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História Lovely - Capítulo 19


Escrita por: kwalshgay

Notas do Autor


Heey, babes. Tenho bons motivos para ter demorado, tirei um tempo para mim. Autoras também sofrem com exaustão. Espero que entendam, mas vou tentar ao máximo atualizar todas as semanas.
Obrigada por 5k de views, pelos votos, pelos comentários e pelo carinho de todos. Isso me deixa feliz, me motiva a trazer sempre novos capítulos.
Deixando a caixinha aqui para quem quiser fazer perguntas relacionadas a esta fic e as próximas marana que vou trazer
https://curiouscat.qa/kwalshgay

Capítulo 19 - Malentendido


Ana

Os olhos me analisavam tentando tirar alguma coisa, qualquer informação, continuei inexpressiva. Começar uma conversa àquela hora, não era o que desejava. Sinceramente, só queria tirar um cochilo. Espero não ficar de mau humor por conta disso.

– Bom dia, meu amor! – Usei um tom calmo e baixo que desse para Cecí ouvir. – O que faz acordada tão cedo? – Questionei para ganhar tempo e pensar no que falaria para despistar.

Apesar de estar acordada, os olhos estavam inchados e sonolentos ainda.

– É que ouvi o barulho da porta e não é comum para esse lado. – Assenti positivamente. – E você? – Passou as mãos nos cabelos, arrumando as mechas que estavam desarrumadas.

Cecí me olhou, esperando uma resposta que seria direta. Quarto, meninas. Essa é a desculpa quase perfeita.

– Eu acabei acordando e desci para beber água, no meio do caminho, decidi passar no quarto das meninas para checar se estava tudo bem. – Cecí concordou, suspirou e ela ainda estava com sono. – Recomendo que você volte para o seu quarto e durma as horas que falta. – Me aproximei, depositei um beijo em sua testa e fiz leve carinho em seu cabelo. – Bom sono, meu bem. – Dei um sorriso e segui para me quarto.

Fechei a porta e me encostei nela, tenho que tomar mais cuidado. O perigoso atrai muito, mas sempre bom ser precavida. Tranquei a porta, andei pelo quarto e me alonguei, segui para o banheiro. Precisava de um banho rápido e quente para poder dormir as poucas horas que me restavam, apesar de estar com poucas tensões. O banho durou no máximo – 10 minutos –, me sequei e coloquei um pijama limpo e confortável.

Me deitei, virei para o lado que a janela estava e o dia começava a clarear. O céu em tons azuis, laranjas e rosas me parecia uma vista bem agradável. Antes de realmente pegar no sono, ajustei despertador para 6:30min. Queria tomar café com todos na mesa. Tenho quase certeza que terei que acordar Mariana e não é da forma que gostaria. Alguns pensamentos intrusos rondavam minha mente, sinceramente não há paz no meu cérebro, fechei os olhos e tratei de dormir ou tentar.

 

.    .    .

 

Acordar com poluição sonora chamado despertador, não é minha forma preferida de despertar. Geralmente, sempre acordo antes, por motivos de: odeio o sons estridentes que o mesmo emite. Desliguei. Me alonguei, ainda deitada com os olhos fechados, quando os abri foi a pior escolha que fiz na vida. Ardiam como inferno, estou acostumada a dormir pouco, por conta, do trabalho e das coisas que aproveito para concluir pela madrugada. Definitivamente, sexo não está entre elas. Abri e fechei os olhos, algumas vezes, me alonguei mais um pouco, sai da cama e meu corpo implorava por mais algumas horas, mas o dever me espera. Tomei um banho demorado – 10 minutos –, pinguei colírio os olhos porque estavam demasiados vermelhos e me arrumei como de costume.

Segui para o quarto das meninas, as duas dormiam como anjinhos, me atentei em ver se tudo estava em ordem e, aparentemente estavam bem, mas ainda não era horário de acorda-las.

Pensei em seguir direito para o escritório, mas passaria no quarto da Mariana para a acordar, se eu não posso dormir até mais tarde, ela também não. Abri a porta com cuidado, passei a chave por motivos de segurança. Quanto mais perto chegava da cama, mais serenamente parecia dormir, meu coração estava quase se auto punindo por a acordar. Os cabelos estavam bagunçados pelo travesseiro e ela dormia toda esparramada na cama, espaçosa. Suspirava tranquilamente, os seios meio cobertos subiam e desciam com leveza.

