História LoveSick - Capítulo 18


Escrita por: ~

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Categorias Yandere Simulator
Personagens Ayano Aishi, Budo Masuta, Hanako Yamada, Info-chan, Megami Saikou, Mina Rai, Oka Ruto, Osana Najimi, Rival-chan, Taro Yamada
Tags Ayano X Budo, Budo Masuta, Budo X Ayano, Tragedia, Yukotsu
Visualizações 229
Palavras 3.122
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Ficção Adolescente, Hentai, Luta, Romance e Novela, Terror e Horror, Violência
Avisos: Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


postei e saí correndo

Capítulo 18 - Capítulo 17 - Vazio


Ayano despertou, abrindo os olhos e fitando o teto do quarto que não era o dela. Com a mente ainda confusa por ter acabado de acordar, aos poucos as memórias da noite anterior vieram à tona. Ela não fez nada, não se moveu ou tentou checar se Budo já havia acordado também. Ela somente ficou esperando por algo, alguma coisa. Por mais que no fundo já soubesse que aquilo não aconteceria, ela ainda esperou sentir alguma coisa, assim como deveria. Qualquer outra pessoa se sentiria ótima depois de boa transa e noite de sono, qualquer pessoa normal.

E, infelizmente, Ayano não é uma pessoa normal.

O mais puro vazio dominava o seu peito. E essa era uma das poucas vezes onde ela realmente se sentia incomodada por esse fato. Normalmente, essa sensação oca não costuma ser um incômodo. Na verdade, ao olhar as pessoas sofrendo em hospitais, outras chorando à beira do túmulo de algum ente querido, ou pela perda em algum desastre, a Aishi se considerava sortuda por não ter que passar por nenhuma dessas coisas.

Mas agora aquilo lhe incomodava... E ela sabia muito bem o porquê.

A japonesa virou o rosto, fitando o garoto que estava dormindo agarrado nela. Estava com o cabelo todo desgrenhado, o rosto amassado de tanto dormir e a abraçava como uma criança em seu bichinho de pelúcia favorito.

O quarto estava todo fechado, o verão fazia muito bem a sua parte e ter um corpo quente agarrado ao dela só piorava mais ainda a situação. Não aguentando mais o calor, Ayano empurrou levemente o Masuta, que estava quase que acordando. Suspirou aliviada com o espaço livre, sentindo menos calor. Mas Budo se virou demais e, devido à cama de solteiro ser extremamente pequena, acabou caindo no chão. Aquilo o despertou instantaneamente.

O grunhido da voz rouca dele ecoou pelo quarto, junto do barulho do impacto de seu corpo contra o chão. Ele se levantou de forma bem lenta e preguiçosa, passando a mão na cabeça onde provavelmente bateu. Estava nu como um recém-nascido.

Logo ele se deitou novamente, voltando a se agarrar na garota. Ayano suspirou, não tinha mesmo como evitar aquilo. Ainda morrendo de sono, Budo procurou pela boca da namorada e logo a tomou para si ao encontrá-la. Não disseram nada, somente ficaram ali se beijando por sabe se lá quanto tempo. Apenas os estalos molhados ecoavam pelo quarto escuro enquanto os dois se beijavam como se precisassem daquilo para sobreviver, como se precisassem um do outro. A garota pôde ouvir um suspiro satisfeito do maior, que soltou após separar seus lábios dos dela antes de afundar o rosto em seu pescoço, aspirando o doce perfume da garota e tentando voltar a dormir.

Um resquício de inveja pairou em Ayano, que imaginava o quão bem ele deve estar se sentindo naquele momento. Queria poder sentir aquilo também.

- Temos aula hoje. – A garota comentou, estranhando em seguida o fato de sua voz estar mais rouca que o normal. Provavelmente de tanto gemer, coisa que Budo também percebeu e adorou, mesmo não demonstrando.

- Mnn... – Ele grunhiu em resposta, como uma criança fazendo birra para não ter que sair da cama.

- Vamos lá, Budo... Precisamos ir... – Ou melhor dizendo, ela precisava ir. Afinal, todo o seu caso naquela escola era de extrema urgência. – Não podemos perder a matéria da prova hoje, lembra? – Ele bufou ao lembrar daquilo, irritado por saber que ela estava certa.

