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História Love Yourself : Tear - Kim Taehyung - Capítulo 5


Escrita por:


Notas do Autor


Mais um capitulo, feito pela Tia Byun ♡

Capítulo 5 - Five


"Me disseram uma vez, que o único problema da dor é que ela precisa ser sentida"

-(S/N)

_____ Point Of View

Demorou apenas um dia para eu receber a ligação de Namjoon perguntando se eu poderia ir hoje a residência dos Kim ajudar seu irmão mais novo, segundo ele, desde que Taehyung voltou do hospital não come, não bebe nada e principalmente, não sai do seu quarto para ver a luz do dia. 
Hoje era o meu dia de folga, e onde eu estava? Aqui no carro da família Kim, sendo levada para a casa dos mesmos. Depois disso, Namjoon disse que me acompanharia até o meu local de trabalho para doar os livros, minhas crianças precisam disso. 

Não demorou muito tempo para que chegássemos em frente à grande mansão, e eu me senti tão pequena em frente ao tanto de dinheiro que eles tinham... Poderiam pensar que eu estava me aproveitando da situação? Talvez.
O motorista disse para eu aguardar em frente à porta de entrada que ele iria chamar um dos meninos, assenti e o obedeci, me virando de costas para a grande porta principal. 

Me encontrava admirando o jardim, até ouvir passos atrás de mim e me virar tendo uma visão muito fofa. Namjoon de cabelos desgrenhados, sua camisa abotoada errada sobre sua bermuda jeans e descalço. Ri baixinho de como o encontrei e sorri para ele. 

— Bom dia, senhor Kim. — me curvo e ele franze a testa. 
— Namjoon, apenas. — diz e sorri revelando suas belas covinhas — Do que ria à pouco tempo? 


— Sua situação, Namjoon. — digo tirando o meu celular para que ele use de espelho e se olhe —  Acabou de acordar? 


— Na verdade, acabei de sair do banho. — riu — Me apressei em vestir - me para te atender. — sorriu —  Entre, vou chamar o SeokJin. 

Ele me deu passagem, dizendo para me sentar no sofá e ficar confortável, porém mantive minha postura ao lado da porta enquanto ele ia chamar seu irmão. Poucos minutos depois, os dois se encontravam descendo as escadas e quando o SeokJin me viu, abriu um sorriso, mas logo fechou e encarou o Namjoon. 

— Eun Gi disse e eu concordei, tudo o que o Taehyung precisa agora é da família, Namjoon. — ele disse e por um lado estava certo, eu era uma intrusa qualquer que o salvou do pior. 


— Se Eun Gi tivesse a capacidade de tirá-lo daquele quarto, ele estaria aqui agora. — Namjoon suspirou — Se não fosse pela _____, talvez Taehyung não estivesse aqui mais, Jin. 


— Eu não quero nada em troca do que eu tentarei fazer pelo irmão de vocês. — digo em um tom bom para que os dois me ouvissem — Afinal, uma vida não tem preço. E, eu não posso deixar de concordar com você, SeokJin... Realmente a família é muito importante nesse momento, mas talvez alguém que já esteve na mesma situação... Perdida, sem sentido algum na vida, poderá ajudar também. — digo de cabeça baixa.

— Jin, ______, já te disse aquele dia. — ele sorriu —  Tudo bem, aproveite que ele está acordado e que Eun Gi foi resolver algo com o pai dela... Te levarei ao quarto dele. 

Eu assenti e ele se voltou para a escada e eu o segui, fomos para um corredor não tão extenso e paramos em frente à uma porta de madeira escura, assim como deveria estar a alma dele nesse momento. Ele disse que nos deixaria sozinhos e saiu de minha vista. 
Fiquei um minuto encarando aquela porta, sem saber o que fazer, até que tomei coragem para dar leves batidas nela, esperando uma resposta. 

— Jin, eu já disse que não irei comer e nem sair daqui. — a voz rouca ressoou pelo cômodo fechado até atingir meus ouvidos. 


— Olá, Taehyung. — digo e escuto um movimento dentro do quarto, as molas da cama rangeram —  Estão preocupados com você, até me caçaram para vir aqui falar com você. — digo e encosto minha testa na porta — Abre, vamos conversar. 


