História Loving Job - Capítulo 4


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Categorias Sou Luna
Personagens Ámbar Benson, Gaston, Luna Valente, Matteo, Matteo Balsano, Nina, Simón
Tags Karol Sevilla, Luna, Matteo, Ruggero Pasquarelli, Sou Luna, Soy Luna
Visualizações 139
Palavras 2.056
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - 4


• Luna narrando •

Eu estava sentada na minha cama e Ambar lia os papéis que Gaston tinha nos dado.

— Então? — perguntei a ela que estava sentada na minha frente.
— Bom, não é um contrato, são apenas as normas, fala sobre o que você teria direito se topasse ser uma das artistas deles. O seu salário, seus direitos, os funcionários que você contrataria, as viagens que teria que fazer caso desse certo. — ela me entregou o papel cheio de partes grifadas em rosa.
— Minha mãe nunca toparia isso. — falei e Ambar torceu a boca.
— Devia tentar falar com ela, sabe, não é algo definitivo, você não vai perder nada se não der certo. — ela deu de ombros e eu mordi o lábio inferior, encarando os papéis.
— Mas eles vão, eu nunca cantei, nunca sequer imaginei isso na minha vida. — falei e minha amiga riu.
— Eles também falam sobre isso, você teria aulas de canto. — ela disse e segurou minha mão. — Sua assessora te apoia. — ela disse e eu ri.

Ouvi alguém bater na porta do meu quarto e em seguida, minha mãe passou por ela.
— Trouxe bolo. — ela disse, sorrindo.

Olhei para Ambar que assentiu, me incentivando.

— Preciso falar com a senhora. — murmurei quando ela colocou o prato com as fatias de bolo ao meu lado na cama.
— Claro, querida. O que houve? — ela perguntou e eu me preparei para enfrentar a fera.
— O advogado da Balsano me procurou de novo. — falei quando ela sentou na ponta da cama. — Ele nos entregou alguns papéis e pediu para que dessemos uma olhada. — sorri, tentando amenizar a situação. — É uma boa proposta. Eu não deixaria de estudar e o dinheiro nos ajudaria com as despesas, você iria pegar menos encomendas e consequentemente teria mais tempo pra mim. — chantagem emocional sempre funciona.

Ela torceu a boca e olhou para as suas mãos.

— Achei que você tinha dito que não gostava de cantar. — ela disse e eu mordi o cantinho da boca, sabendo onde essa conversa terminaria.

Era com Monica Valente que eu estava falando.

— Não, querida. — ela disse e eu torci a boca. — Foque na Universidade e desista com esse sonho de querer ser cantora. — ela se levantou e foi na direção da porta. — Arquitetura, esse é o seu sonho. — ela disse antes de sair.
-
...
⠀⠀ ⠀⠀
— Isso é muito errado, se minha mãe souber que eu estou aqui ela me mata. — falei enquanto Ambar me arrastava para dentro da Balsano.
A fachada do prédio era linda e imponente.
— Errado é você deixar de viver para seguir os planos dela. — minha amiga disse e eu suspirei, sabendo que não importava o que me falassem, era muito errado estar aqui. — Boa tarde, sou Ambar Benson e gostaria de falar com o Gaston. — a morena disse ainda segurando minha mão.

Era provável que se ela me soltasse eu correria.

— Tem horário marcado? — a secretária disse nos olhando com desdém.

Acho que estar de uniforme fazia nossa credibilidade cair uns oitenta por cento.

— Não, mas tenho certeza que ele vai nos receber. — Ambar arrebitou o nariz e eu neguei com a cabeça, vendo a secretária revirar os olhos.
— Sem horário marcado não en... — ela começou a falar mas foi interrompida por uma voz feminina.
— Luna?! — uma garota gritou e nós a olhamos.

Era não era tão velha, mas com certeza não tinha a minha idade.

