História Lovely - Clace - Capítulo 2


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Categorias Os Artifícios Das Trevas (The Dark Artifices), Os Instrumentos Mortais, Shadowhunters
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Céline Herondale, Clary Fairchild, Emma Carstairs, Imogen Herondale, Isabelle Lightwood, Jace Herondale, Jem Carstairs, Jocelyn Fairchild, Jonathan Christopher Morgenstern, Julian Blackthorn, Livia Blackthorn, Luke Graymark, Magnus Bane, Mark Blackthorn, Maryse Lightwood, Max Lightwood, Robert Lightwood, Simon Lewis, Stephen Herondale, Valentim Morgenstern
Tags Clace, Malec, Sizzy
Visualizações 36
Palavras 2.512
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishoujo, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Hentai, Literatura Feminina, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oie!
Tudo bom?
Segundo cap pra vcs!
Bj Bj

Capítulo 2 - Promete?


Fanfic / Fanfiction Lovely - Clace - Capítulo 2 - Promete?

Clary Fairchild Narrando.

3 de Setembro de 2012.

-Mãe? – perguntei ao escuro, não sabia exatamente onde eu estava, tinha nove anos na época, eu sabia que não tinha como escapar agora, mesmo sendo uma criança, eu caminhei mais adentro do corredor e avistei uma luz ao fundo, tinha acordado com gritos, me olhei no espelho do corredor e vi que estava em casa, tinha acabado de acordar – no meio da noite – gritos preenchiam o ambiente.

-Você é totalmente maluca Jocelym! – reconheci a voz de meu pai em um tom alto.

-Você deveria se perguntar a mesma coisa! – dizia minha mãe também gritando, eu conseguia ouvir tudo do meu quarto mas resolvi descer e dar uma olhada, ouço passos enquanto estou escorada na grade da escada, meu irmão Jonathan me abraça e eu tento protestar quando ele vai me afastar da briga.

-Jonathan me solta! – grito, quem diria que uma criança poderia gritar tão alto, meus pais se assustam e nos olham, a expressão de minha mãe suaviza e ela sobe as escadas em minha direção e de Jonathan, ela se ajoelha em minha frente, seus cabelos ruivos caem sobre os ombros e ela tira uma mecha do meu cabelo da frente do meu olho e sorri.

-Está tudo bem querida, você e seu irmão podem ir dormir agora, tudo bem? – eu assinto e Jon sorri cúmplice e me pega pela mão, eu aceitei, aquele dia eu aceitei, assim como todos os outros antes desse, mais assim que eu acordei de manhã eu tive uma surpresa nada agradável, meu pai estava no pé da minha cama e sorria, mas não o sorriso que ele sempre tinha no rosto, esse era um sorriso triste eu levantei e andei até ele com as minhas perninhas de criança e o abracei ele segurou minha cabeça e eu afundei em seu ombro, os braços de meu pai me envolveram facilmente e com força, eu me afastei depois de alguns segundos.

-Papai o que aconteceu? – eu perguntei já com cara de sono, as lágrimas gritavam nos olhos de meu pai.

-A sua mãe foi embora... – disse e chorou abaixando a cabeça, eu caí sentada na cama e comecei a chorar.

-Pa-papai e-e-ela va-va-vai vo-vo-voltar? – perguntei e Jon entrou pela porta, ele se sentou ao meu lado na cama e me abraçou.

-Não filha, ela não vai voltar. – é só o que meu pai consegue dizer, depois ele me abraça.

-Va-vai fi-ficar tu-tudo be-bem papai. – digo baixinho, ele fica assentindo sem parar e eu e Jon passamos as mãos nas costas dele.

 

***

Clary Fairchild Narrando.

10 de Agosto de 2018.

Eu levantei eram seis e trinta e cinco, o despertador gritava e eu peguei meu celular o desligando, o frio do inverno batia forte no piso de carpete do meu quarto, eu desci da cama lentamente e fui ao banheiro, tomei um banho escutando música, era uma música de um Dj brasileiro, Vintage Culture. Depois de alguns minutos eu desci colocando uma blusinha de mangas compridas, uma calça e pegando minha bolsa, depois ouvi o chiado da pia e a água escorrendo, sinto o cheiro das panquecas, desço correndo e me deparo com meu pai e Ros fazendo comida os dois riam e brincavam o tempo todo.

