História Loving Job - Capítulo 3


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Categorias Sou Luna
Personagens Ámbar Benson, Gaston, Luna Valente, Matteo, Matteo Balsano, Nina, Simón
Tags Karol Sevilla, Luna, Matteo, Ruggero Pasquarelli, Sou Luna, Soy Luna
Visualizações 156
Palavras 2.112
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - 3



— Eu não sou uma cantora, Ambar. — falei, quando saímos da escola. — E agora vou ter que aguentar as piadas dos outros alunos e provavelmente mais refrigerante na minha cara. — estalei a língua nos dentes e ela torceu a boca.

— Srta. Valente. — ouvi uma voz masculina e levantei a cabeça, olhando na direção da voz.

Dois homens me encaravam, um deles era mais baixo e tinha os cabelos pouco acima dos ombros, sua barba era curta e bem feita e sua pele morena, e ele sorria na minha direção.

O outro era mais alto e tinha a pele mais clara, eu não consegui ver seus olhos, já que ele usava um óculos do sol e diferente do outro cara, sua expressão era séria.
Continuei em silêncio e Ambar apertou minha mão.

Era um sequestro?

— Você é a Luna? Luna Valente? — o mais baixo perguntou e eu franzi as sobrancelhas quando ele se aproximou.
— Quem é você? — perguntei e ele passou uma das mãos pelo cabelo.
— Gaston. — ele disse estendendo a mão na minha direção. — Sou advogado e representante da Balsano. — apertei sua mão e continuei séria. — Nós vimos seu vídeo e... — ele começou a falar e eu arregalei os olhos, lhe impedindo de continuar.
— Céus, não, já chega desse vídeo. — falei impaciente.
— Mas nós temos uma proposta para você. — ele disse e eu neguei várias vezes com a cabeça.
— Eu não sou uma cantora, alguém gravou aquele vídeo e o colocou na internet sem a minha autorização. — gesticulei e olhei na direção do outro cara.

Ele tinha os braços cruzados e estava escorado no carro. Não tinha como saber para onde ele estava olhando, mas deduzo que seja na nossa direção.

— Podemos apenas conversar? — Gaston perguntou e eu neguei com a cabeça.
— Sinto muito, mas não. — falei e puxei Ambar na direção oposta a ele.
— Quanto você quer para pelo menos nos ouvir? — uma voz masculina me fez parar de caminhar.

Me virei e vi o outro homem - que até então estava calado - dar alguns passos e parar ao lado de Gaston.

— Como é? — perguntei o encarando.
— Quanto você quer para escutar o que o meu advogado tem para dizer? — ele perguntou pausadamente e eu pude sentir o ar de deboche em cada palavra sua.
— Eu não quero dinheiro algum. — bati o pé e ele negou com a cabeça.
-
• Matteo narrando •

Eu não sei onde eu estava com a cabeça ao achar que uma adolescente iria querer assumir uma responsabilidade desse tamanho.

— Eu não quero dinheiro algum. — ela bateu o pé e eu quis rir da sua birra.
Neguei com a cabeça e dei um passo na sua direção.
— Ora vamos, você é uma adolescente comum que estuda em uma escola de classe média e algo me diz que você não trabalha. — ela franziu ainda mais as sobrancelhas e coçou a ponta do nariz. — Teve a sorte de ter um vídeo vazado na internet e o destino quis que eu o assistisse. — dei de ombros e ela entreabriu a boca, atraindo minha atenção para ela. — De quanto você precisa para pelo menos nos ouvir? — perguntei e ela negou com a cabeça.
— Matteo, se controla. — Gaston pediu e eu o ignorei.
— Você é um idiota. — ela falou no mesmo tom de voz que o meu e deu um passo na minha direção. — Coloque o seu dinheiro no seu... — ela começou a falar, mas parou me fazendo franzir as sobrancelhas.

Qual é? Ela não fala palavrões?

— Nos ouça. — Gaston pediu e ela negou com a cabeça, sem deixar de me olhar.
— Me deixem em paz. — ela pediu, deixando de me olhar e eu soltei um suspiro baixo quando ela segurou o braço da garota que estava ao seu lado e saiu em direção a esquina da rua.

