História Lovely Complex - Capítulo 27


Escrita por: e RitaDulce

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kai, Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Kris Wu, Lay, Lu Han, Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Casados, Casamento, Magnata, Romance, Taehyung, Taetae
Visualizações 153
Palavras 3.751
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Famí­lia, Fantasia, Fluffy, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hello Guys, i'm sorry but... Ta Keila, o pessoal fala inglês kkkkkk
E aí people's, não me batem, não me matem, pq agora foi o capítulo certo!!

Kissus da Tia :)

Capítulo 27 - Step Twenty-Seven


Fanfic / Fanfiction Lovely Complex - Capítulo 27 - Step Twenty-Seven

Anteriormente...


- Que a partir de agora, você trabalha para mim, SuHo! – Ele me fitou. – Afinal, tudo que é da minha filha, agora é meu. – Seu sorriso debochado me fazia ter a imensa vontade de matá-lo.



[...]



– Você sabe que as coisas não irão ficar assim, não é mesmo. – Disse entredentes – Essa cadeira é minha, Harry, e nem você e muito menos um qualquer, vai tirá-la de mim. – Bati em sua mesa de marfim.


– É sua? – Seu sorriso se tornava cada vez mais cínico. – Não vi seu nome aqui, aliás, se eu fosse você, ficaria bem quietinho e fazia o que eu mando, senão... – Ele sorria maquiavelicamente.


    – Senão? – O motivei a continuar com o cenho franzido.


    – Taehyung não vai ficar preso muito tempo, Suho! – Ele completou.


    – Está me ameaçando, Harry? – Retruquei sem acreditar.


– Não. – Levantou de sua cadeira. – Apenas alertando, afinal, amigos fazem isso, e acho que a partir de agora, somos amigos, não é mesmo? – Me estendeu sua mão.



De primeira ponderei, se eu aceitasse eu estaria ferrado, se eu não aceitasse, estaria ferrado da mesma forma. Em que merda me enfiei?



    – E tenho outra escolha? – O olhei com desdém colocando minhas mãos nos bolso do blazer. – Mas não se engane, não serei seu cachorrinho. – Ditei.


    – Será? – Sorriu ainda mais malicioso.



[...]



Uma Semana Depois...

Taehyung POV’s



– Você está brincando, Yoongi. – Eu dizia irritado.


    – Também gostaria disso, mas essas são as ordens do novo presidente. – Ele me fitou apreensivo. – Além de eu não ser mais seu advogado, a casa, juntamente com os bens da sua mãe, foram todos tomados. – Me fitou. – Já que ela colocou tudo no nome da Feh para que você ganhasse mais força na presidência da empresa, lembra?


    – O que? – O olhei incrédulo. – Mas o que o Harry mais quer? E minha mãe? Onde ela está agora?


    – Ela está com a Cass. O único modo de revertemos isso é a Feh voltar da Itália e assumir a presidência, que inclusive acho meio improvável, considerando que ela foi pra lá por sua causa. Só aceita as ligações da mãe e não quer de maneira nenhuma saber o que está acontecendo aqui. – Yoongi completou.


    – Yoongi, e o meu caso? – O fitei. – O que vai acontecer comigo? Todas essas acusações são falsas e se eu não tiver um bom advogado ao meu lado, estarei ferrado. – Disse impaciente.


– Bem, por determinação da justiça, pessoas ligadas as Empresas Kim’s, não podem te ajudar de nenhuma forma, mas a Ray vai tomar seu caso, já que ela tem me ajudado em tudo e além disso, ela é a advogada da empresa do Seokjin, aquela que a Feh trabalhava. – Completou.


    – Sei... – Apenas concordei. – Será que eu vou conseguir me livrar disso? – Perguntei de forma retórica.


– De uma coisa sabemos, da acusação de assassinato da Akari você não poderá ser absolvido, mas de resto, a Cass, Ray e até a Shay... – O vi sorrir de canto. – Estão fazendo o impossível para encontrar as provas necessárias e livrá-lo daqui.



