História Loves of my life - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 4.224
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Esporte, Festa, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Eu não sei o que deu em mim, que eu resolvi escrever uma história de romance geralmente eu não escrevo histórias desse gênero, nunca escrevi na verdade, não uma história que tinha como tema principal romance, é a primeira vez que escrevo uma, então não sei se esta boa, se não tiver me avisem kkk

E se gostarem, compartilhem. ♥Pfv

Capítulo 1 - O dono do meu primeiro beijo


Fanfic / Fanfiction Loves of my life - Capítulo 1 - O dono do meu primeiro beijo

Os amores da minha vida.

Nem sei se foram muitos, depende do ponto de vista de cada um. Na minha opinião….eu nem sei pra falar a verdade. 


Eu sempre fui uma menina bem tímida, era difícil uma pessoa entrar na minha vida e fazer com que eu me abrisse pra ela, em questão de sentimentos é claro. 

Por esse motivo, namorados, Beijos, ficadas, esquemas, peguetes ou seja lá, como você queira chamar. Bom esse tipo de coisa nunca me aconteceu até o ensino médio. 


Eu tinha poucos amigos, mas eram de confiança. Uma melhor amiga e os outros eram meninos, alguns bonitos outros não. 


Foi por causa de um desses amigos, que por milagre, um dia eu resolvi sair.


-Você tem que ir nessa festa Luh, vai ser legal e é meu aniversário...-Caio, que é o meu melhor amigo, fez uma cara de “por favor” e mesmo assim eu estava pensando em dizer não. 


Eu tinha medo de ir em uma festa dele, na verdade, ele era um funkeiro, irresponsável que dava uma de independente. Ou sei lá, ele ja se envolveu em muita confusão, então. Como seria uma festa dele? 


Eu estva curiosa, mas a razão falava mais alto.


Depois de um tempo, com o Caio me enchendo e falando como seria essa festa. Eu acabei ficando com vontade de ir. Eu estava, realmente, começando a ficar com vontade de ir na festa dele, com vontade de conhecer o mundo dele. 


A minha vontade de ir nessa festa já estava começando a ultrapassar a minha "razão", eu ja não estava mais analisando o quanto isso poderia ser perigoso, mas quando você está com vontade de fazer alguma coisa, mesmo que na verdade de algo errado, começa a aparecer pensamentos de como aquela coisa poderia ser legal e que valia a pena correr o risco. 


Nesse momento o seu próprio cérebro, ja está contra você.


No fim eu acabei aceitando,e ja comecei a me arrepender, quando eu estava escolhendo a roupa para ir naquela festa. 


Eu não tenho roupa para ir pra esse tipo de lugar, eu não queria ir parecendo uma nerd também. Eu não sabia o que fazer, se eu pedisse a ajuda da minha mãe para aquilo, ela ia achar que eu queria ficar bonita pra impressionar algum menino e ja ia começar com as piadinhas, se eu pedisse a ajuda do meu pai...bem, ele provavelmente não ia ajudar em nada.


Eu não vi outra opção há não ser, ligar pro Caio.


-Alô-ele atendeu todo calmo


-CAIO, PELO AMOR DE DEUS VOCÊ TEM QUE ME AJUDAR!


-Nossa, parece que você está desesperada hein. O que é? 


-Eu não sei com que roupa eu vou. 


-o que?!-ele perguntou, pelo visto ele não esperava aquilo. 


-Pra festa Caio. Pra festa. 


-Luana….ainda faltam 5horas.-ele falou com um tom de deboche ou algo assim. 

-Eu sei...por isso mesmo,eu SÓ, tenho 5 horas. 


-Como assim "SÓ"?


-olha Caio, eu nunca fui para uma festa assim, eu não tenho roupa pra vestir...eu…me ajuda-supliquei para ele. 

-Tá eu ja estou passando aí


Não demorou, muito e o Caio ja estava no meu quarto, revistando o meu guarda roupa. 


-Eu sempre achei que você tinha que se vesti melhor…-ele comentou. 


-Como é? 


