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História Lovesick - Capítulo 6


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Notas do Autor


Mais um capítulo fresquinho para vocês! Esperamos que gostem!

Boa leitura!

Capítulo 6 - Capítulo 6


POV Christa Smith

    Em sua área de trabalho, Scott Henderson parecia outra pessoa. Vestido em roupas sociais e um bom humor forçado, aquele não parecia o mesmo Scott recentemente detido por agredir alguém dentro da delegacia, sendo liberado rapidamente depois de pagar um bom valor pela fiança.

    Embora apresentasse claras olheiras, sua fisionomia não me lembrava muito alguém que perdeu um ente querido há poucos dias, o que só me deixava ainda mais desconfiada de que ele seria o assassino.

    A conversa tinha mesmo o intuito de parecer mais uma conversa do que um interrogatório, por isso eu estava ali na empresa, em seu dia a dia. A conversa curta para que eu conhecesse melhor nosso suspeito se resumia em conhecer a vida de casal de Scott e Victoria, mas, infelizmente, não tinha conseguido informações muito valiosas, só o sentimento de que Scott não parecia triste o suficiente. 

    Depois de alguns longos minutos de conversa, ele foi interrompido pela secretária que tinha o lembrado de uma reunião e a conversa precisou ser encerrada às pressas. 

    Enquanto eu me retirava, indo a caminho do elevador, pensava em mil coisas ao mesmo tempo, repassando tudo o que ele tinha contato e procurando alguma resposta que talvez eu não tivesse entendido de primeira. 

    Mas meus pensamentos foram interrompidos quando as portas do elevador se abriram e a figura de Nick Jonas surgiu em meu campo de visão. Minha primeira reação foi erguer uma sobrancelha para ele, pensando no porque ele estaria aqui, entrando no elevador logo depois, quando ele chegou para o lado, deixando que eu entrasse. 

    Foi o que eu fiz, mas antes que ele saísse eu o impedi, estendendo minha mão em seu tórax e apertando o botão embaixo de todos os números dos andares, mandando fechar a porta imediatamente e, logo depois, descer. 

-O senhor não vai a lugar algum. -Falei, ouvindo-o suspirar, enquanto a porta do elevador se fechava. -Sabe que não deveria estar aqui, não é? - Perguntei, quando o elevador finalmente fechou e eu pude abaixar minha mão.

-Só me falaram para não sair da cidade… -Ele comentou, sem me olhar, enquanto o elevador descia.

-E eu poderia saber por que veio na empresa do cara que fez esse machucado em seu rosto? -Questionei, virando o rosto para ele, mas ele não me olhou, apenas deu de ombros. 

-Conversar, apenas. -Respondeu. 

-Sabe que posso considerar isso uma atitude suspeita, não é? -Perguntou, fazendo-o me olhar. 

-Para o mundo todo eu já sou o principal suspeito. -Ele falou, sério, seus olhos castanhos me encarando com uma intensidade quase dolorosa. 

-Então fique na sua. Quanto mais longe dos outros suspeitos você ficar, melhor para você. -Avisei, fazendo-o trincar o maxilar e mirar as portas que estavam prestes a abrirem já no térreo. 

-Está ótimo, Detetive, irei me lembrar disso. -Falou, antes de sair do elevador assim que a porta se abriu. 

    Sem saber se deveria seguí-lo ou não, eu saí do elevador, vendo-o se afastar a passos rápidos, dando uma olhada rápida para a enorme foto promocional da Beauty Kay na parede, com Victoria sorridente. 

    Era impossível não olhar para a imagem e não pensar na mesma mulher morta e nua, na cama, mas a imagem sumiu da mente quando meu celular tocou, e eu parei no meio do caminho da entrada do prédio para pegá-lo no bolso, lendo o nome de Dean na tela antes de atender e voltar a andar. 

-Conseguiu alguma informação com o ricaço? -Dean perguntou, enquanto eu saía e via Nick entrando em um carro, no banco do carona, me olhando rapidamente antes de fechar a porta e partir rua afora, com o carro se misturando a tantos outros. 

-Não… nada de relevante, infelizmente. -Falei, virando o rosto e vendo, alguns paparazzis há alguns metros de distância, alguns tentando tirar fotos do carro de Nick e outros tirando fotos de mim. 

    Dei as costas e fui a caminho do meu carro que estava no final da rua, enquanto avisava a Dean que eu estava já voltando para a delegacia. 