Conversei mais um pouco com Yoongi, suas recomendações eram valiosas, mas minha mente estava mesmo em Feh. Me culpava de todas as formas possíveis. Eu sabia que merecia passar por isso tudo. Fui cabeça dura, não consegui enxergar a verdade, dei ouvidos a rumores e o pior de tudo, não confiei na mulher que mais dizia amar.

Felicity não era uma garota qualquer, não, de maneira alguma. Ela me trouxe vida, me mostrou o que é respirar e me deu um novo mundo, e como um perfeito idiota, joguei isso tudo fora em apenas uma noite, por culpa de umas malditas fotos.

Eu a queria ao meu lado com sua risada gostosa, seu corpo quente, sua voz doce, sua beleza natural e lábios convidativos, com suas carícias, seu abraço aconchegante, e principalmente, com seu olhar incrível. Mas eu a afastei, afastei tudo que podia dar certo entre nós dois, afastei qualquer futuro que poderia haver para a gente.

Talvez um futuro, em que estaríamos velhinhos e com vários netos, quem sabe bisnetos... Em pensar que disse não querer nenhum filho que viesse dela, se soubesse o quanto me arrependo. E é isso, o prêmio de trouxa, imbecil, retardado e insano do ano vai para mim. Parabéns, Kim Taehyung por arruinar sua vida e machucar quem você ama.



[...]

Felicity POV’s



Minha mãe não me deixava sequer respirar. Suas ligações eram incessantes - o que me deixava às vezes, a flor da pele - já que eu tinha vindo até a Itália esquecer tudo e todos, focar somente em meu filho, delimitar até onde ela poderia ir. Uma ligação a cada dois dias, e era somente para saber meu estado. Não queria saber nada sobre qualquer outro assunto, mesmo que envolvesse Taehyung ou a empresa – assunto este que ela insistia me contar sobre, e eu sempre rejeitava. – Queria completa distância.

    Depois daquela estranha viagem em que Jeon apareceu ao meu lado, colocar a minha vida em ordem e deixar as dúvidas de lado, se tornou um desafio. O apartamento que me instalei era pequeno, segundo Momo, ela me daria assim que eu completasse um ano de casada com o Taehyung, e pensar nisso acabava por me deixar frustrada. As coisas entre nós dois foram sempre complicadas, e pensar que não deu certo, me dilacerava.

A Sapienza Università Di Roma era uma ótima faculdade. Além estudar, eu conseguia manter o emprego de meio período no próprio campus. O pessoal em geral era comunicativo, e pelo fato de ter crescido com certo “prestígio”, não obtive dificuldades no idioma Italiano.

Os dias iam passando, e cada vez mais me enturmar com as pessoas. Acabei conhecendo Catarina Bernabeu ou somente Cah, como ela preferia ser chamada. Mas rondava em minha mente onde poderia estar Jungkook, poderia ser infantilidade minha, mas desde que pousamos e o fato dele não sibilar mais nada após saber que eu estava grávida de Taehyung, acabava por me assustar.



– Algum problema, Feh? – Cah veio até mim. – Está mais pensativa que o normal. – A italiana sorriu.


– Estava pensando se meu filho irá puxar a mim. – Sorri desviando de suas indagações. – Será que terá meu sorriso? Ou será meus olhos? Será uma menininha? – Sorri para ela.


    – Ou será que puxe o pai? – Ela disse sorrindo, mas eu acabei franzido o cenho. – Desculpe, não quis te entristecer. – Ela disse tampando a boca.


– Está tudo bem. – Sorri fechado. – Talvez ele ou ela, não sei, puxe o pai mesmo. – Completei levantando do banco do refeitório. – Vamos, não podemos nos atrasar. – A puxei pela mão até nosso trabalho sorrindo.



    Cah tinha se tornado uma ótima amiga, contar pra ela um pouco sobre minha vida não estava em meus planos, mas conforme íamos confiando uma na outra, me abrir e falar sobre tudo, foi apenas uma consequência.



Seis meses Depois...



– Mãe, eu não quero saber! – Falava meio exaltada no telefone. – Já disse que quero distancia desses assuntos.


