História Lua de prata - Capítulo 61


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amizade, Amor, Família, Fantasia, Horror, Insinuação Ao Sexo, Lobisomem, Lobo, Luta, Romace, Sobrenatural, Terror, Violencia
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Palavras 1.616
Terminada Não
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oi galerinha!!! Boa leitura!!!

Capítulo 61 - Cap.61


Fanfic / Fanfiction Lua de prata - Capítulo 61 - Cap.61

KASSANDRA

Uma semana passou voando. Travor e Eve ainda não se falavam o clima em casa só piorava. Sebastian estava quase totalmente recuperado e passava a maior parte do dia junto de Eve, monopolizando minha amiga.

Eu estava treinando como louca a semana inteira e colhia os frutos do meu esforço, finalmete conseguia me transformar. A dor era excruciante e hoje tinha cido o primeiro dia em que eu não gritei, mas continuava chorando copiosamente. Era quase insuportável.

Travor tinha me prometido que íamos correr na floresta quando eu não gritace mais e assim fomos.

Era mágico estar na forma lupina, era como estar em outro mundo onde os cheiros característicos das coisas e pessoas se ampliavam em mil vezes, o desconhecido me instigava a sempre ir em frente, a descobrir mais. Corri selvagem pela floresta sentindo a terra em minhas patas, me sentindo uma com minha parte lobo. Lembro-me de como o começo tinha cido difícil eu ainda pensava em mim como duas pessoas ou duas espécies que dividiam o mesmo corpo mas agora não havia mais diferença, independente da pele que revestia meu corpo eu era Kassandra a garota que recentemente perdeu a virgindade mas também era a loba que a poucos meses atrás corria só, desbravando a floresta de Terracota.

Quando humana meus sentidos de loba eram extremamente fortes e quando loba minha mente racional estava ali também, não há como explicar, é simplesmente incrível.

Eu seguia um enorme lobo marrom cuja pelagem se tornava vinho quando tocada pelo sol da manhã, Travor corria livre e autivo. Eu reconheci aquele local a estrada ingrime estava marcada pelo aroma de tulipas era o lugar especial dele. Me adiantei e subi enérgica a ladeira, lá em cima uivei pro mundo com todo ar dos meus pulmões, a canção de uma loba que anunciava sua chegada a esse mundo. Travor uivou também e diferente de mim sua canção era mais austera, absorta em puro contentamento.

Ao fim da melodia rolei pelos canteiros de flores em uma brincadeira solo sendo observada pelo lobo de Travor depois desci correndo rápido a colina, eu queria explorar cada pedacinho daquele que seria meu lar de agora em diante. Queria que meu lado lupino se sentice íntimo daquela floresta. Corri pelas trilhas até chegar ao riacho com a boca seca e antes de beber eu admirei a loba cinza que me olhava refletida em uma porção calma de água. Eu não era grande e meu pelo não era perfeito mas eu era linda e se fosse uma humana esondida em algum arbusto por aqui estaria tentada a tocar minha pelagem.

No meu rosto o único sinal de humanidade, meus olhos, estavam carregados de uma felicidade incompreensível a uma antiga Kassandra aquela que ouvil a verdade de Travor e correu floresta a dentro inconformada por seu corpo ter patas e não mãos. Essa kassandra não existia mais estava enterrada com todas as dúvidas e medos, a nova Kassandra estava amando ser lupina.

Travor se posicionou atrás de mim e nosso reflexo parecia um quadro da vida selvagem pendurado em uma sala de algum membro do greenpeace. Sua pelagem marrom era movida pelo vento e de alguma forma eu vi a felicidade naquela mandíbula lupina e em seus olhos humanos. Ele abocanhou meu pescoço enquanto eu bebericava a água fresca e eu revidei, brincamos de lutar a manhã toda e no fim ele tentou me ensinar a caçar, era intrigante o quanto eu compreendia seus movimentos e jestos como se fossem palavras, sim existia uma certa dificuldade mas no fim nos entendíamos.

-Como foi sua primeira experiência conciente na floresta? -Eve perguntou assim que entrei na sala.

-Mágico Eve- eu corri pra o sofá me esquecendo que ela ainda tinha resquícios dos ferimentos me desculpando logo em seguida- ah! Eve! como eu gostei disso. Me pergunto se eu gostaria tanto assim se meu pai tivesse me contado antes.

-Sem Travis você quer dizer! -Eve virou o notbook em minha direção e tirou uma folha seca dos meus cabelos.

-O que é isso? -perguntei ao ver a imagem de um estúdio, com vários ambientes decorado de maneira rústica.

-Minha casa na cidade. Estou passando em reformar. Fazia anos que eu não entrava lá a última vez foi quando Sebastian arebentou a porta comigo nos braços, meu Deus aquele lugar está horrível os móveis parecem ser de quando era normal ver índios pelados por aí, correndo pela floresta disparando flexas em pequenos animais.

-Você vai se mudar? -gritei tentando fazer Travor ouvir nossa converssa na cozinha e depois me lembrei que certamente ele consegui a ouvir de qualquer forma.

-Ainda não descidi mas é uma possibilidade. Por agora eu goataria de modernizar sabe, móveis deste século seria um bom começo.

