História Loving you's a bloodsport. - Capítulo 4


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Categorias The 100
Personagens Clarke Griffin, Lexa, Raven Reyes
Tags Alycia, Clexa, Eliza, Elycia, The 100
Visualizações 86
Palavras 2.070
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Ficção, Ficção Científica, LGBT, Luta, Romance e Novela, Sci-Fi, Survival, Suspense, Universo Alternativo, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi pessoas, eu voltei com mais um porque eu estava com inspiração além do normal hoje.
Mas antes uma enquete: Se pudesse entrar em qualquer série, qual seria e o que faria nela?

xxxxxx

Capítulo 4 - And now I'm living the war!


Fanfic / Fanfiction Loving you's a bloodsport. - Capítulo 4 - And now I'm living the war!

O olhar da garota era indecifrável em minha direção, eu estava totalmente vulnerável pela situação e todas as informações que saiam descontroladas por todo o lugar junto com todos os olhares apavorados de todos ali, eu me sentia como o primeiro zumbi em um apocalipse e todos ali estavam prontos para colocar uma bala na minha cabeça, porem o olhar de Clarke era sem duvida o que eu mais temia. Ela estava vulnerável quando me viu pela primeira vez porem eu mal tive tempo para processar tudo o que estava acontecendo ao meu redor quando vi minha melhor amiga em pleno leito de morte e eu não era lá muito chegada a enterros, principalmente os que eu era a causadora da morte.

Quando Clarke pronunciou aquelas palavras eu senti um frio percorrer toda a minha espinha, eu sabia que ela queria respostas, qualquer pessoa em sã consciência também procuraria respostas do porque uma pessoa que aparentemente era para estar morta esteja parada na sua frente, a menos que você veja fantasmas.

Olhei para Lindsey que sorriu torto na minha direção, eu ainda estava deitada ao seu lado na grande cama do quarto que julguei ser de alguém importante no lugar já que tinha um valor de luxo grande para a época e os acontecimentos recentes. Me levantei e senti Lindsey apertar em sinal de força a minha mão com um pedido silencioso para que eu não estrague tudo, ela sabia que eu mal sabia recusar alguma coisa e muito menos mentir e se quiséssemos ficar naquele lugar antes de morrer de frio ou pelas mãos de alguma pessoa por ai eu tinha que tentar por nós.

Caminhei junto com Clarke, ambas mal trocamos uma palavra enquanto andávamos em direção a algum lugar distante de todos, porem quando chegamos eu mal tive tempo de contemplar o lugar quando ela me fitou com raiva e angustia.

- Eu realmente queria saber uma coisa... – Seu tom de voz era baixo, mas ela parecia estar se controlando para não soltar um palavrão, eu me encolhi rente a parede enquanto ela me encarava antes de continuar. – Mais que merda está acontecendo aqui? Você estava morta, eu vi você morrer, eu senti toda a merda da dor, eu te vir ir embora. Então me explica o porque você está na minha frente com toda essa sua pose diferente, nem seu cabelo está igual.

Tentei argumentar alguma coisa mais nada saia eu não tinha uma explicação para o que estava acontecendo e eu não tinha a explicação que ela queria, podia se ver as lagrimas se formando em seus olhos e eu senti uma imensa vontade de abraça-la, mas eu não podia. Ela virou na direção a grande janela quanto passava suas mãos pelo cabelo em total forma de desespero.

- Eu realmente não entendo... – Sua voz estava embriagada pelo choro e novamente meus dedos coçaram para toca-la porem eu não podia, aqueles sentimentos não eram meus e eu percebi isso enquanto gritava com Bellamy mais cedo, era como se eu fosse a hospedeira de alguém, apenas o corpo enquanto outra pessoa lutava para que eu a obedecesse, sem tirar o fato de que eu agora tinha tatuagens que se a minha avó visse com toda certeza me benzeria mais de cinco vezes. Clarke se virou em minha direção e a cada passo ela chegava mais perto e cada passo eu sentia meus pulmões falharem pela aproximação, ela era literalmente de tirar o folego. – Eu sonhei com isso todas as noites sabia? Eu mal tive uma noite de sono em que eu não tivesse você, eu queria tanto você aqui e agora você está e eu estou entrando em pânico porque, merda, você está aqui Lexa, eu não consigo eu tenho que...