— ______?  — ele parecia estar mais próximo da porta — Como me achou? 

— Sim, anjo, sou eu. — ri um pouco — Não te achei, seu irmão Namjoon me caçou e disse que você estava pior do que antes. E eu estou aqui pra ajudar. — disse na esperança do mesmo abrir a porta. 

Quando a porta se abriu, algo inesperado aconteceu, ele me abraçou e eu senti suas lágrimas rolarem de seu rosto e pingarem em meu moletom, sob meu ombro. Ele fraquejou e seu corpo caiu de joelhos, mas o mesmo não soltou minha cintura, continuou agarrado à ela e chorando encostado em minha barriga. 
Acariciei seus cabelos, enquanto os soluços do mesmo ressoavam livres pelo corredor e pelo resto daquela mansão silenciosa. Vi Jin e Namjoon dobrarem a esquina do corredor e paralisaram ao vem Taehyung fora do quarto, chorando. Com a minha mão livre digo para os dois saírem dali e eles obedecem, indo para outro lugar. 

— Taehyung? — o chamo e ele olha para cima, buscando meu olhar mesmo com seus olhos cheios de lágrimas –  Vai tomar um banho, trocar esse pijama, tá bom? — perguntei e ele assentiu —  Coloque uma roupa bem bonita, que vamos descer para comer algo e depois vamos sair. 


— Fique aqui no meu quarto? Quero ter a certeza de que não vai embora. — ele diz se levantando e eu assinto. 

Entramos em seu quarto completamente escuro, ele acende a luz e eu vou em direção à enorme janela encoberta pelas cortinas escuras, as abro dando lugar para a luz solar brilhar dentro do quarto. Logo em seguida, abro a janela para dar uma arejada no local. 

— A partir de hoje, você vai se levantar todos os dias e abrir essas cortinas e essa janela, tá? — digo e aliso seu rosto angelical, mesmo estando maltratado pelas noites mal dormidas e sem coloração alguma, pois o mesmo não come nada à muito tempo. — Ar fresco faz bem, acredite em mim. 


— Eu vou tomar banho, me espere. — ele diz pegando a toalha e uma roupa que tinha separado, entrando no banheiro. 

Olho pelo local e realmente, está um caos. Começo uma rápida arrumação, começando pela cama e depois para os objetos cortantes jogados ao chão. 


Um tempo depois, que eu diria ser uns vinte minutos após o mesmo entrar em seu banho, ele sai do banheiro vestido com uma calça jeans preta com um rasgo no joelho, camiseta branca larga, tênis da mesma coloração da camiseta e secando o cabelo com a toalha. Seu olhar vasculha o quarto, que agora estava organizado e depois paira seu olhar sobre mim. 

— Não precisava arrumar nada, _____. — diz constrangido e eu rio. 
— Ficar parada nunca foi meu forte, Kim. -digo sorrindo e ele deixa a toalha sobre a cadeira.- Vamos comer agora e depois iremos sair. 

Ele assente e segura minha mão, como se buscasse coragem para sair do quarto, e o aperto de minha palma na sua, foi o que lhe deu forças. Abriu a porta e saiu me arrastando para a escada, eu não resisti, apenas me deixei ser levada. 
Descemos os degraus sem pressa alguma e logo depois, estávamos na cozinha, onde a mesa já estava sendo posta, com Namjoon e Jin sentados em seus respectivos lugares. 

— Bom dia, irmãos. — ele deu um sorriso mínimo e se sentou. 
— Aí meu Deus, você saiu do quarto! — Jin exclamou e quando viu seu irmão mais novo comendo uma torrada sorriu abertamente- E está comendo também! Que alívio. 


— Sente-se, _______. — Namjoon me convida e eu nego encostada no batente. 


— Já me alimentei antes de sair de casa, meninos. — digo e escuto o barulho de saltos batendo contra o piso de porcelanato. 

O silêncio se instala na cozinha e eu fico desconfortável quando Eun Gi aparece na minha frente, me olhando com desprezo, mas sua feição muda quando vê Taehyung. 

— Amor, você saiu do quarto e está comendo! — diz com aquela voz enjoada, meu Deus. 


