei dos Uzumakis, por influencia dele. E talvez mesmo o Naruto tenha sido influenciado por sua mãe. - E então eu descobri que, quando você usa substâncias que fazem mal como cigarros, bebidas e etc, comecei desesperadamente a beber. No início era apenas para, de alguma forma, expulsar o Shukaku. Mas acabei por realmente ficar viciado, e não conseguir parar mais. - eu o encarei boquiaberto. 

- Você... então quer dizer que... - eu nem sabia o que dizer. 

- Sua mãe engravidou. - ele continuou. - nasceu uma garotinha linda, a Temari. Um ano depois, veio o pequeno Kankuro. E depois, nasceu você. - me olhou. - naquela época, eu já não aguentava mais. A pressão que o Shukaku me causava era horrível e eu praticamente não conseguia dormir. O desgraçado me ameaçava, dizendo que eu devia ir novamente atrás da Kyuubi. E então, eu cometi o pior erro da minha vida. Eu o coloquei em você, meu filho. - eu nem me movi, estava sem palavras. - Meu egoísmo fez você sofrer. É claro que no começo tudo estava bem, mas... ele acordou. 

- A primeira vez que isso aconteceu foi no colégio. - mantive a postura firme, mas estava todo embaralhado por dentro. 

- Não, não foi... - suspirou. - Foi quando você tinha quatro anos e sua irmã tinha seis. Ela viu, Gaara. Você quase atacou ela. E quando isso aconteceu, a culpa me dominou. E no que eu descontei? - suspirou, escondendo o rosto nas mãos. - Na sua mãe. 

- . . .

- Foi horrível, eu me arrependi tanto... coloquei a culpa nela, por eles terem ido embora, mas a verdade é que sempre foi minha culpa. Mas eu nunca parava, nunca aprendia. Até que chegou um dia... que ele acordou de novo. 

- . . .

- Você me atacou, e ele usou seu ódio para o próprio benefício. Ele queria dominar você. Nem todo Bijuu faz isso pois é arriscado para ambos, mas não existem limites para o uma cauda. Me separei da sua mãe e todos vocês me odeiam. Final feliz. - finalizou de cabeça baixa. 

- . . . 

- Gaara? 

- . . .

- Filho? 

Abri a boca e fechei novamente. 

Levantei e saí de lá, sem dizer nada. Desci as escadas mesmo, saí do prédio e comecei a andar pelas ruas. 

Seu... seu... 

E eu pensei, por um mísero segundo, que você era simpático. Seu... 

Você fez a minha família se despedaçar, você fez eu me afastar da Bianca... 

Seu... 

Eu nunca disse que seria seu amigo. 

É claro, meu pai ainda é um idiota e desgraçado, mas se não fosse esse Shukaku... se não fosse ele... 

Você é nojento. 

Blá blá blá, papo de adolescente. 

Escuta aqui garoto, se você começar a beber que nem um retardado que nem seu pai pra me expulsar, saiba que não vou sair! 

Eu não me importo mais com você. Espero que morra. E eu nunca beberia só pra te expulsar, você não merece. 

Blá blá blá. 

Quando eu chegar naquele hospital, vou ter uma conversa com a Temari. 



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