-Então continuamos estagnados, não é? -Dean perguntou, enquanto eu me sentava no pequeno sofá no canto de seu escritório. -Alana disse no depoimento dela que quando ela chegou no quarto ela se aproximou do corpo, que ainda tava com o travesseiro perto do rosto da vítima e jogou ele no chão pra poder sentir os batimentos dela no pescoço, o que explica o fio de cabelo dela que achamos no travesseiro…-Ele comentou, enquanto folheava as folhas do caso que já começavam a se acumular.

-É… com o Scott não teve nada de novo, além do bom humor irritante pra alguém que perdeu a noiva há poucos dias. -Comentei, pensando.

-Cada um lida com o luto da maneira que pode, não é? -Dean deixou a pasta na mesa e pegou o celular, enquanto eu concordava. -Não vai me contar da sua conversa com Nick Jonas? -Perguntou, me fazendo olhá-lo com o cenho franzido. -A internet é extremamente rápida, Christa. E esses paparazzis são astutos. Ainda não saiu nos sites de fofoca,mas as imagens de vocês dois saindo juntos do elevador da Beauty Key já estão rodando na internet há alguns minutos. -Falou, virando o celular para mim e erguendo uma sobrancelha. -Não achou que Nick Jonas estar na Beauty Key seria uma informação importante para o caso? -Perguntou, me fazendo levantar e me aproximar de sua mesa. 

-Espero que não esteja sugerindo que estou encobrindo um suspeito, Dean. -Falei, me sentando em uma das cadeiras de convidados. 

-Eu confio minha vida à você, Christa. -Dean deixou o celular na mesa. -Só estou tentando entender porque não me contou isso. -Completou, me fazendo dar de ombros. 

-Porque ele não chegou a se encontrar com Scott, eu o encontrei no elevador quando estava indo embora e o avisei que se ele entrasse em contato com qualquer outro suspeito, isso o tornaria ainda mais suspeito do que já é. -Contei, sentindo ainda o julgamento no olhar de Dean. 

-E ele te contou por que estava lá? -Perguntou, me fazendo negar com a cabeça. -Então já temos o próximo passo a dar. -Ele se ajeitou na cadeira. -Eu tenho reunião com o nosso supervisor daqui a dez minutos, então não poderei ir… -Ele abriu a pasta do caso, procurando uma folha em específico. -Então você vai até a casa de Nick Jonas e vai descobrir o motivo dele ter ido atrás de Scott… -Ele retirou a folha com as informações dos principais suspeitos, me entregando para que eu visse o endereço de Nick. 

-Tudo bem. -Assenti, tirando uma foto do endereço e devolvendo a folha para ele. -Até mais tarde então. -Completei, já indo a caminho da porta. 

-Christa… -Dean chamou assim que eu abri a porta para sair, me fazendo virar e olhar para ele. - Eu confio em você. -Falou, me fazendo assentir e sair, sentindo meu estômago revirar enquanto ia a caminho da saída do prédio.

    O sol já ameaçava a se esconder quando finalmente cheguei no prédio onde era o apartamento de Nick Jonas. O bairro de luxo era um pouco afastado e o caminho tinha sido de um trânsito intenso como sempre costumava a ser para sair do centro de Los Angeles.

    O porteiro teimou em tentar falar com Nick antes de me deixar subir, mas mudou de ideia assim que mostrei o distintivo, me deixando entrar e pegar o elevador para subir sem precisar perder tempo com uma possível negação de Nick em me atender. O prédio era luxuoso e alto, me deixando impaciente enquanto o elevador subia até a cobertura, onde ele morava. A única porta dupla à vista no corredor me fez acelerar os passos, até apertar a campainha, tapando o olho mágico da porta com um dedo. 

    Era possível ouvir passos se aproximando no outro lado da porta, parando quando chegou perto o suficiente. Imaginei que ele estivesse tentando ver pelo olho mágico, mas desistiu e abriu a porta apenas uma greta que pudesse espiar para ver quem era. 

-Detetive? -Perguntou, com o cenho franzido, abrindo mais a porta, me fazendo sorrir irônica para ele. -Ao que devo a honra? -Ele perguntou, terminando de abrir a porta, deixando visível que ele estava com uma toalha enrolada na cintura, o cabelo úmido e o corpo levemente molhado. Uma gota em específico chamou minha atenção em seu pescoço por estar na direção do minha vista. A gota escorreu pelo seu tórax e desceu lentamente por cada músculo do seu corpo até ser absorvida pela toalha presa em sua cintura, me fazendo cair na real e notar o que eu estava fazendo. 

-Boa tarde, Senhor Jonas. -Falei rápido, torcendo para tudo ter acontecido rápido o suficiente para ele não notar meu leve deslumbre pelo seu corpo inegavelmente atraente. 

-Alguma novidade sobre Victoria? -Perguntou, com um tom de esperança que quase me deu pena. 

