1. Spirit Fanfics >
  2. Lover >
  3. Chapter 11

História Lover - Capítulo 11


Escrita por:


Notas do Autor


• Primeiramente, queria pedir mil desculpas pelo atraso do capítulo. Segundo, também queria me desculpar por não responder os comentários anteriores, mas estou com um problema na internet e fica difícil... mas eu li todos eles com muito carinho, ok? Em falar nisso, vi algumas pessoas se queixando pela lerdeza da Summer... mas peço que entendam. Pra quem tá de fora, é mais fácil perceber, e mesmo a gente quando nos encontramos em situações como essa, ficamos cheias de dúvidas sobre nossos sentimentos e das pessoas envolvidas... por isso peço só mais um pouco de calma e tudo vai se ajeitar, prometo.

Capítulo 11 - Chapter 11


Fanfic / Fanfiction Lover - Capítulo 11 - Chapter 11

Para quem ele escreveu aquela música? Essa pergunta não sai da minha cabeça. Eu pensei… coisas absurdas a noite toda. A letra ainda está viva na minha cabeça, e eu consigo sentir cada estrofe como algo pessoal, algo só meu, e eu… Por um momento, só por um momento, pensei que, talvez, aquela música pudesse ter sido feita para mim. Bobagem, né? É só que… A música conta sobre dois melhores amigos que… Não. Eu vou não pensar nisso. É claro que isso é bobagem. O Justin nunca gostou de mim dessa forma, eu sempre fui como a irmãzinha mais nova dele e ele… Não nutre esse tipo de sentimentos por mim. 

Adentro a cozinha no dia seguinte, sedenta por explicações. Justin está sentado sob o balcão, enfiando colheres e mais colheres de cereal na boca. Sem delongas, aproximo-me e bato a folha rabiscada sobre o balcão. Seus olhos cor de mel passeiam sobre a folha antes que um suspiro cansado saia dos seus lábios e ele volte o seu olhar para mim. 

— Pra quem você escreveu essa música? — pergunto. 

— Bom dia pra você também, Summer. 

Dou um sorriso irônico. 

— Sem enrolação, Justin. Eu quero nomes.

— É só uma música idiota, Summer — diz ele, enfiando mais cereal na boca. 

— Você escreveu essa música para alguma pessoa. Quero saber quem é — exijo. 

— Por que se importa tanto? 

— Porque… — começo, mas não termino. Por que me importo tanto? — Custa me dizer? Eu sou sua melhor amiga. 

— Eu escrevi essa música há uns 2 anos. — Tudo isso?! — Nem lembrava que estava lá. Já disse, não é importante. 

— Então é assim que você trata seus sentimentos? Com descaso? — retruco. 

— Por que você acha que isso aí são meus sentimentos? Não pode ser uma música normal? 

— Justin… 

Ele olha pra mim e depois suspira. 

— Ok, Summer. Eu já me apaixonei por uma garota uma vez, o que não é nada anormal. Satisfeita? 

Meu coração começa a bater mais rápido. 

— Eu… Eu conheço essa garota? — pergunto sorrateiramente. 

A minha ansiedade ataca novamente e minhas mãos começam a suar, as quais limpo discretamente na roupa. Sinto uma leve tremedeira nas pernas e Justin parece perceber, pois acompanha cada movimento meu com o olhar, atentamente. 

— Não, você não conhece — responde ele, bem calmo. 

— Tem certeza? — insisto. 

Ele arqueia a sobrancelha. 

— Está querendo me perguntar algo mais direto, Summer? 

Então caio na real: eu estou surtando. Que diabos de pensamentos são esses? O Justin é meu melhor amigo e eu o amo dessa forma. 

— Desculpa — suspiro. — Acho que esse estresse, essa ansiedade, está me deixando louca. Por um momento eu achei que essa música fosse sobre… 

— Sobre…? — ele insiste. 

— Nós dois — confesso, envergonhada. — Eu sei que é bobagem, eu sinto muito. 

— Uou… 

Sinto minhas bochechas corarem ao encarar o rosto divertido dele. Eu devo ser uma piada nesse momento, a palhaça número 1 do circo. 

— Eu sei. Isso é ridículo — digo. 

— Por que achou que a música fosse sobre nós? — pergunta ele. 

— Deixa pra lá, é bobagem. — Tento escapar ilesa da situação. 