Antes que ela pudesse ir embora eu puxei o seu braço e a envolvi em um abraço apertado, meu coração martelava em meu peito e ela poderia escutar, eu queria que ela escutasse que eu estava aqui e estava viva, mas no final não era eu que estava querendo isso tudo e era agoniante e novamente me senti uma maldita hospedeira patética que via o mundo acabar. Ela colocou o rosto sobre o meu pescoço enquanto chorava como uma criança machucada, eu a envolvi o mais forte junto a mim e ela fazia o mesmo. Eu sentia uma grande carga de eletricidade percorrer o meu corpo onde ela estava, por mais que estivesse sem o meu casaco e o vento frio batia contra mim eu ainda me sentia quente. Me sentia mal por tudo o que ela estava passando e tentei me colocar em seu lugar, mesmo ela sendo uma personagem de série, eu me permiti por alguns segundos ser a hospedeira, mas por ela.

Quando ela me soltou eu me atrevi a limpar vagarosamente as suas lágrimas e ela prendeu a respiração quando sentiu meus dedos percorrendo o contorno de seus lagrimas.

- Está tudo bem, eu estou aqui agora e não vou a lugar algum. – Eu disse mesmo sabendo que no final aquela frase seria a minha maior ruina, eu não podia me prender a alguém e muito menos aquele lugar, eu não sabia como voltar e isso me deixava em pânico, eu poderia ser morta – novamente aparentemente – e isso causava uma série dor de cabeça em mim. Clarke afirmou com a cabeça enquanto me envolvia novamente em outro abraço. – Eu sinto muito em te disser isso porque com toda certeza não é o que você quer ouvir, mas eu também não sei o que aconteceu, eu acordei um dia e estava aqui, eu mal me lembro de você, mas me lembro dos seus olhos.

Clarke me encarou e eu podia ver tristeza em seu olhar, ela assentiu e voltou para a sua posição enquanto tentava inutilmente controlar as suas lagrimas.

Ficamos assim por alguns segundos até alguém bater na porta, por mais que eu estivesse nervosa com sua aproximação, eu senti falta do seu calor quando ela se separou de mim e eu suspirei, os sentimentos na minha cabeça estavam confusos. Clarke abriu a porta revelando Bellamy que me encarava com um olhar indecifrável no qual eu retribuía sem medo algum enquanto colocava as mãos sobre o bolso da minha calça que pegará emprestado com Abby quando estávamos na ala médica.

- Clarke temos que ir, está tudo pronto. – Bellamy não me olhava a nenhum custo, era evidente o seu desprezo por mim e eu mal poderia me importar menos. Clarke pareceu se lembrar de algo e me lançou um pedido mudo de desculpas que eu apenas assenti e a vi desaparecer entre o corredor com o garoto. Suspirei enquanto passava as mãos pelo rosto sentindo algo em minha mão e percebi um corte na minha mão esquerda que cortava toda a palma e o meio dos dedos, parecia cicatrizado e as aglomerações de sangue que deveriam ser vermelhas eram negras como a noite.

Meu corpo ficou tenso e antes que eu pudesse ter uma crise de desmaio como Lindsey eu me sentei sobre o chão enquanto escorava na parede, eu estava com medo de tudo aquilo e por mais que eu tentasse manter a calma eu mal podia acreditar onde eu estava e eu sabia que não era um sonho, aquela merda era real demais para ser um sonho, os sentimentos eram intensos demais para ser de mentira e eu ainda podia sentir a dor no meu peito da pequena cicatriz. Dobrei meus joelhos rente ao meu corpo e me encolhi enquanto senti a primeira lágrima saindo do meu rosto que eu rapidamente fiz questão de limpar, eu não podia chorar, eu teria que me manter forte ate o final e seria isso que eu faria.

Corri em direção a Lindsey ou Raven, toda essa troca de personagem me confundia e me deixava tonta nas hipóteses na qual eu teria que tomar mais cuidado em pronunciar o seu nome certo, mas talvez ela não tenha pensado o mesmo.