Retirei os sapatos, me sentei na cama ao seu lado. Mariana dormia tão despreocupada, parecia um anjo. Meus dedos passaram nos fios caídos pelo rosto contemplativo, os colocando no lugar que deveriam estar. Depositei um beijo em sua bochecha, um resmungo baixo escapou dos lábios da mais nova. Deixei mais alguns beijos, até depositar em seus lábios e senti as mãos de dela, me puxando com tudo para a cama e deitando sobre o meu corpo. Seus lábios cobriram os meus, suas mãos apertavam minha cintura com gentileza. Pausou o beijo, me olhando.

– Bom dia, meu bem. – Meu coração não batia, mas errava todas as batidas possíveis, mas não me deixei abalar.

Dei um sorriso, apesar de zangada por desarrumar meu cabelo.

– Bom dia, amor. – Mariana ficou me olhando, parecia atônita. Se sentou na cama, revirei os olhos. Não é possível que uma palavra mexeu com todos os sentimentos dela, é possível?

Os olhos pareceram perdidos por alguns segundos. Ela saiu da cama ainda nua, meus olhos analisavam as curvas que são contempladas pelo sol que entrava pela janela do quarto. Ela realmente era não só bonita e inteligente, mas gostosa também.

Seguiu para o banheiro e não olhou para meu rosto, assustei? Suspirei, continuei deitada na cama olhando para o teto. Fiquei uns 10 minutos a esperando, sinceramente, tinha mais coisas para fazer. Me levantei, fui até o espelho que tinha no quarto e arrumei meu cabelo. Mariana saiu do banheiro e me deu um sorriso.

Se aproximou, seus olhos transbordavam algo que não sabia descrever.

– Eu entendo... – Mariana me beijou sem avisar novamente, o objetivo dela é me matar durante a manhã?

Pausou, me olhando e sorrindo ainda de roupão. Se afastou, começou a retirar o roupão, ela não tinha piedade pela manhã. Me virei olhando a janela e ouvi um resmungo de desaprovação.

– Você me viu a noite toda nua, por que está se virando? – Indagou, soltando um suspiro que denunciava sua frustração.

– Por mais que eu ame seu corpo, não quero ser tentada a ter que tomar banho de novo. – Respondi, ainda olhando para a janela que entrava vários raios de luz solar. Ouvi a porta do banheiro batendo de novo, revirei os olhos. Realmente, hoje não é meu dia.

Já que estava complicada a comunicação, olhei o horário no relógio. Era hora de descer, sai do quarto, fechando a porta com cuidado.

Passaria no escritório antes para conferir se enviei todos as planilhas e horários para meus filhos, porque sem essa organização essa casa viraria um caos completo. Entrei no escritório, me sentei e abri o notebook.

Abri meus e-mails, tanto pessoal quanto o profissional. Havia chegado o comunicado do RH sobre a minha volta, estava completamente estonteante, apesar que pensando melhor em alguns aspectos que teria que fazer algumas requisições em relação ao cargo. Não era momento de pensar nisso, responderia após o café.

Fechei o notebook, finalmente iria descer para tomar café da manhã. Meu dia estava programado quase que completamente.

Adentrei na cozinha, Cecí e Ro conversavam animadamente.

– Bom dia, meus amores. Dormiram bem? – Os dois pararam de conversar entre si. Me sentei, acomodei e Altagracia me serviu o café. Hoje, precisaria bastante da cafeína para me manter acordada até o fim do dia.

– Dormi bem sim, mãe. E você? – Senti uma pequena ironia, mas poderia ser impressão por falta de um bom descaso.

Mariana adentrou, se sentando na mesa.

– Bom dia! – O entusiasmo de sempre, como poderia ter dormido pouco e ficar entusiasmada?

– Bom dia, Mariana. Então, dormiu bem? – Questionei, ironicamente.

Ela me deu um sorriso bastante convincente.

– Claro, nunca dormi tão bem. – Fechei os olhos e dei uma risada baixa. – E você? – Mariana provocando pela manhã é algo nunca experimentado.

Pensei em responder na mesma moeda.

– Dormi como um bebê. – Tentei ao máximo não transparecer o sorriso de satisfação em ver Mariana com as bochechas vermelhas.

– Então, mais tarde preciso da sua ajuda, mãe... – Meus olhos voltaram para Cecí.

Me recompus, tentando dar toda atenção sem parecer que estou destroçada por falta de sono.

– É sobre a organização da formatura ainda? – Indaguei, Cecí assentiu. – Claro que te ajudo! Já que não tenho muita coisa para fazer, isso irá me distrair um pouco. – Respondi, dei um sorriso "bem-humorado" e, realmente, estava sem apetite naquela manhã. Pelas contas que fiz de cabeça, provavelmente, meu período está perto. O inferno estava preste a começar.

Ro comia tranquilamente, alguma coisa estava aprontando ou estava com medo de pedir algo.

