1. Spirit Fanfics >
  2. Love Will Remember >
  3. Human

História Love Will Remember - Capítulo 6


Escrita por:


Capítulo 6 - Human


    Los Angeles, Califórnia. 

 O meu coração se apertava em vê-la naquela posição para fazer a quimioterapia. O câncer era uma doença que deixava muitos danos no semblante da Emory, eu como mãe precisava fingir um sorriso para deixá-la segura. 

Às vezes me faltava um equilíbrio emocional.

O que eu mais admirava em minha filha era a maneira tranquila que seus olhos azuis destacavam. Havia um sorriso doce refletindo em seus lábios para tentar me tranquilizar. Ela não queria que eu chorasse, mas era inevitável não encher os olhos de lágrimas e sentir pena do seu estado. 

Porque ela só tinha 10 anos e já enfrentava tantos desafios que a vida lhe proporcionava.

Sentia raiva de como a vida era injusta com ela. Emory merecia ser aquela criança que estaria brincando e aproveitando a melhor fase da infância, entretanto ela era obrigada a se entupir de remédios e ficar fraca depois de um processo de quimioterapia. 

Doía para mim ter que aceitar aquilo.

— Mamãe, vai ficar tudo bem.— Despertou-me apertando a minha mão de uma maneira singela. Sua voz genuína me trazia conforto. Era como se ela percebesse o quanto eu estava emotiva em vê-la daquele jeito. 

— Eu sei que sim.— Forcei um sorriso fraco tentando não deixá-la preocupada. — Você é forte.— Acrescentei, e a minha garotinha balançou a cabeça de um jeito engraçado, sorrindo.

Emory conseguia ser muito otimista em  enxergar o lado bom da coisa.  Por mais que a doença pudesse atacá-la seu sorriso conseguia transmitir paz. Era uma determinação que ela tinha em se erguer cada vez que o câncer tentava derruba-lá.

— obrigada, mamãe! Você é a minha rainha.—Seus olhinhos brilharam em declarar as tais palavras, tentei conter as lágrimas.

— Oh, meu amorzinho!— Exclamei emocionada.— Tudo que eu faço é por você. E para você.— Segurei sua mãozinha frágil dando um beijo carinhosamente no topo. — Eu que agradeço em ter uma princesinha tão guerreira e que faz os meus dias ficarem ainda melhores. — Suspirei, com o coração apertado.— Mamãe te ama. 

Dei um beijo na sua testa declarando o quanto eu me sentia grata por te-lá como minha filha. Era um sentimento incondicional de uma mãe que trocaria de lugar com ela sem nem hesitar. Gostaria de sofrer suas dores só para aprecia-lá sendo uma garotinha livre e tendo vários amigos. 

Emory tinha restrições e às vezes eu me sentia protetora demais, principalmente com medo que houvesse algum tipo de preconceito de alguma criança da sua idade. Pela falta de entendimento algumas coisas poderiam colocá-la para baixo, Camila achava uma bobagem da minha parte priva-lá de atividades normais. 

 Havia rastros de palidez em seu rosto fraco. Seus olhos estavam fundos como uma criança enferma. Na sua cabeça havia um lenço rosa para esconder a falta do cabelo. Por mais que o quadro da Emory estivesse estável, eu não gostava de vê-la daquele jeito. 

  O momento durou pouco.

Fomos interrompidas quando Justin adentrou no quarto do hospital trazendo alguns balões e a cachorrinha que ele havia prometido em comprar para nossa garota. No início eu não gostei muito da ideia em ter um animal de estimação porque Emory poderia ser alérgica. Porém, o médico autorizou porque iria fazer bem para o  emocional dela em não se sentir sozinha e excluída.  

Ela precisava sorrir para vida com outros olhos.

— Atrapalho as minhas garotas?—   Mencionou ele enfatizando " minhas garotas " automaticamente minhas bochechas coraram. Eu ainda estava me acostumando em tê-lo presente.

Emory foi a única capaz de respondê-lo. 