Passei a mão pelo cabelo e Gaston voltou para o carro em silêncio.

— Eu sabia que não daria certo. — murmurei quando entrei no carro, sentando no banco do carona e colocando meu cinto.

Meu amigo continuou em silêncio quando acelerou com o carro.

— Não vai falar nada? — perguntei e o olhei.
— E correr o risco de ser demitido? — ele perguntou, apoiando um dos braços na janela. — Eu preciso desse emprego, Matteo. — seu tom de voz parecia cansado.

Gaston tem vinte e quatro anos. Nos conhecemos na faculdade de direito e apesar das diferenças, tanto de idade quanto de personalidade, nos demos bem.
No fundo eu sabia que ele estava me suportando cada vez menos e parte de mim odiava isso.

— Não vou te demitir. — falei, depois de alguns minutos de silêncio. Ele negou com a cabeça e continuou olhando para a estrada.
— Eu vou voltar amanhã e dessa vez sozinho. — assenti, mesmo que ele não estivesse me olhando.
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• Luna narrando •

Coloquei a mochila no sofá e suspirei, enquanto meu corpo pedia urgentemente um banho.
Fui até a cozinha e vi minha mãe de costas, mexendo em uma panela.

— Oi. — falei, franzindo as sobrancelhas.
— O diretor me ligou. — ela disse ainda de costas e eu fechei os olhos, passando a mão pelo rosto.
— Eu não sei quem fez isso. — falei, abrindo os olhos e ela se virou.

Ela tinha os olhos avermelhados e eu suspirei.

— Eu sei que foi só uma brincadeira, afinal você é uma futura Arquiteta e não uma cantora. — ela disse e eu fiquei em silêncio. — Se quiser brincar de cantar, tudo bem. — neguei com a cabeça e ela desligou o fogo e colocou a panela em cima da mesa.
— Eu não vou brincar de cantar. — falei e ela sorriu.
— Eu não quero ser uma mãe ruim que não deixa a filha se divertir. — ela disse e fez bico, dei alguns passos na sua direção e ela levantou um pouco mais a cabeça. — Se isso for um hobby, algo que você se sinta bem fazendo... — ela hesitou ao falar e eu sorri a olhando. — tudo bem. — segurei suas mãos e neguei com a cabeça.
— Não é um hobby. — falei e ela suspirou, visivelmente aliviada. — Eu estava no vestiário e cantarolei a música, alguém gravou e colocou na internet. — expliquei e ela passou a mão pelo meu cabelo.
— Isso é refrigerante? — ela perguntou, franzindo o nariz e eu assenti.
— Foi uma das coisas que o vídeo causou. — dei de ombros e ela torceu a boca. — Um advogado da Balsano me procurou. — falei me lembrando de Gaston. — Disse que viu o vídeo e queria conversar. — falei e ela riu, negando com a cabeça.
— Óbvio que você disse não. — ela falou firmemente.

Assenti e ela suspirou.

— Vou tomar um banho. — falei, antes de sair da cozinha, pegar minha mochila e subir para o meu quarto.

Joguei a mochila em cima da cama e fui para o banheiro.
Enquanto a água caía pelo meu corpo, as cenas do meu dia se repetiam pela minha cabeça.
Eu não fazia ideia de quem tinha gravado o vídeo e isso não me importa agora, apesar de já ter sido tirado da página da escola, algo me diz que ele continua circulando em outras páginas.
Ainda tinha o idiota da Balsano.
Espero mesmo que ele tenha entendido e recado e mantenha distância.
-
O dia pós vídeo colocado na internet foi menos conturbado que o anterior. Eu mantive distância das pessoas com refrigerante na mão e tive que aturar algumas piadas de alunos idiotas e elas incluem: "Talvez desse mais 'views' se você estivesse com menos roupa.", "Que tal um show particular?" ou "Precisamos de outra música e dessa vez no chuveiro."

Como eu imaginava o vídeo continua circulando em outras redes sociais e em uma delas, chegou a oitocentas mil vizualizações.

— Minha amiga é famosa! — Ambar disse empolgada e eu ri, negando com a cabeça enquanto saíamos da escola.
— Em uma semana tudo volta ao normal. — fui sincera e ouvi alguém chamar meu segundo nome.

