História Loving Job - Capítulo 6


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Categorias Sou Luna
Personagens Ámbar Benson, Gaston, Luna Valente, Matteo, Matteo Balsano, Nina, Simón
Tags Karol Sevilla, Luna, Matteo, Ruggero Pasquarelli, Sou Luna, Soy Luna
Visualizações 309
Palavras 2.038
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 6 - 6


Minha amiga ficou empolgada quando Nina disse que as roupas da sessão seriam minhas. Ambar e eu usamos o mesmo número, então ela com certeza ficaria muito feliz de levar pelo menos metade de tudo aquilo.

— Você ganhou mais mil seguidores nas últimas duas horas. — Ambar disse, mexendo no seu celular.
— Mas eu nem fiz nada ainda. — falei, sabendo que a única vez que as pessoas tinham me ouvido cantar era no vídeo do vestiário.
— Precisamos mudar isso. — ela torceu a boca e eu suspirei, assentindo.

Minutos depois, Isac parou o carro em frente ao imponente prédio da Balsano.
De longe vi minha mãe acenando e eu sorri a olhando, quando desci do carro.

— Achei que não viria. — falei a abraçando.
— E perder a primeira entrevista da minha garotinha? De jeito nenhum. — ela arrebitou o nariz e eu ri, me afastando.

Haviam vários jornalistas lá dentro e quando eu entrei um burburinho começou.

— Preciso conversar com você. — ouvi uma voz masculina atrás de mim e me virei, vendo Matteo me olhando.

Assenti, completamente perdida e nervosa por me imaginar falando na frente de todos aqueles jornalistas.
Eu odiava apresentar trabalhos, como iria dar uma entrevista?

— A sós, Monica. — Matteo disse quando minha mãe quis entrar na sala de reuniões e ela franziu as sobrancelhas. — Prometo que vai ser só um minuto. — ela assentiu e me mandou um beijo no ar, antes dele fechar a porta.

Respirei aliviada e cocei a ponta do nariz.

— Eu preciso que você leve essa entrevista a sério. — Matteo disse e eu o olhei. — É o retorno da minha empresa que está em jogo e eu temo que você estrague tudo. — entreabri a boca, surpresa com suas palavras.
— Eu não vou estragar nada. — cruzei meus braços e pude jurar ter visto o canto da sua boca se curvar em um rápido e sutil sorriso.
— Assim espero. — ele passou a mão pelo cabelo e veio na minha direção. — Se não souber ou não quiser responder algo, fique em silêncio. Eu vou estar do seu lado e vou responder a maioria das perguntas. — assenti e apertei uma mão na outra, tentando me acalmar.

É só uma entrevista, Luna. Não há motivos para ficar nervosa.

— Fica calma, Lu. — Matteo falou, antes de abrir a porta e acenar para que eu saísse.
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• Matteo narrando •

A minha única preocupação no momento era que Luna falasse alguma merda e acabasse estragando toda a entrevista.
Uma mísera palavra, dita na hora errada e no tom errado, poderia ser distorcida pelos urubus que se julgam jornalistas.

— Podemos começar. — murmurei para Emilia, quando me sentei ao lado de Luna.
— Você. — ela disse, apontando para uma das jornalistas.
— Como vai, Balsano? — a mulher perguntou em tom de deboche.
Eu a conhecia. Era Alexandra, a colunista da maior revista de fofocas da Itália.
— Sua pergunta. — falei a olhando.
— Eu tive uma manhã exaustiva na escola da sua futura cantora. — ela começou a falar e eu arqueei uma das sobrancelhas.
— Sua cantora não tem experiência alguma, acha mesmo que uma adolescente doce e pura — ela deu ênfase na última palavra. — vai conseguir te ajudar? — semicerrei os olhos na sua direção e pelo canto do olho, vi Luna se encolher sutilmente.
— Toda a minha equipe confia nela. — falei e ela sorriu cinicamente. — Eu confio nela e não duvido do seu potencial. — admiti e alguns jornalistas anotaram algo em seus bloquinhos.