    – Felicity, amanhã pode ser tarde demais. – Ela tentava me persuadir. – Somente você pode nos ajudar, melhor, só você pode ajudar ele! – Ela completou.



    Ele. 

Fazia tempo que eu não dizia o nome dele.



    – Mãe, quando quiser saber sobre mim, a gente conversa. – Acabei por desligar o telefone.



    Esse tempo estava sendo ótimo. Boas notas, já tinha evoluído de cargo, em meu ultrassom tinha sido confirmado que era uma menina, havia começado a esquecer a dor de estar separada dele e evitava todo e qualquer assunto de Seoul.

Mas ultimamente, minha mãe ligava demasiadamente. Queria a todo custo que eu voltasse e tentava me dizer o motivo, mas eu sempre a cortava. Não, eu realmente não queria saber, não me importava e muito menos fazia questão.

Não a contei sobre Jungkook ter vindo comigo, mas possivelmente ela já sabia, e talvez esse fosse o motivo que a fazia querer que eu voltasse.

    Cah estava sempre ao meu lado, ainda mais quando eu já estava entrando no sétimo mês de gravidez, então qualquer sinal estranho, seria motivo de verificar o que estava acontecendo com minha filha.

Pretendendo descansar, peguei um suco de laranja em minha geladeira e após desligar o telefone, fui checar meus e-mails da faculdade. Não posso negar que de e-mails arquivados de Momo e Cass passavam de cem, mas aparentemente ignorar não estava sendo suficiente.

Ao abrir a página, lá estava mais um email de Cass, e com o título um tanto convincente, decidi abri-lo.

Cliquei no link e comecei a ler.

“Minha vida depende de sua leitura”

Olá Feh,

Talvez usar o título que Hobi me indicou, tenha dado certo, afinal, se você está lendo significa que lhe chamei a atenção. Mas enfim, daqui a uma semana será o julgamento de meu primo. Sei que você tem evitado todo e qualquer contato, e sinceramente, não posso te julgar. Sei que você foi machucada e o bem e a saúde de sua filha vem em primeiro lugar – sua mãe me contou que é uma menina, parabéns! Momo pediu para você colocar o nome dela na criança. – mas precisamos de você mais do que nunca.

Não consegui encontrar provas que inocentem Taehyung, e desde que seu pai assumiu a presidência, a empresa tem estado um caos. As ações estão caindo e ele tem gastado demasiadamente. Sei que você não queria saber de nada, mas todos os bens da família Kim estão em seu nome e pelo fato de você não está aqui, ele assumiu tudo como representante legal e enquanto você não voltar e assumir tudo que é seu, veremos a empresa se afundar cada vez mais. Prometi que não contaria ao meu primo que ele seria pai, mas cada dia mais o vejo pior, como um trapo velho a beira de um colapso, e senti várias vezes que contá-lo sobre sua filha, talvez o motivasse a viver, já que ultimamente, ele passou três dias sem comer ou beber querendo morrer.

Sim, Taehyung parece depressivo e isso tem matado minha tia cada dia mais. Prometi-te que não te julgaria, afinal, sei o que você passou e tem passado por culpa da imprudência dele, mas, por favor, Feh, releve um pouco e venha visitá-lo, talvez assim, ele ficará melhor. Não, eu sei que ele ficará melhor! Na realidade, qualquer coisa que eu diga necessita de você, então, reconsidere e volte a Seoul. Se quiser voltar para itália depois, não te impedirei, apenas volte e me ajude a pôr as coisas no lugar. A empresa você nomeia o Tio Namjoon presidente, depois voaria tranquila para a vida que criou.

E sobre as provas, já tentamos de tudo, mas não há nada que inocente meu primo, Jungkook sumiu desde que foi para a Itália e Suho não deixa nem uma pista sequer de algum deslize seu. Bom, não irei mais lhe incomodar, mas se souber de algo que inocente Taehyung, por favor, me avise de imediato. E independente de sua escolha, acredite, irei apoiá-la.

Com amor, Cass <3



Estava atônita.

