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História Lua Azul - Taekook - Capítulo 2


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Notas do Autor


Vou deixar um gostinho pra vocês...essa introdução vai ser importante para vocês conseguirem enxergar e entender bem o cenário, ok? Nada muito UAL, mas pode ajudar quem ficar meio perdido. Enfim, espero que gostem!

Capítulo 2 - Prólogo


“Nunca temamos com os ladrões nem os assassinos. Estes são perigos externos, pequenos perigos. Temamos a nós mesmos. Os preconceitos, esses são os ladrões; os vícios, esses são os assassinos. Os grandes perigos estão dentro de nós. Que importa o que ameaça nossa vida ou nossas bolsas?! Preocupemo-nos apenas com o que ameaça nossa alma”

 

100 anos após a pandemia – Coréia do Sul, Extremo Oriente.

 

Não tão unificada e de divisões territoriais em contraste. Num período em que o poder e o nome eram de suma importância. Em Seul estava localizada a permanência dos Kwon, a família do Imperador coreano. Estes prezavam pela comodidade e se recusavam a interferirem diretamente nos assuntos do país, sempre agindo por debaixo dos panos e mexendo os pauzinhos para que tudo permanecesse em suma organização. Era o que estava dando certo por muitas décadas após o fim da pandemia que causou o caos pelo mundo todo.

 

Perante a discordância entre países do mundo todo – principalmente entre os lados ocidental e oriental – foi decidido que todo o avanço social um dia estabelecido regredisse. O contato entre as diferentes nações foi definitivamente destruído assim como as formas de governo. A pandemia foi de fato o passo perfeito para a reimplantação de impérios, para que o poder voltasse para as mãos de determinados líderes.

 

Cada país com seu imperador e que cada nação vivesse de acordo com as leis da mesma. A tecnologia tornou-se seletiva. Adeus aos celulares, redes sociais. Fronteiras fechadas e protegidas pelos militares. O extremo oriente havia mudado completamente. Viviam em seu próprio tempo e à sua própria maneira, com suas próprias regras, já que haviam abdicado de todos os tratados que envolvessem outras partes do mundo.

 

Com isso, até mesmo os meios de transporte se tornaram limitados. O ambiente estava melhor, apesar de agora ser explorado com mais intensidade, adeus aos carros, motos, metrôs e ônibus. As máquinas, que antes estavam ocupando quase todo o trabalho dos humanos, também haviam sido recolhidas.

 

Para as pessoas de fora da Ásia, a situação de mudança no modo de vivência parecia um tanto drástica e com certeza prejudicou o lado ocidental, já que o oriente era uma importante parte econômica global. Porém, os governantes asiáticos não estavam se importando com isso, afinal, eles possuíam capacidades superiores a de qualquer nação para se manterem de pé e demonstraram isso perfeitamente com o passar dos anos. Obviamente os prejudicados de toda a situação foram os mais pobres, as castas não chegaram a se reerguer, mas não estava muito longe disso. O nome e o poder, a riqueza e mordomia se encontravam mais importantes do que nunca. Não apenas importante e desejável, mas de extrema necessidade e por isso as nações asiáticas estavam a todo tempo atrás das melhores formas de viver. Cada reino tinha sua especialidade, algo relacionado à economia para admnistrar e a situação foi se adequando com o passar das décadas.

 

Graças às escolhas de admnistração do Imperador Jiyong. Era de lei absoluta que cada província fosse governada por um rei. Este sim, estaria envolvido absolutamente nos problemas de seu território, desde assuntos admnistrativos à militares. Era requisito de todo homem de sangue real que fosse dotado de perfeitas habilidades em todos os campos de sua capacidade.

 

Era por esta razão que o reino de Daegu era o exemplo de boa sucessão e isso era de conhecimento público, todos estavam aos pés da família Kim, que reinava já há muito tempo. O comércio, a agricultura, pesca, arquitetura...Daegu era bem vista em todos os seus aspectos. Os súditos estavam aos pés do rei Seojoon e todos aguardavam ansiosamente para o reinado do próximo na linha de sucessão.