Me virei na direção da voz e franzi o cenho ao ver Gaston vindo na nossa direção.

— Você? — perguntei impaciente.
— Como vai, Luna? — ele perguntou e eu cruzei os braços. — Eu vim sozinho e em paz. — ele ergueu as duas mãos e eu torci a boca, olhando na direção do carro.
— Eu não quero conversar. — falei e Ambar se colocou na minha frente.

— Ambar. — ela estendeu a mão na direção de Gaston que franziu as sobrancelhas. — Sou melhor amiga e assessora da Luna. — Gaston apertou sua mão e involuntariamente eu ri. — Como viu, minha estrela não quer conversar diretamente com você e a causa com certeza foi a forma como o outro cara falou com ela ontem. — ela puxou sua mão e Gaston tirou algumas folhas de dentro de uma pasta preta. — Certo, eu entendo. — ele disse dando um sorriso de lado. — Fique com os papéis, leia, circule o te chamar atenção, procure na internet sobre a Balsano e fique também com o meu número. — ele disse, tirando sua carteira do bolso e pegando um pequeno cartão de lá de dentro.

Ambar pegou tudo e começou a ler os papéis.

— Precisamos reerguer a Balsano e você pode nos ajudar. — ele tentou ser convincente e eu quis rir.
— Não sou uma cantora. — falei e ele passou a mão pelo cabelo.
— Mas pode ser. — ele disse e Ambar me olhou. — Leiam os papéis e me liguem para marcar algo, mesmo que seja uma conversa, um almoço ou qualquer outra coisa, só... — ele hesitou e eu franzi as sobrancelhas. — pensa bem na proposta. — ele disse e eu assenti o olhando.
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• Matteo narrando •

Eu me sentia impotente.

Gaston foi até a escola da garota novamente e para o meu desespero, ele foi sozinho.
Eu não duvidava da capacidade dele, mas imagino que a tal Luna deva ser insuportável e algo me diz que ela não vai aceitar a proposta, e por isso eu tenho que começar a pensar em outra coisa.

Ouvi alguém bater na porta da minha sala e levantei minha cabeça, vendo Emilia passar pela porta, com um copo de café.
— Trouxe pra você, chefe. — ela disse de forma sedutora e eu olhei descaradamente para o seu corpo, coberto por uma saia justa e uma blusa de botões.

A chamei com o dedo indicador e ela veio de bom grado. Afastei minha cadeira da mesa e ela sentou no meu colo.
Eu já havia sacado suas intenções e talvez uma boa foda resolvesse o meu estresse.
Subi uma das mãos para a sua nuca e aproximei meu rosto do seu, a beijando.
O beijo não era calmo e eu não fazia questão que fosse, sua língua deslizava sob a minha e ela mexeu seu quadril de encontro a minha ereção.
Foi uma questão de minutos até que ela estivesse deitada na minha mesa, seminua enquanto eu estocava cada vez mais forte e mais fundo. Sua saia estava enrolada até a sua cintura quando ela me mostrou que estava sem calcinha eu deduzi o motivo de Emilia ainda não ter pedido demissão.

Era sempre assim com qualquer mulher.

Nunca havia sentimentos, eu sabia que me apaixonar me tornaria fraco e vulnerável e tudo o que eu menos queria nesse momento era que isso acontecesse.
Eu tinha outros focos e o principal deles era reeguer a Balsano então me apaixonar agora estava totalmente fora de cogitação.
— Uau. — Emilia disse enquanto eu tirava a camisinha e dava um nó na mesma.

Continuei em silêncio enquanto vestia a minha calça.
Diferente do que eu imaginei, transar com ela não me deixou mais calmo.

— Que tal irmos para o meu apartamento quando sairmos daqui? — ela perguntou e eu arqueei uma das sobrancelhas.
— Acho que você não deveria se iludir, foi só uma transa e não vai se repetir. — falei sério e ela me encarou boquiaberta.
— Mas...
— Sem mas. — a interrompi. — Pode ir. — apontei para a porta e ela saiu bufando.

Quando elas vão entender que eu não vou me apegar?
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