— Acha que realmente há chances da Balsano voltar ao topo? — um jornalista perguntou e eu o olhei.
— Sim, confio no potencial dos meus artistas. — dei de ombros e Luna tirou as mãos de cima da mesa.

— Sempre se imaginou cantando? — uma jornalista perguntou para ela que entreabriu a boca e ficou em silêncio por poucos segundos.
— Algumas pessoas não sabem o dom que tem, até outra a diga e a faça percebê-lo. — interrompi o estado vegetativo de Luna e semicerrei os olhos sutilmente na sua direção. — Foi assim com a Lu. — falar o apelido dela nos dava um grau de intimidade que eu sabia que não tínhamos, mas o jornalistas não precisavam saber. — Quando eu vi seu vídeo e a ouvir cantar, eu sabia que ela tinha um dom. — fui sincero e não a olhei para ver sua reação.

— Quantos anos você tem? — um jornalista perguntou para ela.
— Dezessete. — respondi impaciente com sua lerdeza para responder perguntas simples.

— Como pretender consiliar carreira e estudos? — o mesmo perguntou e eu passei a mão pelo cabelo.
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• Luna narrando •

— Ela não deixará de estudar, será acompanhada por alguns professores e frequentará normalmente as aulas. — o Sr. Dono de si respondeu por mim.

Eu realmente estava aturando Matteo cada vez menos, suas respostas eram sempre cheias de arrogância e prepotência, seu tom de voz era sempre agressivo e sua postura com todos - principalmente comigo - era de ataque.

Depois de longos minutos eu não abri mais a boca. Não por falta se oportunidade e sim por causa do imbecil ao meu lado que respondia tudo por mim.

Olhei na direção de Nina, Márcio e Gaston, que estavam ao lado de Ambar e da minha mãe.
Ambar revirava os olhos cada vez que Matteo falava algo. Monica tinha as sobrancelhas franzidas e negava sutilmente com a cabeça. Gaston tinha os braços cruzados e uma expressão nada boa no rosto, a mesma expressão de Nina e Márcio.

— Encerramos por aqui. — ele disse e os fotógrafos pediram uma foto da equipe.
Me levantei e sorri, quando alguns funcionários da Balsano se juntaram a nós para a foto.
— Você não vai longe. — ouvi um jornalista dizer e franzi as sobrancelhas.

Matteo nos guiou até a sala de reuniões e mesmo em pouco tempo de convivência, eu sabia que não vinham coisas boas por aí.

— O que foi aquilo?! — ele gritou e todos se entreolharam e continuaram em silêncio.

Abracei meu próprio corpo, em uma tentativa de me proteger.

— Foi a pior entrevista que eu já dei em toda a minha vida! — ele gritou novamente, dessa vez olhando na minha direção.
— Por que está gritando comigo? — perguntei o encarando e foi como se eu tivesse acendido o pavio de uma bomba.
— Porquê?! — ele gritou duas vezes mais alto. — Você foi patética! — franzi as sobrancelhas e vi quando minha mãe, Nina e Ambar entraram na sala.
— Eu nem abri a boca! — gritei sem paciência para sua grosseria.
— Exatamente! — seu tom de voz continuava o mesmo e eu sutilmente me encolhi. — E agora você vai ser taxada como uma cantora soberba e que detesta dar entrevistas! — senti meus olhos marejarem e engoli o nó que se formou na minha garganta.

Eu não queria estar aqui.

— Eu não sou soberba. — murmurei e vi minha mãe parar ao meu lado.
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— Onde eu estava com a cabeça ao contratar uma adolescente irresponsável e sem pretenções para ser minha estrela?! — ele gritou e eu não consegui segurar uma lágrima teimosa que rolou.
— Se gritar mais uma vez com a minha filha, o nosso contrato acaba aqui. — apesar de não gritar, minha mãe foi firme nas palavras.

Ela me abraçou pelos ombros e Matteo desviou o olhar dela pra mim, franzindo as sobrancelhas.

