História Lovely Day (Two-Shot) - Capítulo 1


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Categorias Stranger Things
Personagens Eleven (Onze), Lucas Sinclair, Maxine "Max" Mayfield / "Madmax", Mike Wheeler, Personagens Originais
Tags Eleven, Fillie, Finn, Finnwolfhard, Mike, Mileven, Millie, Milliebobbybrown, Onze, Strangerthings
Visualizações 39
Palavras 2.140
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Crossover, Ficção Adolescente, Fluffy, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Advinha quem tem inspiração para fazer fanfic temática fora de época? Eu mesma!
Então, two-shots desses lindos para vocês. Espero que gostem e aproveitem porque o próximo vai ter umas coisinhas bem legais. Talvez eu aumente para quatro capítulos porque a minha cabeça está explodindo para fazer uma parte diferencial depois do ocorrido aqui.
O próximo capítulo têm uma previsão de sair junto com o de Love me Harder e lá vou dizer que terminar mesmo ou se terá mais alguns. É isto!
Boa leitura! ♥

Capítulo 1 - Part 1


Dois dias antes do dia dos namorados…

Millie.

O sinal tocou e o meu corpo foi empurrado pelos corredores da escola. Uma certa garota de fios ruivos fazia isso comigo.

— Sadie! – falei em um tom alto para ver se ela parava mas isso só aconteceu quando chegamos em frente um painel de avisos onde se encontrava outra ruiva.

— Sophia! Os números? – Sadie estava visivelmente animada, bem, apenas ela.

— Bem, estou terminando de colar. Falta apenas dois.

Sophia é a responsável por praticamente todo evento que acontece nessa escola e com o baile do dia dos namorados não seria diferente, o tema deste ano “Garotas Convidam” onde o número de todos os rapazes da escola seriam grudados no painel de anúncios e as garotas teriam que pegar e ligar convidando para o baile.

E por um sorteio, nesse ano eu sofreria para ajudá-la fazer a playlist da festa.

— Ei o que você está fazendo?

Como eu disse, Sadie estava totalmente animada para convidar Caleb McLaughlin para ser seu par no baile, mesmo sabendo que se ele fosse com outra pessoa de um jeito ou de outro eles acabariam se beijando no jardim, como acontece todos anos.

— Achei. – puxou um dos post it coloridos e guardou o papel no bolso da calça. — Escolhe um Millie.

— Não. – Fiz uma careta tirando toda a animação dela.

— Esse é o seu último ano aqui e outra coisa. Realmente quer passar mais um dia dos namorados assistindo Titanic no sofá?

— Licença lady mas eu não passei meus dias dos namorados assistindo Titanic no sofá. – saí da frente para uma menina pegar um papel.

— Não? Então o que você fez?

— Assisti Diário de uma Paixão ano passado. – sorri com o meu sarcasmo, até Sophia tentou disfarçar o riso cobrindo a boca.

— Aght! Vamos Mills, você nunca faz nada legal. – ela olhou para a parede e puxou um papel. — Olha, esse cara deve ser legal.

Olhei o nome e o número, bem, é o cara que eu dei meu primeiro beijo no sétimo ano no ensino fundamental e realmente não sei porque isso me veio à cabeça agora.

— Finn Wolfhard? – olhei injuriada para Sadie. — O que ele faz além de tocar guitarra?

— Sabe cair do skate sem se machucar. – a ruiva se assustou ao ouvir a voz do “amado”. — Parece que já resgataram meu número aqui.

Os dois se entreolharam.

Bufei e segui pelo corredor olhando aquele papel, indo em direção a lixeira mais próxima.

— Mills? Millie! – Sadie correu atrás de mim e me seguiu até minha entrada no banheiro. — Qual é a sua?

— Sadie. – tentei não parecer grossa naquele momento. — Vou ser o mais breve possível. Eu não quero fazer parte disso, entende?

— Por que não? Não é obrigado vocês se beijarem, apenas saiam para o baile, dancem e riam um pouco. Nada disso vai matar você.

— Você percebeu que acabou de descrever o que vai acontecer na sua noite com o Caleb? – ela revirou os olhos.

— Por favor, apenas ligue para ele.

— A resposta é não.

— Ok. Então eu também não vou ter minha noite com o Caleb e isso pode resultar em que ele passe com outra pessoa que engravide e ele simplesmente se esqueça de mim, deixando para trás todo o futuro que eu tinha planejado para nós dois. E se um dia quando eu tiver minha casa com trinta e cinco gatos e alguém me perguntar o por quê de eu não ter casado, vou falar que a minha amiga consegue ser tão depressiva que nem em um baile consegue ir para ajudá-la. 

Tirei meu celular do bolso e comecei a digitar o número enquanto Sadie ainda fazia a linda dramatização.