— Eu quero saber, Summer — ele é implacável e não tenho mais alternativa. 

— É que a música fala sobre dois melhores amigos… O garoto tinha sentimentos secretos pela melhor amiga, mas ela já estava com outro cara e… Eu associei tudo isso ao fato de como você ficou nervoso ao me encontrar com a música na mão e… Caramba, eu sou muito patética! — solto um riso sem humor. 

— Summer, eu…

— Tudo bem, não precisa se explicar — digo. — Afinal, se você tivesse sentimentos por mim, você me contaria, não contaria? 

Eu não consigo ler a expressão em seu rosto e não consigo enxergar o que tem por detrás dos seus olhos, mas posso notar que eles estão um pouco mais sombrios agora. 

— Claro. — Garante ele. 

Sinto como se um peso tivesse sido tirado das minhas costas. Ótimo. Está tudo bem. Justin e eu somos amigos, melhores amigos, e não vamos estragar isso, não mesmo. Essas bobagens são apenas loucuras da minha cabeça por conta do estresse que eu tenho passado nos últimos meses, mas logo vai passar, e aí posso voltar a pensar mais claramente. Vou esquecer esse assunto idiota e seguir em frente. 

— Que bom. — Arrasto o papel até ele. — Me desculpe mais uma vez por ter metido o nariz onde não é da minha conta. 

Ele apenas retrai o canto da boca. 

— Justin, posso te perguntar mais uma coisa? 

— Pode. Claro. 

— Essa garota… O que aconteceu com ela? 

— O que eu posso dizer, Summer, é que essa música é sobre uma mulher que eu nunca poderei ter — é tudo o que ele responde antes de voltar a comer do seu cereal. 

Sinto um arrepio subir pela minha espinha. 

É… Eu realmente preciso deixar esse assunto pra lá. 


— Todas as músicas são ótimas. Fica difícil escolher apenas uma. 

O dia passou rápido demais. Um segundo atrás, eu estava questionando Justin sobre aquela maldita música que ainda não consegui tirar da cabeça, e agora, cá estamos nós, à noite, tentando decidir qual música escolher para gravarmos e postar seu primeiro vídeo no canal do YouTube. É claro que Justin vai cantar suas próprias músicas, afinal, se ele quer ser um grande artista, precisa se espelhar em si mesmo e não no reflexo de outros artistas. 

— Eu não sei, não — ele hesita. — Eu ainda acho melhor cantar um cover. Acho que o interesse do público aumenta quando o YouTube indica um vídeo de uma música que as pessoas já conhecem. 

É… Faz sentido. 

— Você precisa ter um pouco de fé em si mesmo, Justin — digo. — Suas músicas são ótimas, todo mundo vai amar, assim como eu amo.

Ele apenas suspira. 

— Ok… Bom — Justin pega o caderno da minha mão e passa algumas páginas —, essa aqui. — Ele aponta para uma música específica. 

Boyfriend — leio o título da música. — Parece interessante. Canta o refrão pra mim. 

— Certo. — Ele pega o violão, posiciona sobre o colo, começa a tocar e cantar. 


Gostaria de ser tudo que você quiser

Ei garota, deixe-me conversar com você

Se eu fosse seu namorado, nunca te deixaria ir

Manteria você meus braços, garota, você nunca estaria sozinha

Posso ser um cavalheiro, qualquer coisa que você quiser

Se eu fosse seu namorado, eu nunca te deixaria ir, nunca te deixaria ir


Sorrio. 

— Uau, Bieber, você é muito sexy cantando isso, sabia? 

Um sorriso presunçoso se espalha pelos seus lábios cheios. 

— Ah, então você me acha sexy? 

— Tá se achando demais, não acha? — arqueio a sobrancelha. 

— Tenho que aproveitar, afinal, não é todo dia que sua melhor amiga diz algo tão gentil sobre você. 

— Gentil? — dou risada. 

Ele dá de ombros. 

— E o que fazemos agora? 

— Eu pensei naquela parede branca ali — aponto. — Colocamos uma banqueta ali, você pega seu violão, toca a música e eu gravo no meu celular. Depois eu edito e posto.

— Então, o que acha? Devo cantar Boyfriend?

— Ah, com certeza você deve cantar Boyfriend — afirmo com veemência. — Agora vai pôr uma camisa para gravar o vídeo. 