 O amor poderia ser construído com incertezas, mas não bastava. A minha história com Justin significava muito mais além que um amor de adolescência, havia um turbilhões de contextos que ultrapassavam aqueles limites. Poderíamos até explodir o planeta se desse, a terra poderia se dividir em mil pedaços e restaria lá apenas Justin e Selena se amando mesmo não estando juntos.

Um pouco clichê?

Ele deixava as minhas pernas bambas toda vez que soltava um charmoso sorriso de canto. 

Seu jeito elegante de usar um terno alinhado e bem formal, o deixava totalmente sexy e atraente. Nem parecia aquele da época do colegial que era o capitão do time de basquete.

Justin se aproximou até a maca que Emory estava. O loiro sabia fingir que tudo estava bem na frente dela, ao contrário de mim, por ser emotiva demais acabava revelando os meus medos. 

A cachorrinha deu um latido aparentemente feliz por conhecer sua pequena dona. Sorri aliviada em notar o quanto a minha adorável filha parecia alegre. Era lindo a forma que seus olhos azuis brilhavam, além de esbanjar um sorriso no rosto. 

A felicidade era apenas um sentimento que ao se evoluir tornaria algo enorme.  

Ser feliz traria energias positivas e minha menina merecia aquele tipo de tratamento. 

— Você quer pega-lá?— O homem ofereceu,  imediatamente dei alguns passos na intenção de impedir.

— Bieber, acho melhor não! A cachorrinha pode morder ela.— Neguei receosa, notando o quanto Emory estava ansiosa e sua cara se desfez com as minhas palavras. Não queria deixá-la triste, mas era questão de cuidado. 

— Ela é mansa, Sel.— Garantiu  ele enquanto acariciava os pêlos da cadela que estava tão fofinha com um laço e um vestidinho pink. Qualquer criança amaria a cachorra!

— Não sei...— Recuei, pensativa. 

— Deixa, mamãe! Por favor.— Suplicou choramingando como uma criança que deixava qualquer mãe sem saída. Odiava dizer um não a minha filha. 

— Tá bom, só um pouquinho. — Assenti, ela bateu palmas feliz e Justin foi na onda comemorando. Ele agia como um infantil na presença dela.

— Oh meu Deus, ela gostou de mim, mamãe!— minha menina exclamou toda boba deitando a cabeça da cachorrinha no seu braço.

— Você vai precisar escolher um nome pra ela, meu amor.

Avisei pegando disfarçadamente na mão do Justin, ele olhou para mim um pouco constrangido. Estávamos tímidos na presença um do outro, mas eu percebia que havia alguma coisa acontecendo. Seus orbes revelavam que ele precisava conversar comigo urgentemente. Talvez se tratasse do seu divórcio conturbado.  

— Esther, mamãe! Ela vai se chamar Esther.— Despertei com a voz animada da Emory, era admirável vê-la eufórica. 

— Por que Esther?— Justin questionou curioso e segui a direção que seus olhos tensos foram até ela. 

— Como a mamãe não pode me dar mais uma irmãzinha, pra combinar com o meu nome eu escolhi esse.

Deu de ombros inocentemente e a primeira parte foi a que mais chamou a atenção do loiro "por quê?". Depois eu teria que explicá-lo o motivo de não poder ter mais filhos. 

O que me assustava às vezes era caso Emory precisasse de uma medula eu precisaria ter um outro filho com Justin para ser compatível. A chance de acontecer era mínima e eu me arrependeria pro resto da vida se a minha filha morresse por minha culpa.

 "Eu posso fingir um sorriso

Eu posso forçar uma risada

Eu posso dançar e atuar

Se é isso o que você pede

Te dar tudo o que eu sou"

"Mas eu sou só humana

E eu sangro quando caio

Eu sou só humana

E eu me despedaço e eu me quebro"- Human, Christina Perri.


Notas Finais


O capítulo saiu pequeno porque eu preciso atualizar a minha outra fanfic que deveria ter sido atualizada ontem. Espero que gostem!<3 eu amo muito a relação saudável da Emory e da Selena 🥺❤️ elas são muito mãe e filha 🥰 o que acharam?


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...