História Lovers (Camus X Milo) - Capítulo 6


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Categorias Saint Seiya
Personagens Afrodite de Peixes, Camus de Aquário, Mascára da Morte de Câncer, Miro de Escorpião
Tags Afrodite, Bella Haddock, Camus, Deathmask, Kamus, Milo, Miro, Poisonice, Romance, Saint Seiya, Shortfic, Yaoi
Visualizações 206
Palavras 3.005
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


YOOO! *sai de trás de um rochedo* Tudo bem pessoal?
Devem estar querendo me matar, não é? Hehehe... Mas calma aí. Eu tenho as minhas explicações!
Primeiro, escrever é absurdamente difícil, ainda mais quando você sente A vontade, mas um maldito bloqueio te empede de cometer tal ato.
Segundo, eu não gostei dos capítulos que eu fiz. Apaguei e reescrevi. Sabe quando você fica eternamente em um capítulo só? Pois então...
Eu ainda não gostei do resultado, mas como eu finalmente consegui sentir pena de mim - coisa que eu não mereço nem de mim mesma -, eu resolvi postar!

Eu, particularmente, sou extremamente perfeccionista. Então não liguem se tiver algum erro ortográfico ou de pronúncia. Avisem se algo os incomodarem!

Agora, sem mais, boa-leitura!

Capítulo 6 - Capítulo 6 - De volta às sombras


Fanfic / Fanfiction Lovers (Camus X Milo) - Capítulo 6 - Capítulo 6 - De volta às sombras

Milo inspirou profundamente, expirando o ar pela boca logo em seguida. Ele estava sentado ao lado de uma pilastra, a capa espalhada atrás dele, assim como o cabelo loiro, que se desalinhava em mechas rebeldes e enroladas que pendiam uma sobre a outra, enquanto a cascata de fios dourados ia em direção ao chão.

Ele soltou um pigarreio baixo enquanto aguardava ansiosamente pela volta do amante da casa de Libra. A imagem do ruivo pedindo passagem para passar por sua casa ainda lhe vinha a mente, mesmo isso já passando de quase uma hora atrás. Sério, frio e arredio, um Camus impassível seguiu para a sétima casa, recusando-se a aceitar as carícias que Milo pôs a oferecer-lhe.

Ao início, confessava, ficou magoado. Depois da noite incrível e da manhã inesquecível que tiveram, Camus ainda lhe vinha tratar mal depois de corresponder - e muito bem - a transa do dia anterior? Isso era muita cara-de-pau. Indignado, Milo praguejou, socou uma pilastra qualquer na intensão de se livrar da raiva quase inconsciente que lhe abatia, refletiu e parou ao sentir um cosmo pequeno, comparado aos dourados, e gelado tentar tocar ao, gigantesco e polar, de Camus.

Pensou. Tudo o que podia fazer era ligar os pontos. Cosmo inferior, mas semelhante ao do cavaleiro de Aquário... Invasão dos Garotos de Bronze nas Doze Casas... Em meio a tudo isso, quem mais estaria entre os traidores?

O pupilo. Porquê não tinha imaginado? O maldito pupilo que havia feito seu amado "cubinho de gelo" sofrer pela traição já notada a meses pelo Santuário.

Hyoga de Cisne, um adolescente de 14 anos, treinado na Sibéria por ninguém menos do que o Mago do Gelo e da Água, o Cavaleiro de Ouro Camus de Aquário. Milo pensava seriamente sobre o plano da tal farçante, escolher cinco Cavaleiros de Bronze para lutar contra doze Cavaleiros de Ouro, esta escolhera muito bem pelo que vira nas fichas anunciadas nas reuniões. Era meio difícil não passar despercebido pelos olhos do Grande Mestre quando dois deles tinham mestres, digamos, famosos pelo mundo dos cavaleiros.

Com certeza, a intenção da falsa Atena não era se esconder...

O cosmo do garoto havia desaparecido, um pequeno resquício era deixado para trás, mas nada que justificasse que ele ainda estaria vivo. Logo essa pequena chama se apagaria e não restaria mais nada do traidor. Seja como for, foram ordens específicas do patriarca. 

Laços não eram válidos quando se tratava de uma traição, fora o que ele dissera.

Milo fechou os olhos, passou a mão pela franja farta e tentou ajeita-la com os dedos enterrados por entre os fios dourados, mas a tentativa era falha quando estava mais bagunçando do que arrumando o desalinhamento do cabelo.

