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História Loves and Tickets - Capítulo 1



Notas do Autor


[sasunine]: OLÁ, MEUS AMORES! Como vocês estão? Espero que bem!
Então, aqui estamos eu e Christie com esse feat. maravilhoso pro @projetoharuno. Está sendo um prazer escrever com esse anjo ❤️

Enfim, estou aqui apenas para explicar como vai funcionar a postagem dessa short-fic: basicamente terão capítulos todos os dias, de hoje até sábado (dia 28, aniversário da nossa querida Sakura). Cada capítulo terá o nome do dia em que tudo está acontecendo, ou seja, esse estaria ocorrendo hoje.

Já podem criar suas teorias, e se quiserem compartilhar com nós aí nos comentários, nós iremos amar! ❤️

Fico por aqui hoje, galera! Boa leitura!

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[SrtaChristie]: Então pessoas, acontece que eu estava com um puta bloqueio, e não conseguia escrever nada, pelo menos nada que me agradace, então eu fui atrás de uma parceria para desenvolver algo bacana para o projetoharuno. E recorri a sasunine, e nossa, tudo fluiu tão bem! Que eu fico maravilhada 😍 . Estou feliz com essa parceria e feliz com o resultado. Espero que gostem [email protected]

Um beijão muito especial para HeyGreen e Nessagbs, pelo carinho, atenção e pelo trabalho maravigold com a betagem e capa, respectivamente.

Capítulo 1 - Segunda-feira, 23 de março.


A medida que meus olhos percorriam o quadro branco, minhas mãos trabalhavam rapidamente, na tentativa de tomar nota da maior quantidade de informações possíveis sobre aquela aula de Imunologia. 

O som da voz da professora Anko ecoava fortemente pela sala, devido ao silêncio dos acadêmicos. 

Entre eles, estava eu, extremamente cansada e com dores musculares consideráveis, resultado de uma noite mal dormida e de um fim de semana agitado que tive com minha melhor amiga. 

Hinata tinha um encontro marcado para sábado a noite, mas o carinha acabou não dando as caras no date. Ela por sua vez, acabou me arrastando para o seu apartamento — apartamento esse que ela divida com o irmão — sob o pretexto de estar chateada e precisar de companhia. 

Passamos metade da noite vendo comédias românticas ruins na Netflix e outra metade comentando as tretas que ocorreram no Campus nos últimos meses. 

No domingo, a Hyuuga fez questão de me levar na festa de uma colega dela, onde eu não bebi nada alcoólico justamente por ter aula no dia seguinte, o que não adiantou de nada, pois acordei com uma puta dor de cabeça. 

E para piorar tudo, acabei encontrando com Sasuke na cozinha, quando me levantei a fim de pegar um copo de água para tomar junto a aspirina. 

Eu não tinha nenhuma espécie de raiva do rapaz, pelo contrário, ele era o cara por quem eu tinha um leve crush, e justamente por ter essa queda nele e sempre ficar boba na sua presença, eu evitava ao máximo ficar sozinha com ele. 

Até aí tudo bem, eu poderia ser cordial, pegar o que precisava e sair rapidamente do cômodo. Entretanto, mesmo que sem querer, o desgraçado havia me assustado, fazendo com que um gritinho agudo saísse da minha garganta. Sem falar que ele me viu vestida de uma maneira pouco apropriada para as seis da manhã. 

Sem sutiã, com uma camiseta branca que cobria apenas metade do seu abdômen e uma calcinha preta. 

Certo, essa não é a melhor maneira de transitar pela casa dos outros, acontece que eu, Sakura Haruno, tenho certa predisposição para me colocar em situações complicadas ou constrangedoras, quando não, as duas coisas. 

E diferentemente de muitos caras por aí, ele não fez nenhum comentário desagradável. Apenas me pediu desculpas pelo susto e foi embora, com um maldito — e lindo — sorriso idiota nos lábios. 

E para fechar com chave de ouro, Hinata resolveu lavar e secar os cabelos, o que não seria um problema de fato se a diaba não tivesse quase um metro de cabelo. O processo de embelezamento das madeixas de minha estimada amiga me fizeram perder o primeiro horário. 

"Colocar alvejante no shampoo de Hinata Hyuga o quanto antes." — meu espírito de ariana cruel e vingativa tomou nota. 

O restante da manhã passou normalmente, prestei atenção ao máximo nas aulas, não me deixando levar em pensamentos que não diziam respeito ao curso de farmácia. 

Quando a aula de Anko chegou ao fim, eu rapidamente me levantei, guardando meu caderno na bolsa, pegando os dois livros dispostos acima da mesa no braço esquerdo e saindo em disparada da sala. 

Estava morrendo de fome, e Hinata provavelmente já estaria a minha espera para irmos ao restaurante onde sempre almoçamos antes dela me levar até meu trabalho. 

Andava distraída pelos corredores, com o celular na única mão disponível, enquanto digitava uma mensagem para a minha mãe, dizendo que estava bem e viva. 

Dona Mebuki vivia me enchendo de mensagens, sempre preocupada com a minha alimentação e perguntando constantemente se não precisava de nada. Às vezes até mesmo meu pai me enviava áudios dizendo que não aguentava de saudades. 