- Só vou se você me der um beijo. – O maior falou pela primeira vez, revelando a voz grave e rouca de sono. Um sorriso se fez nos lábios da garota, que prontamente colou seus lábios nos dele. – Hm... Quero outro. – E ela o beijou de novo.

E de novo.

E de novo.

-x-

Taro foi verificar seu celular assim que acordou. Havia mandado inúmeras mensagens para Budo na noite anterior, no qual ele não estava nada bem. Mas aquele Bruce Lee desmiolado simplesmente não respondeu. Tinha recebido mensagem de tudo quanto é gente, desde um sms aleatório de Raibaru à um spam estranho de um otaku que nunca tinha visto na sua vida.

No final, ele acabou adormecendo depois de algumas horas. Não dormiu tanto quanto queria, mas em comparação aos outros dias, estava dormindo melhor. Depois de tomar o café da manhã e algumas vitaminas que a enfermeira da escola recomendou, o Yamada seguiu até sua escola. Era estranho ir sozinho. Mesmo que ele não gostasse de admitir, sentia falta de quando caminhava junto de Osana.

Ele avistou Budo chegando na escola, junto com a tal garota do outro dia. Taro estaria mentindo se dissesse que não estava com inveja.

Ser sozinho é doloroso, às vezes.

- Minha nossa, Taro Yamada não está com cara de morto hoje? Que milagre! – Budo falou ao se aproximar dele, junto da garota que o seguia. Ambos se cumprimentaram antes do menor responder.

- Sim, eu dormi bem essa noite. Tive um lindo sonho onde eu estava num Universo onde você respondia minhas mensagens, seu pau no cu.

O líder do clube de Artes Marciais logo desfez a expressão de antes, ficando sério. Ayano apenas observou, era estranho ver seu senpai, logo um rapaz tão meigo e gentil, xingando assim com tanta naturalidade. E, mesmo assim, ele ainda não conseguia por medo em alguém. Mais parecia um menininho revoltado.

Tão fofo.

- Me desculpe. – Budo respondeu.

- Tudo bem, só... Eu ainda queria falar contigo.

- Hm... Que tal no almoço?

- Certo. – Taro respondeu, dando um leve sorriso e indo para debaixo de sua fonte para ler como sempre faz. Ayano e Budo iam para o seu clube, mas a morena insistiu que precisava falar com suas amigas antes e que só poderia ir depois das aulas.

Porra nenhuma, ela passou o tempo inteiro escondida tirando foto do Taro.

A escola estava mais movimentada que o normal, então foi bem mais difícil do que nos outros dias. Mesmo assim, somente o fato de poder observá-lo já deixava a yandere em um estado de êxtase. As covinhas que se marcavam toda vez que ele ria de alguma coisa engraçada em seu livro, a forma como ele tremia bem de leve quando algumas gotas mais fortes da água gelada da fonte batiam em suas coisas, os olhos que brilhavam, fascinados conforme ele devorava cada página... Tudo naquele garoto era perfeito. E é por isso que ele deve ser somente dela. Ele nasceu para ela, nada iria prová-la do contrário.

Quando ela saiu dali, já no horário da primeira aula, estava com a cara vidrada no celular. O sorriso insano estampado em seu rosto, passando de foto em foto. Todas praticamente idênticas, detalhe que ela não dava a mínima. Eram fotos do seu senpai, o seu eterno salvador. Quando chegasse em casa, se certificaria de imprimir a melhor para pendurar em seu altar particular junto com a cueca que ela roubou.

- O seu nariz tá sangrando, assassina de gatinho. - Uma voz grossa demais para uma mulher a alertou, enquanto Ayano caminhava. Rapidamente se virou, percebendo de quem se tratava: a tal delinquente loira, Shidesu. Estava repleta de bandagens e ataduras, provavelmente devido a alguma briga. Ela era bem alta para o padrão feminino japonês também, coisa que somando à sua expressão séria e voz grossa, provavelmente amedronta qualquer moleque daquela escola.

Ayano limpou o nariz com a mão. Ela não teria medo daquela garota nem se ela quisesse.