-olha, você é linda Luana, mas você se veste muito mal, eu não vejo outra opção a não ser sair para comprar rouoas descentes para você. 


-O que? 


-É isso mesmo. 


-Eu não tenho dinheiro.-avisei. 


-não tem problema eu pago...


Depois disso, nós fomos explorar o Shopping e tenho que dizer que foi ótimo. 


O Caio, sempre foi o meu melhor amigo, quase um irmão na verdade. Eu converso com ele sobre tudo, somos muitos parecido e muito diferentes também. Enquanto eu tenho um grande problema em fazer amigos, ele conversa até com...seja lá quem for, como se ja fossem grandes amigos e também...ele é um pegador, adora iludir as menininhas. Muito diferente de mim que sou BV, nunca fiquei com ninguém e nem pretendia.


Escolhemos uns vestidos, algumas blusas. E fomos embora só faltava eu me vestir. 


Eu iria naquela festa.


Eu me arrumei muito bem, tão bem que nem eu me reconheci. 


Um vestidinho preto, o cabelo solto, o Caio disse que eu ficava bem melhor com ele solto. Passei uma Maquiagem leve eu estava bem simples na verdade, eu ainda era eu, só que de um jeito mais moderno. Poderíamos chamar de Luana 2.0. Ainda não estva acostumado com o salto, que ele me obrigou a usar, o vestido era curto de mais para o meu gosto, mas, segundo o Caio, de novo a opinião dele,o vestido que eu estva usando em comparação com os das outras era muito maior. “ Os vestidos delas são tão curtos, que parece mais uma blusa do que um vestido" palavras dele. 


O vestido que eu usava não era do tipo: vestido de formatura ou algo assim e nem tinha aquela sainha que roda. Sabe? Ele era bem colado também, por isso eu estava me sentindo estranha.


Quando o Caio, veio me buscas que eu sai de casa. Ele não parava de me olhar e eu achei estranho. 


-Nossa…sem palavras...


-o que? 


-Você está muito gostosa. 


Mesmo sendo ele, eu fiquei vermelha. 


-você devia se vestir mais assim. Sério!-ele comentou de novo


-haa, ja deu né. Você também não esta nada mal


Fomos, então à tão esperada festa. 


Chegando lá, Caio me apresentou aos amigos dele e depois ele me deixou. 


Lá, sozinha em um mundo que eu não conhecia, pelo menos eu consegui sair da rotina,deixar o meu mundo, eu percebi que naquele lugar eu poderia descansar de toda aquela rotina, poderia parar de me preocupar com o futuro,com os estudos, com as notas que eu tenho que ter para ir para uma boa faculdade. Deixar de lado toda aquela pressão que tenho todo o santo dia. Eu não iria precisar ser a garota perfeita, que quer dar orgulho pros país, ser uma boa filha e tentar não fazer nenhuma merda eu não iria precisar me preocupar se eu fiquei com um traste ou coisa assim. Eu só tinha que me preocupar com o presente, mesmo que depois eu me arrependa de algo. 


Eu só tinha que viver o “agora” ia ser legal, só que apesar de tudo eu estava deslocada. Eu estava perdida, em um lugar, onde eu sou BV e todo o resto já perdeu a virgindade. Aquele não era meu mundo. Ia ser difícil eu me acostumar. 


Não tinha muita coisa para fazer, nos primeiros minutos eu comecei a me arrepender. Até aparecer uma pessoa, que nunca mais ia ser esquecida. 


O nome dele era Samuel, conhecido do Caio,o jeito que nos conhecemos foi, bem repentino, nada de especial, mas no momento em que eu vi ele,eu soube que ele era alguém especial. 


Eu estava sentada em um banquinho na festa, vendo as pessoas dançarem, se divertirem, beijarem etc.


A música era muito alto e a letra dela, não era muito bonita. O lugar era pouco iluminado, era difícil ver alguém à distância. Lá so tinha algumas luzes coloridas que davam um ar de “festa” ao salão improvisado, no canto da festa tinha um pequeno barzinho, era ali que eu estava, claro que eu não tava bebendo nada, eu não era tão louca assim. Só fiquei ali, porque era o único lugar para sentar.


