História Loving Job - Capítulo 7


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Categorias Sou Luna
Personagens Ámbar Benson, Gaston, Luna Valente, Matteo, Matteo Balsano, Nina, Simón
Tags Karol Sevilla, Luna, Matteo, Ruggero Pasquarelli, Sou Luna, Soy Luna
Visualizações 129
Palavras 2.048
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 7 - 7


• Luna narrando •

O truque com o corretivo que o maquiador me ensinou, serviu para esconder as enormes olheiras que apareceram hoje de manhã.

Eu havia tido uma noite péssima, mas precisava ir para a aula.
Eu tinha dormido mal na noite passada e a causa principal tinha um metro e oitenta, cabelos escuros e um olhar furioso e cheio de segredos.

— Obrigada, Isac. — falei quando o motorista estacionou em frente a escola.

Suspirei antes de descer do carro e apertei a alça da minha mochila, vendo alguns alunos me olhando.
Eu odiava ser o centro das atenções, mas sabia que isso iria mudar e precisava aprender a lidar com isso.

— Como vai, 'Butterfly'? — Ambar perguntou quando eu entrei na sala que para a minha sorte estava vazia.
— Bem. — dei de ombros e ele arqueou uma das sobrancelhas, negando com a cabeça.
— Tudo isso é culpa do idiota amargurado, talvez as coisas fossem mais facéis se ele não fosse o seu empresário. — ela disse, passando uma das mãos pelo seu cabelo e eu sentei na cadeira ao seu lado.
— Passou a noite toda pensando nisso? — perguntei, sabendo que Ambar nunca falava algo sem ter total noção de pelo menos cinquenta por cento do assunto.
— Pesquisei algumas coisas na internet e pelo que sei, é você quem decide com qual empresário quer trabalhar. — mordi o cantinho da boca e ela deu de ombros.
— Eu pesquisei algumas coisas sobre a Balsano e até onde sei, Matteo é advogado e só tomou a frente da empresa alguns meses depois da morte de seu pai. — cocei a ponta do nariz e ela colocou uma das mãos no queixo. — Muitos artistas criticaram a Balsano, dizendo que ela perdeu a credibilidade e caiu no conceito da mídia. E isso realmente aconteceu a medida que os artistas foram deixando de trabalhar na empresa. — ela semicerrou os olhos e eu encarei minhas mãos que estavam em cima da mesa.
— Bom, você é a salvação daquele lugar, então o imbecil devia começar a te tratar melhor. — ela disse como se fosse óbvio e eu ri pelo nariz, voltando a olhá-la.
— Às vezes eu acho que ele não é tão ruim quanto parece ser. — ela riu e revirou os olhos. — Ninguém pode ser tão arrogante e malvado assim. — fui sincera e ela torceu a boca.
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— Bom, você conheceu a arrogância em pessoa, desconfio que até o diabo tenha receio de encontrar o imbecil. — ri, negando com a cabeça e ela ergueu uma das mãos.
— Eu adoraria conhecer uma versão boa dele. — tenho certeza que se isso acontecesse, seria muito mais fácil de trabalharmos juntos.
— Mas será que existe uma versão boa dele? — Ambar perguntou e eu suspirei, voltando a olhar para as minhas mãos. — Não crie expectativas achando que ele vai mudar, pelo pouco que conhecemos do Matteo, sabemos que, apesar de gato, ele é arrogante, prepotente, dono de si e eu tremendo pé no saco. — foi impossível não rir do jeito que ela falava. — Eu poderia ficar listando os defeitos dele pelo resto do dia, mas não quero cansar minha beleza. — ela deu de ombros e eu suspirei.
— Não sei o que fazer. — fui sincera e ela torceu a boca.
— Sabe, mas não quer admitir. — ela disse com muita convicção e eu franzi as sobrancelhas. — Você sabe que pode deixar a Balsano e pagar apenas uma multa pela quebra do contrato, seguindo sua vida como se esses últimos dias não tivessem acontecido. — minha amiga deu de ombros e eu dei um sorriso de lado, sabendo que ela tinha razão.
— Eu odiaria deixar o Gaston e a Nina na mão. — fui sincera e ela arqueou uma das sobrancelhas.
— Só eles dois? — seu tom malicioso fez o meu rosto esquentar.
— O que você está insinuando? — perguntei, cruzando meus braços e ela riu.
— Nunca achei o tipo "mais velho e problemático" — ela fez aspas no ar. — fazia o seu estilo. — Ambar disse rindo e eu neguei várias vezes com a cabeça.
— Você bebeu? — perguntei, colocando uma mecha do meu cabelo atrás da minha orelha.
— Eu te conheço, Luna. — ela semicerrou os olhos na minha direção. — Matteo é um gato e só pela aparência é muito fácil ficar a fim dele. — neguei com a cabeça e ela colocou uma das mãos no meu ombro. — Só tenho medo que você saia machucada. Eu amo muito a minha amiga, pra vê-la triste por um imbecil. — sorri a olhando e soltei um suspiro baixo quando alguns alunos entraram na sala.
— Eu não estou gostando dele. — retruquei e ela arqueou uma das sobrancelhas.
— Eu não disse isso. — ela foi irônica e eu senti meu rosto esquentar.
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• Matteo narrando •

