História Loving Job - Capítulo 8


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Categorias Sou Luna
Personagens Ámbar Benson, Gaston, Luna Valente, Matteo, Matteo Balsano, Nina, Simón
Tags Karol Sevilla, Luna, Matteo, Ruggero Pasquarelli, Sou Luna, Soy Luna
Visualizações 377
Palavras 2.051
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 8 - 8


• Matteo narrando •

— "Proibido gritar com a Srta. Valente e com qualquer outro funcionário (ou pessoa)."? — questionei uma das regras, levantando minha cabeça e Luna se levantou da cama e se ajoelhou no tapete.
— É só a primeira, são tipo regras de boa convivência, não aprendeu isso nas aulas? — ela foi irônica e eu arqueei uma das sobrancelhas.
— Devo ter faltado nessa. — dei de ombros e voltei a ler o contrato.

— "Não questionar a idade da Srta. Valente."? — questionei a segunda regra e ela assentiu.
— Eu sei que tenho dezessete anos e que sou uma adolescente, não preciso ouvir você repetindo isso cada vez que ficar bravo. — Luna coçou o nariz e eu já tinha percebido que essa era uma mania que ela tinha. — Isso me lembra de adicionar outra regra. — ela pegou uma caneta, dentro da mochila e tirou o contrato da minha mão.

Se eu pudia imaginar que meu pedido de desculpas acabaria em um quarto com algumas paredes verde claras, sentado em um tapete de pêlos, vendo um pôster gigantesco do Zac Efron colado atrás da porta enquanto Luna escrevia mais algumas coisas no contrato cheio de post-its coloridos?
Óbvio que não.

— "Não chamar a Srta. Valente de irresponsável." — li a nova regra quando ela me entregou o contrato.
— Eu não sou. — ela deu de ombros e sentou no tapete, puxando um dos travesseiros e o colocando no meio das suas pernas.
— São regras facéis. — murmurei e passei uma das mãos pelo cabelo.
— Essa é a principal. — ela se aproximou e o cheiro de baunilha invadiu as minhas narinas. Balancei a cabeça e olhei para onde ela apontava.

— "A Srta. Valente está autorizada a adicionar novas regras a este tópico, sempre que achar necessário."? — questionei e a olhei.
— Exatamente. — neguei com a cabeça e ela franziu as sobrancelhas.
— Isso não é uma brincadeira, Luna. É o nome da Balsano que está em jogo. — falei e ela revirou os olhos, suspirando.
— Eu já entendi isso e estou disposta a te ajudar. — a olhei e ela sorriu. — Me ajuda a te ajudar, cara. — tive vontade de rir do seu jeito de falar. — Temos um acordo, parceiro? — ela perguntou, estendendo a mão na minha direção.
— Temos um acordo, — segurei sua mão. — parceira.
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• Matteo narrando •

Dona Mercedes me ensinava como alcançar notas mais altas e eu ouvia atentamente cada instrução que ela me dava.

Minha professora de canto era uma senhora norueguesa com cara de vó e jeito de Matteo, ela sempre batia a fina vareta cinza nas coisas quando achava que eu estava fazendo algo errado.