Riu pelo nariz, desistindo e esticando as pernas pelo chão.

- Droga. Nem sei porque ainda tento. - resmungou para si mesmo, parando repentinamente o que fazia para erguer a cabeça e procurar o olhar da figura ruiva e esguia parada na entrada. - Camus?

Camus não pareceu notar o chamado, seu olhar estava perdido, seus olhos, antes na cor estranhamemte vermelha, estavam opacos e sem brilho, a boca escancarada em uma linha fina e inexpressiva e a pele mais pálida do que de costume. Milo se levantou, perplexo e preocupado com a aparência do guardião da mansão de Aquário.

- Camus. - chamou, se aproximando em passos largos e apressados. - Camus, você está bem? O que houve naquela casa?

Cerrando os punhos, o francês trincou os dentes, deixando que o cabelo que caía em sua testa encobrisse os seus olhos enquanto deixava-se ser guiado por Milo até um canto qualquer da oitava casa zodiacal.

- Ele... Hyoga não... - um nó se formava em sua garganta e a boca insistia em não querer pronunciar nem sequer uma letra das frases que o cérebro formulava. Respirou fundo. - Ele falhou. Eu... Eu realmente pensei que ele iria conseguir passar no teste.

- Teste? - Milo piscou, claramente sem entender. Nunca havia visto o aquariano se esforçando tanto para controlar seus sentimentos como naquele momento, sua ida a casa de Libra pareceu ter quebrado algo dentro dele e isso apenas instigava a curiosidade do Escorpião. - De que teste está falando? Explique com calma, Camus.

O aquariano suspirou, acalmando-se finalmente, parecia estar beirando um ataque de nervos a alguns minutos atrás. Com calma e recuperando, aos poucos, a frieza natural, ele pôs-se a explicar seu plano a Milo.

O Escorpião ouvia a tudo atentamente, tentando entender todo aquele conflito entre mestre e pupilo. Camus dissera que prendera Hyoga em um esquife de gelo para protegê-lo de uma batalha brutal que ele não seria capaz de enfrentar, pois não conseguiu atingir o sétimo sentido quando teve A chance. Sua justificativa era que o garoto iria hesitar em atacar novamente e iria perder sua honra como Cavaleiro de Atena ao ser derrotado vergonhosamente, sem ao menos tentar acertar o oponente.

Milo ergueu as sombrancelhas quando o ruivo dissera que afundou o barco onde a mãe de Hyoga jazia sem vida. Aquele, sem dúvida, era um motivo excelente que deveria deixar o Cisne irado para com mestre. Mas não. Ele chorou. Sentiu raiva, mas a deixou e passou a lamentar. Não conseguiu atacar nem mesmo a pessoa que o impediu de ver sua mãe para sempre.

Ao terminar o relato, sem muitas interrupções por parte de Milo, Camus respirou fundo, parecendo aliviado por botar tudo para fora, mas não pode evitar de esboçar um sorriso amargo em meio a expressão rígida.

- Deve me achar alguém sem sentimentos agora, não é? - ele perguntou, seus olhos baixos para o piso.

O loiro pousou as mãos sobre o ombros do ruivo e o viu erguer a cabeça em sua direção, o vermelho colidindo com o azul na troca de olhares.

- Eu nunca pensaria isso de você, Camus. - o escorpiano juntou as sombrancelhas, curvou finamente o canto dos lábios e sorriu com leveza. - Pode não acreditar, mas você é a pessoa que mais tem sentimentos nesse Santuário inteiro.

Camus piscou, elevando uma sombrancelha.

- O que?

- Você os esconde, mas quando se olha nos seus olhos, eu consigo ver todos eles. Até mesmo suas emoções, algumas em um misto de amor e raiva, outras de alegria e medo, até a bondade que insiste em esconder eu posso ver. Você não percebe, mas existe alguém que conhece cada pedaço de sua essência, Camus de Aquário.

O peito do francês formigou, as bochechas queimaram e ele olhou para o grego, analisando-o, espantado. Aquilo foi uma espécie de declaração? Não.  ... Será? Milo fazendo uma declaração? Um momento, sem dúvida, impagável... e lindo?!

O ruivo abriu a boca para retrucar com algo lógico e frio, mas os braços do escorpiano circularam sua cintura e o puxaram para mais perto, o loiro encaixou sua boca com a do de Aquário. Algo terno e sem malícia. Camus retribuiu sem hesitar, não negava, mas também não dizia em voz alta, que aquele afeto havia se tornado um selo fortíssimo para o sentimento que existia entre eles. Um selo que nem mesmo um deus poderia quebrar.