Tanta coisa aconteceu em poucos meses e nesse ciclo vicioso, tudo me envolvia. Eu não sabia como agir, não sabia se gritava, chorava, ligava para Cass ou simplesmente pegava o primeiro voo para Seoul. Os sentidos estavam a mil e minha cabeça uma bagunça.

Pensava em que atitude tomar naquele momento até que escutei a campainha soar. De maneira vagarosa fui até ela e me surpreendi ao abrir a porta.



    – Você ? – Disse irritada.


– Posso entrar? -  Permiti que ele entrasse, o porque, só Deus sabe!


– Eu juro que não vou demorar. – Meu indesejável visitante disse se sentando enquanto eu ia até a cozinha e pegava um copo com suco para lhe entregar.



O vi deixar uma pasta preta em cima da mesa em minha sala de estar.



– Vai dizer logo o porquê está aqui ou terei que ligar para a polícia, Jungkook? – Disse me sentando afastada no sofá.


    – Calma. – Disse de maneira suave. – Acredite, tive que tomar muita coragem para estar aqui.


    – Hm, e daí? – O olhei de soslaio. – O que eu tenho a ver com isso?


    – Está muito arredia pro meu gosto, Feh. – Sorriu de canto. – Aliás, ficou linda grávida.


    – Jeon, não tenho todo o tempo do mundo, me diga logo ou então chamarei o porteiro para que te tire daqui à força. – Disse sem paciência.


    – Calma. – Levantou as mãos rendidas. – Tem seis meses que não nos vemos, e é assim que você me trata? – Falou de forma risonha.


    – Eu avisei. – Levantei indo até o interfone ligar para a portaria.


    – Espera. – Ele segurou meu pulso. – Eu vim aqui porque quero sua amizade. – O fitei.



Comecei a rir desesperadamente de seu cinismo. Primeiro, como ele achou meu endereço? Segundo, como ele tinha a cara de pau de vir até aqui depois de tudo que fez? Minha cabeça já estava explodindo, além de ter lido aquele email, agora tinha que lidar com a petulância de Jeon Jungkook.



    – Faça-me o favor né, Jeon? – Ri de sua cara patética. – Vá lavar a casa da cachorra e vá fazer outro de trouxa, porque a mim você não engana mais.


    – Estou falando sério, Felicity. – Ele disse com o maxilar duro. – Eu tive que me desdobrar pra saber onde você morava, você não tem noção do quanto mudei e o quanto quero começar tudo de novo e do jeito certo. – Completou.


    – Ah sim, e eu sou a filha perdida do Donald Trump. – Disse com certo sarcasmo. – Conte outra.


    – Eu estou sendo sincero, Harper! – Disse irritado.



    Lembro-me que quando namorávamos, ele costumava dizer meu sobrenome quando eu não acreditava em suas palavras mesmo que ele estivesse dizendo a verdade. Parece que mesmo depois de muito tempo, os costumes não haviam mudado.

Mas já que ele estava a fim de tentar se explicar e querer minha confiança, eu queria respostas. Queria a verdade, queria que ele contasse tudo desde o início e sem que escondesse uma vírgula sequer. Sentei ao seu lado outra vez e com certa expectativa o indaguei.



– Tudo bem... – Respirei fundo. – Se você quer minha amizade, começa me contando a verdade do porque foi embora. – O fitei. – Senão, nada feito! – Completei.


– Tudo bem. – O vi suspirar.



    Se ele estava disposto a deixar todas as coisas erradas para trás e começar de um jeito novo e certo dessa vez, nada melhor do que começar contando a verdade. Ser sincero e dizer tudo que ele havia encobrido eram tudo o que eu pedia e sinceramente, para mim não era nada mais do que justo.



    – Você sabe que seu pai nunca me suportou. – Acenei com a cabeça o motivando a continuar. – E a cada dia mais, me desmotivou a continuar noivo com você. – Franzi o cenho. – Ele sempre me menosprezava por não ter a mesma condição financeira que você na época, sempre me humilhando e me colocando para baixo, e mesmo que você me motivasse, dizendo que isso logo passaria, eu me sentia impotente e me questionava até como um homem que logo seria um chefe de família. – Completou.


