História Low Light - Capítulo 1


Escrita por:

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Categorias Red Velvet
Tags Seuldy
Visualizações 16
Palavras 654
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Literatura Feminina

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


amo aquilo cara

Capítulo 1 - We would strip our minds at midnight.


Fanfic / Fanfiction Low Light - Capítulo 1 - We would strip our minds at midnight.

Se existia uma coisa capaz de vitalizar o meu corpo carregado de tensão, depois de um longo dia de trabalho, era o seu olhar atento enquanto eu xingava meio mundo, sempre e sempre reclamando de tudo. Você se esgueirava de um jeito meio preguiçoso (ou bastante cansado) sobre o parapeito da ponte na qual costumávamos nos encontrar e ria mais aberto conforme o ar ia me faltando e eu me descabelava inteira nessa situação. Me diz, como conseguia ser tão serena? Ainda mais quando o seu mundo se despedaçava e eu nem sabia.

Eu tinha pra mim que reverberava de ti uma aura de inocência impenetrável; algo nos seus olhos que sumiam com o sorriso ou no seu nariz bonitinho que, volta e meia, desprendia suspiros de mistério, mas quem te dera fosse, não é?

Sua realidade era um marido abusivo e uma família tóxica, montes de carteiras de cigarro no fundo da bolsa e a culpa por não conseguir engravidar, e por ter que ouvir críticas tão rigorosas só porque ainda queria um pouco de independência financeira, mesmo no meio de tudo isso. O que custava? Hoje me dói saber que a minha liberdade, apesar das tantas frustrações, te feria tanto. Você invejava a minha sorte, eu me derretia pela sua benevolência e lá embaixo, no asfalto, os pneus cantavam a nossa história de amor tão sutil e fugaz quanto a luz baixa de cada farol que por ali percorria; de cima, cada poste que sobrepunha nossas cabeças complicadas demais.

Era a coisa mais difícil do mundo conseguir te levar pra sair de verdade, além daquele caminho coincidente, te arrancar um pouco da rotina; e, quando conseguia, você sempre dava um jeito de desmoronar no álcool até não poder mais. Tolice a minha de, na época, me preocupar somente com o seu cabelo um tanto engordurado, que, por assim ser, quase sempre estava preso em um coque tão mal feito quanto as suas unhas cobertas pelo mesmo esmalte amarelado de sempre. Você era tão linda, Seulgi, mas viviam por ofuscar o seu brilho; comprimiam o seu espaço ao ponto de você não conseguir apontar outro culpado além si mesma. Minha mãe costumava dizer que um corpo com seio é sempre mais apertado de vestir e isso é tão real, principalmente se comparado ao que você vivia.

Nunca cheguei a me confessar porque sabia que você iria se afastar exatamente como eu temia; que apesar das frases que sugavam a sua coragem ditas por ele, você ainda era fiel do início ao fim. E isso seria louvável se não fosse injusto, não pra mim, mas pra você e o seu destino trágico que acabou em remédios em excesso, meses atrás. Que amor foi esse que não te salvou? Me dói mais ainda ter descoberto toda essa ruindade que te fizeram metade pelos outros, metade a base de dedução, e só quando já era tarde demais.

Se eu pudesse voltar no tempo, eu diria. Diria que você era tão capaz que excedia, que aquelas malditas coisas que falavam a seu respeito não valiam de nada, que você era dona do próprio presente e que ninguém poderia mais atrasá-la, bastava segurar a minha mão e seguir direto.

Mas agora toda vez que eu passo por aquela ponte, meu coração dança com o vento e escorre; vira cinzas.

Você sempre foi como uma brisa quente noturna, transcendente ao que minha percepção limitada era capaz de alcançar. É dito que a gente costuma usar somente vinte por cento do cérebro, mas eu quebrei tanto a minha cabeça tentando te calcular sem saber a fórmula que devo ter acendido alguma fagulha. Uma pena você não estar mais aqui pra eu, finalmente, te contar, Seulgi, que me queimei na tua chama (incrível). E esses teus sopros, que agora se vão, só ajudam a alastrar o incêndio.

Fogo detém muita atenção, por isso sempre preferi caminhar contigo sob a luz baixa.

 


Notas Finais


graças a deus eu tenho amigos betas tops
hope, te amo <3


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