Dezoito horas depois da pior entrevista da minha vida, aqui estou eu, na porta da minha fututa estrela, pronto para me desculpar.

Eu odiava admitir que estava errado e nos últimos dias essa é uma das coisas que eu mais tenho feito quando o assunto é a adolescente insuportável.

Toquei a campainha e pedi silenciosamente para que tudo desse certo e que com isso minha irmã voltasse a pelo menos olhar na minha cara.
Ultimamente o silêncio da pessoas ao meu redor tem sido pior do que qualquer outro comentário que eles pudessem fazer. A sensação de estar me afastando da minha irmã e do meu melhor amigo era péssima.

— O que você quer? — Monica não foi nenhum pouco simpática ao abrir a porta.
— Preciso falar com a Luna. — falar o apelido dela talvez fizesse sua mãe amolecer um pouco. — Preciso me desculpar com ela. — coloquei as mãos dentros dos bolsos da frente do casaco enquanto ela me encarava.
— Você foi um imbecil com a minha filha. — ela disse e eu suspirei, concordando em pensamento.
— E por isso estou aqui. Para tratar de negócios com a única pessoa que pode dizer se vai ou não continuar comigo na empresa. — falei e ela arqueou uma das sobrancelhas.

Monica precisou de alguns segundos para abrir um pouco mais a porta, me dando passagem.

— Segunda porta a esquerda. — ela disse apontando para as escadas.

Soltei um suspiro baixo enquanto subia as escadas, pronto para os comentários irônicos da adolescente insuportável.

— "I can almost see it that dream I'm dreaming, but there's a voice inside my head saying you'll never reach it. (Eu quase posso ver esse sonho que estou sonhando, mas há uma voz dentro da minha cabeça dizendo que eu nunca irei alcançá-lo.)" — ouvi sua voz quando parei em frente a porta que estava entreaberta.

Olhei para dentro do quarto e Luna estava com fones de ouvido e olhos fechados, enquanto cantava.

Foi essa Luna que eu vi no vídeo alguns dias atrás.

Tirei o celular do bolso e gravei apenas alguns segundos do seu "show".
Diferente da primeira vez que a gravaram cantando, esse vídeo não iria para a internet e sim para o meu acervo pessoal.
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• Luna narrando •

Quando a música parou de tocar eu ouvi alguém bater na porta.

Me surpreendi quando olhei e vi Matteo parado lá.

— O que faz aqui? — perguntei, franzindo as sobrancelhas e tirando meus fones.
— Posso entrar? — ele perguntou e passou uma das mãos pelo cabelo.

Só então reparei nos detalhes do seu rosto.

Ele sempre estava ocupado demais gritando com as pessoas e sendo um idiota e isso parecia ofuscar sua beleza.
Seus olhos pareciam cansados e eu nunca vi outra expressão que não fosse raiva e tédio, em seu rosto.

— Não. — falei e ele semicerrou os olhos na minha direção. — Fale o que tem para falar daí mesmo. — dei de ombros e ele cruzou os braços.