– Mas Jungkook, isso não era motivo de você me deixar duas semanas antes do casamento. – Ponderei. – Você deveria ter me contado, falado das suas frustrações e dividir comigo o que você tinha medo, afinal, logo eu seria sua esposa. – Completei.


    – Eu sei que fui um covarde, sei que também fui um babaca, afinal, não te contei as coisas e de certa forma achei que você ficava melhor com o Seokjin. – Acabei rindo de seu comentário. – Não ria, achei que você ia ficar com ele assim que eu fosse embora.


    – Seu besta. – Continuei rindo. – Seokjin sempre preferiu mulheres mais velhas, sabe bem disso, e eu não ia olhar para ele com outros olhos a não ser o de irmã mais nova. – O fitei. – Mas isso não significa que seja uma resposta plausível pelo seu abandono.


–  Sei que pode parecer absurdo, mas juro por tudo que é mais sagrado, que é verdade. – De alguma forma, Jungkook parecia sincero. – Sei que errei e deixei você plantada e sem respostas, mas juro que nunca quis te machucar.


    – Se essa era a sua intenção, então porque não deu sinal de vida, mandou um e-mail, ligou... sei lá, até sinal de fumaça funcionaria. – Contrapus.


– Tive medo. – Respondeu de imediato. – Estava assustado e sabia que o quer que eu diga naquele momento, você não iria compreender, talvez até me odiasse muito mais do que me odeia hoje. – Me fitou.



    Analisei suas palavras. 

Será que eu realmente o odiava? De início eu tinha apenas meu orgulho ferido, depois o fato de saber que ele era amigo de Taehyung acabou me confundindo, mas acabou piorando ao saber que ele estava ao lado de Suho. Quando o vi naquele avião, queria matá-lo, esganar e ver seu sangue sair devagar enquanto sua vida se esvai junto. Talvez eu estivesse sendo sádica, mas a raiva misturada ao ódio que eu sentia dele naquele momento por tudo que ele ajudou Suho e Akari fazer - e obviamente os hormônios da gravidez - era o combustível de toda e qualquer vingança que eu estivesse planejando.



– Não sei se consigo acreditar, Jungkook. – O fitei. – É irreal demais para que eu acredite em meras palavras suas depois de tanto tempo. – Completei.


– Tudo bem. – Ele suspirou. – Talvez isso te mostre que quero começar de novo... – Levantou pegando a pasta que deixara em cima da mesa e me entregando. – ... e do jeito certo.


– O que é isso? – Franzi o cenho ao pegar a pasta de suas mãos.


    – Aí estão todas as provas possíveis que me condenam à prisão, levaria Suho comigo e ainda inocenta Taehyung. – Ele disse por fim. – Por favor, leia e me diga se agora sou digno de sua confiança. – Disse de forma sincera.



O fitei de modo atônito antes de abrir e folhear página por página. Assinaturas, arquivos, contas e senhas, tudo estava ali, junto a um pen-drive, que segundo Jeon, seria a gravação da conversa de Suho com ele para que incriminasse Taehyung: lavagem de dinheiro, caixa dois, falsificação de documentos, adulteração de receita, a morte de seu pai e o principal, a morte de Akari.



    – Jungkook... – gaguejei – E-eu não sei o que dizer.


    – Eu estou te dando a minha liberdade, Felicity. Estou dando a oportunidade de me mandar nesse exato momento para a cadeia. A única coisa que te peço é que acredite em mim, que confie que mudei e que quero começar de novo. – Disse me fitando.


– Jungkook... – Engoli em seco. – Você tinha isso o tempo todo e deixou o Taehyung ser preso? – Disse de forma ríspida.



    Eu não sabia como reagir. 

Uma mistura de raiva com alívio tinha se instalado dentro de mim. Talvez conseguisse aliviar nem que seja um pouco o lado de Taehyung na prisão, por mais que ele ainda ficaria preso pela morte de Akari, alguns crimes sairiam de suas costas, mas se Jungkook tinha essas provas, porque só agora? Taehyung já foi amigo dele um dia, mas porque ele fez isso com quem jurou lealdade?