— Você me conhece? — perguntei, não querendo soar rude.
— Como não conheceria? Fui eu que achei seu vídeo. — ela veio sorridente na minha direção e sem que eu esperasse, ela me abraçou. — É bom te conhecer, me chamo Nina e se você está aqui significa que Gaston conseguiu te convencer, eu sabia que ele conseguiria! — foi difícil ignorar o brilho em seus olhos quando ela falou o final da frase. — Vou levar vocês até a sala de reuniões. — não tive tempo para assentir ou negar.

Nina já nos guiava até o elevador e falava sobre como encontrou o meu vídeo e como havia gostado da minha voz.

— Eu vou chamá-los. — havia empolgação em tudo o que ela falava e eu me senti estranhamente acolhida.

Olhei ao redor e com certeza o que mais havia chamado minha atenção era a enorme janela que havia alí, eu conseguia ver grande parte do centro de Florença.

— Esse lugar é enorme. — a voz de Ambar chamou minha atenção.

Assenti e em seguida vi Gaston e Nina entrarem na sala, junto com eles estava a secretária que nos recebeu, um homem mais velho e também o idiota que eu havia conhecido no outro dia.
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⠀⠀ ⠀⠀
• Matteo narrando •

O futuro da empresa do meu pai nas mãos de uma adolescente.

A que ponto nós chegamos?

— Você veio mesmo. — Gaston disse sorridente e eu quis revirar os olhos.

Eu provavelmente teria que agradecer a ele - e talvez lhe dar um aumento - se conseguissemos trazê-la para a Balsano.
— Sim, mas apenas para conversar. — ela cruzou os braços e eu estranhei o fato de estarem apenas duas adolescentes na minha frente.

Nem um adulto responsável? Um advogado?

— Claro. — Márcio disse, receptivo como sempre.
— Eu não pretendo fechar negócio com duas adolescentes. — falei e todos me olharam.

Eu estava apenas sendo racional.

Se ninguém alí percebeu, Luna não deveria ter mais de dezoito anos e eu não sei em que nível de desespero eles acham que eu estou, mas eu realmente não pretendo contratá-la sem um adulto responsável por ela.

— Como a Luna disse — minha irmã começou a falar e eu a olhei. — ela veio apenas conversar. — Nina tentou me repreender com o olhar, exatamente como nossa mãe fazia, só que isso não funcionava mais comigo.
— Dane-se que ela veio conversar, eu não preciso de conversa, preciso de uma nova estrela para a Balsano. — fui firme nas minhas palavas e Márcio torceu a boca e cruzou os braços.
— Não sei se você percebeu — a tal Luna começou a falar e eu a olhei. — mas você precisa mais de mim do que eu de você. — ela cruzou os braços e arqueou uma das sobrancelhas. — Então eu acho melhor você começar a me tratar bem e com respeito. — ri pelo nariz sem acreditar na sua audácia em me afrontar.
— Posso muito bem arrumar outra estrela para minha empresa. — ela deu um passo na minha direção e deu um sorriso de lado, dando de ombros.
— Boa sorte então. — ela disse antes de sair da sala de reuniões.
— Luna! — Gaston gritou antes de seguí-la junto com a morena que estava com ela.
— Você é burro ou o quê? — Nina perguntou antes de sair da sala.
— O único problema é que não tem como te demitir. — Márcio falou antes de me dar as costas e passar pela porta.
— Você qu... — Emilia começou a falar mas eu a interrompi.
— Sai! — gritei e ela assentiu, saindo da sala.
Passei as duas mãos pelos cabelos, frustrado comigo mesmo.
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• Luna narrando •

— Luna, espera! — ouvi Gaston gritar e me virei na sua direção.

Eu não pretendia nem sequer conversar com aquele imbecil e não adiantava insistir.
Como ele ousa a falar daquele jeito comigo? Quem ele pensa que é afinal?

— Olha só, ele está certo. — falei quando Ambar parou ao meu lado. — Eu sou menor de idade e não posso responder pelas minhas ações. A minha responsável detestou a ideia da filha dela virar uma estrela e nem sabe que eu estou aqui e com certeza me mataria se soubesse, então por favor, esqueçam essa história. — Gaston suspirou e Nina parou ao seu lado. — Desejo muita sorte a vocês. — falei e me virei para sair daquele lugar.
— Uma chance! — Nina gritou e eu me virei para olhá-la. — Uma última chance e se conseguirmos que sua responsável autorize, você continua com a gente. — ela juntou as duas mãos na frente do rosto e eu olhei para Ambar que arqueou uma das sobrancelhas, assentindo devagar.

