História Lua azul - Capítulo 3


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Categorias Saga Crepúsculo
Personagens Alice Cullen, Bella Swan, Carlisle Cullen, Edward Cullen, Esme Cullen, Jacob Black, Leah Clearwater, Personagens Originais, Renesmee Cullen, Rosalie Hale, Seth Clearwater
Tags Amanhecer, Aventura, Bella, Crepusculo, Edward, Ficção, Jake, Lua Azul, Lua Nova, Policial, Renesmee, Seth, Suspense
Visualizações 6
Palavras 2.284
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Canibalismo, Drogas, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi, tudo bem? Não é o melhor capítulo, mas o que vale é a intensão haha

Capítulo 3 - O que houve?


Virei-me mais uma vez na cama, de certa forma, exausta e ansiosa. Quando abri os olhos, dei uma espiada no relógio e

(12h26)

desta vez quem estava totalmente atrasada e fora da casinha era eu.

– Quase na hora! – sussurrei, e joguei o cobertor para bem longe.

Levantei, liguei a rádio e ignorei meu par de pantufas, correndo até o banheiro. Olhei-me no espelho por um tempo e lavei o rosto. Escovei os dentes e prendi meu cabelo num rabo de cavalo.

Seguindo a música, corri para a frente do armário e vesti meu short jeans e uma blusa rose. Satisfeita, sai dançando pelo corredor da casa, ainda seguindo a música que tocava, cada vez mais baixo.

– Renesmee?

Parei por um momento e, quando percebi, Seth estava em pé na sala. Parecia nervoso, amistoso e suava muito. Assim como meus pais, parecia atordoado.

– O que está havendo? Não era para Jake

Fiquei em silencio e olhei para o meu pai

(o que houve?)

e ele voltou a olhar para Seth.

– Nessie... – meu amigo começou – É sobre o Jake.

Meu coração apertou e eu continuei a encarar Seth, que ficou quieto. Já com a paciência perdida no meio do silencio, gritei:

– O que houve com Jake!?

Seth suspirou. Pareceu engolir seco.

– Lembra ontem em La Push, quando o Jake nos avisou sobre a caçada?

Afirmei que sim.

– Jake acabou se ferindo. – Seth continuou – Ele levou um tiro na barriga. Não aguentou e voltou a ser humano. Os homens maus viram.

Seth parecia suar frio. Já eu, estava fervendo de ódio.

– Matamos um dos caçadores. O homem que atirou no Jake acabou fugindo. Logo iremos atrás dele. Não podemos deixar que ele saiba o segredo do lobo. Se acharmos ele, iremos matá-lo. Ele não tem escapatória. Começaremos a rastelá-lo amanhã.

Concordei e olhei para o chão, fechando o punho.

– Nessie?

Olhei para Seth novamente.

– Jake está bem?

– E-eu espero que sim. Sam avisou que iria levar ele para casa.

Olhei para Seth com raiva, a paciência já longe. Meu coração ardia, e eu conseguia ouvir o de Seth palpitar de nervoso.

– Como assim você espera que sim? – urrei – Como você não sabe se ele está bem ou não?

Seth abriu a boca, mas fechou. Suava mais, cada vez mais. Logo se desculpou e disse que estava mais preocupado em encontrar o meu avô em casa para pedir ajuda. ‎

Senti uma mão apoiar no meu ombro. Quando olhei, era minha tia ‎Rose.

 – O lobo atuou certo – eu a ouvi dizer – Talvez fosse o melhor que ele pudesse fazer.

Mordi o lábio e olhei para Alice.

– Você não previu isso?

Alice negou.

– Não consigo ver através de Jacob sozinho. Apenas consigo quando ele está com você.

Voltei os olhos para Seth.

– Preciso saber se ele está bem.

Seth passou a mão por trás da nuca.

– Acho melhor não ir atrás dele agora.

(ele está com medo que se descontrole, querida. Ele acha que você vai)

– Vai se ferrar, Seth. Não é por que ele está sangrando que eu vou atacá-lo!