– Você acha que está sendo fácil para mim, te dar o que tenho de mais precioso no momento? – Me olhou com certa indignação – Você tem noção do que eu senti quando te vi casada com o Taehyung, assim que eu voltei? Ou melhor, faz pelo menos a mínima ideia do quanto doeu saber que você estava esperando um filho dele? – Jogava tudo com certo nó na garganta. – Eu ainda te amava, Felicity, e saber que você conseguiu refazer sua vida ao lado do “meu melhor amigo”... – Fez aspas. – Acabou me matando por dentro. – Completou de forma pesarosa.


    – E você acha que eu também não me senti dessa forma? – Rebati. – Você me deixou Jungkook, me deixou quando íamos nos casar, e há pouco tempo, descobri que esse tempo todo você estava com a Akari que, aliás, era a ex-esposa do “seu melhor amigo”... – Respondi em mesmo tom. – Você não é ninguém para falar tal coisa, afinal, você e ela aproveitaram muito bem o dinheiro que roubaram de mim e dele na época. – O fitei. – Ou você acha que eu não sei que foi você que fez o rombo na empresa do Jin? – O vi engolir em seco.


    – Tudo bem. – Levantou as mãos rendidas. – Eu aceito, aceito tudo que você está me dizendo agora, aceito todas as suas frustrações e também aceito se você me disser que não tem como começarmos de novo, nem que seja como amigos. – Ditou. – Mas eu juro Feh, eu juro que estou sendo sincero e te falando toda verdade.



E de forma completamente inesperada ele se ajoelhou aos meus pés 


– Eu admito que me envolvi com ela, admito que fugi com a Akari naquela época, admito que roubei o Jin mesmo ele sendo um ótimo amigo para um cara como eu, que não merecia nem um por cento. Admito que te trai da pior forma possível, assim como trai Taehyung, tanto com a Akari quanto com o Suho. Fui um idiota e babaca agindo infantilmente e de maneira cruel. – Dizia com a voz embargada, comecei a ver lágrimas se formar em seus olhos. – Mas por tudo que é mais sagrado, eu juro para você que mudei e eu quero apenas uma chance para começar de novo e de maneira certa. – Completou segurando em minhas mãos.


    – Jungkook... Eu não sei se consigo acreditar... – Tirei minha mão o olhando de soslaio. – O que me garante que você está falando a verdade?


    – O que garante? – Deu um sorriso triste de canto se levantando. – Aqui está meu telefone... – Estendeu o aparelho pra mim. – Minha liberdade está agora em suas mãos, faça o que quiser. – O fitei.



    Jeon Jungkook me oferecia naquele momento todas as formas possíveis de livrar o homem que amo da cadeia, por mais que eu estivesse começando a acreditar que suas intenções eram realmente as melhores, ainda existia aquele cinco por cento de dúvida dentro de mim.

Talvez eu estivesse entrando em seu jogo e a qualquer momento ele poderia atacar e me derrubar por completo. Mas, e se fosse verdade? E se o que ele estiver dizendo é a mais pura sinceridade? E se for real? E se ele realmente está querendo mudar e eu estou generalizando e dificultando as coisas?



    – Ok. – Peguei o telefone. – Tem meu voto de confiança. – O vi assentir.



    Peguei meu telefone para digitar o número de Cass e dizer que eu tinha a prova que livraria Taehyung de metade das acusações, vi meu aparelho acender com o numero de minha mãe, não tardando, atendi recebendo sua voz abafada e desesperada.



    – Mãe, calma. – Dizia preocupada recebendo um olhar de mesmo modo do Jeon. – O que está acontecendo? – E as palavras seguintes me fizeram entrar em completo choque.


    “A Shay... tomou um tiro e está em estado grave no hospital.



E depois daquilo, já estava atrás do primeiro voo para Seoul.

 

 

 



Notas Finais


E aí, o que estão achando? Contem pra Tia aqui :)


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