— Mas por quê? As garotas gostam disso aqui — ele aponta para o próprio peito nu.

— Justin, estamos visando seu talento aqui, não seu corpo sarado — retruco.

— Preciso usar todas as minhas armas, não? — ele esboça um sorrisinho. 

— Vai logo!

— Ok, ok, já tô indo. Chata. — Justin murmura a última parte, enquanto levanta e deixa seu violão sobre o sofá.

— O que disse? 

— Nada. Eu não disse nada — faz-se de cínico e então o sua silhueta desaparece pelo corredor.

Balanço a cabeça, rindo, e volto minha atenção para o celular enquanto faço algumas modificações na câmera para melhorar a qualidade do vídeo que está prestes a ser gravado. 

Justin volta usando uma camisa cinza escuro que cai muito bem com a calça jeans clara. Ele pega uma das banquetas na cozinha e leva até a parede branca, livre de qualquer móvel, quadros ou decoração. É um plano de fundo perfeito. 

Ele senta-se sobre a banqueta, posiciona o violão no colo e eu tento arrumar o celular em cima de algum suporte para não ficar tremendo, e depois ajeito a câmera para poder ter uma imagem integral do Justin. Quando consigo, vou para frente da tela. Depois de contar de 1 até 3, dou sinal para o Justin e ele começa a tocar e a cantar. 

O vídeo precisou ser gravado 5 vezes para ficar realmente bom. Tivemos problemas com a posição da câmera, com a imagem e com o áudio. Quem disse que gravar um vídeo perfeito é fácil? Mas depois de muito pelejar, cá estou eu, editando a gravação no notebook para ficar excelente. 

— E… vídeo postado. — Comemoro com palminhas quando a plataforma do Youtube mostra que o vídeo já está no ar. 

— Eu ainda acho que tudo isso é uma perda de tempo — Justin diz enquanto puxa a camisa pelo pescoço.

— Positividade, Justin — peço. — Vai dar certo. 

Bom… eu espero mesmo que dê certo. 



— Summer? Summer!

Eu travo o maxilar a tempo de ver David correndo atrás de mim para me alcançar no corredor da faculdade. O que ele está fazendo aqui? Espero ele chegar até mim, olhando desconfortável para todos os lados. Todo mundo já sabe sobre minha gravidez e que David trancou a faculdade, possivelmente, para fugir da responsabilidade — é a conversa que circula entre os meus colegas. O que eu posso fazer? É a verdade. Agora, todos estão olhando para nós, curiosos, e eu me sinto como se estivesse dentro de um zoológico e eu fosse a atração principal. 

— O que você está fazendo aqui? — pergunto, entredentes, quando ele para bem na minha frente. 

— Você não atende nenhuma das minhas ligações, não retorna os meus e-mails e nem minhas mensagens, esse foi o único jeito que encontrei de falar com você — diz ele.

Dou um sorriso irônico.

— Ah, então agora você sabe a sensação de ser ignorado. — Não espero a resposta dele e digo, antes de ir embora: — Me deixa em paz. 

— Não, por favor, espera — ele segura o meu braço, me fazendo voltar para o mesmo lugar. 

— Me deixa ir, David — exijo com raiva.

— Você me deixou fazer parte da vida do bebê, mas como espera que eu faça isso se você não deixa eu me aproximar de nenhuma forma? — retruca ele.

É… faz sentido.

— O bebê não nasceu ainda — rebato. 

— Eu quero acompanhar a gravidez, Summer. É do meu filho que estamos falando.

Que tipo de hipocrisia é essa?

— Podemos conversar em um lugar mais reservado — emenda ele. Antes que eu cuspa uma resposta rude, ele acrescenta: — Mas se quiser ter essa conversa aqui com todo mundo ouvindo, eu não me importo. 

Olho para os lados e percebo que as pessoas ainda continuam olhando em nossa direção, cochichando, especulando, querendo ouvir um pouco mais. Sinto um rubor se espalhar pelas minhas bochechas.

Não.

Não vamos ter essa conversa aqui. 

Aceito o convite do David e vamos até uma padaria ali perto, que costuma ficar cheia de alunos famintos, principalmente pela parte da manhã, mas agora é por volta do meio-dia e as pessoas preferem comer em algum restaurante local. Por precaução, escolho a mesa mais afastada, ao fundo da padaria, longe dos ouvidos dos meus colegas. 