Me arrumei melhor na cama, me virando para a porta e apoiei meus cotovelos nos meus joelhos e minha cabeça nas minhas mãos.

— Isso é ridículo, eu preciso conversar com você. — ele fez menção de entrar no meu quarto e eu arqueei uma das sobrancelhas o fazendo recuar.
— Pode conversar daí. — ele bufou impaciente e eu segurei uma risada.
— Me desculpa. — Matteo passou a mão pelo rosto e eu arqueei uma das sobrancelhas.
— Você não costuma pedir desculpas. — fui irônica e ele colocou as duas mãos nos bolsos do sobretudo preto que usava.
— E ultimamente essa a coisa que você mais tem tido de mim. — ele suspirou, abaixando o olhar e eu franzi as sobrancelhas. — Eu vim conversar sobre o contrato. — ele levantou a cabeça e eu gesticulei para que ele entrasse no meu quarto. Ele semicerrou os olhos antes de fazer isso.
— O contrato que você, minha mãe e os advogados decidiram e eu tenho que apenas que aceitá-lo? — fui irônica novamente e ele olhou ao redor, provavelmente procurando um lugar para sentar. Cruzei meus braços e neguei com a cabeça ao vê-lo olhar para a minha cama.
— Ok. — ele disse e deu de ombros, antes de se abaixar e sentar no tapete na minha frente.
— Você não vai desistir, não é? — perguntei e ele abriu os botões do casaco enquanto esticava as pernas.
— Não. — ele foi firme. — Eu preciso de você. — senti meu rosto esquentar ao ouvir a sua frase. — Eu sei que sou um pouco estúpido — ri pelo nariz e ele arqueou uma das sobrancelhas.
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— e é provável que eu ainda grite com você e com algumas outras pessoas, mas eu preciso ser assim. — ouvi tudo o que ele dizia em silêncio. — Eu preciso reerguer a Balsano e sendo bonzinho e sorridente eu não vou conseguir isso. Os jornalistas são cruéis, Lu. — ouví-lo dizer meu apelido era novo e me fazia querer sorrir. — O meu jeito de querer fazer as coisas darem certo é esse e eu não posso mudar. — mordi o cantinho da boca e franzi sutilmente as sobrancelhas.
— Tudo bem. — admiti e ele arqueou as duas sobrancelhas, as franzindo em seguida.
— Fácil assim? — ele perguntou e arqueou uma das sobrancelhas.
— Na verdade não. — me levantei e fui até a minha mochila, tirando o contrato de lá e o entregando. — Eu circulei o que eu não concordo e adicionei algumas regras que eu gostaria que fossem cumpridas e a maioria delas diz respeito a você. — arrebitei meu nariz, tentando soar o mais séria que pude e voltei a me sentar na cama.
— Post-its? — ele perguntou passando a ponta do dedo por cima do post-it laranja.
— Estamos de acordo? — perguntei enquanto ele lia o contrato e todas as minhas novas observações.
— Preciso que Gaston dê uma lida. — ele falou passando a mão pela barba.

Aproveitei que ele estava olhando para os papéis e o observei.

Matteo, apesar de ser mais velho que eu, era lindo e com certeza chamava atenção por onde passava. Talvez, se ele sorrisse um pouco mais, ele ficasse ainda mais bonito.

— Quantos anos você tem? — perguntei e ele me olhou.
— Vinte e oito. — como sempre, sua resposta foi curta e direta. — O que são as regras para o imbecil? — ele perguntou e me olhou, franzindo as sobrancelhas.
— Se você quer ser meu empresário, precisa mudar algumas coisas. — cruzei meus braços e ele negou com a cabeça, semicerrando os olhos. — O tópico foi criado com a ajuda da Ambar, mas quem escreveu todas as regras fui eu. — dei de ombros e o canto da sua boca se curvou em um pequeno e não tão rápido sorriso, enquanto ele arqueava uma das sobrancelhas.
— Então eu sou o imbecil? — ele perguntou e eu mordi o lábio inferior, assentindo.

Tive medo de fazer ou falar qualquer coisa e o sorriso, pequeno e discreto, sumir.
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