Olhando de relance, a loira pôde ver do que se tratava o conteúdo do celular da garota menor. Shidesu franziu o cenho, olhando-a com repulsa.

- Você é nojenta.

- E você é uma intrometida filha da puta. – A yandere respondeu no mesmo tom. Aquilo pegou Osoro de surpresa, por mais que ela não tenha demonstrado. Ayano parecia ser só mais uma pirralha mimadinha que anda com o grupinho de amigas, achou que ela iria simplesmente fazer birra e sair batendo o chão. Mas pelo contrário, aquela esquisita sequer demonstrou algum tipo de emoção. – Por que se perde em outro lugar? Ou melhor... Engole essas ataduras e morra engasgada, eu tenho mais o que fazer.

Osoro deu de ombros.

- Eu tomaria cuidado se fosse você, pirralha. – A líder dos delinquente começou.  – Não sei qual é a dessa pica de mel desse garoto e o Jackie Chan lá, mas já tem muita gente querendo sua cabeça a prêmio...

- E por quê você está me falando isso? – Um sorriso cínico se abriu nos lábios de Osoro ao ouvir aquela pergunta.

- É mais divertido ver a pessoa cair depois de um aviso. – Ayano somente piscou, sem entender nada. – Agora vaza daqui, antes que minha vontade de esmagar sua cara aumente. Igual você fez com aquele filhote.

A yandere quase que respondeu, mas preferiu simplesmente se virar e ir embora. Não iria correr o risco de se atrasar para a aula por causa daquela garota.  

Quando chegou na sala, se sentou e esperou a aula começar. Se sentou no mesmo lugar de sempre, no fundo, e aproveitou do tempo livre para usar o celular.

Ayano Aishi escreveu:

Aquela líder dos delinquentes.

Quem é ela?

 

Info-chan escreveu:

...

 

Ayano Aishi escreveu:

Ah, certo.

Ayano Aishi enviou uma foto.

É da Musume.

 

Info-chan escreveu:

Obrigada.

O nome dela é Osoro Shidesu, ela não parece estar interessada no Sr. Pica de Mel.

Ela não parece estar interessada em homens, na verdade.

 

Ayano Aishi escreveu:

Foda-se então.

Mas ela sabe de algo que eu não sei, o que é?

 

Info-chan escreveu:

Hm...

 

Ayano Aishi enviou duas fotos.

Ayano Aishi escreveu:

São da Osana.

 

Info-chan escreveu:

Caralho, você conseguiu mesmo fotos da calcinha da Osana? Tenho um cliente em especial que tava esperando isso.

Mas ainda não é o suficiente para eu lhe dar tantas informações preciosas assim...

Ayano Aishi escreveu:

Fdp.

 

Info-chan escreveu:

Me xinga de novo e eu juro que boto as gravações da sua foda com o Budo no telão da escola. <3

Mas acho que posso te dar uma chance, hm...

Eu falei que você deveria ter matado a Osana, não falei? Pois é.

 

Ayano Aishi escreveu:

Bem que eu imaginei.

 

Info-chan escreveu:

Ah, você pode usar esse meu cliente também se quiser.

Se chama Hiki Komori.

 

Ayano Aishi escreveu:

??? Por que está me falando isso?

Info-chan escreveu:

Logo você vai descobrir. ;)

 

A cada dia que passa, essa garota fica mais estranha.

Ayano desligou o celular ao começar a aula, que ela por sinal mal prestou a atenção. Passou horas com Osana na cabeça, martelando aquelas informações. Aquela garota provavelmente percebeu que Ayano sabotou a amizade dela com Taro, faz todo o sentido... Isso explicaria o porquê dela estar a vigiando, das tentativas com Budo e tudo mais.

Que garota burra.

Pensou no que fazer, se Ayano quisesse sair bem dessa, Osana teria que morrer logo. Mas ela teria que ser cuidadosa, seria estranho demais se elas virassem “amigas” e a garota aparecer morta de repente. Pensou em usar Raibaru como isca, pra tentar conseguir informações. Mas também seria estranho demais se ela saísse perguntando da garota e ela do nada morresse. Não poderia se aproximar, muito menos perguntar sobre. Não poderia envenenar seu almoço porque iriam trancar o armário de remédios (que por de ser bem útil no futuro), falsificar um suicídio iria requer muito tempo e a escola está mais restrita quanto às ações dos alunos a ponto de terem colocado uma cerca no terraço.

