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História Lovers On The Sun - GaaSaku - Capítulo 13



Notas do Autor


Oii, gente!
@_Cerise aqui para trazer mais um cap dessa belzinha para vocês que foi betado pela maravilhosa e perfeita @HeyGreen.
Obrigada, anjo! ❤️

Boa leitura! Espero que gostem! ❤️

Capítulo 13 - Capítulo XII


Fanfic / Fanfiction Lovers On The Sun - GaaSaku - Capítulo 13 - Capítulo XII

— Você tem certeza que ela não tem parentes por aqui? — o Uchiha perguntou, tentando achar uma solução coerente para aquele mistério. — Ela pode ter ido visitar alguém.

Assim que ele e Konan chegaram no ponto de encontro com Gaara, esperava que tudo estivesse resolvido e que já pudessem partir de vez em busca do tesouro, mas não foi isso que aconteceu. A parceira do Sabaku havia misteriosamente desaparecido e eles precisavam encontrá-la o quanto antes, afinal, jamais deixariam alguém para trás, pelo menos, não mais…

O tesouro até poderia ser a grande ambição deles, no entanto, a vida lhe mostrou que o dinheiro não é tudo e que de nada vale ter toda a liberdade que ele proporciona, se não tiver quem se ama ao seu lado. Então, assim como ele jamais abriria mão de Konan, sabia que o ruivo não desistiria tão fácil de Sakura, por isso precisavam achá-la o quanto antes. 

— Não… A única parente que ela tem é a madrinha em Konoha, todos os amigos dela são de lá também — o ruivo respondeu, nervoso. — Tudo o que ela me disse é que iria atrás de algo para fazer o café da manhã e depois não retornou mais. Ela é esperta, sabe se cuidar, não é qualquer um que faria mal à ela. 

— Qualquer um não… — a voz feminina soou, atraindo a atenção dos dois homens ali. 

— Do que você está falando? — Gaara perguntou.

— Não sejam tolos.  Vocês não sabem mesmo o que aconteceu? — rebateu, arqueando uma sobrancelha e encarando o ruivo e o moreno.

— Do que você está falando, Konan? — Itachi perguntou.

— Se o Kakuzu sabia dela, — disse, caminhando até o centro da sala do casebre em que estavam, colocando-se no meio dos homens — por que o Pain não saberia? 

— Você acha que ele...? — o ruivo questionou, incrédulo. 

— Eu não acho, Gaara, eu tenho certeza. Vocês dois até que são espertos e desapegados do que é “certo” e “errado”, mas mesmo com todo o tempo que passaram na Akatsuki, não conseguem pensar como eles… E o Pain sabe disso. Ele não se importa em sacrificar quem for preciso para conseguir o que quer, mas nós não. Ele sabia que se pegasse ela, iríamos atrás dele, e nós temos o que ele quer. 

— E você sabe onde ele está? O esconderijo antigo é bem longe daqui… Eu vou atrás dela, vocês podem pegar o mapa e a maldita chave e irem atrás desse tesouro. — Ele entregou a bolsa de couro para Itachi e colocou mais munição em seu coldre, preparando-se para partir em busca da sua amada. — Se a Sakura está com ele, eu preciso resgatá-la o mais rápido possível. 

— Não tão rápido, ruivinho — Konan  falou, ajeitando o chapéu preto em sua cabeça. — Vamos com você. — Lançou um olhar cúmplice para Itachi, que logo entendeu o recado. 

— Sozinho você não tem chance. Eles estão em três, e se perdermos vocês, nós estaremos em desvantagem também. Além do mais, somos um time — o Uchiha falou, recebendo um aceno de cabeça grato do Sabaku.

Sem mais falar, os três saíram para fora da casa, prontos para resolverem aquela situação de uma vez, mas antes que a mulher subisse em seu cavalo o moreno segurou o seu pulso, parando-a e lançando-lhe um olhar preocupado. 

— Você sabe como esse encontro pode acabar, não sabe? Tem certeza que quer ir? Eu e o Gaara podemos resolver isso…

— Sei — respondeu com convicção, pronta para partir. 

— Alguma ideia de onde eles possam estar? — Gaara perguntou, já montado em seu cavalo, Shukaku.

— Nas ruínas de Amegakure. 

(...)

As mãos femininas seguravam com firmeza as rédeas do cavalo que montava, enquanto sentia todo o seu corpo se mexer de acordo com a velocidade que cavalgava. A paisagem do deserto que atravessava já era familiar para si, e por isso não prestava tanta atenção nas montanhas e rochas ao seu redor, e nem nos dois homens que a seguiam logo atrás. 

Todos os três estavam focados e determinados em chegar ao seu destino, onde teriam a batalha de suas vidas. Aquele confronto poderia ser o último, mas também seria decisivo: uma vez que resolvessem definitivamente todas as suas pendências com a Akatsuki, poderiam dizer que, de fato, estavam livres para irem atrás dos seus sonhos. 