Mesmo morando na mesma cidade, não consigo ir visitá-los com muita frequência devido a faculdade, trabalho e minha recém vida independente, longe das asas dos dois. Mesmo assim, ainda faço questão de estar presente em alguns almoços de família e datas importante. 

Soltando um suspiro, guardei o celular no bolso do jeans e virei a última curva daquele extenso corredor, a fim de finalmente chegar até a porta de saída. 

Contudo, como a grande sortuda que eu sou, acabei esbarrando em alguém, o que fez com que tanto eu, quanto a outra pessoa, fossemos direto ao chão. 

- Meu Deus, me desculpe! – a voz melodiosa e feminina pronunciou, em um tom envergonhado. 

Me pondo sobre os joelhos, peguei os livros que escaparam de meus braços e finalmente dirigi um olhar a garota a minha frente, que recolhia algumas folhas de xerox que se espalharam pelo piso. 

- Tudo bem, Ino. Eu estava distraída. – deixei minhas coisas ao lado e peguei algumas folhas que estavam mais distantes, logo entregando para a loira, que já tinha organizado as demais. 

- Ah, eu também. – riu de forma graciosa e um pouco acanhada. – Estava com pressa para entregar esses papéis para a Karin. Ela ainda está na sala? – falou com uma rapidez inexplicável, como se quisesse fugir de mim. 

- Está sim. – peguei minha bolsa e livros, e me levantei, ajudando a Yamanaka a fazer o mesmo. – Sabe onde é a sala, certo? Qualquer coisa posso te levar... 

- Não! – disparou rapidamente. – Quer dizer... Uh, eu sei onde fica a sala. – abriu um pequeno sorriso. – Muito obrigada, e me desculpe mais uma vez. – foram suas últimas palavras antes de se afastar de mim e voltar a caminhar na direção oposta. 

Com uma clara expressão de confusão, olhei para a porta de saída há alguns metros e andei até ela, tentando entender o que havia de errado com Ino e porque ela estava agindo de forma tão estranha. 

Tá certo que eu não sou tão íntima dela, contudo a conhecia o suficiente para estranhar aquela reação, já que ela sempre fora calorosa e animada, não tímida e envergonhada. 

- Sakura, que demora! – ouvi a voz já conhecida de Hinata gritar, enquanto eu me aproximava de seu carro que estava parado no estacionamento. 

- Demorei um pouco porque acabei esbarrando com a Ino, foi mal. – entrei no banco do passageiro, vendo Hinata entrar na parte do motorista e dar partida. 

- E ela te disse alguma coisa? – perguntou com curiosidade. 

- Não, ué. – a encarei com as sobrancelhas franzida. – Por acaso ela tinha algo pra me dizer? – indaguei, desconfiada.

- Não! Por que acha isso? – pelo modo que seu pé batucava no chão e os dedos no volante, eu soube que ela estava mentindo

A conhecia bem demais para não saber desses pequenos detalhes de quando ela ficava nervosa. Ela com certeza estava escondendo algo. 

- Você quer me contar algo, Hinata? – voltei meu olhar para a estrada, esperando uma resposta verdadeira que provavelmente não viria. 

- Não. – e com aquela simples palavra, nossa conversa se encerrou e o restante do meu bom humor foi pro espaço. 

Não falamos mais nada, permanecendo em absoluto silêncio. 

Eu odiava quando ela escondia as coisas de mim, mas, também não podia obrigá-la a me contar nada. Teria que esperar o tempo dela. 

Com uma freada brusca, fui tirada de meus devaneios, sentindo meu corpo ir com tudo pra frente. Se não fosse pelo cinto, eu sem dúvidas teria voado do banco. 

- Que porra, Hinata! – gritei, vendo meus livros no chão do carro. 

- Aquele filho da puta apareceu do nada! – xingou um carro que já nem estava mais em nossas vistas. 

Respirando fundo, tirei o cinto e recolhi os livros, vendo um papel azul cair do meio de um deles. Peguei aquela folha dobrada, voltando ao meu lugar e colocando novamente o cinto de segurança. 

Hinata voltou a dirigir quando eu já estava sentada, resmungando e xingando até a décima quinta geração do indivíduo que quase fez ela bater o carro. 

Enquanto minha amiga se concentrava no caminho, me peguei observando aquele papel. 

Ele era meu? Eu o havia colocado ali? 

Não me lembro de ter algo daquela cor, até porque azul não era uma cor que eu gostasse muito. 

Desdobrei o papel com cuidado, vendo que realmente não era meu. 

Aquela letra bonita e redondinha com certeza não era a minha, e eu obviamente não escreveria aquelas coisas para mim mesma. Nem faria sentido!

Seus olhos verdes tem um brilho alegre e encantador, que conquistou meu coração de um jeito inexplicável.

Talvez o que eu esteja escrevendo possa soar estranho ou até mesmo brega, mas, azul não é minha cor favorita, desde que eu me apaixonei por você.

Assinado: seu/sua admirador(a) secreto(a)".

 Meus olhos estavam claramente arregalados e minha expressão de pura surpresa. Quem poderia ter mandado aquilo? Será que era realmente para mim? Não havia sido um engano?


Notas Finais


Mais uma vez, agradecemos aos anjos @nessagbs e @HeyGreen por tudo 💕

Esperamos que tenham apreciado, e até amanhã!


ps: lavem as mãos e não saiam de casa, viu? Quarentena não é férias!


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