-Eu poderia entrar para a gente conversar? -Perguntei, educada, mas sem perder a postura profissional que eu me obrigava a sustentar. 

-Claro, claro. -Ele assentiu, saindo do caminho e gesticulando para que eu entrasse, fechando a porta atrás de mim quando entrei. -Desculpa por te receber assim… -Ele pigarreou, agora levemente nervoso. -Eu estava saindo do banho quando a campainha tocou. -Explicou. 

-Sem problemas, pode ir colocar uma roupa, eu te aguardo. -Falei, me virando para ele que assentiu e saiu depressa, enquanto eu observava suas costas úmidas se afastando.

    Balancei a cabeça para afastar o tipo de pensamento que eu não poderia ter sobre um suspeito no meu caso. Enquanto eu esperava ele voltar, eu observava o grande e luxuoso apartamento, vendo as fotos pessoais em uma prateleira em cima da grande tela de tv da sala. Algumas fotos em família, algumas fotos da banda, das sobrinhas, e até mesmo da Victoria. A foto me chamou atenção, me fez pegar o porta retrato e ver de perto. 

    Os dois estavam sorridentes. Parecia um aniversário, com algumas pessoas ao redor, rindo e batendo palma, enquanto os dois sorriam para a foto, com Victoria apertando o rosto contra o dele. No canto da foto, no fundo, era possível ver metade do rosto de Scott, observando a cena com cara de poucos amigos. 

-Pronto. -Nick voltou para sala, me fazendo erguer os olhos, vendo-o terminar de vestir uma regata branca em conjunto com a calça comprida que provavelmente era de algum pijama. 

-Ótimo. -Falei, deixando o porta retrato no lugar, enquanto ele observava. 

-Como posso ajudar? -Perguntou, indicando o sofá para que eu sentasse. -Quer beber alguma coisa? -Perguntou, me fazendo negar com a cabeça, enquanto eu sentava no sofá, ficando de frente com ele, que já estava sentado na poltrona no outro lado da mesinha de centro. 

-Vim saber porque você foi atrás do Scott hoje. -Falei, sem enrolação, encarando-o. 

-Só fui conversar. -Ele deu de ombros, se ajeitando na poltrona. 

-Sobre? -Perguntei, erguendo uma sobrancelha para ele, fazendo-o suspirar e desviar os olhos. -Nick, eu estou tentando te ajudar. -Falei. -Eu sei que você acha que foi o Scott, mas precisa ser sincero comigo. -Completei, fazendo-o me olhar e levantar. Ainda demorou alguns segundos para que ele deixasse os ombros caírem e me responder.

-Eu fui tentar tirar alguma confissão de Scott. -Falou, dando de ombros. -Ele nunca vai confessar para a polícia, mas ele me odeia, se ele se irritasse, talvez pudesse soltar alguma coisa, nem que seja uma dica do que aconteceu, não sei. Uma pista, talvez. -Ele deu de ombros, se levantando e passando a mão pelo cabelo, preocupado. 

-Como eu te falei hoje cedo, você se meter na investigação só vai te tornar mais suspeito. -Falei, observando enquanto ele se virava e me olhava. 

-Eu só não consigo ficar aqui parado, esperando, enquanto meio mundo me culpa pela morte dela. -Falou, me olhando sério, sua tensão me deixava aflita embora eu tentava não externar isso. -Olha, eu fui sincero com você… -Ele se aproximou se sentando ao meu lado, me olhando. -Seja sincera comigo, por favor… -Ele pediu, me fazendo franzir o cenho e assentir. -Já tem alguma prova que possa incriminar alguém, ou pelo menos deixar um suspeito em evidência? -Perguntou, me fazendo encarar seus olhos aflitos. 

    Eu não tinha autorização para falar sobre aquele tipo de informação, mas eu não conseguia evitar. A aflição de seus olhos castanhos me deixava enfraquecida. Algo no fundo de mim dizia que eu podia confiar nele, então quando eu percebi, já tinha negado com a cabeça, fazendo-o espremer os lábios e olhar para um ponto fixo antes de me olhar e voltar a falar. 

-Eu não posso ficar sem fazer nada. Eu não consigo. -Falou, me olhando com sua intensidade já quase familiar. -Não posso por mim… pela banda… -Ele suspirou, engolindo o seco. -E, principalmente, pela Victoria… -Sua voz falhou, fazendo-o pigarrear e suspirar. -Não posso. -Completou, voltando a me olhar nos olhos novamente. 

 


Notas Finais


O que acharam? Deixem seus comentários! Obrigada a todos e até sexta que vem!


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