Ele arregalou os olhos. Estava espantado.

– Mas como é que

Balancei a cabeça em desapontamento.

– Meu pai lê mentes e eu consigo ouvir um sussurro em alto e bom tom.

Senti meu pai sorrir. Ouvi Seth engolir em seco.

– Ainda não acho uma boa ideia. Talvez Carlisle não

Enquanto Seth falava, eu já estava longe.

~x~

– Sam?

– Ainda estamos sem notícias dele.

– Quem está lá dentro?

Olhei para a velha e caída casa dos Black.

– Carlisle, Billy e Jake. Billy só está lá porque ninguém pode proibi-lo de ficar na própria casa. Você conhece o jeito dele.

Concordei e

– Eu vou entrar.

Sam segurou meu braço.

– Ness, eu acho melhor não. Carlisle deve estar concentrado demais tentando tirar a bala do corpo de Jacob. Ele está fazendo uma cirurgia sem ajuda de nenhum outro profissional. Que tal esperar só mais um pouco?

Suspirei. Para mim era impossível pensar em Jake sofrendo, mas conseguia sentir a dor dele em meu próprio peito.

Olhei para o chão e voltei os olhos para Sam.

– Você também acha que vou avançar no Jake, não é?

Sam enrugou o cenho.

– Não, não. Claro que não. Isso é ridículo. Quem disse que

Ouvimos um grito e olhamos para trás.

Era Seth.

– Isso responde sua pergunta?

Ele se aproximou e apoiou uma mas mãos no meu ombro. Seth perguntou se eu estava mais calma. Dei-lhe de ombros e olhei para a velha casinha novamente.

Apenas ouvi Sam dizer

– Você achou que ela iria avançar no Jacob?

E depois Seth responder que

– não foi bem isso.

Deixei os dois discutindo e caminhei para a casinha de Jake. Escutei Sam perguntar aonde eu estava e sem dúvidas Seth apontou para mim. Sam gritou meu nome, mas ignorei. Não tardou e Billy abriu a porta. Ele estava derrotado.

– Ele está bem? – perguntei.

Mas Billy não respondeu. Antes que falasse, um grito ardido tomou tanto o meu, quanto o ouvido de Billy. Isso foi o suficiente para que eu desviasse da cadeira de rodas e fosse direto para o quarto de Jake.

Quando entrei, Carlisle olhou para mim.

Jake suava frio. Aproximei-me de Carlisle e agachei ao seu lado.

– Está tudo bem?

– O pior já passou – respondeu meu avô – Ele teve sorte. Jake não teve nenhum dos seus órgãos afetados. Agora só falta limpar e enfaixar o ferimento.

Segurei a mão de Jake. Cada vez que ele sentia dor ele apertava a minha em procura de apoio. Ele tremia, mas sempre mantinha seu corpo quente, e claro, seu coração batendo.

Não demorou muito, e meu avô terminou e finalizou o curativo.

Carlisle levantou, limpou as mãos e guardou suas coisas.

– Vou avisar ao Billy e ao Sam os cuidados necessários que você vai precisar, Jake.

– A minha ajuda vai ser útil em alguma coisa? – perguntei.

– Não posso garantir nada, Renesmee.

Olhei para o Jake. Esperava lágrimas, dor e tristeza, mas ele sorria.  

– Bom, Jacob. Precisarei que colabore com os cuidados que darei para você. – continuou Carlisle – Primeiro irei falar para Sam e Billy sobre trocar o curativo no máximo duas vezes por semana – ele pigarreou – Não quero que coma coisas muito pesadas, pois não queremos arriscar que você fique em uma situação pior. E também irei pedir para que não se movimente muito ou saia de casa. Preciso que você fique em repouso por mais ou menos duas semanas.

– Duas semanas? – sibilei.

– Sinto muito, Renesmee. Mas é melhor você ficar longe de Jacob por essas duas semanas. Ele não pode sair em hipótese alguma.

