História Lover - Capítulo 1


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Categorias Got7
Personagens JB, Youngjae
Tags 2jae, Curtinha, Jaebum, Libellule, Transbordar, Youngjae, Yugyeom-ah
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Palavras 1.733
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Fluffy, LGBT, Slash, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


pra ervs!!
voce disse q eu podia jogar ele d barranco, ein!

Capítulo 1 - Capítulo Único


Capítulo Único — Jaebum é um homem muito teimoso... Mas Youngjae gosta dele assim.

 

Jaebum soube no momento que balançou um pouco mais do que o normal a direção da motocicleta que iria cair. Não muito mais tarde, em um intervalo de dois segundos no máximo, ele sentiu o corpo ser jogado para longe e logo atingiu o chão. Em um resmungo frustrado, sentiu a pele do cotovelo rasgar junto da do braço, mas felizmente as roupas de proteção o impediam de maiores complicações. Mas a cabeça doía, nem mesmo o capacete era capaz de aliviar a pancada. Mau humorado, levantou-se um pouco zonzo e foi até a motocicleta com aquela expressão irritada.

Terminar aquele percurso estava se mostrando uma tortura. Perto do tempo que desejava, Jaebum apenas conseguia chegar no fim depois de ter caído pelo menos umas três vezes, isso sem contar os minutinhos de atraso que sempre acabavam sobrando quando ficava tempo demais no chão reclamando. Jackson já tinha comentado que precisava ir mais devagar, quem sabe aprender direitinho o trajeto, mas Jaebum era teimoso e não se renderia ao prático — graças a isso já estava há dias todo cortado, bravo e extremamente estressado. Mas, novamente,  o Im era teimoso e ele não desistiria até conseguir. Levantou as mangas de seu traje, checou seus machucados e ajeitou o capacete. Ele iria conseguir.

Não que ser teimoso fosse, na maior parte do tempo, algo ruim, contudo Jaebum certamente não teria tentado de novo naquele dia se soubesse que iria cair daquele barranco. Foi algo rápido, talvez tão rápido quanto a velocidade que estava correndo para tentar finalmente finalizar aquele percurso. O primeiro instinto foi automaticamente jogar o corpo para longe da motocicleta, assim não correria o risco dela cair sobre si ou algo parecido. Uma vez feito isso, entretanto, a realidade era aceitar que a gravidade continuaria puxando seu corpo para baixo até chegar em algum ponto nivelado o suficiente para parar. Claro, doía, ele estava rolando um barranco abaixo, mas o que poderia fazer fora gritar?

Quando tudo parou de girar, Jaebum respirou fundo e processou aquela onda de dor que estendeu-se do seu dedão do pé até o último fio de cabelo do seu corpo. Porra, estava dolorido pra caralho. Ralado para todo lado, provavelmente tinha alguns roxos também. Não queria nem se mover, ouvia um zumbido irritante e a visão estava ligeiramente turva. Não soube exatamente quanto tempo ficou ali até que ouviu alguém chamar seu nome, mesmo que distante. Apenas fechou os olhos e respirou fundo novamente — não tinha quebrado nada, sabia bem disso, a dor seria bem mais insuportável se esse fosse o caso.

— Ah, hyung, o que foi que você fez? — Era Youngjae. A voz clara como aquele sol na sua cara, tão óbvia que Jaebum quase riu. Claro que era ele.

— Eu me joguei, claro, duh. — Resmungou.

Youngjae riu, soltando seu capacete. Ele sempre ria de qualquer coisa, era um cara de fácil convívio, alegre.

— Se está bem o suficiente para ser irônico, não deve ter quebrado nada. — tirou o capacete, fitando o rosto do mais velho. Haviam alguns cortes, mas no geral estava bem. — Consegue se levantar? Eu posso te carregar até lá em cima se precisar.

— Não, eu consigo. — tentou se sentar, mas a pinçada nas costas foi o suficiente para fazê-lo choramingar. — Porra...

