História Loving Him Was Red (Segunda Temporada) - Capítulo 3


Escrita por:

Postado
Categorias Amor Doce
Personagens Agatha, Alexy, Ambre, Armin, Castiel, Debrah, Iris, Kentin, Kim, Leigh, Lysandre, Melody, Nathaniel, Nina, Peggy, Personagens Originais, Priya, Rosalya, Viktor Chavalier, Violette
Visualizações 187
Palavras 3.584
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - Mentiras


Fanfic / Fanfiction Loving Him Was Red (Segunda Temporada) - Capítulo 3 - Mentiras

Castiel:

Após passar o resto da tarde junto de Lysandre fechando negócios com a Samantha e seu empresário, finalmente chegou a hora de fechar. Fechamos a gravadora, me despedi brevemente de meu amigo e fui embora.

Subi em minha moto, determinado a ir até a casa de Raquel, que antigamente era minha também. Pensei em ligar para avisar que estava a caminho, mas corria o risco dela não querer me receber. Seria melhor simplesmente aparecer.

{...}

Estacionei a moto em frente a minha antiga casa. Senti uma pontada no peito; apesar de parecer sempre muito duro, eu sentia muita falta de viver aqui, junto dela. Eu amava Raquel, isso eu não poderia negar. Porém, pensávamos muito diferente um do outro, isso acabou destruindo nosso relacionamento. Eu dei um passo muito grande ao sair de casa, talvez tenha cometido um erro. Mas não poderia voltar atrás agora, ou seria fraco.

Desci da moto rapidamente, abri o pequeno portão de frente da casa. Caminhei pelo jardim apreensivo, não sabia ao certo o que dizer. Notei que as luzes da casa estavam ligadas, dando indícios de que estava em casa.

Respirei fundo e toquei a campainha, coloquei minhas mãos nos bolsos de minha calça. Talvez assim eu conseguiria me sentir menos nervoso.

Mas foi em vão.

Assim que Raquel abriu a porta, seus olhos cruzaram com os meus, sua expressão era de surpresa.

– O que faz aqui?! — ela falou nervosa. A olhei dos pés a cabeça, meu Deus.

– Posso entrar? — perguntei ignorando o fato dela estar incrivelmente sexy. Merda. Por que ela tinha que estar usando essa camisola justo agora?

É claro, ela está em casa pode usar o que quiser... Ou ela estaria com alguém? Ou então esperando alguém?

– Já está aqui, não é mesmo. — ela murmurou. Torci os lábios e entrei. Raquel fechou a porta atrás de si e me encarou.

– Está... Esperando alguém? Tem alguém aqui com você? — perguntei olhando a casa. Estava me corroendo de curiosidade, não aguentaria ficar em silêncio.

– Não têm ninguém aqui, Castiel. E minha vida pessoal não diz mais respeito à você. — ela respondeu ríspida.

Me senti aliviado ao saber que ninguém a faria companhia. Porém, meu alívio se foi quando ela disse que a segunda frase. Tranquei os dentes de raiva.

– Na verdade sim, ainda somos casados, caso não se lembre. — eu estava a testando, sabia que perderia o controle. Se demonstrasse isso, poderia ser uma pequena certeza de que ainda me amasse.

– Escuta aqui! – inesperadamente, Raquel se aproximou de mim com passos largos, seu dedo indicador apontado em minha direção, tentando me intimidar – O que você quer? Faça logo o que veio fazer e me deixe em paz de uma vez por todas!

Fechei a cara, não estava gostando do jeito que ela estava me tratando. Resolvi colocar logo um fim nisso.

– Em primeiro lugar, não aponte o dedo para mim — pedi – Em segundo lugar, vim buscar a minha guitarra e o meu violão.

– Ah — ela abaixou seus braços, parecia desarmada. Ela estava desapontada, talvez se sentiu culpada por algo, ou, esperava que eu voltasse. Mas não importa.

– Venha, está no quarto. — ela me chamou com o olhar. A segui em silêncio, só precisava pegar meus instrumentos e ir embora.