— Você quer comer ou beber alguma coisa? — pergunta David. 

— Quero que acabemos logo com isso. Pode ser? — sou ríspida, e ele suspira, sentando-se. 

— Eu entendo que você esteja chateada…

— Ah, entende?

Outro suspiro.

— Dá pra parar de ser sarcástica por um segundo, por favor? — pede ele, e ofereço um sorriso cínico. 

— Direto ao ponto, David. Não tenho o dia todo. Você tem… — olho no meu relógio de pulso — exatamente 15 minutos antes de eu te deixar falando sozinho. 

— Não podemos continuar desse jeito, Summer — sua cara de cachorrinho arrependido me causa tédio. — Eu sei que errei, venho dizendo isso pra você há dias, meu eu quero uma segunda chance pra me redimir. Quero saber se o bebê está bem, se vocês precisam de alguma coisa…

— É claro que o bebê precisa de coisas — corto suas palavras. — É só com ele que você deve se preocupar, porque você já não tem obrigação comigo. Não que tivesse antes, você sabe, eu não nasci para ser sustentada por homem.

— Não foi isso que eu quis dizer. — Murmura. — Eu sei que ter um bebê é difícil e que seu estágio não paga o melhor salário do mundo.

— Eu me viro — garanto. — Você não precisa se preocupar. Não quero e nem preciso da sua preocupação. 

— Summer…

— Mais alguma coisa, David? Por que não tenho tempo a perder, e aquele meu estágio que não paga nada bem está me esperando e é ele que paga as minhas contas.

Ele suspira.

— Você disse que fez a ultrassom do bebê — seu tom de voz é baixinho, como se ele estivesse envergonhado. — Como ele está? E o sexo?

Hesito. Por que me custa tanto responder?

— Eu só vou saber na próxima ultrassom. O bebê está bem. 

Ele balança a cabeça.

— Seus pais devem ter surtado com a notícia…

Sinto uma pontada no coração, mas decido ignorar isso. 

— É, eles não reagiram muito bem, mas isso não é novidade pra ninguém.

— Eu sinto muito.

— Não sinta. Eu tô bem. — Não tô, não.

— Deve estar sendo um inferno viver naquela casa — ele observa. 

— Eu não estou mais morando lá — digo.

Reconheço a surpresa no rosto dele.

— O quê? Você saiu de casa? Onde você está morando agora?

— Estou ficando na casa do Justin agora.

Agora sua expressão se transforma em um misto de amargura e insatisfação. 

— Olha, Summer, você pode vir morar comigo…

Eu gargalho, chamando atenção de algumas pessoas ao nosso redor, mas David permanece sério. Isso só pode ser uma piada. 

— Estou falando sério — ele insiste. — Eu sou o pai do bebê, não faz sentido você ficar na casa daquele cara. Vou permanecer na cidade, então o mais sensato a se fazer…

— O mais sensato a se fazer é você calar a boca — bufo de irritação. — O que você pensa que está fazendo? Depois de tudo, acha que é só chegar, me arrastar pelos cabelos pra sua casa e vivermos uma vida perfeita? Não, querido, não funciona assim. Você pisou feio na bola, e eu posso até te perdoar, mas nunca vou esquecer. Pode ficar perto do bebê, mas fica longe de mim.

E sem dizer mais nada, pego minha bolsa, levanto-me e saio sem olhar pra trás. 



Dou de cara com o Justin só de cueca assim que eu adentro o apartamento, à noite. Ele está escorado no batente da cozinha, mexendo em seu celular, alheio a situação. Tento falar alguma coisa, mas nada sai, pois não consigo desviar os olhos do seu corpo apenas coberto por um pedaço de tecido preto. Justin não é do tipo muito musculoso, mas ele tem uma barriga sarada, peito firme e braços fortes. Quase não dá pra enxergar pele debaixo de tanta tatuagem que cobre toda essa região, e se você olhar muito rápido, parece algo bastante poluído, mas eu até que gosto. De todas suas tatuagens, as que mais gosto é o desenho de um par de asas em sua nuca — o que só reforça a teoria de que ele é um anjo que veio do céu só para me proteger — e a palavra Patience escrita na lateral do pescoço, um pouco abaixo da orelha. Uma vez, sonhei que eu lambia aquela maldita tatuagem, mas esse é um segredo que vou levar para o túmulo comigo. 