— Oi Eun Gi. — diz simples e toma um copo de suco de laranja — Vamos, _____?

 
— Coma mais, Taehyung. Duas fatias de torrada e um copo de suco não sustentam ninguém. — digo sorrindo e ele me olha assentindo voltando a se alimentar. 


— É um anjo! — Namjoon sorri para mim, e aí Eun Gi se dá conta de quem sou eu e me olha. 


— Namjoon, eu achei que tinha deixado claro que só a família cuidaria de Tae. — ela diz encarando o mais velho. 


— A família não está tendo hesito em cumprir o dever, Eun Gi. — Jin diz e volta a comer tranquilo.


— Sem brigas na frente dele, gente, isso magoa. — digo me referindo ao Taehyung que comia em silêncio e o semblante tristonho voltou ao seu rosto. — Vou sair da cozinha para vocês ficarem mais confortáveis, estarei lá fora se precisarem de algo. 

Me curvei e antes de sair, ouvi a garota dizer: "Nem deveria estar aqui, para começo de conversa.", apenas respiro fundo e sigo para a porta principal, saindo da casa e me sentando de frente para o jardim em um dos degraus da entrada da luxuosa casa. 
Ouço a porta se abrir e o barulho de saltos contra o chão preenche meus ouvidos novamente. 

— Podemos ir agora, _____? — ouvi a voz de Taehyung e me levantei. 


— Claro, vamos. — disse e quando ele ia pegar minha mão, Eun Gi entrelaçou seus dedos nos dele, e ele apenas meneou com a cabeça em real reação de tristeza. 

Fomos até o carro de Taehyung, e ele disse para eu ir dirigindo, assenti entrando o lado do motorista, Tae se sentou ao banco de passageiro e Eun Gi foi no banco de trás, bufando. 

— Me diz, onde é seu lugar favorito? — perguntei com o olhar atento na estrada- Podemos ir lá, relembrar momentos bons é sempre bom. 


— Um parque, não tão longe daqui. — diz ele e sorri minimamente, aquele sorriso quadrado é de matar qualquer uma. — Eu sempre ia lá com meus irmãos quando éramos mais novos. 

Assenti e segui suas instruções para chegar ao parque. 

Após uma manhã incrível e cheia de risadas de Taehyung enquanto brincava no balanço e corria atrás de mim, parecendo se esquecer dos problemas e da tristeza, vamos à um restaurante próximo para almoçar. Eun Gi estava emburrada, achei estranho pois ela tinha de estar feliz demais por ter seu namorado sorrindo novamente. 
Estávamos sentados à mesa, esperando nossos pedidos chegarem, e Tae falava animadamente de seu anime favorito e eu escutava como se fosse a coisa mais importante que eu tinha de fazer da minha vida, e com toda a certeza era. 

— _____? — ele me chama e eu o olho — Você disse que tinha perdido alguém também, quem foi? 


— Minha avó... faz dois anos, mas eu ainda não superei totalmente. — digo olhando para mesa —  No começo, me senti igual você, mas não tinha irmãos e muito menos namorado para me ajudar... Entrei em depressão profunda, foi quando achei Rosé, ela me curou. — sorri para a mesa me lembrando das palavras de conforto da Rosé. 

Quando ele iria falar algo, nossos pedidos chegaram, comemos conversando ainda sobre o assunto e Eun Gi nos olhava com total desgosto. Acabamos rapidamente e voltamos a conversar normalmente, agora com nossas bocas livres da função de mastigar, e antes do assunto prosseguir, Eun Gi se pronuncia. 

— Essa merda toda, é frescura! — ela diz e o Taehyung abaixa a cabeça —  Sua mãe morreu porque estava na hora e você não poderia ajudar de qualquer jeito, Taehyung. Câncer não se cura assim, e ainda bem que a sogrinha faleceu logo, para se livrar da dor causada pela doença e pelos lamentos do filho mimadinho dela. — ela encara Taehyung —  Você é mimado, e por ser assim, tá com essa frescura de não comer e não sair daquela merda de quarto chorando por quem já se foi, invés de dar valor à quem ainda está com você. 