Assim que entramos no quarto, pude avistar minha guitarra e o meu violão, próximos a cama, como sempre ficava.

– Pode pegar... — ela permitiu, cabisbaixa. Me senti mal naquele momento, sabia que estava a magoando.

Peguei meus instrumentos, um em cada mão, determinado a ir embora. Mas antes de ir, caminhei até ela e a encarei novamente.

– Valeu... — agradeci, me sentindo ainda mais culpado. Eu queria ir embora, mas não conseguia, ver aquela expressão de tristeza dela estava me matando por dentro. Como poderia ir assim?

– O que você tem? — ela perguntou, quebrando o silêncio. Mas eu não disse nada, continuei quieto. Ela me olhava, parecia tentar me decifrar.

Meu pai sempre me dizia para fazer tudo o que tinha vontade, quando sentisse vontade. Me perguntei qual era a minha vontade naquele momento... Então, em um momento de fraqueza, larguei minhas coisas no chão, e a agarrei pela cintura.

– Castiel o que você está faze... — não esperei que terminasse sua frase, lhe beijei com toda a vontade que eu sentia. Raquel parecia confusa, não sabia o que estava acontecendo ao certo. Mas logo pareceu ceder, enroscou seus braços em meu pescoço e retribuiu o beijo.

Gemi ao sentir o contato de sua pele com a minha, estava louco por aquilo. Fazia tanto tempo que não fazíamos amor, me sentia necessitado.

Logo a peguei no colo, ela enroscou suas pernas em torno de meu corpo e prosseguiu com os beijos, me deixando completamente excitado. A deitei sobre a cama cuidadosamente, ficando por cima. Passei a beijar seu pescoço enquanto ela suspirava. Desci os beijos até seus ombros, abaixei a alça de sua camisola, tentando ter mais contato com a sua pele. Raquel permanecia com as pernas enroscadas em torno de meu corpo, parecia que não queria me deixar fugir. Sorri com aquilo. Continuei beijando seus ombros, descendo cada vez mais, até o meio de seus seios.

Estranhamente, senti um cheiro forte de queimado. Algo estava queimando ou pegando fogo, o que me assustou.

– Algo está pegando fogo! — falei, assustado. Ela permaneceu de olhos fechados, sorrindo com o meu comentário.

– Sim, está mesmo pegando fogo. — ela voltou a me beijar.

– Não! — me soltei dela, sentindo o cheiro cada vez mais forte – Algo realmente está pegando fogo, você deixou alguma coisa no fogo?

Imediatamente ela abriu os olhos, espantada.

Merda! Meu miojo! — ela escorregou de baixo de mim e saiu correndo em direção a cozinha. Preocupado fiz o mesmo.

Quando cheguei lá, presenciei uma das cenas mais engraçadas que já vi na vida. A panela estava em chamas, Raquel havia desligado o fogo, mas a panela permanceu em chamas, o que a assustava cada vez mais.

– O que eu faço?! — ela gritava.

Rapidamente avistei um copo em cima da pia, o enchi de água e o despejei na panela, fazendo as chamas desaparecerem. Raquel suspirou aliviada.

– Droga, minha panela já era. E meu jantar também! — ela recolheu tudo frustrada, e jogou fora. Retornei ao quarto, peguei meus instrumentos e me dirigi até a sala. Me parecia um bom momento para partir. Raquel me seguiu, estava sem graça e eu também.

– Melhor eu... Eu ir. — falei.

– Sim... É–É... Obrigada pela ajuda. — ela agradeceu timidamente.

– Por nada... É... Tchau. — ela assentiu abrindo a porta, eu saí sem olhar para trás. Eu não poderia retornar o que havia feito, talvez ela nem quisesse mais. Se fomos interrompidos daquela forma, é porque não era pra ser.

{...}

Voltei para casa cansado. Tomei um banho rápido e pedi uma pizza. Assim que terminei de jantar, dei comida para o Dragon e tentei sentar para tocar violão. Dedilhei alguns acordes mas não saiu nada. Tentei com a guitarra mas foi em vão. Eu estava mesmo sem inspiração. E pior do que isso, não conseguia tirar Raquel da cabeça. Pensei no nosso beijo, e como quase fizemos uma besteira.