-Não faça isso por favor. Eu preciso de você. -choraminguei.

-Eu sei disso. Você não vive sem mim. -Minha amiga revirou os olhos- mas é só uma possibilidade.

Batidas na porta e uma brisa cítrica interromperam minha cara de "protagonista de novela mexicana", que foi substituída pela minha cara de "vai dar merda".

~☆~

SEBASTIAN

As coisas não podiam continuar como estavam, a uma semana Evangeline tem se refugiado em minha casa ou em qualquer outra da alcatéia na tentativa de não confrontar o irmão. Não que eu esteja reclamando dela estar passando muito tempo comigo na verdade era o que eu mais queria mas meu anjinho não tem se alimentado direito e quando o faz come tão pouco que parece um passarinho e sei que é apenas pra me agradar.

Debaixo daquele lindo par de olhos de um azul ainda mais lindo que os mares do caribe existe uma olheira persistente devido a noites mal dormidas o que faz seu rostinho angelical perder um pouco do brilho.

Decidido a acabar com isso posso estar fazendo a coisa mais idiota que consegui penssar mas agora é tarde de mais. Eu encarava meus chinelos quando a porta de abril.

-O que você veio fazer aqui? -Kassi me perguntou nervosa e com os cabelos pontilhados por folhas secas.

-Vim falar com seu namorado, que por acaso é o responsável pela minha namorada. -a palavra namorada saiu fácil de mais dos meus lábios, embora soace um pouco prepotente eu tinha desenvolvido um sentimento de poce que sempre se faz presente quando namorada e Evangeline estavam no mesmo contexto.

-Acho que você deveria voltar outo dia -Evangeline apareceu atrás da amiga, uma cena bonita de ver- quem sabe outro mês ou até mesmo outro ano.

-Hoje está bom, não sou do tipo que adia as coisas. Vocês vão me convidar pra entrar ou eu vou ter que ficar aqui?

-Espera… -Kassi deteve Evangeline de abrir a porta- acho melhor perguntar se seu irmão vai querer receber a visita, vai que ele tem um ataque de raiva e se atraca com Sebastian pela casa Eve, Sebastian ainda não está totalmente recuperado. - Kassi me olhou com olhos enormes- Seu ombro ainda doi né, Gabriel me contou.

-Sim Kassi ainda doi um pouco mas não tenho intenção nenhuma de me atracar com seu namorado hoje, muito menos no território dele. Só vim converssar.

-Deicha ele entrar amor. -ouvi a voz de Travor atrás das duas, não estava nada amigável- eu vou tomar um banho, peça pra ele me esperar no escritório. -ouvi seus passos pela escada e só depois elas me deicharam entrar na casa.

Não me lembro de um dia ter entrado ali mas a decoração era aconchegante e o cheiro de camomila presente no ambiente fazia tudo ser bonito aos meus olhos. Evangeline se sentou ao meu lado e Kassi caminhou em direção ao que eu acho ser a cozinha, eu conseguia ouvir ela falando sozinha: -ele deve ser louco ou muito apaixonado, talvez estar apaixonado tenha o deichado louco! - ri de como ela balançava a cabeça freneticamente enquanto caminhava.

-O que pretende major? -É incrível como depois que confecei meus sentimentos por Evangeline cada dia ela fica mais linda. Mesmo usando aquelas roupas que mais pareciam ter saído do armário da Cleópatra de tão velhas e o cabelo preso em um coque, ela estava linda, seus olhos azuis sempre me lembravam as praias do Caribe um lugar que eu gostaria muito de ir com ela quando toda essa tormenta passace.

-Deichar as coisas claras com seu irmão. Não sou do tipo que faz as coisas escondidas.

-Você realmente não precisa falar com ele major, eu sou adulta faço o que quero. Ele não pode fazer nada além de aceitar.

Acariciei sua face rosada e pousei um beijo leve em seus lábios, vi os pelos em sua nuca ficarem de pé. Amei isso. -Eu sei anjinho mas existem coisas que homens precisam acertar quando amam a mesma mulher, alguns limites que são simples de mais pra vocês mulheres entenderem já que são criaturas muito complicadas.

-Eu não. -ela bateu em meu ombro ferido e eu gemi com o incômodo fazendo parecer ter doido mais que realmente doeu- me desculpa.

-Só se eu ganhar um beijo.

Ela se inclinou pra me beijar e ouvimos uma tossi rouca, o que fez ela se afastar imediatamente e toda luz em seus olhos que eu tanto amava morrer. Travor desceu os degraus e eu tenho certeza que era minha cara que ele estava imaginando quando pisava pois parecia que ia fazer buraco, só pude sentir pena da escada.

-Você veio falar comigo, então me acompanhe.

  Eu o segui pelo curto caminho até seu escritório, a porta foi fechada lentamente atrás de mim e de onde eu estava sentado na cadeira de madeira maciça pude ver dois pequenos rostos assustados e olhos arregalados que talvez estiverem fazendo uma oração silenciosa do tipo "não se matem".


Notas Finais


Obrigada por estarem aqui!!!
Bjo cm sabor de chocolate no❤de vcs!


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