Eu a olho incrédula com o que eu acabei de ouvir, ela é um monstro! Meu Deus. 
Olho para Tae e ele estava chorando, era a terceira vez que eu o via chorar e isso me cortou o coração, ver alguém que se ama falar que tua doença é frescura, não é suportável. 

— Você é tão inútil que nem amor sabe dar aos outros, sua asquerosa! — Digo e caminho até Tae — Sai daqui antes que eu perca a cabeça e faça você se arrepender do que disse. 


— _____, não... -ele diz com um fio de voz e me abraça de novo, curvando seu corpo, pois eu estou agachada à seu lado. 


— Vocês são patéticos. — ela se levanta e sai do estabelecimento. 

Acalmo Taehyung antes de irmos pagar a conta e seguirmos para o carro, o mesmo olhava pela janela e mantinha o semblante triste. Decidi levá-lo ao melhor lugar de Seul, meu local de trabalho. Crianças animam qualquer um, vão animá-lo também. 

Depois de passar uns vinte minutos dirigindo, estaciono em frente ao prédio ao qual trabalho, e ele me olha confuso. 

— Te mostrarei a minha alegria de todos os dias, vamos? — perguntei e ele assentiu saindo do carro. 

Sai e dei a volta parando na frente do mesmo estendendo minha mão para que ele à pegue. O arrastei para dentro do local indo até a área de recreação, onde as crianças estavam. Quando me viram, correram até mim me abraçando. 
Eu era responsável por dez crianças, cinco meninos e cinco meninas, todos lindos e tinham idade entre três e quatro anos. 

— Noona! — Seulgi disse me abraçando — Quem é o Oppa? 


— Taehyung, pequena. Amigo de sua Noona. — sorriu se agachando e as meninas o olharam encantadas. 


— Huh, é um príncipe, Noona? — perguntou Neoul, e eu ri. 


— Você é muito lindo, titio. — disse Hanabi, minha japonesa favorita do mundo todo. 


— Parece um anjo. — Haneul sorriu para Taehyung.


— Ou um modelo! — Hana sorriu também e Taehyung riu das menininhas. 

Elas o abraçaram e ficaram conversando com ele, que sempre mantinha um sorriso no rosto, e falava animadamente. Nem parecia que tinha chorado há minutos antes, por causa de sua namorada babaca. 
O mesmo começou a brincar com as crianças e eu observava tudo com calma, até sentir uma mão quentinha em meu ombro, olhei para trás vendo Namjoon com caixas ao seu lado no chão. 

— Eu ia levar para diretoria, mas vi você aqui. — sorriu para mim.

 — Ele está feliz, huh? Ele sempre amou crianças, seu maior sonho é ser pai de uma bela garotinha. — Namjoon disse rindo vendo Taehyung pegar Hana no colo e esfregar seu nariz na bochechinha dela arrancando risadas da menor. 


— Crianças são o melhor remédio para tudo. — digo olhando atentamente a cena- Namjoon? — o chamei.


— Huh? — respondeu olhando para meu rosto. 
— Eun Gi é tóxica, não deixe ela influenciar o Taehyung. — digo olhando para o mais velho ao meu lado- Por favor, senão minha ajuda não valerá de nada. 


— Verei o que posso fazer. — diz sorrindo e volta a pegar as caixas — Vou levá-las para diretoria, te vejo na minha casa. 

Assinto e assisto o mesmo levar as três caixas recheadas de livros para a diretoria. 

Após a tarde cheia de sorrisos, voltamos para a casa de Taehyung, estacionei o carro e o acompanhei até a porta. Ele a abriu e eu virei minhas costas, e quando iria descer os degraus, o mesmo segura em meu pulso. 

— ____, obrigada pelo dia de hoje! — ele sorriu tímido —  Mas não perca seu tempo insistindo em mim, não tenho mais salvação. 


— Toda vida tem salvação, toda tristeza tem cura, toda dor passa. — digo olhando para o mesmo — E eu darei meu máximo para curar você, anjo! 

Sorri para ele e beijei sua bochecha saindo de sua vista, caminhando para fora da propriedade indo pegar um táxi. 
Eu não desistirei de você, Kim Taehyung! 


Notas Finais


Créditos ; @byunmahina


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