O Samuel, estava brigando com uma menina em frente ao bar e eu estva vendo tudo e como eu era curiosa eu quis muito saber porque ele estava brigando com ela,isso porque eu não tinha nada pra fazer, mas eu não consegui descobrir no final.


Depois de um tempo acho que a menina acabou desistindo, porque ela empurrou ele e foi embora. "Onde ele caiu?" Bem em cima de mim é claro. 


-mas…mas que droga!!


-Desculpa!-ele me disse.-eu tive alguns problemas com ela.


Eu não respondi nada, na verdade, nem estava interessada na sua história nem nele. O problema foi que em dentro de poucos minutos, ele consegui fazer eu me interessar. 


Ele ficou uns tempos sentado do meu lado, lamentando ou pensando o que fez de errado, até que ele resolveu falar comigo, por um motivo que eu não sei.


-eu nunca te vi, em uma festa do Caio,é a primeira vez?


Eu olhei pra ele supresa, não esparava que ele fosse falar comigo assim, dunada.


-é...sim é a primeira vez que eu venho em uma festa dessa.


-Deu pra perceber na verdade, você esta bem.…como posso dizer? Sabe? Sem fazer nada.


-Há é, é que eu não sei o que fazer em uma festa dessa.


-olha você pode fazer muitas coisas...


-sério? Tipo?


-Dançar, conversar,você pode até ficar por ai dando mole prós muleke...


-eu nunca faria isso-eu ri.


-é, você tem cara de quem não faria mesmo...-ele virou a cadeira e ficou de frente pra mim-…menina de caráter, gostei.-ele disse isso brincando e ao mesmo tempo eu senti que ele estava debochando de mim.  


Porque uma menina como eu iria nesse tipo de festa afinal? 


Ficamos um tempo sem falar nada.


-o que está pensando? 


-Nada...olha se você está intediada você pode beber também.-ele falou apontando com a cabeça para o bar ao nosso lado.


-Não eu não posso. 


-por que tem medo?


-Não, o meu problema é que eu não tenho 18 anos. 


-Nem eu.


-você é um mini, corrupto.-acusei


-Não eu estava brincando-ele deu uma pequena risada acompanhada de um sorriso lindo, e não teve como não reparar-eu nunca bebi, não ainda. 


Eu fiquei olhando pra cara dele, por uns instantes e tava na cara que aquilo era uma mentira. 


-Eu não acredito!-eu disse. 


-Como não? 


-olha pra sua car….


-não, não, pode parar eu ja sei o que você vai dizer.…por acaso eu tenho cara de quem já bebeu? 


-sim


Ele riu um pouco, acho que ele finalmente percebeu que não tinha como esconder as coisas de mim. 


-quantos anos? 


-15. E você? 


-17 e olha, não faz muita diferença se eu beber agora ou daqui à um ano. 


-bom, eu não tenho nada haver com isso.


-Não parece que você tem 15 anos. 


-Ha é. Por que?


-Você parece ser madura demais e não tem o corpo de uma menina de 15 anos. 

-e você não parece ter 17.


Ele riu


-e por que? 


-não sei,olhando assim você até me parece responsável. 


Só naquela hora eu comecei a reparar como o Samuel era bonito. Ele tipo de cara que você vê e se apaixona de cara, ele tinha uma pele mais ou menos clara,olhos pretos um sorriso perfeito e com certeza o sorriso dele foi a coisa que eu mais gostei. 


-sei-ele sorriu e meu coração de novo disparou.-por que está aqui hoje? 


-O caio me convidou. 


-Hum, o que você é dele? 


-Melhor amiga


-então por que eu nunca te vi? 


-Nunca quis vim em uma festa dele. 


-sei, você tem cara de quem não gosta mesmo desse tipo de festa. 


-É. E você vem sempre? 


-sempre que posso.


-não fica intediado?


-as vezes.


-esta intediado agora? 


-Não.…com certeza não. 