Não que eu não fosse gostar, mas a conhecendo, certamente se arrependeria. Mesmo assim, não deixei de imaginar o que teria acontecido se aquela panela não tivesse pegado fogo.

Deitei na cama pronto para dormir, e pelo resto da noite, Raquel dominou os meus pensamentos.

{...}

Raquel:

Na manhã seguinte, acordei frustrada com o barulho do meu despertador. Eu estava péssima, super esgotada. Afinal de contas, não havia dormido nada. Passei praticamente a noite toda pensando em Castiel. Aliás, eu só pensava nisso agora.

Me levantei amaldiçoando o despertador. Me direcionei ao banheiro, fiz minha higiene matinal e de quebra tomei um banho. Me vesti rapidamente, de social como de costume, e saí às pressas de casa. A última coisa que eu precisava era de Evan me cobrando hoje.

Entrei em meu carro, resolvi não tomar café nem nada. Dirigi diretamente para a empresa, e estranhamente continuei pensando em Castiel. Isso estava me sufocando, parecia que todo mundo a minha volta era ele.

Perturbada, resolvi mandar uma mensagem para Rosalya.

Eu: "Amiga, vamos almoçar juntas hoje novamente? Preciso muito conversar com alguém!"

Em seguida ela mandou:

Rosa: "É claro Quel, mesmo horário de sempre, ok?"

Respondi um "ok" de volta e estacionei o carro. Peguei minha bolsa e corri para dentro  da empresa. Bati meu ponto e logo peguei o elevador.

Quando cheguei em minha sala, me surpreendi ao não ver Evan, ótimo. Eu estava mesmo de parabéns, afinal de contas estava uns dez minutos adiantada.

Sentei em frente ao meu computador, liguei a máquina e acessei meu e-mail. Já havia algumas fichas que Evan me mandara recentemente, provavelmente para preenche -las. E assim comecei a fazer.

Enquanto digitava, pude perceber que meu subchefe havia chegado, e tive certeza quando adentrou a sala.

– Bom dia, Evan. — falei sem tirar meus olhos da tela do computador.

– Bom dia Srta. Raquel. — ele cumprimentou de volta, ligeiramente surpreso.

Eu continuei digitando, ainda sem tirar os olhos da tela da máquina.

– Que surpresa, chegou cedo hoje? — ele perguntou colocando sua maleta sobre a sua mesa.

– Sim senhor. Hoje não tive imprevistos. — comentei.

– Hum... Bom, eu lhe enviei novas fichas em seu e-mail, por favor as preencha. — ele pediu.

– Acabei de ver isso, senhor. Tomei a liberdade de começar a preenche -las. — Evan piscou confuso e surpreso. Então sorriu de lado, isso era um bom sinal. Ele nada disse, apenas assentiu e prosseguiu para os seus afazeres. Acho que pela primeira vez na vida, estava começando a agradar o meu subchefe.

{...}

Assim que terminei de preencher algumas das fichas, olhei para o relógio e notei que faltava um minuto para o meu horário de almoço.

Deixei o computador em modo de descanso e peguei a minha bolsa. Antes de levantar, Evan entrou na sala e me encarou, abrindo um sorriso simpático.

– Srta. Raquel, já vai almoçar? — ele perguntou.

– Sim senhor. Precisa de algo? — ele balançou a cabeça negativamente.

– Não exatamente... Estava pensando se você gostaria de almoçar comigo hoje. — quando pensei em aceitar, me lembrei de que havia combinado com Rosalya, e não tinha como adiar.

– Eu gostaria senhor, mas infelizmente já marquei com uma amiga. — falei torcendo os lábios.

– E a noite? pretende fazer algo? — ele perguntou curioso.

– Não senhor... — respondi.

– Vamos sair para jantar, sim? É por minha conta... Quero retribuir, anda me ajudando muito.

Sorri com a ideia.