 

Os tempos de decisões importantes se aproximavam. O rei completaria dali a algum tempo seus cinquenta anos de idade. Por isso, era lei absoluta que a coroa fosse passada numa cerimônia grande e significativa, que celebraria tanto o aniversário do governante quanto a apresentação do próximo eleito ao trono, à público. As melhores e mais importantes festas poderiam ser apontadas facilmente como as do reino de Daegu. Os nomes importantes e impactantes, as famílias mais poderosas e ricas eram atraídas facilmente pelas cerimônias glamurosas e banquetes fartos de toda comida que alguém poderia ousar imaginar. Os bailes, festivais, tudo em Daegu brilhava e gritava riqueza e poder.

 

Não era difícil de imaginar que qualquer um estaria mais do que ansioso pelo momento de ter a coroa para si. Ter tamanho poder nas mãos era o sonho de qualquer habitante da província, mas todos sabiam que aquele privilégio já tinha seu proprietário e todos estavam cansados de saber o quão bem o Kim da linha de sucessão estava sendo preparado desde seus doze anos de idade. Qualquer um sonharia estar em seu lugar, qualquer um mataria para ter a sensação de saber que dali a alguns meses estaria finalmente ocupando o trono que lhe pertenceria até seus cinquenta anos de idade. Mas Taehyung não pensava assim. Ele não desejava aquilo como todo mundo. Aceitava seu destino, é claro, mas não era sua maior aspiração da vida. Estava apenas fadado àquilo.

 

No auge de seus vinte e dois anos Taehyung passara os últimos meses trancafiado com o pai no escritório, vendo-o agir e testemunhando os fios que antes eram todos de um preto lustroso, ficarem brancos. Era entendiante para si, nada divertido. Com toda certeza sabia, que vendo de fora, todos podiam achar ser perfeita a vida de um príncipe prestes a ser coroado, mas o Kim mais novo não podia deixar de pensar o quão enganadas aquelas pessoas poderiam estar. Ser um rei automaticamente o afastava de qualquer aproveitamento de vida que ele poderia ter, era cansativo só de ver o pai lendo e relendo todos aqueles papéis, tomando como notas algumas informações – estas que ele nem mesmo anotava, mas conseguia facilmente se lembrar mais tarde –, dando ordens aqui e acolá para suas centenas de funcionários.

 

Não podia reclamar. Não podia nem mesmo pensar por dois segundos em abdicar da coroa. Da última vez que fizera isso, resultara em duas horas de gritos e discussões em todas as partes daquele castelo, causara alvoroço por tirar o genitor do sério. Não que o irmão não tivesse amado que aquela ideia tivesse passado pela cabeça de Taehyung. O moreno sabia que Yoongi queria mais do que tudo aquela coroa e ele não se importaria de entregá-la de bom grado, se não soubesse que o irmão seria capaz até de lutar contra si para conseguí-la. Aquilo incomodava o mais novo.

 

Yoongi e Taehyung eram tão amigos quando pequenos, tão próximos, correndo e brincando por todo o castelo, andando à cavalo pelos campos vastos das fronteiras de Daegu. Não se lembrava a partir de que momento aquilo havia mudado, nem mesmo conseguia se recordar quando foi que o irmão tomara total aversão à si. Mas nunca devolvera aquele ódio, não gostava nem de imaginar-se odiando o irmão mais velho.

 

Ali estava o problema do irmão. O trono era para ser dele, por direito. Ele era o mais velho e Taehyung não mentiria, era o mais apto à ter a coroa também. Yoongi tinha habilidades melhores que a do irmão, capacidades admnistrativas de dar inveja a qualquer um. Se não fosse pela sua frieza de encarar o mundo, Taehyung não hesitaria em ajudá-lo na conquista pelo trono. Tinha medo, não conseguia imaginar o passo seguinte do irmão, não sabia até onde o mesmo iria por poder, então preferia apenas seguir as decisões do pai. Sua vida como sempre sendo planejada por outras pessoas, nunca por ele.

