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História Lua de Sangue - Kiane - Capítulo 3


Escrita por: idilia

Notas do Autor


Feito do nada, mas espero que gostem! ❤️

Não foi revisado 🤡💔

Capítulo 3 - Capítulo três


Fanfic / Fanfiction Lua de Sangue - Kiane - Capítulo 3 - Capítulo três

— Diane, você tem certeza que é aqui? – Elizabeth me perguntou fuzilando com olhar. 


— Não confia? – perguntei sorrindo e abrindo a porta do salão entrando primeiro. 


— Na verdade não, por que é o quinto salão que a gente entra e esse aqui tá chique demais para o meu gosto. – ela olhou ao redor e eu ignorei indo direto para a o balcão.


— Boa tarde, eu marquei um horário para hoje a tarde. – falei com um enorme sorriso no rosto, mas com aquela agonia na boca do estômago, só em pensar de passar uma vergonha.


— Seus nomes, por favor? – a moça pediu.


— Diane Coher, está apenas no meu nome.


A moça digitou no teclado e começou a procurar e a cada segundo que passava eu sentia minha nuca suar. No exato momento que a moça subiu o olhar, Elizabeth se juntou do meu lado.


— Diane Coher, você pode seguir por esse corredor – ela apontou para a lateral direita do balcão. — A nossa chefe vai receber vocês. 


Assentimos e saímos andando. 

Elizabeth agarrou meu braço e cochichou:


— Diane, isso aqui vai dá uma fortuna, sinto cheiro de gente da alta sociedade.


— Interessante que você é de uma família da alta sociedade – olhei para ela, e nesse exato momento uma mulher loira de pele bem branca, brotou com um belo sorriso nos lábios. 


— Olá, boa tarde, senhoritas. 


— Boa tarde, Elaine. – falei ao olhar seu nome no crachá. — Vinhemos ter nossa tarde de princesa. 


— Ah, que ótimo! – ela olhou para nós duas e sorrio. Se virou e saiu andando e nós a seguimos. — Vou deixar vocês duas com as melhores profissionais.


Ter a tarde só nossa para cuidar do cabelo e da pele, é maravilhoso e encantador. Nada melhor do que cuidar um pouco da vaidade. Cortar o cabelo, hidratar o cabelo e a pele, e demais outras coisas, já me deixa extasiada. Elizabeth nem se fala, estava muito animada, mas acabou dormindo enquanto um produto agia em seu cabelo.

A noite tínhamos nossa compromisso, mas eu já tava querendo ficar em casa depois que as duas mulheres, uma que lavava o meu cabelo e a outra que lava o Ellie, começaram com um papo estranho:


— Ai amiga, lá é muito estranho, não só a estrada. – falou a mulher que lavava o meu cabelo chamada Lucy. — Eu estava querendo ir com a minha irmã, só que por boatos já quero desistir.


— Tem certeza, Lucy? – a outra indagou e parece não gostar da ideia de ir para o parque sozinha. — Você faz as reservas e temos que ir, só vai ser dinheiro jogado fora.


— Bia, você ouviu o que aquela moça falou ontem? – Lucy perguntou e eu já fiquei mais interessada. Papos de salão são os melhores não importa de estão falando do governo, da menstruação que atrasou ou de homens. — Ela disse que quando saiu do parque por volta das 22:30 ela viu movimentos estranhos na estrada e ela ainda afirmou que uma voz falou assim na mente dela: "boas moças devem ir para suas casas às 22:00 da noite." Me diz, Bia, não é bizarro?


Isso me deixou de certa forma incomodada, logo hoje que quero tanto conhecer esse parque e me divertir? Não importa, eu vou, mas vou voltar antes das dez horas. Não por medo, mas só para não chegar tarde, quem sabe na volta eu num compre carne de porco. 


Cabelos brilhosos, unhas feitas, pele hidratada, e claro, bem depilada. Hoje me sinto uma princesa. 

Cheguei em casa, mas quando saí do carro eu vi o menino alface vindo até mim, ele estava numa roupa de corrida e tinha um enorme sorriso no rosto.


— Oi oi, tudo bem? – perguntou ele. Eu olhei para minha amiga, mas ela tinha evaporado, me deixando sozinha. 


— Oi, menino alface. Tudo bem. – sorrir.


— Menino alface? – ele indagou e depois soltou uma risada ao entender. — Foi uma aposta. 


— Ah, entendi, mas até que combinou. 