- Alycia. – Ela não gritou ou fez alarde, mas a sua voz foi alta o que chamou a atenção de Clarke e Bellamy que estavam se preparando para entrar em um rover negro. Eles olharam em minha direção e eu fingi estar olhando para trás como se ela estivesse chamando outra pessoa e não eu, ela tampou a boca quando percebera o que havia falado e eu me segurei para não rir de nervoso da situação. Cheguei perto dela e lhe dei um olhar reprovador. – Eu acho que bati a cabeça muito forte, me desculpa.

Suspirei pesado enquanto a olhava desacreditada, sério que ela disse isso?

- Tudo bem. – Eu disse tentando amenizar a situação, porem eu vi o corpo de Lindsey tencionar quando olhou para algo atrás de mim eu a encarei confusa e virei o meu rosto enquanto olhava para a garota atrás de mim. Octavia tinha seus olhos em mim como se eu fosse a maior aberração que ela havia visto em toda a sua vida e seu olhar me fez sentir como um gato indefeso.

- Então era verdade, você está viva? – Sua voz carregava sarcasmo e eu me lembrei de como ela era nas primeiras temporadas e vi que naquele momento aquela garota estava aprisionada em algum lugar no meio daquele caos e imensidão negra que rondava a sua volta. Olhei para Lindsey que parecia ver Deus em sua forma humana e poderia postar que ela com toda certeza estava pirando por dentro. A expressão de Octavia se suavizou quando teve seu olhar em Lindsey que parecia pirar internamente o que me fez dar um cotovelada nela para que ela acordasse. – Raven, você está bem? Eu fiquei sabendo de que teve algumas complicações.

- Firme e forte como nunca estive. – Ela parecia nervosa com a presença e por mais intimidade que eu estivesse a alguns segundos eu estava me controlando para não rir da cara de trouxa dela em direção a Octavia que lhe lançou um sorriso meigo.

- Fico feliz em ouvir isso. – Ela retribuiu o olhar de Lindsey e eu alternei o olhar entre as duas antes de sair vagarosamente do lugar, meu gaydar já estava tinha explodido cinco vezes só com um olhar das duas.

Olhei em direção a uma sala de treinamento e andei vagarosamente até o lugar, não era grande, mas tinha um tamanho considerável para um treino o que me lembrava de quando eu resolvi fazer artes maciais e acabei quebrando um braço do garoto. Passei a mão pelo pequeno boneco de treino e logo senti alguém ao meu lado, era Bellamy que me ainda lançava o olhar indecifrável, ficamos alguns segundos em silencio antes dele suspirar e cruzar os braços em uma posição defensiva.

- Eu sinceramente não sei o que aconteceu com você, mas você está aqui de alguma forma e isso significa alguma coisa para Clarke e eu vejo o quanto você está a quebrando com essa sua volta repentina. – Eu não o encarava quando começou a falar e continuei, eu não podia olhar nos olhos dele por com toda certeza eu o chutaria, eu sentia um ódio incondicional dele e eu sabia que não era eu ali. – Então eu peço para que vá embora de uma vez, estava tudo muito bem sem você.

Suspirei e o encarei, podia sentir que não era eu ali só pela posição prepotente na qual eu adquira, eu normalmente choraria pelas suas palavras.

- Sinto muito te desapontar Bellamy, mas você não manda em mim. – Falei calmamente e pude ver uma veia saltar sobre o sue pescoço, ele estava realmente bravo com a minha resposta e com o olhar desafiador que eu lhe lançava. Porem antes que pudesse falar algo ou me ameaçar, um garoto no qual reconheci ser Monty o chamou e ambos andaram em direção ao Rover enquanto davam partida e sumiam pela estrada.

[...]

Raven despertou com uma maldita dor de cabeça, os sons de trânsito lá fora era uma como um maldito ciclo atormentador em seu ouvido que zumbia. Por mais que estivesse com seu corpo dolorido ainda sentia como se tivesse realmente dormido depois de anos. Ela se espreguiçou sentindo seus músculos lhe atormentarem tamanha a dor, porem quando abiu seus olhos ela não reconhecia o lugar, muito menos as coisas do lugar. Parecia um pequeno apartamento em que vira em um dos livros da Arca a alguns anos antes de toda a guerra explodir sobre o mundo.

E fora poucos segundos para ter certeza que não estava em Arkadia ou no seu universo, mas na onde ela estava afinal?



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