Jake apertou minha mão.

– Você pode me visitar, Nessie.

– Ele está certo. – Carlisle concordou – Sua presença pode ajudá-lo a melhorar.

Sem mais nenhuma palavra, meu avo saiu do quarto.

Levantei do chão e fechei a porta. Jake tentou sentar e disse:

– Não vou aguentar ficar todo esse tempo sem fazer nada.

– Você pode ler um livro, Jake. Eu duvido que Billy vá deixar eu vir aquilo todos os dias.

Jake riu.

– Conheço Billy melhor do que si próprio. Ele só vai deixar você vir uma vez por semana. Se ele for bonzinho quem sabe duas.

Cruzei os braços.

– E Sam? Ele pode, não é?

– Sam vai ajudar o Billy a cuidar da casa enquanto eu não puder.

Silêncio.

– O Billy vai avisar o Charlie sobre o acidente? – perguntei.

– Provavelmente sim. Acho que como Charlie já sabe uma parte da história, meu pai não vai precisar mentir. Quero dizer, talvez só um pouquinho.

Novamente silêncio.

–Como vou ficar duas semanas sem você?

Jake sorriu mais uma vez.

– Você pode ler um livro – retrucou Jake – ou pode ficar com Seth. Ele pode me substituir até lá.

Arqueei a sobrancelha.

– Por que Seth?

Jake deu de ombros.

– Vocês se deram tão bem em La Push ontem.

Supirei fundo e olhei para o chão.

– Ele nunca vai te substituir.

Jake enrugou o cenho.

– Ei, por que está assim? Aconteceu alguma coisa?

– Acho que nós brigamos.

– Por que, Nessie?

Andei pelo quarto, quieta, e logo sentei ao lado de Jacob.

– Ele desconfiou de mim. Seth criou a ideia absurda de que eu ia avançar em você por causa do sangramento. Acho que eu

– É normal um lobo pensar assim sobre um vampiro – Jake interrompeu-me –, ainda mais um lobisomem novo como Seth. Ele só está seguindo os instintos, mesmo que não perceba. Ele não tem culpa. Seth não tem a grande confiança que tenho sobre você porque ainda não a cativou. Ele ainda não terminou de ver o ser dócil que você é, Nessie. Só tenha paciência com ele e você vai ver que no final vai tudo ficar bem.

Mordi o lábio e peguei a mão de Jake.

– Eu devo perdoá-lo?

– Se puder perdoá-lo, eu fico agradecido. E, olha só, se agradar, eu prefiro que você fique com Seth nesse meio tempo. Ele é boa companhia. Pelo menos desse jeito vou saber que você vai estar bem.

Concordei, e o quarto não ficou silencioso mais uma vez porque Seth entrou, fazendo tanto o meu coração, quanto o de Jake, disparar.

Jacob e eu nos entreolhamos, logo em seguida, encaramos o garoto.

– Estou melhor do que antes.

Arqueei as sobrancelhas e encarei Seth. Não demorou para que ele desse conta do que queria dizer.

– Carlisle disse que já havia terminado. Ele disse que já podíamos ver você, Jake. Sam deixou eu entrar primeiro. Acabei entrando sem bater na porta. Desculpe.

Jacob olhou para mim e voltou os olhos para Seth.

– Amigão, você pode ficar com a Renesmee enquanto eu não puder sair?

Seth se encolheu.

– E-eu não sei se ela vai querer minha companhia. Ness, desculpa se eu

O interrompi.

– Eu que te devo desculpas, Seth. Fui eu a rude e não você.

Seth abriu os braços. Jake soltou a minha mão e eu abracei Seth. Seu corpo era tão quente que eu sentia que estava abraçando um aquecedor.

Jake pigarreou.

– Então agora que já está tudo acertado entre vocês dois, se a Nessie concordar, você pode ficar com ela durante esses dias, não é?

Seth sorriu e concordou.

