História Loving Job - Capítulo 5


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Categorias Sou Luna
Personagens Ámbar Benson, Gaston, Luna Valente, Matteo, Matteo Balsano, Nina, Simón
Tags Karol Sevilla, Luna, Matteo, Ruggero Pasquarelli, Sou Luna, Soy Luna
Visualizações 128
Palavras 2.052
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 5 - 5


• Matteo narrando •

Entrei e olhei ao redor. A casa era simples e pequena. Os detalhes deixavam claro que havia pelo menos uma mulher morando alí. Nos porta-retratos, fotos de Monica e de um homem que eu imagino ser o pai de Luna.

— Devia tentar ser educada como ela. — provoquei, quando Monica nos deu as costas e ela semicerrou os olhos na minha direção.
— E você devia tentar ser menos imbecil. — ela disse e eu arqueei uma das sobrancelhas, olhando para a sua camisa amarela com uma estampa do Bob Esponja.

Segui até a cozinha e Luna recolheu seus livros, os levando até a sala.

— O que quer conversar comigo? — Monica perguntou indicando uma das cadeiras, para que eu me sentasse e assim eu fiz.
— Vou direto ao assunto, quero que sua filha seja a nova cantora da Balsano. — fui firme nas minhas palavras e ela suspirou.
Pelo canto do olho, vi Luna escorar o braço na porta da cozinha e nos olhar.
— De novo essa história? — ela perguntou, negando com a cabeça. — Minha Luna não nasceu para ser Cantora, nasceu para ser Arquiteta. — ela disse e eu franzi as sobrancelhas, olhando na direção da adolescente insuportável, vendo-a abaixar o olhar e abraçar seu próprio corpo.
— Ela tem um dom. — voltei minha atenção para Monica. — Não pode disperdiçar isso, as pessoas precisam ouvir a voz dela. — falei e ela negou novamente com a cabeça.
— E a Universidade? O que faríamos com o sonho dela? — ela espalmou uma das mãos na mesa e eu franzi as sobrancelhas.
— Podemos apenas adiá-lo. — dei de ombros e ela torceu a boca. — Luna pode esperar apenas alguns meses para realizar esse sonho. — voltei a olhar a adolescente insuportável e ela negou com a cabeça, saindo da cozinha.

Era impressão minha ou esse não era um assunto muito legal a ser discutido?

— Minha filha é menor de idade, ela precisa de um responsável e eu tenho o meu trabalho, não posso estar ao lado dela sempre. — suspirei, sabendo que eu estava conseguindo chegar a algum lugar.
— Eu posso ser responsável por ela. — sugeri e Monica semicerrou os olhos na minha direção. — Quando você não puder acompanhá-la, pode me autorizar a responder por ela. — a olhei e ela passou a mão pelo cabelo.
-
⠀⠀ ⠀⠀
• Luna narrando •

"Ele está aí?? 😲" dizia a primeira mensagem de Ambar.
Suspirei e cruzei minhas pernas, me arrumando melhor no sofá.
"Pois é 😒" digitei e enviei.

Era ridículo.

Eles estavam discutindo sobre o meu futuro e eu não tinha voz para expressar a minha opinião.
Minha mãe com certeza não vai desistir da ideia do curso de Arquitetura e com certeza Matteo vai sair da cozinha mais mal humorado do que o de costume.
"Quero saber tudo, sou sua assessora e tenho direitos 😡" dizia a nova mensagem.
"Se eu soubesse o que eles estão conversando, eu com certeza diria 😥" digitei e enviei, ouvindo eles entrarem na sala.

Minha mãe tinha um meio sorriso no rosto e Matteo, apesar da carranca de sempre, parecia mais leve - mesmo sem dar um sorriso.

— Parece que minha filha vai virar uma estrela. — Monica disse empolgada e eu arqueei as duas sobrancelhas, surpresa pela novidade e frustrada por não ter participado da decisão mais importante da minha vida.
— Espero vocês no meu escritório amanhã. — Matteo disse e minha mãe assentiu, indo para a cozinha.

O olhar que ela me lançou antes de sair, indicava que teríamos uma longa conversa antes de dormir.

— Me leva até a porta? — ele perguntou e eu levantei do sofá.