Massageou as têmporas, matar alguém dá muito trabalho.

Ainda bem que aquilo valia a pena.

-x-

Budo olhava, boquiaberto, Taro devorar aquele bento enorme em sua frente. O Yamada comia igual um desesperado, parecendo um boi faminto. Parecia animado, energético e obviamente faminto. Mas Budo nunca viu o amigo comer tanto daquela forma, logo ele que sempre comeu tão pouco. Por sorte o terraço estava quase que vazio, não queria passar vergonha ali.

- Vai com calma aí...

- Hm? O qu vuc dissi? – Taro respondeu com a boca cheia de arroz, respirando aliviado ao engolir tudo. – Esses suplementos são realmente úteis... Que fome! Vai comer esse teriyaki aí?

- Para de olhar pra minha comida, seu maldito. – Budo abraçou seu bento, mantendo-o longe do menor. – Céus, o que a Muja deu pra você tomar? Vitamina pra cavalo?

- Algo do tipo. – Ele respondeu depois de terminar o seu bento, satisfeito e de barriga cheia. Limpou a boca com um lencinho e se espreguiçou. – Mas ei, você não deveria comer com os outros? Não tem problema de ficar aqui?

- Ah... – Budo se aquietou, voltando a terminar de almoçar. – Eu na verdade percebi que algumas amizades não valiam a pena, sabe... Tirando o pessoal do clube, claro. Mas eles costumam revezar entre eu e a Mina, já que não nos falamos mais. – Budo se lembrou da conversa que teve com Ayano na outra semana, sobre pessoas fúteis e como a grande maioria só se aproxima pelas aparências. Coisa que Taro também já havia lhe dito uma vez.

- Entendi... Mas você deveria tomar cuidado para não se isolar tanto. – Taro respondeu, apoiando as costas e a cabeça na parede atrás de si. Budo ergueu uma das sobrancelhas ao ouvir aquilo.

- Você, dizendo para eu não me isolar? Você?

- Não é como se eu me orgulhasse disso... Eu estou tentando mudar, mas... Você sabe. – Ele pausou, engolindo um seco. – Parece que eu simplesmente nasci para ficar sozinho.

Budo coçou a nuca, suspirando antes de responder. Odiava todo aquele pessimismo dele.

- Mas você não está sozinho, seu idiota.

- É... Não estou... Ainda. – Ele respondeu fitando o chão, pensativo. – A Amai, Kokona, Kizana... Oka... Você não acha que tudo aquilo foi coincidência demais?

Budo precisou pensar alguns segundos antes de responder.

- Sim, mas... Aonde quer chegar?

- Budo... – Ele se ajeitou, se sentando se frente para o amigo. – Todas as garotas que morreram eram pessoas de quem eu me aproximei. Tudo nessa escola estava normal antes de eu inventar fazer amizade com os outros. Não teve sequer uma exceção!

O líder do clube de Artes Marciais franziu o cenho.

- A Oka me falou uma vez... Algumas pessoas costumam carregar energias negativas dentro de si... E acabam passando isso para outras pessoas. Eu acho que esse é o meu caso, não é possível...

Se houvesse um Top Five: As cinco coisas mais irritantes em Taro Yamada, certamente aquele pessimismo estaria em primeiro lugar. Budo precisou cuidar bem das palavras para não abalar o amigo, pois sabia que não era hora para brigas.

- Se isso fosse verdade, eu já estaria morto.

- Você não está... Ainda! – Ao menos aquilo fez Budo rir, por mais que não tivesse sido intencional. - Para de rir! Estou falando sério! Aliás... – Ele tirou um papel do bolso do uniforme. Era um papel perfumado e rosa, com a caligrafia delicada. – Eu... Recebi isso ontem de manhã, estava no meu armário.

- Oh... Uma admiradora secreta? – O Masuta analisou o papel, dando um sorriso pervertido logo em seguida. – Ora, ora, seu garanhão... Conquistando corações.