— Tenho que concordar, mas eu queria saber se está tudo bem aí, se precisar de ajuda, é só avisar. – ele soltou uma piscadela na minha direção e eu pisquei vagarosamente e sorrir. 


— Está tudo ótimo, obrigada pela preocupação. – respondi, levando minha mão para o mei pingente e isso atraiu novamente o seu olhar.


Ela deu um asceno de cabeça e saiu indo para sua casa e eu entrei. 


— Será que ele está caidinho por você? – perguntou Elizabeth saindo de trás do sofá. Ela estava mesmo agachada atrás do sofá?


— O quê? Não! – revirei os olhos e fui em direção a escada. — Vá se arrumar, vamos sair para o parque. 


— Tem certeza? E a voz que fala na mente? – ela gritou vindo atrás de mim. 


— Não tem voz nenhuma, Elizabeth, e vá se preparar. 


— Tá bom, mamãe. 


¥


Era exatamente 18:30 quando saí do banheiro com uma toalha em volta do corpo. Entrei no closer, peguei meu creme e passei pelo corpo, após isso fui atrás de uma calça jogger jeans rasgada, um tênis branco e um cropped ciganinha preto. Bolsa? Não, essa eu deixo para Elizabeth. Vou somente por optar colocar um celular no bolso. Passo perfume e vou passar uma pequena base no rosto, algo simples. 

Meu colar continuar em volta do pescoço e tcharam! Estou pronta. 


Passo no quarto de Elizabeth e a vejo em um short não muito curto com uma blusa branca de alsa grossa, um tênis branco e sua linda bolsinha marrom de lado, estava terminado de passar um gloss nos lábios e se virou sorrindo para mim. 


— Me sinto uma adolescente com essa roupa. – comentou me seguindo. 


— Amiga, nem parece que temos 26 anos na cara, e eu te digo – me viro antes de descer as escadas. — Vamos aproveitar enquanto temos essa pele de bebê e pelas pernas. 


— Você acha minhas pernas bonitas? – ela perguntou olhando para as próprias e eu soltei um risada e desci as escadas. 


— Hoje você dirige, eu já fiquei no volante demais. — falei já pegando a chave sobre a bancada da cozinha e entregando a ela quando ela se fechou a porta atrás de si e fomos para o carro.


Ela entrou no carro e logo em seguida eu entrei. Deu partida e seguimos. 


— Vou te falar, se uma voz aparecer na minha cabeça, eu vou pensar tanta impureza que ela vai se arrepender. – comentou Elizabeth segurando forte o volante, parece que ela vai arrancar a qualquer momento. Eu não quero morrer ainda sem ter casado, amiga. 


— Elizabeth, sua vagina anda tão parada que ela nem sabe formular direito como é um pênis, e sua mente só sabe pensar os tantos formulários que foi preenchidos nos últimos plantões que você teve antes dessas férias. 


— Diane, você não fica para trás, então por favor, sem comentários. 


Dei de ombros e olhei para a estrada e soltei um comentário:


— A lua está clara hoje, que sorte a nossa. 


— Nossa, que sorte hein. – Elizabeth me olhou e voltou a olhar a estrada. — Diane, olha que estrada estranha. 


— Veja pelo lado bom, não tem árvores enormes, cervos na estrada, placas aleatórias indicado bosta de nada. Então é só seguir para o nosso destino, que por incrível que pareça, ali está ele. 


Apontei para frente e lá estava uma bela iluminação de parque. Quando aproximamos, tinha várias pessoas chegando e já andando do estacionamento para dentro dos enormes portões azuis com um letreiro iluminado. Demoramos uns cinco minutos para achar uma vaga apropriada para o nosso carro. Descemos e olhamos em volta. Elizabeth já agarrou o meu braço. 


— Diane, vamos aproveitar. – disse Elizabeth já animada, e eu pensando que ela tava com medo. Ela me puxou animada, alguém para essa mulher! 

Quando passamos pelos portões vimos várias crianças com os pais, casais de namorados e até... Idosos. Sim, até um casal de idoso tava ali e parecia mais jovem que minha alma. 


— Primeiro vamos na bilheteria. – puxei Elizabeth. Passamos pela bilheteria, compramos algumas fichas a mais para jogar em alguns jogos eletrônicos espalhados e seguimos andando no meio das pessoas. De longe avisto um cabelo verde andando pelo meio do povo, mais ao piscar os olhos, ele já não estava mais lá. 


— Vamos na roda gigante? – Pediu Elizabeth. 


— Vamos, começar nas alturas vai ser um pouco melhor, assim podemos ter uma noção do parque. 