 

Já Yoongi tinha que lidar com aquilo, tinha que conviver e seguir sua vida com o irmão tendo o lugar que ele sempre sonhou em ter. Tinha que aguentar e não podia fugir daquilo, a família real tinha que viver no castelo, juntos. O membro que decidisse dar as costas, também deveria esquecer ter nascido onde nasceu, esquecer que um dia tivera sangue real, seria um renegado. Fosse o que fosse, Yoongi preferia ser reconhecido como um príncipe do que um verdadeiro renegado.

 

{...}

 

No reino de Busan a situação não estava desencaminhada. O novo rei casara-se há pouco tempo e tudo corria bem na realeza da província que liderava os lucros relacionados às bacias hidrográficas. Ao contrário do castelo da família real, a casa do Duque Jeon parecia ter vida própria. Era mais do que possível para Jungkook ouvir os gritinhos histéricos das irmãs ao ganharem mais malas lotadas de vestidos novos, desenhados perfeitamente para as mesmas e entregues naquela manhã.

 

Jungkook era o filho mais novo de Jeon Insung, o duque de Busan, encarregado da admnistração do vilarejo e dos militares. O pai do jovem Jungkook era um homem de extrema confiança do Rei local, mas também muito bem visto pelas famílias importantes de todo o país, já que os territórios eram muito bem divididos, mas as alianças eram feitas sem muitos empecilhos. Era um fato que Insung tinha muitos contatos e sua família era reconhecida, mesmo que não tivessem tanto poder quanto desejavam.

 

Ao contrário do que poderiam achar, Jungkook não desfrutava das mesmas regalias que as irmãs. Não era nada que ele se envergonhasse, mas era motivo de muita vergonha para a madrasta Taehee. Jungkook aos seus dezoito anos tinha plena ciência de que era um filho fora do casamento do pai. Não tinha tamanha importância por parte materna, sua mãe fora uma conhecida criada da família Jeon e isso fazia do garoto, um bastardo, segundo a madrasta e as meias-irmãs.

 

O Jeon caçula não era nenhum perdido ou necessitado de atenção. Pelo contrário, se considerava um espírito muito livre e cheio de amor, não achava necessário se provar para Taehee e suas irmãs como as mesmas achavam. Ele não tinha culpa dos pais terem se apaixonado há muito tempo atrás e bem...ele tinha amigos, tinha pessoas que se importavam de verdade consigo. Para ele já era o suficiente. Não estava interessado na vida cheia de luxo que os outros julgavam ser tão importante, mesmo que o pai o incentivasse a isso. Ah...o pai.

 

Não podia reclamar. O duque não era o melhor pai do mundo, não era presente, nem um pouco, mas nunca havia negado nada a Jungkook. De certo que inicialmente não quisera reconhecê-lo como filho, mas quando a mãe do garoto morreu – aquela que fora seu amor por um tempo – não pôde deixar de amar o fruto de seu amor. Sim, Insung amava a família, de seu jeito, mas amava. Tentava mostrar isso atendendo aos caprichos das filhas e da esposa, tentando dar o máximo de conforto à Jungkook, mesmo falhando às vezes, já que era impossível impedir que o filho fosse visto com maus olhos, como fruto de uma traição.

 

Jungkook sabia que o cargo do pai era um cargo hereditário, mas também sabia que estava longe de seu alcance. Nunca poderia ser duque um dia, não permitiriam isso. Segundo Taehee, Jungkook não tinha o sangue puro de um Jeon e estava ali por bondade sua, pois se fosse outra, o garoto seria colocado para fora ou se tornaria um criado, como a mãe era. De todo jeito, o mais novo não se deixava abalar, dava de ombros, revirava os olhos e seguia a vida da melhor forma que podia, nunca se abatendo. Ou quase nunca.


Notas Finais


Espero que tenham gostado...comentem e favoritem! Até o capítulo um!

Link do wattpad: https://www.wattpad.com/story/235333721-lua-azul-taekook


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