Assim que avistou as ruínas da pequena cidade em que havia nascido e crescido, um aperto tomou conta da mulher. Apesar de todo o sofrimento que havia vivido ali, quando ainda era uma criança órfã, tinha algumas boas recordações, mas que agora não passavam disso. 

Memórias distantes de uma cidade completamente destruída pelas mãos de um único homem. 

— Olhem o chão. — A voz rouca do ruivo soou, tirando a mulher de suas memórias. — Eles realmente passaram aqui há algum tempo. 

— Estavam em três cavalos — Itachi comentou. — Pain, Hidan e Deidara. 

— Será que o Deidara deixou alguma armadilha ou explosivo? — Gaara perguntou.

— Não… o Pain quer que encontremos ele vivos. Ele precisa da nossa parte do mapa e da chave que estava em poder dos Senju — Konan respondeu. — Conseguem seguir daqui pelas pegadas? Eu vou logo atrás de vocês. 

Os homens concordaram com um aceno de cabeça, enquanto ela parou ali em seu lugar. O moreno, percebendo a hesitação dela, retornou em seu cavalo indo em seu encontro. 

— Eu sei o quanto o Pain é especial para você… Vocês cresceram juntos e ele é a sua família, mas você sabe que… 

— Sei… É ele ou a gente… — falou, com pesar na voz. — Viver fora da lei exige os seus sacrifícios, não é?

— Infelizmente… mas ainda bem que nesse caminho eu tive a chance de conhecer você e por isso eu jamais vou me arrepender.

Os olhos negros fitaram os laranjas, olhando-a com paixão. A mão de Itachi foi até a lateral do rosto de Konan, acariciando a sua derme com o polegar. Seus lábios se encontraram em um beijo sutil e gentil. 

Apesar da pressa e urgência do Sabaku em encontrar a sua amada, ele esperou de longe que o casal se despedisse, afinal, aquela poderia ser a última que eles se veriam. 

— Não morra… — a mulher pediu em um sussurro assim que os lábios se separaram. 

— Pode deixar — respondeu com um sorriso ladino. — Nós vamos resolver tudo, não precisa se preocupar — disse, dando um beijo em sua testa. — Eu te amo, não esqueça disso, mas agora eu preciso ajudar o ruivinho ali a resgatar a sua donzela para irmos atrás do nosso tesouro. 

Ele sorriu antes de se virar e ir na direção em que Gaara estava esperando, enquanto Konan observava a cena aflita.

— Eu também te amo, Itachi — falou baixo, no entanto, o moreno ouviu a confissão da mulher, abrindo um sorriso pequeno, mas sincero.

Afinal, Konan era única que conseguia arrancar os seus mais verdadeiros sorrisos. Depois de descobrir toda a corrupção e sujeira que a família Uchiha fazia por debaixo dos panos em Konoha, deixou de acreditar no mundo e até mesmo na bondade das pessoas. 

O seu pai, que era o seu grande herói, incriminava e condenava inocentes. Fazia um verdadeiro derramamento de sangue apenas porque um grande senhor de terras lhe deu uma boa quantia de dinheiro. O homem que deveria proteger a população de Konoha era na verdade o seu maior algoz.

Toda aquela hipocrisia lhe encheu de ódio e revolta. Não entendia como poderiam ser tão injustos e cruéis e ainda andarem pela cidade como se nada tivesse acontecido. Itachi também não compreendia como a mãe sabia de tudo e mesmo assim ainda era conivente com os erros do marido e ainda usava o dinheiro manchado de sangue que ele ganhava em pratarias e jóias. 

O sentimento de revolta era tudo o que ele sentia ao lembrar da família, ainda mais quando o seu pai pediu para que ele entrasse nesse caminho obscuro. No entanto, Itachi não só se recusou a trilhar os passos do pai, como também decidiu largar toda aquela hipocrisia e trilhar uma estrada com seus próprios valores e princípios. 

Juntou-se a uma organização criminosa, mas nunca ultrapassou os seus próprios limites, assim como também jamais negou o que fazia fingindo ser alguém que não era. Tudo isso para buscar o famoso tesouro de Kaguya e então ir embora de vez dali, afinal, por mais que não quisesse admitir, era o dinheiro que movia o mundo, precisava dele para realizar o seu grande sonho. 

E Itachi esperava de verdade que o irmão um dia acordasse para tudo aquilo e arranjasse um jeito de se livrar de tamanha sujeira. Também, quem sabe encontrar um grande amor e alguém para acompanhá-lo em sua jornada, assim como ele tinha encontrado Konan. 