Fomos para a roda gigante. A fila era enorme, mas finalmente entramos naquele espaço minúsculo quadrado onde só cabe duas pessoas, pelo menos a vista através do vidro é garantida, mesmo que um pouco manchada. 


— Pelo menos tem um cinto de segurança. – mormurei olhando para a minha cintura agarrada ao cinto. E Elizabeth fez o mesmo e se agarrou a barra de ferro na frente de nós. O medo já estava falando mais alto quando o rapaz rodou um pouco a roda gigante para um casal entrar na outra cabine. 


— Que tal irmos para o carrossel depois? – perguntou Elizabeth atraindo o meu olhar. 


— Depende, se adultos forem liberados para subir num cavalinho e ficar rodandi igual um peru. – olhei para ela que tentou não rir, mas foi impossível, ela rir por tudo.


A roda gigante começou a rodar, e eu olhei pela janela de vidro lá embaixo e até onde podia. Onde estava o menino alface? Eu tenho certeza que o vi.

Paramos no topo e eu senti que algo me olhava e eu não estava entendo essa sensação. Quando mais nova eu sentia, mas dessa vez é mais intensa. Nos meus sonhos era a mesma coisa, só que nos sonhos sempre vinha uma voz depois de cada arrepio.

"Ah, pequena."

"Doce. Você é doce."

"Estou te esperando, minha princesa."


Balancei a cabeça ao lembrar daquela vor rouca dos meus sonhos. Sempre tem um período para esses sonhos e eu sempre fico perdida em pensamentos quando isso acontece. Tentei uma terapia com um psicólogo, mas ele apenas me fez ficar mais confusa, dizia que podia ser trauma de criança, ou que eu podia está ansiando por algo, mas o quê? Eu apenas vivo do meu trabalho e saio aos sábados para curtir junto da minha amiga, não tenho envolvimentos amorosos, nem lembro como é mais um relacionamento. Faz tempo que terminei meu namoro, e o meu único namoro que tive foi saudável e a relação terminou por causa que ele precisou se mudar por conta do trabalho. Trabalhar com banco, envolve mudanças repentinas. E o término foi com bastante conversa e entendimento. Mas como pode ser um traume? Minha família sempre teve amor por mim, por mais pequena que fosse. Eu não entendo...


— Ei, Diane, ficou petrificada? – era Elizabeth. A quanto tempo ela me chamava? Olhei na sua direção e ela me olhava sem entender, e me dei conta que nosso tempo acabou e tínhamos que sair da cabine. 

Quando pisei os pés fora da cabine um vento frio veio na minha direção, mas parece que só eu senti esse vento frio. 


— Vamos comer alguma coisa? – pedi. — Estou faminta. 


— Vamos, eu também quero comer alguma coisa. 


Saímos andando por entre as pessoas e encontramos uma barracas que vende salgados. Senti minha boca salivar, pedi uma coxinha e um refrigerante de Coca, Elizabeth fez o mesmo pedido que o meu e nos sentamos numa mesa próxima e ficar esperando. 


— Você está bem? – Olhei para Elizabeth e franzi a testa. 


— Por que não estaria? – indaguei. 


— Não sei, parece pensativa demais, falei um monte com você na cabine da roda gigante e você feito peixe morto. 


Eu ia responder, mas nossos pedidos chegaram e Elizabeth fez o pagamento pelo celular. Isso deixou até um alívio no ar.

Comecei a comer meu lanche e beber da coca. 

Estou optando por querer nos jogos eletrônicos, quem sabe eu ganhe um prêmio de ter sonhos e pensamentos alegres? Nada incômodo?


Quando nos levantamos agarrei o braço da minha amiga e a puxei para o mais próximo jogo eletrônico e ela fez cara feia. 


— Pensei que iríamos fazer algo maks divertido. – comentou ao olhar para o nome do jogo. — Capturar galinhas não parece um jogo legal. 


— Como não parece? – olhei para ela que agora olhava para o painel da máquina antiga. — Quem sabe do futuro eu seja uma fazendeira de galinhas? Já é um treino isso aqui. 


— Não vejo você sendo fazendeira, Diane, você não alimentou o Fred, imagina correr atrás de galinhas se alguma fugir do cercado. 


Elizabeth estava certa. Eu sou muito desleixada para fazer algo como correr atrás de algo ou alimentar algum animal. Sei que estou sendo idiota, mas às vezes eu esqueço da existência do bichinho e com Fred, nosso peixinho dourado de estimação que sobreviveu três meses, foi assim, esqueci de alimentar e trocar a água regularmente, até que ele apareceu morto e eu tentei argumentar dizendo que foi o gato da vizinha Dulce, mas não deu certo, a velha não tem nem gato, nem para me ajudar. 