Jamais me envolveria com o Evan, era loucura. Mas mesmo assim me parecia uma boa ideia sair com ele, seria ótimo para tirar Castiel de minha cabeça, com certeza isso me distrairia.

– Pra mim parece ótimo senhor. — concordei.

– Perfeito. Assim que sairmos, podemos ir, pode ser?

– Está marcado. — sorri gentilmente. Evan piscou para mim e saiu da sala. Suspirei nervosa; eu ia sair com o meu subchefe!

{...}

Encontrei com Rosalya em uma lanchonete que ficava em frente à empresa. Avistei minha amiga sentada em uma pequena mesa, logo me aproximei e me sentei na mesma.

– Pensei que não fosse vir mocinha, que demora. — ela reclamou.

– É claro que eu viria, caso contrário te avisaria. — me defendi.

– E então? Qual a causa desse atraso?

– Rosa, a minha vida está uma bagunça, você nem imagina o quanto! — soltei.

– Amiga, pare de reclamar e me conte tudo.

Assim o fiz, primeiro contei sobre a minha noite passada com o Castiel. Rosalya me olhava espantada, mas não deixou de rir ao saber do final da história.

– Pare de rir, eu fiz uma grande merda. — murmurei colocando minhas mãos sobre meu rosto.

– Eu sei, mas isso parece coisa de filme de comédia — ela soltou mais uma risadinha – Desculpe.

– Você está rindo assim por que não sabe do pior. — murmurei.

– Ah minha nossa... Não me diga que vocês chegaram a transar!

– Graças a Deus não, depois da minha cozinha quase ter pegado fogo, Castiel pegou as suas coisas e foi embora. Aquilo cortou o clima totalmente, ainda bem.

– Então, o que é pior do que isso? — ela perguntou curiosa.

– Evan me convidou para sair hoje à noite. — contei.

– Minha nossa! Raquel! — ela esbravejou.

– Shhh... Menos Rosalya, por favor. — pedi.

– Me desculpe... Mas isso é mesmo chocante. Você aceitou? — assenti – Meu Deus, você gosta dele!

– Não! É claro que não, isso nem pode passar pela minha cabeça, ele é  apenas o meu subchefe. Eu só concordei em sair com ele porque isso vai me ajudar a evitar a pensar no Castiel. Não posso ter essas recaídas Rosa, você sabe como elas são perigosas. — falei.

– Sim, você tem razão — ela concordou – Mas amiga você não acha melhor aceitar que ama o Castiel e ele também te ama, pararem com essa guerra e se reconciliarem logo? Poxa, vocês ainda se gostam muito.

– Se o Castiel realmente me amasse, ele não teria ido embora. — falei séria.

– É... Bom, cuidado com o Evan... Ele é seu subchefe, pode tentar te abusar, sei lá... — Rosalya estava preocupada comigo.

– Não se preocupe, ficarei esperta. Eu só quero esquecer o Castiel um pouco... Apenas isso. — dei de ombros.

Não sei ao certo se estava fazendo uma boa escolha em sair com Evan, porém eu precisava me distrair um pouco, da minha parte só havia a relação de trabalho e amizade. E assim permaneceria.

{...}

Castiel:

Cheguei na gravadora sem o menor ânimo. Lysandre me encarava curioso, deveria estar se perguntando o que eu tinha.

– Você está bem Castiel? Parece mal... — ele perguntou preocupado.

– Só não dormi bem. — menti.

O platinado me olhava desconfiado, sabia que tinha mais coisa. Mas Lysandre não era o tipo de pessoa que ficava te enchendo de perguntas, então assentiu e mudou de assunto.

– Daqui a pouco Samantha chega, vamos começar a gravar seu disco. Quer ajudar? — ele perguntou.

– Pode ser. Tanto faz. — dei de ombros.

Novamente Lysandre assentiu, entendendo e me dando espaço.

O resto dia passou rápido; Samantha cantava muito bem, isso eu não poderia negar. Lysandre estava super empolgado com o projeto da garota, eu já ficava mais no meu canto. Porém, ajudava da forma que podia.