O cavaleiro de Aquário colocou as mãos nos braços de Milo, dedilhando os músculos fortes que a armadura mostrava entre um espaço e outro das peças. A mão do loiro subiu, roçando os dedos pela coluna do aquariano, acariando os cabelos da nuca do ruivo e entrelaçando os dedos por entre os fios longos. O grego pediu passagem, aproveitando a brecha que a boca do guardião da décima primeira casa fez ao abrir para respirar, a língua deslizou para dentro da cavidade quente e esfregou-se com a do outro.

Camus nem ao menos notou quando suas costas bateram contra a pilastra ao seu lado, a perna do Escorpião se pôs entre as suas e a boca do mesmo percorreu seu queixo e a lateral do pescoço, hora mordendo, hora lambendo, hora sugando e hora beijando. Milo estava impossível!!

- Milo... - suspirou o ruivo, reprimindo um gemido quando seu baixo ventre recebeu uma pontada violenta. - Aqui não...

- No meu quarto então. - o loiro voltou a beija-lo, um sorriso malicioso brincando em seus lábios vermelhos.

Camus respirou fundo, desvencilhiando-se de um relutante Milo. O ruivo segurou o rosto do loiro em suas mãos e penetrou seu olhar gélido contra o caloroso do guardião da oitava casa, disse:

- Não. Nem aqui, nem no quarto, nem em lugar nenhum. Hoje temos uma batalha a enfrentar e temos que nos concentrar!

- Mas como você é chato, ruivo. - Milo soltou Camus, cruzando os braços e fazendo um bico emburrado. - Me faz ficar excitado e depois me joga um balde de água fria...

O guardião do templo de Aquário riu discretamente e balançou a cabeça em um gesto negativo. O tão forte e "maduro" Escorpião Dourado, não passava de uma criança birrenta.

Um sorriso discreto se abriu no rosto do dourado da penúltima casa, ele ameaçou abrir a boca para falar, mas foi interrompido por um aviso cerebral de seu alerta interno. Um cosmo passou por sua cabeça como um laser, fazendo-o congelar e olhar boquiaberto para Milo, este também se encontrava incrédulo.

- O cosmo do Máscara da Morte...

- Sumiu. - o ruivo completou, no mesmo instante, sentindo a oscilação do cosmo do pisciano, guardião da última casa.

oooOooo

Uma pequena explosão do cosmo dourado e a rosa se despedaçou em suas mãos. As pétalas carmesim dançaram pelo piso de mármore da casa de Peixes e acompanharam o fraco ritmo do vento que entrava pela entrada larga do templo.

Os punhos de Afrodite se cerraram e, em um movimento rápido, este foi levado fortemente contra a parede da última casa, abrindo um enorme buraco na mesma. Arfando pesadamente, os olhos azuis do pisciano se fixaram em um ponto qualquer dos escombros no chão e a boca se fechou, recolheu o punho e ajeitou a postura.

Não existia mais... O cosmo do Cavaleiro de Ouro de Câncer deixara de existir a poucos minutos atrás. Nenhum resquício podia ser sentido, tudo o que se pôde distinguir foi o Sekishiki engolindo toda a cosmo energia que antes habitava a quarta casa zodiacal.

Máscara da Morte havia morrido.

Afrodite fechou os olhos, passou a mão pela franja impecavelmente arrumada e suspirou, inspirando profundo e lentamente. Seu coração palpitava rápido, chegava a doer o ritmo descompassado que este atingia. Um vazio crescia em seu peito, tão grande quanto o buraco que havia feito na parede.

Havia o perdido. O rapaz que veio lhe visitar na manhã daquele mesmo dia desaparecera tão rápido quanto apareceu em sua vida. Uma fumaça que se condensava no ar... Um amor estilhaçado por uma guerra sem fim.

O sueco apoiou-se desnorteado contra um pilar, fechou os olhos e cerrou os lábios, uma rosa vermelha apareceu em sua mão. Afrodite juntou as sombrancelhas quando sua visão ficou embaçada, permitiu que as lágrimas rolassem por seu rosto sem restrição com um sorrisinho trêmulo e sem-humor.

Doía. Como doía... Não lhe era nova aquela dor de perder alguém que se ama, mas já fazia tanto tempo... Senti-la de novo parecia pior.