– Eu vou adorar. Bom, é melhor Seth e eu sairmos. Billy quer entrar.

Beijei a testa de Jake e larguei sua mão. Seth abriu a porta e saímos. Billy passou por nós e entrou.

Seth e eu saímos da velha casinha e caminhamos para a reserva. Seth olhava fixamente para o chão. Parecia pensativo.

– O que você vai fazer? – perguntei.

– Tenho minhas dúvidas – ele sorriu – Eu podia escolher entre jogar vôlei, mas com o acidente o jogo parece ter sido cancelado.

– Você tem uma bola de vôlei?

– Sim. A bola com que jogamos é a minha.

– Bom, se você concordar nós podemos pegar sua bola e jogar vôlei entre duas pessoas... Ou isso é muito infantil?

– Não – sorriu ele – Eu gostei da ideia. Pelo menos não vamos desperdiçar o sábado.

– Então nós teremos que ir para sua casa, não é? – perguntei – Para pegar a bola.

Seth assentiu e seguiu um caminho não muito longe da casa de Jacob. Quando chegamos, ele correu para dentro da casinha de amadeira, não muito diferente da de meus pais. O lugar parecia incrivelmente agradável.

Aproximei-me e Seth saiu, jogando a bola de um lado para o outro.

– Prontinho. Podemos ir agora.

– Essa sua casa é muito bonita.

Seth olhou para o telhado.

– É que depois do confronto com os Volturi, Carlisle deu uma recompensa para cada um de nós. Leah e eu recusamos, mas ele insistiu em nos dar algo útil. Daí ele teve a ideia de dar uma casa só para mim e para minha irmã. A gente aceitou. Agora não dependemos mais da Emily e do Sam.

– Vocês só saíram ganhando! Aposto que sua casa é mais linda por dentro do que por fora.

Seth começou a caminha de volta para as árvores.

– Você pode vir quando quiser – disse ele. Sorri.

Caminhamos poucos metros até chegar em La Push. Pelo dia quente, havia mais pessoas na praia. Algumas deitadas na areia, outras mergulhando e um grupinho de meninas cochichando sobre os surfistas e o salva vidas. Seth e eu jogamos um pouco e depois de algumas horas começamos a conversar. Nós paramos para nos conhecermos melhor, falamos do que realmente gostamos, qual nossos passatempos favoritos e também comentamos o que odiávamos.

 Ficamos em La Push até todos guardarem suas coisas e partirem. Logo o céu estava tingido no púrpura, e depois, nem isso.

Peguei um graveto e desenhei no chão. Conseguia sentir os olhos de Seth em mim.

– Melhor eu ir embora – comecei – Sai sem dizer nada aos meus pais. Eles devem estar bravos comigo.

– Está tudo bem. Eu disse que iria atrás de você. Eles sabem que você está segura. Não se preocupe, você não irá levar nenhuma bronca. Provavelmente só consolações por estar comovida pelo acidente.

Encarei Seth.

– Como sabe que... que eles não me darão nenhuma bronca?

Ele sorriu.

– Bom... eu não sei não. Mas antes de eu seguir você, vi que todos estavam com aquela expressão de pena e paciente. Como se dissessem um para o outro que deveriam entender e não reagir mal. Sua família sabe como é se preocupar com alguém. Não imagino eles brigando com você.

– Nem eu. – murmurei.

Levantamos, limpamos a areia de nossas roupas e caminhamos de volta.

xxx

(eles chegaram)

Vi meu pai parado perto da porta, como uma estátua. Logo, minha mão apareceu. Quando nos aproximamos, meu pai estendeu uma das mãos para Seth.

– Obrigado, Seth. – ele sorriu. – Você foi muito gentil conosco hoje. Muito obrigado por nos alertar sobre o acidente. Não poderíamos pensar no que fosse acontecer se você não avisasse ao Carlisle sobre Jake.

Seth apertou a mão do meu pai e sorriu também.

– Todos nós ajudamos como podemos.


Notas Finais


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