— Gosta do que vê? 

Sou puxada bruscamente para o mundo real, e só então percebo que Justin está me encarando com uma sobrancelha erguida no topo da testa e um sorrisinho acusador de canto de boca. Sinto um rubor se espalhar por minhas bochechas. 

— Eu não… Eu só… Estava pensando.

Recuso-me a reconhecer a malícia nos seus olhos.

— Pensando no quê? Posso saber? 

— Nada de interessante — eu gaguejo um pouco. Espero que ele não tenha percebido. 

— Desculpe as minhas vestimentas. Minhas roupas estão praticamente tudo sujas, então coloquei pra lavar. Espero que não se importe.

Tento desviar o olhar, mas não consigo. Por que diabos eu não consigo?!

— Claro que não… — sinto que meu tom de voz está baixo demais. — A casa é sua…

— Acho que sei no que você estava pensando… — ele começa a se aproximar sorrateiramente, e, instintivamente, começo a recuar, sentindo o ar ficar rarefeito de repente. 

— Sabe?

— Aham… — agora a sombra de um sorriso habita no seu rosto e parece tudo parece muito quente agora. — Acho que estava pensando no meu corpo… E em como ele ficaria perfeito colado no seu.

Engasgo.

O quê? Claro que… não.

— Você está ficando louco — minha voz está estranhamente rouca.

— Acho que é você quem está ficando louca — minhas costas encontram a parede e Justin me prende entre a mesma e seus braços fortes. Ele encosta os lábios na minha orelha e diz: — Louquinha para pôr suas mãos em mim.

Puta merda!

Engulo em seco, mas não encontro nenhuma saliva. 

— Você não… Eu… Eu só… — não encontro nenhuma palavra coerente pra dizer.

Sinto o sorriso dele contra a minha pele.

— Você o quê? — Ele beija o meu pescoço, quente e molhado. 

Não consigo evitar e estremeço da cabeça aos pés. Meu hormônios estão loucos, ardendo, latejando… Principalmente latejando! Céus, eu estou tão sensível, carente, eu só queria… Não! O Justin é meu melhor amigo e eu não… desejo ele. Deseja, sim — uma voz no fundo da minha mente retruca, mas tento afastar esses pensamentos o mais rápido que consigo. 

— Vamos, querida, admita — ele roça os lábios pela minha pele sensível. — Você está tão quente… Posso fazer esquentar ainda mais, basta você dizer.

Caramba, ele está tentando me enlouquecer?! Pois está funcionando.

— Justin… — sussurro.

Seu rosto surge na minha frente, e posso ver pontos vermelhos de luxúria se espalhando por suas íris carameladas e mais escuras pelo desejo. Acho que estou hipnotizada. Não… eu tenho plena certeza disso.

— Estou aqui, baby. Tem alguma coisa para me dizer? Agora é a hora, então escolha bem as suas palavras, pois são elas que vão decidir como essa noite termina. 

Eu abro a boca para responder, mas paro no meio do caminho quando vejo um brilho de diversão nos seus olhos. Ele está… se divertindo?! Ah, não, mas que filho da…!

— Eu sei o que está tentando fazer, mas eu não vou cair no seu joguinho — esbravejo.

O sorriso divertido dele aparece. Aí está! Mas logo se transforma em algo sensual. Ele se inclina mais uma vez e diz no meu ouvido: 

— É mesmo? Porque pra mim parece que você caiu direitinho.

Ele dá uma mordida na minha orelha, fazendo meu corpo todo estremecer, antes de sair andando despreocupadamente, como se nada tivesse acontecido, me deixando estática e… excitada?!

Argh!

Por ora, decido me convencer de que tudo isso é culpa dos meus hormônios aflorados por causa da gravidez. Mas bem lá no fundo, algo me diz que isso não tem nada haver com minhas terminações nervosas, e sim que estou criando uma espécie de desejo sexual pelo meu melhor amigo e isso só pode terminar de uma maneira: nada bem. 



Notas Finais


• Vim trazer mais um capítulo para alegrar a quarentena de vocês. Estamos passando por um período difícil, então peço para todas vocês tomarem cuidado, para seguir todas as instruções de saúde pública e, quem puder, fique em casa. E, ah, não esqueçam de comentar o que acharam, tá bom?

Até mais, minhas lindas. 💜


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...