Eu sabia que não tinha nada a perder se aceitasse a proposta, mas Gaston e Nina pareciam ser pessoas legais e eu odiaria decepcioná-los.

— Não vai dar certo. — apesar de negativa, eu estava sendo sincera. Ninguém conseguiria convencer a minha mãe dessa ideia maluca.
— Por favor. — pediu e eu suspirei, assentindo.
— Isso! — Nina comemorou.
— A minha dúvida maior é saber qual contato eu iria ter com o homem das cavernas. — apontei para a sala de reuniões e eles provavelmete entenderam de quem eu estava falando.
— Meu irmão seria seu empresário. — Nina disse e eu não consegui esconder minha surpresa ao saber que ela era irmã dele. — Apesar de tomar conta da sua carreira, ele não iria ficar cem por cento do tempo junto com você. — assenti, sentindo as coisas começarem a melhorar.
— Preciso ler todo o contrato. — Ambar disse.
— Deduzo que você queira fazer Direito. — Gaston disse, rindo. — Daria uma ótima advogada, mas precisamos de alguém já formado. — ela revirou os olhos e cruzou os braços. — Vou indicar uma amiga. — assenti e suspirei, não fazendo ideia de onde eu iria me meter.

Eu não sabia o que iria fazer quando terminasse a escola, mas cantar era com certeza a última coisa que passava pela minha cabeça.
-

A tarde estava nublada e eu já conseguia ouvir o barulho dos trovões, indicando que uma tempestade se aproximava.
A minha manhã foi razoavelmente tranquila, o ápice do meu dia foi quando meu Instagram chegou a duzentos mil seguidores. Eu seguia algumas pessoas da escola e muitos famosos, mas tinha apenas vinte e dois seguidores e achava isso demais.

— Eu abro. — falei para a minha mãe quando ouvi a campainha tocar.

Levantei da cadeira e deixei meus cadernos em cima da mesa, indo até a porta.

— O que faz aqui? — perguntei ao ver o imbecil parado na minha porta. Não fiz questão de ser simpática, ele não merecia isso.
— Acredite, eu também não queria estar aqui. — ele disse com seu ar de superioridade.
— Ótimo, é só dar a volta e sumir. — fiz menção de fechar a porta, mas ele colocou o pé na fresta, me impedindo de fazer isso.
— Eu não costumo pedir desculpas, então valorize isso. — semicerrei os olhos na sua direção e ele deu de ombros.
— Não preciso das suas desculpas. — fui firme nas minhas palavras e ele suspirou.
— Eu vim conversar com a sua responsável. — ele disse parecendo controlar o tom de voz. — Preciso convencê-la a deixar você trabalhar comigo. — arqueei uma das sobrancelhas e abri um pouco mais a porta.
— Primeiro você tem que me dar bons motivos para voltar na Balsano e deixar você ser o meu empresário. — provoquei, querendo rir dos seus olhos arregalados e ele suspirou, abrindo os botões do casaco que ele usava.
— Valente, pare de me provocar. — ele disse e eu arqueei uma das sobrancelhas.
— Quem é, filha? — ouvi minha mãe perguntar e olhei na direção dela, que já estava perto de mim.

Abri um pouco mais a porta e apontei na direção do imbecil, vendo minha mãe franzi as sobrancelhas.

— É um prazer conhecê-la. — ele disse em um tom educado que eu ainda não tinha escutado. — Sou Matteo Balsano, proprietário da Balsano Records e adoraria conversar com a senhora. — minha mãe praticamente se derreteu aos pés do imbecil e eu neguei com a cabeça.
— Sou Monica e por favor, sem o senhora. — ela disse e eu assentiu. Eu esperei ver um sorriso em seu rosto, mas isso não aconteceu. — Entre, fique à vontade e ignore a bagunça. — ela gesticulou.
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