Youngjae suspirou, logo sorrindo de forma amena. Voltou a deitar o Im, acariciando os fios dele para trás.

— Vou chamar os meninos, a gente vai te levar ao hospital.

***

Youngjae ajudou Jaebum chegar até a cama mesmo que o mais velho achasse em primeiro momento aquele apoio dele na sua cintura exagerado. Ao sentar-se, reprimiu uma careta de dor e apenas suspirou aliviado, deixando os olhos se fecharem em felicidade por finalmente estar em casa. Odiava ter que ir ao hospital, aquelas foram as piores horas de sua vida. Primeiro ouviu um sermão de sua mãe, que já não gostava do fato de praticar motocross, e em seguida precisou lidar com as risadinhas de Youngjae entre o discurso dela, que simplesmente não conseguia se controlar ao ouvir coisas como “eu te coloquei no mundo, eu posso te tirar” ou “se você se ralar todo de novo, eu mesma passo com a moto em cima de você!” vindos da mãe do Im. Era simplesmente hilário.

— Eu vou pegar a compressa, assim vai aliviar um pouco a dor. — O Choi murmurou, mas Jaebum não o deixou sair de perto.

— Não... Er, fica aqui. Eu estou bem.

O Choi estreitou os olhos, não convencido. Sabia que Jaebum odiava ser mimado daquele jeito, era parte de sua natural e às vezes engraçada teimosia. Ele era mais velho, ele devia ser aquele a zelar pelos outros. Ainda bem que Youngjae era mestre em driblá-lo.

— Sabe, você realmente precisa se cuidar. Ouviu o que o médico disse sobre não praticar em pelo menos um mês? Eu vou fazer questão que você não toque naquela motocicleta até seu corpo melhorar.

— Você consegue realmente ser chato quando quer, sabia? — Jaebum quase rosnou, fazendo Youngjae rir.

— Do que importa se eu sou chato ou não? Você gosta de mim de qualquer jeito.

O Im rolou os olhos.

Convencido.

Mas não negou o que o mais novo disse.

— Escuta, só me deixa pegar as compressas e eu te largo no mundo, ok? Eu preciso pelo menos fazer isso, caso contrário não vou dormir em paz. 

Não que tivesse como ir contra o que Youngjae dizia; se ele queria algo, ele faria questão de conseguir. Jaebum então deixou-o ir até a cozinha, mesmo que enfezado, e ligou a TV para se distrair na ausência do mais novo. Moravam juntos há pouco tempo, talvez menos do que seis meses, mas ainda não estava acostumado com aquele jeito quase malandro de Youngjae em conseguir as coisas. Só nesse pouco tempo juntos Jaebum já tinha adquirido um violão, uma TV nova, um video game que ele nem sabia ligar, um conjunto de panelas e mais algumas coisinhas pequenas. E não que Youngjae tivesse pedido por elas, ele só deixou suas vontades no ar, quase inocente demais. “Ah, eu realmente queria isso...” E pronto, Jaebum comprava igualmente inocente, totalmente sem intenções.

— Aqui. — ele voltou, colocando as compressas em seus pontos mais machucados. — Viu? Não te matou ser um pouco menos teimoso.

— Na verdade, quase matou. — apontou para o próprio corpo, fazendo o Choi rir. — Você não ficou bravo.

— Não. — Youngjae sorriu, sentando-se ao lado do mais velho. — Ajudaria brigar com você? Gritar o quão idiota foi a decisão de ir mais rápido em um percurso que você não fechou nem na velocidade normal? Dizer o quão imaturo foi...

— Eu entendi. — resmungou entredentes, ouvindo uma risadinha. — No fundo eu te odeio, sabia? Isso aqui é tudo fachada.

— Sei. — Ele sorriu, apoiando a cabeça no braço de Jaebum, prestando atenção no filme.