O dia tinha sido bastante cansativo, eu estava morrendo de fome. Pensei em chamar Lysandre para tomar umas cervejas, mas ele não deixaria Alison nem por uma noite.

Retornei a minha sala, guardando algumas coisas e pronto para tranca -la. Eu estava decidido a ir beber sozinho, precisava disso.

Peguei as chaves da moto e sai da gravadora rapidamente, até o estacionamento.

– Ei! — ouvi uma voz feminina chamar, me era familiar, então voltei o meu olhar para ela.

– Mal falou comigo hoje. — era Samantha se colocando em minha frente com um sorriso aberto.

– Ei garota, trabalhou bastante. No estúdio não é lugar para conversar. — soltei.

– Tem razão, mas poderíamos fazer isso agora... O que acha? — ela se ofereceu. Sorri com a proposta, mas não poderia aceitar. Nem em sonhos sairia com menores de idade.

– Desculpe mas não saio com menores de idade, você sabe... Pode ficar chato pra mim.

– E quem disse que sou menor de idade? — ela sorria de lado, com as sobrancelhas arqueadas – Tenho vinte e oito, só a carinha é de novinha. — voltei meu olhar para ela surpreso. Eu achava que aquela garota tinha no mínimo uns dezoito anos.

– Nossa, não parece. — comentei.

– Verdade, e você também não parece ter tudo isso... Mediante a isso, o que me diz? Topa sair?

Sorri com a insistência da garota. Gostava dela, era simpática. Merecia uma chance.

– Pode ser — subi na moto, entreguei meu capacete para ela – Sobe aí.

A morena sorriu e colocou o capacete, sentou -se atrás de mim e se segurou em minha cintura.

Sair com a Samantha seria uma ótima oportunidade de esquecer um pouco a Raquel.

{...}

Raquel:

O dia passou correndo, trabalhei feito louca. Mas finalmente meu expediente tinha chegado ao fim. Desliguei meu computador, peguei minha bolsa e bati meu ponto. Quando estava pronta para pegar o elevador, encontrei com Evan.

– Pronta? Já encerrei tudo. — ele falou.

– Sim, podemos ir. — sorri simpática.

Descemos pelo elevador, saímos da empresa, e andamos até um bar próximo dali. Eu havia deixado meu carro no estacionamento, na volta o pegaria e provavelmente Evan faria o mesmo com o seu automóvel.

No caminho, Evan tentou puxar assunto falando sobre coisas da empresa. Eu conversava normalmente, mas no fundo me sentia nervosa. Pensei o tempo todo no conselho de Rosalya sobre tomar cuidado, e ela tinha razão.

Entramos no bar e nos sentamos em uma mesa, em seguida Evan pediu dois whiskies. Nossa bebida logo chegou, e Evan continuou falando sobre a empresa. Eu tentava ao máximo prolongar esse assunto, não queria que as coisas ficassem pessoais. Mas em um determinado momento o assunto cessou. Merda! Não tinha jeito...

– Então Srta. Raquel, me fale sobre você, nunca soube muito... — ele deu um gole em sua bebida me deixando tímida.

– Bom... O que quer saber sobre mim? — rebati.

Evan riu da minha resposta.

Touché — ele sorria.

Sabia que aquele conversa ficaria mais profunda a qualquer momento.

{...}

Castiel:

Estacionei a moto em frente ao bar, Samantha desceu e me entregou o capacete, o guardei e desci, seguindo com ela até dentro do ambiente.

Estava ansioso para tomar logo uma cerveja e ir para casa, mas meus planos foram por água a baixo ao me deparar com uma cena frustrante.

Avistei Raquel com o seu chefe, em uma das mesas. Eles bebiam e conversavam, o que me tirou do sério. Eu sempre soube que esse idiota queria algo com ela, agora tive certeza.

– Você está bem? — Samantha perguntou me encarando.

– Estou... Eu... — comecei a pensar o quanto seria terrível se Raquel me visse com outra mulher, poderia pensar besteira e acabar se entregando para o engravatado. Então pensei em uma desculpa e coloquei meu plano em prática.