-Bom dia querida, atrasada de novo! – diz meu pai vindo e me dando um beijo na minha testa eu sorrio e vou até Ros e ela me abraça, Ros é como uma mãe para mim e para Jon, eu e ele a amávamos como tal, ela está com a gente desde os nossos dez anos de idade.

-Vocês dois... cuidem-se! – diz Ros depois que meu irmão desce com o uniforme do time e da The Knox School – St. James, eu e meu irmão corremos para o carro que está na garagem do condomínio e entramos depressa, depois que ele dá partida eu e ele saímos em direção á ilha, depois de alguns minutos chegamos á escola.

Eu saio de dentro do carro com os fones de ouvido escutando a música Prayer In C – Robin Schulz, eu vou em direção a escola, do estacionamento vejo um grupo de meninas se aproximar do meu irmão  “Só porque ele tem um Porsche?! Sério?”, eu vou em direção a classe  e escuto passos atrás de mim, os armários começam a ficar embaçados, minha cabeça gira, “Merda de Metanfetamina”, olho aos lados e corro em direção ao banheiro, meu cabelos desamarrado cai em meu rosto quando eu o lavo, me olho no espelho e vejo o reflexo de Isabelle no espelho.

-Seu irmão está sabendo disso? – pergunta e eu balanço a cabeça, ela cruza os braços. – Clary... quantas vezes eu já te disse? – diz meio irritada, reviro os olhos e viro para encará-la, ela me olha de cima a baixo, a droga já deve ter feito efeito porque quando percebo ela já está me segurando em seus braços morenos e enfiando a mão na minha goela. Começo a me debater.

-Isabelle... me solta... – tento falar, ela não escuta e continua tentando me fazer vomitar. Nada, ela vira minha cabeça e começar a me cheirar.

-Você cheirou essa merda Clarissa? – pergunta irritada eu faço careta e dou risada, tudo gira novamente  e ela faz cara de brava.

-O que você acha Isabelle? – pergunto e pego a bolsa e saio pro corredor, estou andando para fora da escola e me vejo bater em algo, rio com isso e olho para cima. Fudeu.

-Clary você precisa ir para a... – meu irmão para ao olhar meus olhos, tem bordas escuras ao lado. – VOCÊ É MALUCA? – eu rio de sua cara – QUE MERDA CLARISSA, VOCÊ VAI PRO HOSPITAL AGORA, E EU VOU TE DEIXAR LÁ! -  eu rio novamente, até que alguém para e vê a discussão, olho aos lados e rio novamente, até que ele aparece. Droga.

-O que está acontecendo? – pergunta ao lado de meu irmão, Jon resmunga e eu solto uma risada estalada, o Branwell me olha e fica com a expressão irritada. – Você está com essa merda de novo... me dá sua mochila, você vai agora para o médico! – Johansen me agarra e eu resisto ficando irritada com ele e começo a soca-lo, Jon vem atrás de nós com Isabelle no nosso encalço, eu continuo resistindo, até que eles me colocam no banco de trás do carro e eu sou forçada a cooperar, cruzo os braços igual á uma criança e Isabelle me segura, Jon olha pelo retrovisor e Johansen encara a parte de trás carro com olhos atentos. Depois de alguns minutos eu começo a fica irritada e tento pegar minha bolsa, mas Johansen não deixa. Chegamos no hospital e Jonathan desce do carro e eu vejo alguém descer de outro carro atrás de nós e percebo ser Simon “Ótimo! Mais um!”, eu tento correr mais Jon me alcança e chama os enfermeiros, eles me pegam e me dão um sedativo, me levando para dentro. Apago.

***

Isabelle Lightwood. Ponto de vista único.