Eu fiquei feliz, não pude evitar o sorriso e logo após o meu sorriso ele sorriu também. E eu gostei daquilo, foi então que eu percebi que em apenas alguns minutos o Samuel conseguiu me conquistar, sendo que os outros demorariam meses para realizar esse feito. 


Ele não precisou de muito. 


Algumas palavras. 


Simpatia. 


E um sorriso. 


Eu só devia ter esperado mais antes de ter ficado com ele, três fatos sobre a pessoa não é o suficiente, eu devia tentar descobrir mais sobre ele então talvez todo esse encanto que eu tinha por ele pudesse ser quebrado. 


O único problema é que eu não tinha tempo pra isso. Era só uma noite e eu tinha que aproveitar. 


-Sabe, eu realmente gostei de você.


-Eu também-falei isso sem olhar pra ele. 


-qual o seu nome? 


-Luana


-Luana? Combina com você. 


Ele levantou da cadeira ao meu lado onde estava sentado. 


-por que acha isso? 


-Luana vem de lua e você é misteriosa igual à ela, igual à lua.-ele disse 


-Eu não entendo. 


-nem eu,só sei que misteriosamente, você conseguiu me conquistar. Quer dançar?-ele me perguntou, enquanto me estendia a mão. 


-acho que sim.-segurei a mão dele e levantei do branquinho onde eu estava sentada. 


Naquela hora eu não estava nem prestando atenção na música, foi só quando eu pisei na pista de dança que eu me toquei. 


Estava tocando uma música do Mc lan e eu preferiria morrer a dançar aquela merda.


-Não, não espera!-segurei a mão dele o fazendo parar. 


-o que foi? 


-acho melhor a gente não ir dançar


-por que? 


-eu…eu não sei dançar esse tipo de música. 


Ele riu


-tá, tá, então o que você sugere? 


-bem eu não sei


Ele ficou pensando por um tempo, até que olhou pra mim com um olhar de quem estava planejando algo. 


-vem comigo.


Saímos da festa e ele me levou para os fundos daquele salão la tinha várias motos e ele me mandou subir em uma. 


-o que? Não eu não vou subir em um troço desse. 


-ué por que? 


-Primeiro você não tem habilitação, segundo motos são perigosas, terceiro você tem cara de quem dirige feito um maníaco. 


-sei, sei. Será que da pra confiar em mim?-ele me olhou profundamente com aqueles olhos negros. Eu fiquei com dó e com medo ao mesmo tempo. 


-Tudo bem, mas se eu morrer hoje eu juro que eu volto pra te buscar. 


-não se preocupe tanto, as chances de você morrer são só de 20%


-como você sabe. 


-Sei lá eu só chutei um número qualquer. 


-o que?


-esquece. Toma-ele me jogou um capacete-só tem um, fica pra você, assim você tem menos chances de morrer. Eu não quero nenhum fantasma seu me atormentando à noite. 


Eu ri. 


-vem cá,você ja andou em um negócio desse?-perguntei


-Sim, várias vezes. 


-Tudo bem então, eu vou confiar.


Quando eu subi na moto e coloquei as mãos ao redor da barriga dele, eu vi que ele tinha tanquinho e me senti sortuda, mas no momento em que ele ligou a moto, eu me desliguei totalmente do mundo e só estava pensado em não morrer. 


Ele não correu rápido, acho que estava preocupado comigo. O nosso trajeto não demorou muito, mas a todo tempo eu me segurei firme nele. 


Ele parou a moto perto da praia e eu não tinha idéia do que íamos fazer ali. 


-o que estamos fazendo aqui?-perguntei


-passeando, ora.


-Na praia. Legal. 


-Achei que iria ser legal. 


-é. 


-você gosta da praia?


-não quando está lotada. 


-tire os sapatos.


-tá. 


Tiramos os sapatos e ficamos andando na areia ele sabia mesmo como criar um clima, mas naquela hora, eu não pensava que ele queria algo comigo. Eu estava pensando que ele me achou interessante como amiga. Eu era muito lerda para entender as coisas. 