— Você está... — ele sussurrou e não completou a frase.
— Eu nem queria estar aqui. — murmurei com a voz trêmula. — Ninguém aqui me perguntou se eu queria ser cantora. — gesticulei e ele ficou em silêncio. — Só tomaram a atitude e aqui estou eu, — apontei para o chão na minha frente. — ouvindo gritos e sendo julgada por um cara que nem me conhece e acabou de me chamar de irresponsável e sem pretenções. — ele entreabriu a boca e não disse nada. — Eu sou só uma adolescente que está no último ano da escola, cantorolou uma música no vestiário feminino, alguém gravou um vídeo e você o viu. — passei o dorso da mão pelo nariz.
— Acho melhor irmos embora. — minha mãe disse e eu concordei.

Eu só queria distância de tudo isso, pelo menos essa noite.
No contrato ficava claro que se o quebrassemos, pagaríamos uma multa e apesar de termos um dinheiro guardado, pagar uma multa daquela quantia esatava fora de cogitação.

Saí da sala, com Ambar e minha mãe ao meu lado.

— Luna! — ouvi Nina me chamar e me virei. — Eu só queria pedir desculpas pelo meu irmão. — ela disse e eu dei um sorriso de lado. — Eu sei que ele não vai fazer isso, então desculpa. — assenti, segurando a mão que ela estendia.
— Tudo bem. — murmurei e ela dei um sorriso de lado.
— Eu vou conversar com a sua advogada, nós podemos alterar algumas coisas no contrato e dessa vez com a sua presença. — Gaston disse e eu assenti, mesmo que não fizesse diferença.

Eu me sentia impotente e perdida.

Eu não queria ser Arquiteta e também não sabia se queria ser Cantora. Ouvir Matteo dizendo que eu tinha um dom, me deixou feliz e ao mesmo tempo preocupada.
Eu não queria decepcionar ninguém, mas também não podia decepcionar a mim mesma.

Essa mania de deixar os outros decidirem por mim tinha que acabar.
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• Matteo narrando •

Observei Luna sair da sala, em silêncio.
Eu havia feito ela chorar e parte de mim, odiava isso.
Nina correu atrás dela e Gaston passou as duas mãos pelo cabelo, visivelmente impaciente, antes de seguí-la.

— Eu só fico com você até o final do mês. — Márcio quebrou o silêncio e eu o olhei.
— Está pedindo demissão? — perguntei, franzindo as sobrancelhas.
— Eu devia ter feito isso há muito tempo, mas em respeito a memória do seu pai eu continuei com você. — ele apontou um dedo na minha direção e apesar de odiar aquele gesto, eu mantive meu silêncio e minha postura firme. — Você e a sua arrogância — ele hesitou e deu um passo na minha direção. — estão afundando o que seu pai teve tanto trabalho para cuidar. A Balsano era o sonho de Gustavo, mas perdeu sua essência quando um garoto mimado e irresponsável resolveu tomar a frente de tudo. — engoli o nó que se formou na minha garganta, sabendo que ninguém previsava me ver chorando.

— Matteo! — Nina gritou quando entrou na sala. — Eu tô fora, minha parte na herança é sua. — eu a conhecia há vinte anos e sabia que seu rosto estava vermelho pela enorme vontade que ela estava de chorar.
— Você não pode fazer isso. — murmurei.

Sozinho eu não iria conseguir seguir em frente.

— Eu não posso ver você destratando pessoas e passando por cima de tudo só para conseguir reerguer a empresa do papai. — ela gesticulou e Gaston parou ao seu lado. — Você se tornou um monstro! — eu tinha plena consciência da minha personalidade horrível e do meu comportamento ruim com relação a algumas pessoas, só que ouvir Nina dizer isso acabou comigo.

Eu sempre fui seu herói.

— Metade disso aqui é seu, você não pode simplesmente largar tudo assim. — falei impaciente.

No fundo eu torcia para que ela percebesse o que eu não conseguia dizer.

— Não só posso, como vou. — ela cruzou os braços e eu suspirei. — Você não consegue ver o que está fazendo? — Nina descruzou os braços e gesticulou. — Você só pensa em você mesmo e em estar no topo, eu não lembro da última vez que te vi colocar o coração em algo que fez. — ela deu mais um passo na minha direção e no fundo eu admitia que ela estava completamente certa.
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