- Merda. - praguejou baixinho, hora ou outra soluçando fracamente, enquanto pressionava os dedos contra o concreto do pilar.

O loiro não notou quando invadiram sua casa.

Rápido e ansioso. Era essas as palavras que distinguiam perfeitamente a bola de luz que entrara na casa de Peixes. Pequena, azulada, por onde passava uma trilha de "fumaça" branca e enevoada era deixada e uma pequena chama creptava dentro dela, ofuscada, esta refletia a iluminação do sol lá fora.

Circulou em uma espiral. Zanzando pelo ar, ela deixou desenhos sem sentido sumirem acompanhando a fraca brisa que corria por entre as pilastra rodeadas de Rosas Piranhas. Finalmente chamando a atenção do cavaleiro de Peixes.

Afrodite pareceu esquecer de respirar, levantou a cabeça rapidamente quando notou uma luz branca passar por uma sombra entre um pilar e outro, quase que imediatamente, vidrando na bola de luz que descia até ele. Um lampejo passou pela "intrusa" e refletiu em seus olhos, intensificando ainda mais o azul-piscina que as íris tinham.

"Não pode ser..." - a mente do loiro estava em choque, insistia em analizar cada detalhe que lhe era permitido ver.

A bola de luz iluminou-se, rodopiou ao redor de Afrodite e parou em frente a ele, sua pequena chama creptando mais alto quando a mão do Cavaleiro de Atena se ergueu para toca-la, em um transe mudo e inconsciente.

Sua missão era passar um recado para o cavaleiro de Peixes e pelo que viu, este entendera muito bem. Uma despedida macabra mas ao mesmo tempo bela... enviada especialmente pelo Senhor do Sekishiki, antes de se juntar aos mortos, para seu amado peixinho.

Uma conexão sem fio.

Lampejando, a pequena iluminada piscou para o guardião da casa, não lhe dando a chance de toca-la. Desapareceu subitamente, como uma chama de uma vela quando soprada.

O loiro de cabelos cacheados recolheu sua mão, levando-a ao peito e a encolhendo contra o peitoral da armadura. Seu coração novamente batia rápido, mas dessa vez sem a dor. Era descompassado, mas aconchegante. O calor misturado ao frio, tristeza e alegria - como queira chamar.

Isso não importava. Tudo o que importava naquele momento era que se sentia bem.

- Máscara da Morte... - sorriu levemente, andando calmamente até a entrada de sua casa e abaixando seus orbes azuis em direção ao templo de Câncer.

oooOooo

Camus respirou fundo, estreitou os olhos para a casa de Libra e reprimiu os lábios, uma rajada de vento esvoaçou sua capa e cabelo atrás de si. O calor do cosmo do Cavaleiro de Bronze atingira até mesmo ali, a décima primeira casa zodiacal. Ele expandia-se pelas Doze Casas, mas ainda assim concentrava-se apenas em Libra.

O ruivo franzio o cenho, concentrando sua atenção em apenas um ponto em meio a tanto cosmo vermelho. Podia passar despercebido aos olhos de qualquer um, mas ele podia notar. Ofuscada pela intensa cosmo energia, uma chama esbranquiçada e gélida lutava para se manter firme, elevando-se fracamente.

"Hyoga." - a mente de Camus alertou-o, fazendo o aquariano reprimir um suspiro cansado.

Não teria jeito, uma luta estava por vir. Hyoga iria enfrentar a Milo, e Camus duvidava muito que o Furacão Antares perdesse a chance de torturar alguém com sua peçonha.

O francês sorriu minimamente, girou sobre os calcanhares e entrou em sua casa zodiacal. Esperando pela luta que sabia que enfrentaria assim que a chama de Sagitário se apagasse.

oooOooo

A respiração falhou.

Passando a mão pelo cabelo em nervosismo, um Milo concentrado na batalha que acontecia na casa de Aquário negava-se a acreditar que o "pato de Bronze" havia conseguido alcançar o Sétimo Sentido.

Enquanto seu cosmo colidia, mesmo a distância, com o de Camus, sentia o mesmo se afastar. 

Enfraquecendo...

Diminuindo... 

Desaparecendo...

Ele estava indo embora...!

Milo arregalou seus olhos, correu para fora de sua casa e levou a cabeça para Aquário, encarando incrédulo a frieza que se instalara ao redor da casa zodiacal. O peito chegou a doer, sentia uma vontade imensa de gritar, mas a garganta falhava e um o sufocava.