— Está indo bem. — ela disse com desdém e eu assenti, girando o banquinho que eu estava sentada, na direção da porta quando ouvi alguém bater.
— Pega leve, Mercedes. — Matteo disse com alguns papéis na mão, sendo seguido por Ambar - que era minha assessora graças as novas regras do contrato.
— Não tente me ensinar como eu devo fazer o meu trabalho. — ela arrebitou o nariz e pegou suas pastas, saindo da sala.
— Gostei dela. — minha amiga disse e eu tenho certeza que ela tinha gostado apenas por ela ter respondido Matteo à altura.
— Ela é inteligente e em duas horas de aula, aprendi muita coisa. — dei de ombros e Matteo me entregou um envelope vermelho. — O que é isso? — perguntei, abrindo o envelope.
— Um convite. — ele deu de ombros. — O prefeito está dando uma festa amanhã a noite para uma das suas netas e disse que ela exigiu a presença da Luna. — Matteo disse enquanto eu lia o convite.
— Eu não vou cantar, não é? — perguntei, sem esconder o meu nervosismo.
— Não que eu saiba, mas se precisar, por que não? — ele deu de ombros e saiu da sala, enquanto eu o encarava boquiaberta.
— Temos uma festa! — Ambar comemorou e eu neguei com a cabeça. — Você vai me levar como acompanhante, não é? — ela cruzou os braços e eu revirei os olhos com seu falso drama.
— Óbvio que sim. — falei rindo.
— Ótimo, preciso separar um look maravilhoso. — ela arrebitou o nariz. — Vai que o prefeito tem um neto gato. — pulei do banquinho e ela passou a mão pelo cabelo.
— Eu 'shippava' você e o Gaston. — dei de ombros e ela franziu o nariz, passando a mão pelo queixo.
— Ele é gato. — ela pareceu pensar. — Inteligente, bonito e educado. — ela levantou os três dedos na frente do rosto. — Mas eu percebi a troca de olhares entre ele e a irmã do troglodita. — ela apontou para a porta.
— Jura? — perguntei enquanto pegava minha mochila.
Ela assentiu passando a mão pelo cabelo.
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Coloquei minha mochila em cima da mesa da sala e me joguei no sofá. Eu estava exausta.

— Oi, querida. — ouvi a voz da minha mãe e apenas virei a cabeça na direção da porta da cozinha.
— Oi! — falei sorrindo e ela se aproximou.
— Cansada? — ela perguntou sentando ao meu lado e eu assenti.
— Depois da aula eu fui com a Ambar para a Balsano e tive aula de canto, e vi com o Márcio algumas músicas que ele achou que eu ia gostar. — falei apoiando minha cabeça no seu ombro e sorri quando ela começou a fazer carinho no meu cabelo.
— Não gosto de te ver cansada, mas fazia muito tempo que eu não via esses olhos brilhando dessa forma. — ela falou e eu sorri ainda mais.

Desde que minha mãe havia assinado o contrato com a Balsano, ela não tinha mais tocado no assunto "Arquitetura" e eu agradecia mentalmente por ela ter parado com aquela pressão.

Eu não sei o que ela e Matteo conversaram quando ele veio tentar convencê-la a fechar o contrato e preciso me lembrar de perguntar a um dos dois - é mais provável que eu pergunte a Monica - sobre o que eles falaram.
— Vou tirar o nosso jantar do forno. — ela disse e eu assenti.

Depois de tomar banho, jantar, contar todos os detalhes do meu dia para a minha mãe e terminar a atividade de química, eu me deitei e peguei meu celular, vendo o meu número de seguidores crescer mais alguns números.
Mordi o cantinho da boca e fui até a minha galeria, vendo algumas das fotos que eu havia tirado na última sessão.
Escolhi uma em que eu apertava minhas próprias bochechas e a postei, sem legenda nenhuma.
Foram apenas alguns segundos até que as curtidas começassem a aparecer.

Mordi minha unha do dedo mindinho e não controlando minha curiosidade em ir em um certo perfil.

Digitei apenas "Matteo" e o perfil dele apareceu.
Ele tinha apenas duas fotos. Uma de Gustavo e uma mulher que eu imagino que seja mãe de Matteo e a outra, dele de costas, sem camisa e contra a luz em uma janela enorme.

Sem pensar muito, o segui.

Alguns dos comentários na foto que eu postei, pediam que eu cantasse outra música.
Torci a boca e me sentei na cama, arrumando meu cabelo e apoiando o celular no criado mudo ao lado da minha cama.
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• Matteo narrando •

Ouvi batidas na porta e levantei minha cabeça.

— Com licença, chefe. — Emilia disse com seu habitual tom sexy.
— Algum problema? — perguntei e ela colocou algumas pastas em cima da minha mesa, abrindo o primeiro botão da sua blusa.
— Não. — ela mordeu o lábio inferior e eu arqueei uma das sobrancelhas. — São apenas alguns documentos para o senhor assinar. — ela apoiou as duas mãos na mesa e eu cruzei meus braços. — O senhor — ela dava ênfase na palavra. — tem uma reunião marcada para amanhã e logo depois a festa de aniversário. — assenti em silêncio. — Parece tenso. — ela disse e eu ri pelo nariz.