— E eu vou morrer sozinha e infeliz…

— Alô? É Finn Wolfhard? Sim, encontrei seu número no painel de avisos… – ela parou de falar quando percebeu a ligação. — Depois podemos conversar melhor? Meu nome é Millie.

Desliguei e a garota começou a bater palminhas que fez um grande eco no banheiro.

— Está satisfeita? – perguntei e ela afirmou com a cabeça me dando um abraço apertado. — Ótimo, porque só será uma breve noite.

— Você sabe que eu te amo, não sabe? – falou com uma voz estranha.

— Sei, Sadie se eu não for a madrinha da sua filha eu vou passar a vida toda falando mal de você. – ela riu. — Certo, agora realmente preciso ir ao banheiro.

Me afastei dela e entrei em uma das cabines.


Finn.

Estava rindo de uma piada que Wyatt havia contado, quando a namorada dele chegou com os dedos grudados de pura cola passando na grama.

— Terminou? – ele perguntou depois de dar um selinho nela.

— Sim. – olhou para mim e sorriu.

— O que foi? – perguntei depois de franzi as sobrancelhas.

— É que Millie pegou o seu número,

— Millie? Millie Bobby Brown. – a ruiva afirmou. — Pra que ela quis meu número?

Quando alguém falava dessa Millie eu apenas a imaginava como uma pessoa saindo para baladas e se embebedando.

— Quer dizer, Sadie a obrigou fazer isso. – isso fazia mais sentido.

— Mas por quê? – perguntei ainda não entendendo.

— Ah Finn, a Millie não é muito daquelas pessoas que, você sabe, “tenha uma vida social”. A Sadie só não quer que ela passe o último ano dela aqui assistindo Titanic ou Diário de uma Paixão.

— Não consigo imaginar ela desse jeito. Quer dizer, não é muito do padrão dela.

— Finn, a Millie é uma garota bonita. Você tem que concordar. – Sophia observou o namorado enquanto ele falava. — Estou falando sem malícia.

— Claro que está. E eu concordo com isso, se ela te ligar tente não enrolar muito. Afinal, Millie também não pode desviar do objetivo dela.

Recolhi minha mochila e levantei-me, olhei para o caminho no sol não tão quente daquela tarde e dei batidas no bolso onde meu celular se encontrava.

— Ok. Tenho coisas chatas para se fazer agora. Vejo vocês depois.

Pisei na calçada e logo Caleb me acompanhou andando ao meu lado, falávamos de algo e do nada caiu no mesmo assunto que eu falava com Sophia e Wyatt.

— Você acha que ela vai ligar?

Ri com a pergunta.

— Com certeza, pelo o que eu conheço e ouvi falar daquela garota. Ela faria tudo para não ouvir o drama de Sadie. — Caleb fechou a cara me fazendo rir de novo. — Não me olhe com essa cara, você lembra quando ela começou a chorar porque não queria cortar a porra de um sapo?

Meu celular começou a tocar e isso me fez parar para atender, o número não existia na minha agenda e eu já imaginava quem era.

— Alô? – e realmente era ela, também conseguia ouvir outra voz ao fundo. — Sim.

— Quem é? – Caleb perguntou.

— Você pegou meu número no painel?... Ah isso explica. Claro. Você é?...

Depois de dizer o nome ela desligou, eu já estava totalmente satisfeito.

— Millie? – ele perguntou rindo.

— Sim e pelo visto… Seus filhos com a Sadie irão acontecer. – dei um tapa fraco no peito dele e continuei minha caminhada.


Millie.

Sentada no chão, eu limpava a prateleira dos livros até que a minha mãe apareceu na porta do quarto.

— O que está fazendo? – claramente ela podia ver. — Uma hora dessas as meninas estão indo às compras.

— Vestidos, saltos, maquiagens, sim mãe eu sei. Mas eu tenho coisas melhores para fazer, sabe. Coisas mais interessantes. – quase a frente dela estava a minha pilha de livros.

— Ninguém consegue ler tanto como você, querida.

— Obrigada.

— Não, isso não foi um elogio. – finalmente entrou, fechou a porta e se sentou no chão comigo. — Você precisa sair, pegar um pouco de sol, se divertir.

— Mas foi papai que falou quando eu era mais nova que o estudo deveria ser a minha prioridade.

— Quem liga para o que seu pai diz?

Ri mexendo os ombros.

— Ok mãe, irei fazer isso.

— Ótimo. – falou em um sussurro e começou a mexer na minha mochila e trouxe até mim o meu celular. — Sua amiga me disse que você deveria ligar para um rapaz. Então ligue para ele.

Apertei no número dele e esperei chamar.

— Alô?