-Quando foi à última vez que veio à praia?


-Ha muito tempo, minha família nunca gostou muito de ir à esse tipo de lugar. 


-sei.


-você tem irmãos? 


-não. 


-por que foi aquela festa? 


-Meu amigo me convidou e...eu queria ver como é sair um pouco da minha rotina. 


-a sua rotina deve ser intediante. 


-e é. 


-o que você faz? 


-estudo, mexo no celular, vou pra escola...


-espera, estudar e ir pra escola é a mesma coisa. 


-Não é não. 


-então quer dizer que você estuda e ainda vai pra escola? 


-Sim.


-Meu deus como você consegue?!-ele passou a mão na cara e fez uma cara de indignado-eu mal vou à escola imagina estudar em casa. 


Eu dei um pequeno sorriso. 


-Eu tenho que fazer isso, pelo meu futuro. 


-eu entendo, mas e as lembranças Boas, quando você chegar lá no futuro, você não vai ter lembranças boas, divertidas ou loucas você não vai ter algo pra se lembrar. Você vai olhar pra trás e só vai ver esforço e trabalho duro. E vai ver que não da mais pra aproveitar a vida porque sua vida agora só se resumi à trabalho. Você tem que construir lembranças Boas agora. 


-se eu perde meu tempo agora, no futuro vou acabar me arrependo e seja como for eu ja estou construindo lembranças boas, agora com você. 


-se essa for a única coisa louca que você vai se arriscar a fazer, então tenho que tornar essa noite inesquecível. 


-Sim.


 E ele conseguiu fazer isso


Passamos a noite toda conversando, enquanto caminhávamos pela praia. Passamos bastante tempo juntos naquela noite e a cada minuto eu me encantava cada vez mais por ele, eu não esperava nada mais além daquilo, mas ele me pegou de supresa, eu não queria dar o meu primeiro beijo à um desconhecido, mas aconteceu e eu não me arrependo. 


Depois de conversar por muito tempo e ja ter andado quilômetros resolvemos voltar para a festa e voltamos para a moto. Chegando lá tudo aconteceu.


-O que achou da noite? 


-Muito divertida, eu achei que eu iria ficar no tédio a noite toda. Obrigada. 


-pelo o que? 


-por não deixar isso acontecer. Graças a você eu não fiquei entendia certo?-Sorri. 


-É, eu acho. Você devia sorrir mais sabia? 


-Não, por que acha isso? 


-Seu sorriso é lindo-ele ficou olhando pra mim-você é uma combinação perfeita, esse seu cabelo liso, a pele branca e esses seus olhos azuis parece até que você foi esculpida pelos deuses. Você sorrir só deixa tudo mais perfeito. 


Eu ri. 


-Que exagero! 


-estou falando sério.-ele colocou a mão sobre minha bochecha-você é muito linda. 


Ele estava se aproximando aos poucos e eu não consegui me mexer, a tenção ao nosso redor era tanta que eu fiquei paralisada e ele não conseguia parar,ele estava agindo inconscientemente e, sinceramente, eu não queria que ele parasse, mas foi isso que ele fez. 


Ele parou e ficou me olhando e depois aos poucos ele se afastou e agiu como se nada tivesse acontecido, tudo que eu pude fazer foi ficar parada. 


-vamos?!-ele perguntou. 


Ele estava tentando mudar de assunto, eu fiquei meio desapontada, mas ao mesmo tempo aliviada, seria melhor eu não beijar ele mesmo, eu nem sabia que tipo se pessoa ele era. 


-Vamos confirmei. 


Subi na moto e voltamos para a festa. Chegando lá o clima ficou estranho, parecia que toda vez que eu olhava pra ele ou ele olhava pra mim, nós dois lembravamos daquilo e não tinha como não ficar vermelha. 


Cantamos Parabéns para o Caio, de um modo bem estranho, acho que era um Parabéns de funkeiro.


A festa estava prestes a acabar e parecia que iria ficar por aquilo mesmo. Eu tentei prolongar os últimos momentos, mas não adiantou muito, parecia que ele estava decidido a não agir. 