Depois que os enfermeiros levam minha única amiga para dentro de um hospital drogada eu dou um suspiro e vejo as lágrimas escorrendo, Simon se aproxima e beija minha testa, ele é apenas alguns poucos centímetros mais alto que eu, ele me enlaça em uma abraço e eu desabo.

-Porque depois de todos esses anos ela lembrou de novo? – pergunto á Si, ele balança a cabeça em sinal de negação.

-Não se preocupe Iz, nós vamos conseguir ajudar ela... como sempre fizemos. – diz ele, Simon também está triste, eu sinto ele comprimir os músculos do braço enquanto Johansen nos observa de longe.

-Eu espero Si... eu realmente espero. – digo suspirando e deixando as lágrimas saírem.

Depois de um tempo os médicos disseram que ela teria que ficar ali até umas duas da tarde e disse para irmos pra escola, eu, Simon e Johansen fomos para lá e Jonathan ficou com ela.

Eu entro na escola depois de alguns minutos de carro e sou recebida com olhares, alguns de desgosto, outros de pena, outros de confusão, outros apenas de compreensão. Andei em direção a minha próxima classe e antes de entrar pela porta vejo Alec se aproximar, ele estava correndo com Magnus para perto de mim.

- Izzy ela está bem? – pergunta, eu balanço a cabeça e não me aguento, começo a chorar e meu irmão me abraça, ele sussurra em meu ouvido “Vai ficar tudo bem” e depois vejo o olhar desbotado de Magnus, ele também está triste.

As aulas passaram e eu não consegui prestar atenção em nada. Quando deram uma e quarenta eu e Simon partimos de volta ao hospital, e quando chegamos lá Jon já estava saindo e Clary não estava em nenhum lugar.

-Jon! O que aconteceu? – pergunto, ele abaixa a cabeça e nega, em silencio, um alerta percorre meu corpo, minhas pernas amolecem e eu fico tonta, quase caio mais Simon me segura, ele está pasmo e eu consigo ver que não sou a única que quase não consigo respirar, ouço alguns passos e vejo Jace e Johansen se aproximando.

- O que aconteceu? Clary está bem? Porque você esta dessa cor... – Jace para de falar assim que vê Jon chorando, ele abraça o amigo, os dois são muito próximos, eles se consideram como irmãos. Depois de um tempo eu vejo Johansen de braços cruzados e com as sobrancelhas unidas, ele está triste mas também confuso.

***

Clary Fairchild Narrando.

2:40 P.M

Eu abro os olhos lentamente e vejo o tubo em meu braço. Droga. Olho para os lados e vejo que estou sozinha. Meus olhos começam a lacrimejar e quando vejo estou chorando abraçando meu travesseiro, a roupa de hospital está toda molhada e eu me sinto totalmente salgada. Vejo alguém entrar na sala e uma cabeleira loiro aparece em minha frente, ele fica parado, olhando, de braços cruzados, olha para mim e eu tento ver quem é, meus olhos estão embaçados, depois que eles voltam ao normal subo o olhar para o loiro. Jace. Ele está com uma mão acariciando o queixo e a outra em volta da barriga.

-O que está fazendo aqui? – pergunto o olhando e sentando na cama, ele dá de ombros e senta na cadeira ao lado da maca.

-Vim ver como estava. – diz e tira o celular do bolso. Checa a hora e guarda.

-Porque? – eu pergunto novamente.

-Porque você é simplesmente a irmã do meu melhor amigo e eu me preocupo com você Clary. – diz me olhando novamente.

-Não precisa entender meus surtos com drogas como algo que você e meu irmão podem cuidar juntos. – me irrito com seu tom de voz calmo.

Ele ri. Uma risada seca e grossa.

-Não é algo que eu estou fazendo porque posso, é porque quero que fique bem Clary. – diz me olhando indiferente.

-É mesmo?! – pergunto irônica, ele fica sério e se sentando á minha frente.

-Sabe que usar drogas não vai trazer sua mãe de volta não é? – ele pergunta, meus olhos se enchem de lágrimas e ele me abraça, eu deixo as lágrimas caírem e esqueço tudo, esqueço porque estava brigando com ele, esqueço porque eu era uma babaca a ponto de usar metanfetamina, me esqueço do mundo, só sinto a respiração de Jace e seu perfume batendo contra meu peito.