Então era isso?
Dois "adultos" decidiram o rumo que minha vida vai tomar e eu não podia opinar sobre?

— Parece que a Balsano tem uma nova estrela. — o imbecil disse com o mesmo ar de deboche de sempre e eu revirei os olhos, vendo ele sair da minha casa.
— Até amanhã. — murmurei desanimada e ele franziu as sobrancelhas.
— Não parece feliz com a novidade. — ele disse, arqueando uma das sobrancelhas.

Não é que eu não estivesse feliz, eu estava apenas com raiva por não poder ter decidido o rumo que minha vida iria tomar. Ainda faltavam três meses para que eu completasse dezoito anos e desconfio que vá ser assim até lá.

— Até amanhã, Matteo. — falei antes de fechar a porta.

Como eu imaginava, antes de dormir, minha mãe conversou comigo por um longo tempo e nossa conversa incluiu: não aceite bebidas de estranhos, não use drogas, não transe com qualquer um, não ouse a mudar e deixar de ser a Luna de sempre e conte absolutamente tudo para ela.
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⠀⠀ ⠀⠀
Duas horas depois de ter assinado um contrato de um ano com a Balsano, poucas coisas haviam mudado e isso inclui o nome da empresa na bio do meu Instagram, os mil e cem seguidores que eu ganhei e os dois 'haters' que haviam dito que odiavam as minhas fotos.
Eu tinha apenas quatro, a primeira era com a minha mãe enquanto assistíamos uma série, uma delas era com Ambar no intervalo entre as aulas, a outra era minha - eu tinha apenas uma, pelo simples fato de odiar tirar fotos - e a última era de uma borboleta que pousou na janela do meu quarto há alguns dias.

— Oi, estrela. — ouvi a voz de Nina e bloqueei meu celular.
— Nunca vou me acostumar a ser chamada assim. — falei, enquanto guardava o celular no bolso e ela riu.
— Devia, é uma questão de tempo até que você seja a rainha da Itália. — ela arrebitou o nariz e eu tinha certeza que ela e Ambar se dariam muito bem.
— Vamos com calma. — dei de ombros e ela me entregou um papel.

Franzi as sobrancelhas vendo o que parecia ser um cronograma.

— Amanhã depois da aula você tem uma sessão de fotos, só para atualizar suas redes sociais, — ela disse e eu a olhei, vendo Nina dar de ombros. — depois você tem uma coletiva com alguns jornalistas aqui mesmo, para anunciar o retorno da Balsano e por último você tem aulas de canto à noite, menos nos finais de semana porque você provavelmente estará fazendo shows. — arqueei as duas sobrancelhas, absorvendo suas palavras.
— Quem fez esse cronograma? — perguntei e ela torceu a boca.
— O meu irmão, junto com a sua mãe e os advogados. — ela disse e eu neguei com a cabeça.
— Onde fica o tempo para viver? Sabe, sair com minha amiga, estudar, ajudar a minha mãe, fazer nada. — gesticulei e ela riu, franzindo as sobrancelhas.
— Bem-vinda ao mundo dos adultos, Luna. — o tom de voz de Nina era sempre calmo e isso fazia ser quase impossível brigar com ela. — Posso ver se ele pretende fazer alguma alteração, mas sua mãe leu o contrato e concordou com tudo. — assenti e torci a boca, encarando o papel na minha frente.

Senti meu celular vibrar e sorri ao ver uma notificação de que Ambar havia me marcado em uma foto.
"Hora de voar, Butterfly ❤" era a legenda de uma foto nossa.
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• Matteo narrando •

Márcio abriu a champagne e colocou nas nossas taças.
Eu estava feliz e ao mesmo tempo nervoso, mas ninguém precisava saber disso.

As coisas estavam começando a dar certo e mesmo com um contrato de apenas um ano, a Balsano com certeza voltaria ao topo lançando uma estrela.

— Ao retorno da Balsano. — falei, erguendo a taça e Emilia, Márcio e Gastom brindaram comigo.
— Deviamos chamar a Luna, ela é a estrela. — meu amigo disse, dando de ombros enquanto eu dava um gole na minha champagne.
— Ela não pode beber. — fui irônico e apenas Emilia riu.
Arqueei uma das sobrancelhas quando Gaston colocou sua taça sob a mesa e negou com a cabeça.
— Onde vai? — perguntei e ele passou a mão pelo cabelo.
— Procurar a Luna e a sua irmã. — ele falou antes de sair da sala de reuniões.