Me aproximei dele aos poucos. 


-Então...ja deu minha hora eu tenho que ir-eu disse,muito baixo, parecia até que eu estava com medo de falar. 


-É…que pena...espero ver você de novo.


-Eu também. 


Eu fiquei parada olhando pra ele e ele olhando pra mim, estava esperando ele fazer alguma coisa, dizer alguma coisa, qualquer coisa, ele poderia fazer qualquer coisa, mas ele não fez ficou só parado, naquele mesmo lugar. 


Eu ja não estava aguentando ficar ali parada, era constrangedor e era óbvio que ele sabia o que se passava na minha cabeça, estava praticamente escrito na minha testa:"por favor me beije" eu estava suplicando e ele sabia, mas ele não fez nada. Sera que estava com medo? So sei que eu não podia mais ficar ali


-Tchau-eu disse e virei as costas. Fui caminhado devagar, afinal a esperança é a última que morre e eu ainda tinha esperanças que ele iria me parar. 


Fui andando bem devagar, a vontade de olhar pra trás era imensa, mas eu não virei. Eu estava contando os passos e parecia que o mundo tinha parado. Faltava pouco em pouco mais de três passos eu iria chegar ao carro do Caio, iria embora e nunca mais ia vê-lo. O pior é que até então, nem o nome dele eu sabia. Ele não tinha me falado, nem eu perguntado. 


Quando eu estava prestes à entrar no carro, minhas esperanças ja haviam morrido, o Samuel, não ia passar de uma lembrança na minha mente, de algo incomum que eu fiz na minha vida. Uma única lembrança feliz, por mim construída


-Espera!!….


Eu ouvi ele falando, assim que eu pus um dos meus pés no carro. Eu dei um grande sorriso nessa hora, só que ele não viu. 


-Espera Luana-eu senti ele se aproximando. 


Não deu nem tempo pra mim reagir, ele segurou meu braço e me virou, com um pouco de agressividade na verdade, mas eu nem liguei. 


-Eu não posso deixar você ir embora sem antes fazer isso...


-o que? 


Foi, então que ele me beijou, ele me pegou de supresa e eu nem fechei os olhos nos primeiros momentos, eu não sabia o que fazer,não sabia onde colocar as mão ou como me mover. 


Aos poucos eu fui me adaptando ao ritmo dele, fiquei mais à vontade e só fui seguindo o ritmo, fechei os olhos e coloquei minhas mãos no pescoço dele, aproveitei um pouco para brincar com o cabelo.


Ficamos um bom tempo nisso, até que acabou o nosso fôlego e quando paramos de nos beijar, eu fiquei vermelha e fiquei mais vermelha ainda por saber que estava vermelha. 


-Eu, não esperava por isso-Eu disse bem baixo, ainda sem soltar o pescoço dele. 


-Esperava sim!! Você estava praticamente implorando para mim beija-la.


Eu ri. 


-Ta eu estava esperando sim, mas eu achei que você não ia. Você demorou de mais. 


-É eu sei, eu vacilei. 


-O importante é que no último momento você conseguiu.-ri.


-É, acho que é. 


Ficamos em silêncio, ele só ficou lá me olhando e sorrindo com cara de apaixonado. 


-acabei de me lembrar! 


-o que? 


-Eu te beijei, mas eu nem sei seu nome.


Ele riu. 


-você não estava nem um pouco interessada em mim né? 


-Não, não é isso. 


Ele continuou rindo. 


-é até meio triste.


-Deu né? Seu dramático. Fala, qual o seu nome? 


-Samuel, meu nome é Samuel. 


-nossa! Você não tem cara de Samuel.


-Não? Por que? 


-Sei lá, Samuel geralmente são anjos e você não tem cara de ser um.


-Não e eu tenho cara do que? 


-Sinceramente?-ele fez um sinal de sim com a cabeça-Você tem cara de safado.


-Ai-ele colocou a mão no peito fingindo estar magoado-Estou sofrendo calúnia.