— Hey, então, sou eu Millie de novo. Será se poderíamos falar sobre o baile?

Minha mãe sorriu e se retirou do quarto. Coloquei a ligação no alto falante para terminar a limpeza.

— Ah claro! Por ligação ou você gostaria de tomar um sorvete comigo comigo?

Certo, eu não sabia que ele seria tão rápido assim. Mas tudo bem.

— Por que não?

— Agora?

— Seria ótimo.

— Lembra daquela lanchonete que fica duas ruas depois da sua casa?

— Espera com-... Sim, sei.

— Vejo você lá em quantos minutos?

— Talvez, cinco.

A ligação terminou, apenas troquei minhas roupas por um uma saia jeans rosa e uma blusa creme e uma sandália branca parcialmente branca. Deixei meus cabelos da maneira que estavam e não me incomodei em sair sem maquiagem.

Antes de trancar a porta do quarto me lembrei de colocar algum dinheiro no bolso.

— Onde vai? – meu pai falou ao chegar em casa, dei um beijo em sua bochecha porque sua mulher respondeu por mim.

— Tomar sol.

Fazia tempo que eu tinha entrado naquela lanchonete, o estabelecimento vermelho e branco com o nome brilhando em um outdoor médio no poste.

O sino tilintou e logo percebi um garoto sentado em uma mesa afastada escrevendo algo.

— Foi um assíduo perfeito. – me aproximei e o mesmo me olhou dos pés a cabeça.

— É, foi. – apontou para o sofá na frente. — Nossa, não nos falamos desde o início do ensino médio?

— Mais ou menos isso. O que você está fazendo? – ele rabiscava um papel, fazia versos.

— Apenas tentando compor, algo pessoal. – empurrou o caderno para mim, mesmo sem ter pedido para ver.


“Quando você tem uma visão artística
Isso se prenderá a você
Quando você tem que dar satisfações a um monte de caras
Você deveria fugir”


— Nossa, é para alguém? – pensei na possibilidade de ser para Apatow, já que eles terminaram o namoro há alguns meses.

— Não exatamente. – entortou a boca, fechando a página.

— Vão querer pedir agora? – o garçom me assustou ao falar isso, mas apenas Finn percebeu.

— Um hambúrguer e um refrigerante… – o olhar dele se virou para mim.

— Apenas um milkshake de baunilha.

Cocei minha testa, enquanto o homem anotava o pedido e Finn observava minhas unhas se moverem. — Então por que você pegou meu número? – foi a minha vez de entortar a boca.

Me senti em Diabo Veste Prada.

— Não quero decepcionar ninguém, mas quem pegou seu número foi minha amiga, Sadie e me obrigou a ligar para você. – pensei que agora seria um momento dramático, mas ele riu.

— Não se preocupe, eu já sabia disso.

— Como?

As comidas chegaram, me surpreendi com a rapidez.

— Você realmente quer apenas ajudar sua amiga a conseguir um futuro com Caleb, por mim tudo bem.

— Sério? – ele afirmou.

— Isso vai ser divertido. – o garoto a minha frente começou a rir ao tentar segurar seu hambúrguer. — Lembra na sétima série? – Apenas coloquei minha boca no canudo para demonstrar que sim. — Por que nós fizermos aquilo?

— Bem, você ia ganhar cem dólares se perdesse seu bv naquele dia. E me ofereceu metade se eu fizesse aquilo com você. – Finn me encarou e do nada nós dois estávamos rindo.

Para mim, passar tempo com Finn Wolfhard significava apenas ficar ouvindo sobre bandas de rock e ver ele trocar de lugar o skate.

— Esqueci de falar, mas você está muito bonita. – olhei para mim mesma.

— Obrigada, eu acho.

Tomei um pouco mais do meu shake e observei Finn comer seu pedido com calma.

O sino da lanchonete fez barulho e um homem carregando um carrinho cheio de flores vermelhas adentrou a lanchonete.

— Essa época do ano deixa as pessoas loucas. – Finn mal tinha terminado de engolir. — Agora entendo o por quê de você ficar em casa assistindo Titanic.

O homem do carrinho me entregou uma das flores, que até tinha um cheiro bom. Poucos segundos depois que fui me tocar do que ele havia falado.

— O que você falou?

— Suas noites na noite do dia dos… Acho que não era para eu saber disso.

Segurei o talo da flor com tanta força que pensei que iria quebrar.

— Não, não era. – bufei levantando jogando algum dinheiro em cima da mesa. — Vejo você em dois dias. Mando uma mensagem depois.

Quanto tempo eu passaria na cadeia por matar minha melhor amiga?


Notas Finais


Obrigada por ter lido! Nos veremos no próximo capítulo! ♥


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