Ficaram em silêncio durante aquele filme que ambos já tinham visto no mínimo vinte vezes durante o ano. Youngjae envolveu a mão na sua, mas foi o Im que tomou a iniciativa de entrelaçar os dedos. Com um suspiro satisfeito, o Choi esfregou ligeiramente o rosto contra seu braço, sorrindo sutilmente em seguida, mas não fitando Jaebum, que o olhava pelo canto do olho apenas para ver sua reação. Eles já não precisavam mais conversar sobre aqueles sentimentos que não realmente admitiam sentir um pelo outro a todo momento, era tudo automático e quase que doméstico demais. Apesar de viverem se provocando sobre na realidade não gostarem um do outro, era só algum dos dois ter o braço arranhado que o outro moveria o mundo para ajudar.

Não sentiam que precisavam de rótulos, por isso não se deram o direito de atribuírem títulos românticos ou algo do tipo, contudo todos referiam aos dois como namorados. Os pais, os amigos, os conhecidos; até mesmo o reitor da faculdade que estudavam sabia que eles tinham algo. Mas Jaebum e Youngjae não eram de ficar dando nomes as coisas que eles se preocupavam mais em sentir, apenas seguiam vivendo.

— Ei, obrigado por ter ido ver se eu estava bem. 

Youngjae franziu o cenho, fitando-o confuso.

— Você esperava que eu te visse sair voando da moto e fosse tomar um café? — Resmungou, fazendo o Im rir. Consequentemente o Choi também acabou sorrindo.

— Não, mas... Sei lá. Eu só quis te agradecer por se importar.

Youngjae sorriu, afastando-se ligeiramente de Jaebum apenas para em seguida conseguir ajeitar-se na cama e aproximar o rosto dele do seu.

— Cara, você deve ser mesmo doido de pensar que eu faço tudo por você e não me importaria em te ver todo machucado. — Jaebum sentiu-se levemente envergonhado com o que ele dissera, mas apenas sorriu. — Meu coração quase saiu pela boca quando vi que você caiu, Im Jaebum, você quer realmente me matar, huh?

— Só foi um sustinho. — Brincou, baixando ligeiramente o tom da sua voz ao aproximar os lábios dele do seu.

Youngjae sorriu de lado, lhe beijando calmamente. No início o ritmo se manteve tranquilo, mas era óbvio que os dois não o mantiveram dessa forma. Com uma crescente notória na velocidade com que voltaram a se beijar, com as mãos apertando um contra o outro, era claro que aquilo não iria terminar em risadinhas bobas.

Até que Jaebum gemeu quando o Choi o puxou para perto pela cintura, mas não do jeito que Youngjae esperava.

— Ai, minhas costas. — resmungou, então o Choi não conseguiu se aguentar, explodindo em gargalhadas, rolando pela cama. — Ha ha ha, ria o quanto quiser, engraçadinho.

— E-Eu esqueci completamente... — riu mais um pouco, praticamente chorando. — Hyung, isso foi tão triste...

— Que se dane, eu durmo sozinho hoje. — Virou-se de costas para o mais novo, que ainda ria.

— Não fique mal humorado. — ele se aproximou, abraçando-o por trás. Apesar de não admitir, Jaebum também achou a situação engraçada. — Sem sexo por um tempo, huh.

— Nem brinca com isso. — Virou-se alarmado ao Choi, que riu novamente.

Com um rolar de olhos, ele o beijou novamente, logo sorrindo.

— Ai, hyung. Eu devo ser mesmo doido por gostar de você.

Jaebum sorriu.

— Eu digo o mesmo, hum. — Fingiu estar magoado, logo rendendo-se aos carinhos de Youngjae, sentindo-se imediatamente melhor quando ele riu contra seus lábios no meio daquele beijo.

Sua teimosia não era ruim na maior parte do tempo, às vezes ela até o trazia esses momentos de felicidade que, sabe, valiam a pena uma dorzinha no corpo.



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