- Eu não tenho certeza, mas... Deve ser a mesma pessoa que comprou um certo presente para mim. Seja quem for... Me sinto estranho por não poder retribuir, já que não faço ideia de quem seja.

- É... Pode ser literalmente qualquer garota da escola.

- Pode ser qualquer pessoa da escola.

- Não me faça imaginar o diretor Kocho mandando uma carta de amor para você, por favor. – Taro quase que gargalhou ao ouvir aquilo.

- Bem, falando nisso... Eu tenho que falar com a Asu Rito, a garota do clube de esportes. Eu reclamei de algumas dores nas costas para a Muja, ela disse que é por falta de exercícios.

- E no final eu estava certo o tempo todo. – Budo se gabou, fazendo questão de se lembrar de todas as vezes em que tentou convencer o amigo a praticar algum esporte e, principalmente, e fazer parte de seu clube. Taro revirou os olhos.

Chato.

- Mas quem sabe não seja ela quem esteja te mandando essas cartas? Hm? Ela é bem bonita...  – Budo comentou, se lembrando das poucas vezes em que a viu, visto que ela sempre está ocupada se preparando para os eventos olímpicos fora da escola. Se ele não está enganado, ela tem ascendência direta com ingleses, o que explica o cabelo loiro, olhos azuis e traços finos, mesmo que tenha a pele bronzeada devido o sol. Taro assentiu, concordando com a cabeça.

- A aparência não importa para mim... Na verdade, coisas como gênero, beleza ou idade nunca me foram muito importantes em questão de relacionamento.

Budo fez uma pausa, refletindo sobre a nova descoberta que acabou de ter sobre seu amigo de infância.

- Seus pais te matariam se soubessem disso.

Taro tomou ar para comentar algo sobre, mas sua voz se perdeu ao ouvir o sinal tocar. Fim do horário de almoço. Ambos encerraram o assunto, arrumaram suas coisas e foram em direção à sala de aula.

- Budo... – Taro o chamou, caminhando ao lado dele. – Se você morrer, eu juro que eu te mato.

Não tinha como não sorrir ouvindo aquilo.

- Não se preocupe. Se eu morrer, eu te levo junto comigo.

-x-

Ayano nunca havia notado o quanto aquele banheiro feminino era desconfortável, até ela precisar ficar escondida dentro dele. Estava há sabe se lá quantos minutos em pé em uma das cabines, tentando ouvir atentamente o que Osana estava conversando no celular.

Para chegar ao ponto da ruiva ter que ir para um lugar isolado conversar, certamente era algo sério. Uma informação de ouro que poderia usar contra ela.  Foi a primeira vez que a yandere agradeceu aos céus por Osana ser tão irritantemente barulhenta, conseguiu ouvir tudo.

- S-Seu nojento... Por que quer me encontrar logo hoje? Eu já disse que vou estar ocupada! E eu não vou fazer merda nenhuma para você. – Ela brigava com a outra pessoa do outro lado da linha, que Ayano já tinha uma ideia de quem se tratava. – F-Fotos? C-Como você conseguiu... O que? Não, por favor não faça!

Tentando conectar os pontos, Ayano enfim percebeu o porquê de Info-chan ter ficado tão satisfeita com as fotos da calcinha da Osana. Era óbvio, homens sendo homens.

- Olha aqui... Eu vou falar contigo pessoalmente, se é o que você quer tanto... M-Mas por favor não faça nada de errado comigo, nem consigo mesmo, nem com ninguém, certo? Depois da escola, às seis? Hm... Certo, combinado.

A yandere respirou aliviada ao sair da cabine, observando a figura ruiva de marias-chiquinhas longas sair desconcertada do banheiro. De repente, um sorriso maligno se fez em seus lábios. Já tinha o plano perfeito.

O fim de Osana Najimi está próximo.


Notas Finais


eu já perdi o número de vezes em que eu quis simplesmente excluir essa fic
sério, as vezes eu tava conversando com a minha beta e eu acabo tendo que reler umas coisas etc. eu fico com a mão na consciencia pensando como eu tive coragem de postar uma merda dessas
mas aaa daí do nada brota um comentário de vocês e me dá um puta ânimo, por isso sempre to dando o meu melhor nisso aqui
vocês são demais, obrigada <3


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