-Luana!-ouvi o Caio me chamando.


Me soltei do pescoço do Samuel, mas assim que eu fiz isso ele pegou a minha mão e eu gostei disso. 


-Vamos?!-ele perguntou


-Sim!!


-Oi Samuel, faz tempo que eu não falo com você. 


-É.-O samuel respondeu meio sem jeito. 


-Pelo visto os dois se conheceram não é?se conheceram bastante. 


-é pois é-falei meio envergonhada e comecei a balançar nossas mãos. 


-bom-ele apoiou a mão no ombro do Samuel-pelo menos alguém conseguiu perde o Bv.


-o que? Eu não sou Bv caio.-o Samuel disse. 


-Não estou falando de você.-ele disse olhando pra mim.


-Você?-Samuel ficou olhando pra mim surpreso e depois sorriu. 


-Sinceramente eu nem imaginava, mas.…isso é bom, pelo menos assim eu vou ficar na memória dela sempre. 


-Certo . Então vamos. 


Eu e o Caio fomos embora, mas antes eu passei meu número para o Samuel, ficamos nos falando por bastante tempo, as vezes ele ia me buscar na escola ja que eu estudava a tarde e ele de manhã, íamos conversando pra casa. 


Dentro de uma semana começamos a namorar e naquela época eu pensei que eu nunca poderia ser mais feliz que aquilo.


O nosso namoro durou bastante, brigamos algumas vezes por motivos idiotas, mas mesmo assim construímos boas lembranças.


Depois de quase um ano,acabou, de um jeito que eu não gostei. 


Ele ia ora faculdade, podia não parecer, mas um dos sonhos dele era ir pra faculdade, só que a faculdade era em outra cidade iríamos nos separar e mesmo que tentássemos à distância não daria certo, eu sabia disso e ele também o problema é que não queríamos nos despedir. 


Acho que ele sempre foi um pouco covarde, porque ele foi embora sem nem dizer Adeus. Ele acabou despedaçado meu coração, porque se fosse para ele ir embora eu não queria que fosse daquele jeito. 


Um dia sem nem avisar, ele não apareceu na escola, eu voltei pra casa sozinha e quando eu cheguei lá o Caio estava esperando na minha porta.


-Caio!-corri pra dar um abraço nele-oi, o que faz aqui? 


-oi.


-tudo bem? 


-Tudo sim, só passei pra te passar um recado. 


-Ha é, de quem?-perguntei com uma cara de Curiosa. 


O Caio me olhou com uma cara de preocupado, uma cara de quem não queria falar por medo da minha reação. 

-Do Samuel. 


-o que que tem ele?-perguntei seria. 


-Ele foi embora Luh...


Eu não disse nada, só fiquei ali tentando processar aquela informação. 

-Ele, foi pra faculdade...acho que você ja sabia que ele planejava isso, mas...ele preferiu não te falar-ele continuou falando


Eu sentei na escadas, que tinha em frente a minha casa, para pensar. 


-O que?-perguntei pra mim mesma. 


-Ele partiu essa tarde e…ele me mandou dizer que...ele nunca iria esquecer das lembranças que vocês construíram juntos e que de todas as namoradas que ele ja teve, você foi a única que ele foi capaz de amar. 


Por que ele não disse isso na minha cara? Eu não pude entender. 


-Eu lamento luh, sei que esta triste. 


O pior de tudo, foi que ele mentiu, ele mentiu sobre me amar. Quem ama realmente não vai embora assim. 


Eu passei o resto do dia chorando, Caio tentou me consolar, mas eu falei pra ele que eu preferia ficar sozinha. Eu fiquei meio deprimida por um tempo, mas depois superei. 


Foi bom no começo, foi bom no meio e no fim ele ferrou com tudo. Quando acaba nunca é bom na verdade, mas mesmo assim ele se tornou uma pessoa que eu nunca fui capaz de esquecer. 























Notas Finais


Ficou bem grande no final, mas como em cada capítulo ele vai falar de uma pessoa diferente, então provavelmente os capítulos seram grandes.


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