Torci a boca e franzi sutilmente as sobrancelhas.

— Precisamos procurar novas músicas para ela gravar, a Luna disse que sabia tocar um pouco de piano, podemos usar isso. — Márcio disse e eu o olhei.
— Não sabia disso. — admiti e ele riu, colocando sua taça em cima da mesa.
— Óbvio que não sabia, tudo o que te interessa é o contrato e uma nova estrela para a Balsano. — ele deu de ombros e pelo canto do olho, vi Emilia se aproximar.
Ela se lembra do que eu disse? Que não ficaríamos outra vez?
— O que mais importaria? — perguntei e ele colocou as mãos nos bolsos da calça exatamente como meu pai fazia.

De todos os funcionários da empresa, Márcio era o mais próximo a Gustavo. Eles eram amigos e parceiros de negócio e tê-lo trabalhando comigo era ótimo para a empresa.
— É como eu te disse, o único culpado pela Balsano estar do jeito que está, não pode ser demitido. — ele disse antes de sair da sala.

Alguns funcionários se entreolharam mas nenhum ousou dizer uma única palavra.

— O que acha de uma comemoração particular? — Emilia sussurrou e eu revirei os olhos.
— Lembra que eu pedi para não se iludir? — murmurei antes de colocar a taça em cima da mesa e sair da sala de reuniões.

Passei a mão pelo cabelo e fui na direção da recepção.

Cheguei a tempo de ver Nina, Gaston, Márcio e Luna sairem da empresa comentando algo sobre jantar de comemoração.

Eles não me chamariam?
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• Luna narrando •

— Bom dia, Srta. Valente. — o Diretor falou, assim que nós passamos pelo portão.

Eu torcia para que viesse nenhum sermão pela frente. Já foi difícil ter que aturar as piadas dos alunos sobre "a cantora sem talento", durante toda a manhã e por isso eu realmente esperava que nada mais desse errado.

— Pois não, Diretor. — não escondi o desânimo na minha voz.
— Gostaria de parabenizá-la. — franzi as sobrancelhas lhe encarando. — Soubemos que você acabou de assinar um contrato com a Balsano e temos orgulho de tê-la na nossa escola. — arqueei as duas sobrancelhas e Ambar soltou uma risada irônica.
— Obrigada. — dei um meio sorriso antes de sair da escola.
— Hipócrita. — Ambar disse, indignada. — Queria te expulsar e agora só falta lamber o chão que você pisa. — ela falou e eu apertei a alça da minha mochila ao ver um homem parado perto de um carro preto com uma placa escrita "Srta. Valente e Srta. Benson."
— É um sequestro? — Ambar perguntou e eu ri, franzindo as sobrancelhas.
— Sou Isac, seu motorista. — arregalei os olhos quando parei perto do carro e olhei para Ambar que sorria, olhando os detalhes do carro. — A empresa me mandou, ele afirmou que para a sua segurança, a partir de agora você tem um motorista particular e um segurança. — ele falou com muita naturalidade e eu abri a boca, surpresa com tanta informação.
— A empresa ...? — perguntei imaginando que isso era coisa do Gaston.
— O Matteo. — Isac sussurrou como se fosse proibido falar o nome do imbecil.
— Me sinto rica. — Ambar disse quando Isac abriu a porta e ela entrou no carro.
Neguei com a cabeça e entrei, sentando ao lado da minha amiga.

Ambar foi o caminho inteiro falando sobre a minha agenda. Eu não tinha uma assessora e ela estava fazendo esse papel muito bem e isso me lembra que tenho que conversar com Nina ou Gaston sobre a possibilidade de oferecer essa vaga a ela, mesmo que seja apenas uma estágio extra curricular. Isso com certeza contaria muitos pontos para a Universidade.

Minha sessão de fotos foi um tormento.

Era esquisito ser maquiada por outra pessoa - que apontava os detalhes sobre a minha pele e me dava dicas que eu com certeza não lembraria.
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