– Meu amor, você está bem? – Perguntei, apoiando minha mão em seu braço para chamar sua atenção.

Ele me olhou dando um sorriso amarelo, seus olhos pousaram em Mariana.

– Estou bem sim! Só estou confuso com trabalho de matemática. Eu ia pedir sua ajuda, mas você estará ajudando a Cecí. – Respondeu olhando para o prato um pouco infeliz. Parece que acendeu uma luz em seus olhos e olhou para Mariana. – Mari, você pode me ajudar?

Engoli em seco, fechei a cara e olhei para Mariana.

– É Mari, você pode o ajudar? – Indaguei enciumada. Deixei evidente a ênfase na frase.

Os olhos castanhos brilhavam, mas isso não tira o fato que estou com ciúmes, porque eu poderia ajudar o Rodrigo nas tarefas de casa, posso fazer.

– Claro, será um prazer. Quando precisa entregar? – Revirei os olhos, suspirei. Soltei uma risadinha irônica.

Ela me olhou com um grande ponto de interrogação. Cecí me olhava sabendo o que estava prestes a acontecer. Infelizmente, não sei delegar tarefas.

– É para entregar amanhã, na primeira aula. – Os dois começaram a conversar animadamente sobre números e só queria sair dali.

Claramente, estou incomodada. Até mesmo quando Juan Carlos se oferecia algo que eu tinha tempo para ajudar meus filhos, me incomodava. Se eu tivesse que delegar essas tarefas, falaria com a pessoa que estará mais capacitado para os ajudar.

Como estava sem fome e sem nenhum animo para ficar ali. Me levantei, depositei um beijo nos cabelos dos meus dois amores.

– Espero que não demorem muito, tenham uma ótima aula. Vou subir para terminar algumas coisas. – Era engraçado como Mariana não desconfiou da minha cara e do meu mau humor em relação aquela conversa.

Subi para o escritório, abri o notebook e me deparei com e-mail que me deixou, animada?

 

Mariana

Ana ficou calada grande parte do café e os momentos que falava era para ser irônica. O que fiz? Não sei, mas não vou me estressar com isso. Eu e Rodrigo conversávamos animadamente e conseguiria bolar uma estratégia para que ele entendesse como funciona o problema. Cecí me olhava com maior cara de confusão.

– O que? – Indaguei, já incomodada com semblante dela.

– Você já vai subir, Ro? – Perguntou sorridente. – Poderia pegar minha bolsa também? – Cecí fez um semblante apelativo de doçura.

– Por que você não pega? – Indagou olhando para Cecí que desfez cara de anjo e passou a portar um semblante bem conhecido por mim.

– Porque estou te pedindo para pegar. Quero conversar coisas de meninas com a Mariana. Vai! – Mexia as mãos quase o expulsando da mesa. Rodrigo saiu bufando, a forma manipulativa da Cecí me deixou bastante surpresa.

– O que quer conversar comigo? – Perguntei, na maior inocência e recebi olhares mortais.

– Você acabou de assinar o seu atestado de óbito. – Dei um sorriso sem graça, como assim? O que eu fiz?

– Como? – Indaguei, confusa. Ela revirou os olhos e suspirou, é uma cópia da Ana. Isso me assusta ou me conforta?

– Você é tapada. – Deu uma pausa e arrumou os fios. – Você parece que não aprendeu nesses meses aqui. Você nunca deve passar por cima de uma decisão ainda não tomada pela mamãe. – Revirei os olhos, eu ia sambar com o diabo agora. Ela continuou. – Ela pediria sua ajuda com toda certeza, mas você passou por cima da resposta dela. O café todo, ela te olhava como se quisesse te matar. – Arregalei os olhos, realmente estava empolgada em ajudar o Rodrigo com as tarefas que ele está com dificuldade.

– O que devo fazer? Esperar a morte? – Questionei dando uma risada irônica, Cecí semicerrou os olhos.

– Você realmente brinca com a onça, né? Você tem que ir e conversar com ela. – Ana deve estar uma fera, conversar com ela é o mesmo que levar patadas.

– Mas...

– Mas nada. Só vai! Eu vou para escola e você acalma a onça que cutucou. – Se levantou, me deixando sozinha na cozinha.

Você tenta ajudar e só arruma para a cabeça. Mariana ajuda, se ferra. Mariana não ajuda, se ferra. Mariana não faz nadase ferra. Essa é minha vida!

Me levantei, saberia que a fera está no escritório e meu coração já começou a ficar pequeno.


Notas Finais


Então, vocês tem noção de quem pode ter entrado em contato com a Ana?

E por que do mau humor da onça?

O que esperam disso?

Muito obrigada por ler. Grata!

Att, Nalita 🥰


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