Se antes tinha todos os motivos para lutar, agora esses motivos eram ainda mais fortes, afinal, também precisava voltar para ela. E queria fazer isso o mais rápido possível, por isso, apressou-se ainda mais em seu cavalo, seguindo as pegadas no chão deixadas pelos Akatsuki. 

Itachi e Gaara andaram por alguns minutos até perceberem já estarem fora da cidade destruída, as pegadas seguiam em direção a um pequeno casebre, e logo desconfiaram que era ali que os criminosos estavam com Sakura. Os dois correram ainda mais rápido até chegarem ao local, avistando de longe Hidan sentado em uma pedra.

— Os traidores chegaram! — o prateado gritou, avisando os comparsas. 

Deidara se aproximou com um sorriso perverso no rosto, já sacando a arma e apontando em direção ao ruivo. 

— É hoje que eu vou explodir os seus miolos, Sabaku!

— Abaixe a arma, Deidara. — A voz grave e imponente de Pain reverberou no espaço aberto, atraindo a atenção de todos ali. — Estamos aqui apenas para negociar. Não se esqueça, eles têm algo que nós queremos, mas nós também temos algo que eles querem. 

A provocação de Pain fez com que uma corrente de raiva se espalhasse pelo corpo de Gaara. Sem pensar, desceu rapidamente do cavalo andando mais a frente e se deparando com Sakura amarrada e amordaçada em uma árvore, com Pain apontando uma arma para a sua cabeça. 

Os olhos verdes se encontraram e Gaara mais uma vez se sentiu culpado por tê-la arrastado para essa situação. Precisava tirá-la dali o quanto antes, não permitiria que nada acontecesse a sua amada 

— Solta ela, seu filho da puta! — o Sabaku bradou enfurecido, arrancando uma risada sórdida de Pain. 

— Como eu disse, iremos fazer uma negociação aqui e se você não quiser negociar, bem… mais um passo e eu explodo a cabeça da sua rosada — falou, enquanto passava a arma pelo rosto de Sakura, que sentiu um frio percorrer a espinha e cerrou os seus olhos em desespero. 

Pela manhã, enquanto saía da cabana em que estava para procurar um vilarejo ou algum lugar onde pudesse encontrar algo para comerem, foi surpreendida por Hidan e Deidara. Os dois logo a deixaram inconsciente, sem qualquer chance de defesa e a fizeram de refém. 

Quando acordou, já estava ali, amarrada àquela árvore com Pain em seu encalço. Dessa vez estava de mãos atadas e não poderia nem sequer se defender. Além do mais, o ruivo ainda lhe dava mais medo e arrepios do que Sasori. Algo nele era mais cruel… mais diabólico. Sua única esperança era que Gaara a salvasse, no entanto, ela sequer sabia se algum deles iria conseguir sair vivo dali. 

— E o que me garante que você irá cumprir com a sua palavra? — Gaara perguntou. 

— Não confia na minha palavra, Gaara? Por acaso acha que todos são ratos traidores como você, o Itachi e a Konan? Aliás, onde ela está? Ela já resolveu abandonar você também? — o ruivo perguntou para o moreno que já havia descido do seu cavalo e agora estava próximo a eles. 

— Ela não queria ver você morrer. Apesar de você ser a criatura mais desprezível do Oeste, ela ainda tem muito carinho por você.

— A Konan sempre se deixa levar pelos sentimentos… Por isso ela cometeu a burrice de ficar com você. Mas isso não será mais um problema. Agora… Gaara, entregue de volta o que você roubou de mim. E você, Itachi, me dê a parte do mapa que estava com aquela sua família podre. 

Gaara e Itachi se entreolharam, sabiam muito bem que, assim que entregassem o que o ruivo queria, ele iria matá-los. 

— E o que ganhamos com essa negociação? — Itachi perguntou. 

— O Gaara vai ter a vadia dele de volta. Só não posso garantir que vocês terão uma vida muito longa… — falou, pressionando ainda mais o revólver contra a cabeça da Haruno. 

— Desgraçado! — Gaara exclamou, já apontando a arma para Pain. 

— Nem pense nisso, seu filho da puta! Ou você morre também — Deidara disse, mirando o Sabaku com a sua arma.

— Vai ser um prazer acabar com a sua vida de piromaníaco de merda, Deidara — Itachi falou, repetindo o gesto do loiro, colocando-o em sua mira.

— Ah, eu que não vou perder a oportunidade de matar um arrogante, sem fé e que vai arder no fogo do inferno como você, Uchiha! — Hidan disse com um sorriso no rosto. 

O clima era de pura tensão. Os olhares fuzilavam um ao outro em ódio e seriedade. Não sairiam dali com vida com certeza. 

Então, a mão firme que segurava o revólver, puxou o gatilho e um tiro certeiro e fatal foi disparado.  

 


Notas Finais


E aí, amores, quem atirou em quem? 👀
Palpites?

Obrigada pela leitura! ❤️


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