– Eu não estou me sentindo bem... Ontem estava com febre e acho que estou piorando. — menti.

– Ah Castiel. Por que não disse antes? Não teríamos vindo. — ela me olhava preocupada.

– Eu não quis preocupar você... Tudo bem se deixarmos isso para outro dia? — perguntei fazendo uma cara de dor.

– É claro. Não tem problema — ela concordou.

– Eu pago o seu táxi, não quero que você ande na moto comigo assim, realmente não estou bem. — menti novamente.

– Não, imagina... Mas e você? O que vai fazer?

– Eu... Tem um hospital daqui dois quarteirões. Vou pra lá...

– Tem certeza que não quer companhia? — Samantha estava preocupada, e eu me sentia um idiota.

– Não, tudo bem, eu me viro. Vamos. eu espero o táxi junto com você lá fora. — ela assentiu e não perguntou mais.

Graças aos céus um táxi chegou assim que fizemos sinal. Me despedi dela e fiz de conta que seguiria meu caminho. Assim que o táxi virou a rua, saí correndo em disparada de volta para o bar. Seria agora que eu colocaria meu plano em prática.

{...}

Adentrei o bar com passos firmes e fui diretamente à mesa em que Raquel estava. Assim que me aproximei os dois me olharam com espanto.

– Castiel? — Raquel estava boquiaberta, provavelmente não esperava que eu aparecesse.

– Conhece esse sujeito? — Evan perguntou me olhando com cara de despreso. Dei um sorriso falso e me coloquei sentado ao lado de Raquel.

– É claro que conhece — respondi falsamente simpático – Eu sou o marido dela.

Evan fez uma expressão de surpresa mas logo fechou a cara. Raquel estava embaraçada ao meu lado, aproveitei a chance para passar meu braço direito em torno de seu pescoço.

– Gata, estava te esperando em casa, como soube que você não viria tão cedo, não aguentei e decidi vim ver você logo. — menti. Raquel me fuzilava com os olhos, então fui ousado; selei nossos lábios lhe dando um beijo de surpresa. Porém foi rápido, ela logo se desvencilhou.

– O que está fazendo Castiel? Que porra é essa? — ela perguntou furiosa.

– Não entendo gata, como assim? — me fiz de desentendido.

– Bom eu já vou indo. Te vejo amanhã na empresa Srta. Raquel. — Evan rapidamente se levantou, pagou sua conta e foi embora. Raquel chamou por ele mas foi inútil, o cara nem olhou para trás. Assim que ele saiu do bar, me coloquei para rir. Nunca irei esquecer a cara que aquele sujeito fez ao me ver com ela.

– Muito obrigada seu idiota! Finalmente fez o que queria, acabou com a minha carreira! — Raquel se levantou irada, pagou sua conta e saiu às pressas do bar. Parei de rir e saí em disparada atrás dela.

– Raquel! — a chamei mas ela não parou – Espera!

Ela continuou caminhando apressadamente em direção ao estacionamento da empresa. A alcancei quando estava prestes a entrar em seu carro e a segurei pelo braço.

– O que deu em você? — perguntei confuso.

– Eu que pergunto! O que deu em você, seu babaca! — ela gritava, estava mesmo brava comigo.

– Ei, ontem mesmo estávamos nos pegando na sua cama e hoje você me aparece saindo com o seu chefe. O que quer que eu pense? — esbravejei – Só consigo pensar o pior de você.

Mal terminei de falar a frase e senti meu rosto em ardência. Logo entendi ao sentir os dedos dela em contato com a minha face, mais precisamente ela me deu um tapa certeiro no rosto.

– Eu não sou essa vadia que você pensa... Agora pelo amor de Deus, some da minha vida! — ela me empurrou, entrou no carro, deu a partida e foi embora. Eu não consegui fazer nada, fiquei estático parado no lugar.

Acho que dessa vez havia exagerado... Eu havia a perdido para sempre.

{...}


Notas Finais


Parece que o Castiel pegou pesado dessa vez 😕
E aí gente? Tão gostando? 😆❤️


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...