Poucos minutos depois, nem mesmo sentiu quando as lágrimas desesperadas molharam o seu rosto, escorrendo pelo canto dos olhos, caindo e morrendo ao colidir contra o chão. Girou a cabeça ao redor, meio perdido com o sentimento ruim que o abalara naquele instante.

Mais uma vez, uma das chamas do Relógio de Fogo se apagou. Mais uma vez, junto com a cosmo energia de seu guardião.

Dessa vez, quem se fora com a chama fora Camus. O SEU Camus!

Desolado, Milo caiu de joelhos, arfando pesadamente, seu cosmo caiu tenso sobre a casa de Escorpião. Um clima pesado agora rodeava a oitava casa. As mãos penderam sobre o colo, sem força, os olhos azuis focaram em um ponto qualquer enquanto as lembranças passavam como uma enxurrada violenta pela mente do escorpiano.

Seu medo se concretizou, os pesadelos se tornaram reais. O coração partido doía mais que tudo no momento, diminuia até mesmo a ardência provocada pelo golpe congelante de Hyoga.

Hyoga... Milo trincou os dentes, cerrou os punhos e permitiu que a franja pesada e loira caíssem em seus olhos, encobrindo-os. Podia estar absurdamente errado, mas se arrependia profundamente de não ter matado aquele pato maldito quando teve oportunidade.

O loiro arfou, ainda olhando a casa de Aquário. Um brilho sinistro passou por seus olhos quando a batalha na casa de Peixes ameaçou começar. Quatro dourados haviam se perdido, mas Milo sabia que Shaka ainda vagava por aí e que logo voltaria. Ato que não se repetiria por parte dos outros cavaleiros...

Eles não voltariam. Era difícil se conformar... Camus não voltaria mais. 

Estava sozinho novamente.

"O escorpião volta para a escuridão de sua toca, esperando que todo o ciclo se repetisse..."

Chorando, Milo olhou para o céu. As estrelas pontilhavam a escuridão, entre elas a gigantesca Antares na constelação de Escorpião, a lua não estava presente e nuvens brancas e densas diziam que uma madrugada fria iria cair sobre o Santuário. O guardião do templo de Escorpião fechou os olhos, as lágrimas pararam de verter. Silêncio.

Uma rajada de vento passou pelo corpo do rapaz, balançando levemente seu cabelo loiro. Ele franzio o cenho, incomodado, quando algo gelado tocou sua face, abriu os olhos de imediato e os estreitou para o pequeno "ponto branco" que caía em sua direção.

Milo abriu sua mão, acompanhou com o olhar quando o floco-de-neve pousou em sua palma e um lampejo prateado passou por ele. Os olhos do loiro lacrimejaram, a boca se contorceu em uma linha trêmula e torta e o maxilar tensionou, ele se levantou.

Pouco a pouco, o floco-de-neve ia desaparecendo, derretendo em sua mão enquanto o poder que o mantinha firme esvaia-se. Quando estava prestes a desaparecer, Milo fechou a mão, cerrando punho ao redor daquele mudo recado do guardião de Aquário.

O acalmara, mesmo que pouco. Ainda doía não poder mais tocar seu amante, mas ao ver que ele se lembrou dele também o confortava.

"Camus de Aquário..." - Milo sorriu com a lembrança.

O guardião de Escorpião direcionou seu olhar para o Relógio de Fogo, onde a chama de Peixes creptava forte no símbolo que indicava seu signo, no lugar onde a chama de Aquário se apagou, o calor do fogo já desaparecia com o vento.

A batalha das Doze Casas já se aproximava do fim.

Continua...


Notas Finais


E aí? Gostaram? Não sentem vontade de me matar? Sim? Comentem!

Sinceramente *suspiro*, nunca pensei que ia ser tão difícil matar um personagem... AINDA MAIS O CAMUS!!! Aaaaaa...
Mas voltando, eu tenho que confessar! Eu sou uma grande sádica, adoro ver e escrever personagens sofrendo! XD

*olhar maluco* Milo, Camus e Shun que me aguardem?! *risada maléfica*

... ;-;


Ok. Eu não gostei do resultado, como eu já disse, mas se valer a opinião de vocês pra mim tá ótimo. Até um "continua" vai valer, ok?

Obrigada por ler - até mesmo vocês caros fantasminhas, moram no meu <3 - e favoritar!
Logo mais o último capítulo e a continuação dessa fanfic!

Até mais! XD


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