Eu não podia negar que Emilia era uma mulher atraente, mas eu simplesmente não tinha vontade de transar com ela novamente.

— Impressão sua. — dei de ombros. — Se era só isso, já pode se retirar. — murmurei e ouvi o toque de notificações do meu celular.
— Eu posso te ajudar a relaxar. — suspirei e neguei com a cabeça.
— Emilia, nós não vamos transar novamente. — fui firme nas minhas palavras. — Se sua intenção é essa, sugiro que peça demissão. — peguei meu celular e ela bufou, se afastando e saindo da sala.

Passei uma das mãos pelo cabelo e peguei meu celular, me surpreendendo com as notificações.

— Luna? — sussurrei surpreso ao ver que ela tinha começado a me seguir.

Quando entrei no seu perfil para seguí-la de volta, vi que ela tinha postado um vídeo e aumentei o volume depois de curtí-lo.
"Been sitting, eyes wide open behind these four walls, hoping you'd call. It's just a cruel existence, cike there's no point hoping at all. (Estou sentado, com os olhos bem abertos dentro destas quatro paredes, esperando que você ligue. É um jeito muito cruel de viver, como se não houvesse sentido nenhum ter esperança.)" ela cantou e eu sabia que ela estava no seu quarto.

Me arrumei melhor na minha cadeira e passei uma das mãos pela barba, vendo Luna fechar os olhos - algo que eu adorava vê-la fazendo - ao cantar algumas partes da música.
Sem que eu pudesse controlar, o cantos da minha boca curvaram-se em um sorriso enquanto eu salvava o vídeo.
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• Luna narrando •

Olhei pela janela do carro e mordi o cantinho da boca ao ver várias pessoas circulando pela entrada da enorme mansão.
Haviam inúmeros seguranças e apesar da festa ser de uma criança, as pessoas estavam vestidas como se fossem a alguma premiação

— Obrigada, Isac. — Ambar falou abrindo a porta e eu a segui, tendo o cuidado para não mostrar demais já que eu estava de vestido.

O vestido azul claro havia sido uma escolha de Nina. Ele era pouco acima dos joelhos e tinha bordados e pedrinhas prateadas espalhados por todo o tecido, suas alças eram finas e seu decote não era enorme, porém maior do que os que eu costumo usar.
O scarpin branco era um dos meus únicos sapatos de salto e eu sabia que não aguentaria ficar muito tempo em cima dele, já que meus dedos já começavam a doer.
Meus cabelos estavam soltos e ondulados, dois pequenos grampos seguravam a franja para que ela não ficasse caindo no meu rosto.

— Isso está lotado! — minha amiga disse empolgada.

Seu vestido era amarelo e bem mais justo que o meu. Seus cabelos estavam presos em uma trança lateral, presa por um grampo dourado em formato de flor.
Ambar, mesmo sem nunca ter feito parte desse mundo, parecia habituada a tudo.
Ela sorria e acenava para algumas pessoas, e tirava fotos de tudo - a pedido da sua mãe e foi bem severa na hora de ditar as regras.

— Temos que procurar o Matteo, ele é nosso responsável. — falei, olhando ao redor, procurando o moreno mal humorado.

Eu não havia falado com ele durante o dia e a secretária dele - que parece não gostar muito de mim - me disse que ele tinha uma reunião e viria direto para cá.
Minha mãe não gostou muito da ideia de uma festa em plena quinta-feira e só depois de, tanto eu quanto Ambar, insistirmos muito foi que ela me deixou vir, sob condições de voltarmos cedo, não bebermos e ficar grudadas em Marreo durante toda a festa, já que ele era meu responsável quando minha mãe não estivesse por perto.

— Luna! — uma voz feminina gritou meu apelido e eu olhei na direção, vendo uma menina loira vir na nossa direção. Pelo seu tamanho, acho que ela não deve ter mais de dez anos. — Você veio mesmo! — ela disse empolgada e eu sorri.
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