 

***

Jace Herondale Narrando.

3:10 P.M

Depois de alguns minutos ouvindo Clary e dando alguns conselhos eu a vi chorar em meus braços, mesmo eu sabendo que ela estava perdida, que as drogas eram um meio dela se esquecer dos problemas, eu sabia que Clary não podia continuar com isso, eu iria ajudá-la, eu iria tentar de todas as formas possíveis para – pelo menos, tentar – ajudar ela. Depois de alguns minutos que ela estava deitada com a cabeça escorada em meu peito a chamo passando a mão em seu cabelo carinhosamente.

-Clary... – digo baixinho a acordando, ela resmunga um pouco. – Acorda, você foi liberada a alguns minutos...  – ela levanta a cabeça e me olha revirando os olhos. – Anime-se você vai para casa. – digo levantando da cama.

-Me animar? – ela aponta para si mesma, eu assinto. – Com certeza não, meu pai vai me matar, e minha Rosa também! – diz ela fazendo drama.

-Isso é para você aprender que não é nada bonito usar metanfetamina. – digo e ela revira os olhos, ela começa a pegar suas coisas e eu a observo, ela vai por banheiro e volta minutos depois com uma calça jeans e uma blusa preta básica, seus All Stars nos pés, e um cabelo preso em coque, ela pega uma sacola de loja e coloca uma roupa suja ali dentro e depois vem para perto da maca para pegar o celular, ela se inclina e eu seguro seu braço levemente, ela se vira para mim.

-Me prometa que não vai usar mais isso Clary... – ela revira os olhos – de novo – e eu fico um pouco irritado pelo silêncio dela. – Clary... – ameaço e ela assente, eu suspirei. – Diga “Eu não vou mais usar drogas Jace”. – ela riu e eu também não segurei o riso.

-Eu não vou mais usar drogas Jace. – ela disse e eu continuei segurando seu braço.

-Promete? – pergunto, ela sorri.

-Prometo. – diz e depois eu a solto e andamos um ao lado do outro para fora do hospital.

***

Clary Fairchild Narrando.

4:40.

Depois que eu e Jace saímos do hospital eu encontrei meu irmão no lado de fora, ele suspirou aliviado quando Jace me entregou em suas mãos, sã e salva, eu segui o caminho todo de  volta para casa em silencio, até que meu irmão diz:

-O Jace me disse o que prometeu – ele troca a marcha do carro e continua olhando para frente, eu suspiro. – Porque com ele foi tão fácil? – pergunta e eu o encaro.

-Eu não sei. – dou de ombros. – Talvez seja porque ele me passa confiança. – digo de novo.

-Hum. – ele suspira e troca de marcha novamente. – Eu realmente não sei porque Clary... – eu percebi que ele tinha uma voz cansada e triste. – eu sempre dou o meu melhor por você, eu sei que não é fácil, eu sei que você sente falta dela... – ele solta o ar. – mas porra Clarissa porque tem que ser tão difícil ? Porque você quer usar drogas para confortar sua dor? Porque não me procura? – eu entendia o meu irmão, os meus amigos, meu pai, todos eles. Mas o problema não era porque minha mãe tinha ido embora, o problema era que talvez ela estivesse por aí, vivendo com outro homem, tendo outra família, outra FILHA, sendo que ela tinha uma família, e não um, mas DOIS filhos esperando que ela voltasse. Nenhuma ligação, nenhuma mensagem, nenhum cartão, presentes de natal. Nada. Somente o vazio que sua presença fazia na casa. Percebi que o carro estava encostando e ouvi meu irmão dizer mais uma coisa.

-Eu sinto muito...  não posso – digo e saio do carro entrando em casa e indo direto para meu quarto, sabendo que não tem ninguém em casa, eu entro em meu quarto jogo a sacola de roupas no chão e me jogo na minha cama e choro, choro até não querer mais.


Notas Finais


Então?
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E o joinha também!
Bj BJ


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