— Eu já entendi, cara amiga Elizabeth. – falei olhando atenta para o jogo. 


No final eu ganhei, mas Elizabeth só ficou a murmurar coisas que poderia ser até xingamentos e teve até uma criança que repetiu o seu palavrão.

Deixar com que minha amiga ficasse agora por conta dos próximos 5 jogos que iríamos não dava certo. 

Primeiro, Elizabeth só queria ir nos jogos mais sem graças; e segundo, Elizabeth não aceita uma derrota. 


— Elizabeth, você acabou de perder para uma criança. – comentei. 


— Eu sei! – ela praticamente berrou. — Aquela criança não é de Deus.


— Você apenas se distraiu vendo um loiro passar, por isso ele ganhou nesse patético jogo de tiro. 


— Mas viu o quão gato ele era?


— E eu vi também que a esposa dele é gata também. – falei olhando nos olhos dela e ela revirou os olhos.


— Que tal irmos embora? – pedi sorrindo. 


— São 09:30 ainda. – falou ela ao olhar o horário no celular. 


— Um bom horário para quando chegar em casa a gente ver um filme no sofá, o que acha? Perfeito, eu sei. 


Elizabeth tentou me parar, mas se deu por vencida e me seguiu para fora do parque e para o carro. Ela ficou por conta da nossa volta e isso me deixou um pouco mais calma, agitação demais hoje e isso me deixa até que nervosa e principalmente em estradas escuras... Um momento!


— A lua não estava clara? – perguntei olhando pela janela fechada do carro. 


— Hã? Lua clara? – Elizabeth me olhou sem entender e voltou a atenção para a estrada. — Você está ficando doida. Certeza. 


Pisquei os olhos várias vezes. Tenho certeza que a lua estava clara, por que eu comentei quando estávamos vindo para o parque, mas agora... Está um puro breu e ainda por cima, as árvores parecem grandes demais. Okay. Respira Diane, é só o clima que deve ter mudado. Acho que vai chover.


Quando chegamos entramos pela entrada do condomínio, tudo estava calmo, até ver que o nosso vizinho estava dando uma festa. Literalmente. Desci do carro e olhei em direção da casa e na mesma hora o menino alface apareceu na porta e fez sinal para eu e Elizabeth. 


— Eu já disse que não gosto dele? – comentou minha amiga ao ver que ele vinha na nossa direção. 


— Não. — respondi. E ele chegou até nós. 


— Boa noite, meninas. Topam uma bebida? – perguntou ele olhando entre eu e Elizabeth. 


— Aí você falou minha língua. – gritou Elizabeth, animada. Mais ela não gostava desse cara? Como assim? Devo concordar, bebida já é um negócio diferente. Tem bebida? Estamos dentro. 


— Ótimo. – ele sorrio abertamente e fez sinal com a cabeça para lhe acompanhar e foi isso que fizemos, acompanhamos para sua casa. 


Quando pisei os pés dentro da casa a música rolava alto, uma bem agitada e eletrônica. Elizabeth ficou animada e pelo visto ela se deu bem com o menino alface. Ele nos levou direto para a cozinha. 


— Quais bebidas querem? – perguntou. 


— A que você tiver de melhor. – respondi. 


— Então tome essa daqui. – escutei uma voz bem perto ao meu ouvido, mas quando virei estava Harlequin, pelo que me lembre do seu nome, parado ao batente da porta segurando um copo de festa personalizada de cor de preta e ao me oferecer vi que tinha um símbolo de uma pata de urso na cor dourada. 


— E o que tem aqui? – perguntei ao pegar o copo. Ele sorrio de lado e deu ombros de um jeito cansado. 


— Confie em mim e beba. 


Fiz a coisa mais idiota. Confiei e bebi o líquido doce. É sabor morango? Ou cereja? Eu não sei, mas eu quero mais desse líquido. 


— Hum, isso é ótimo. – disse ao tirar o copo dos lábios e passar a língua no lábio inferior. 


— É um drink secreto que ele faz. – ouvi a voz do menino alface atrás de mim. — Então albina, o que vai querer? 


— Whisky, o melhor que tem. – respondeu minha amiga e se juntou ao menino alface. 


— Aqui está o seu copo. – falei ao levantar minha mão para o ruivo a minha frente. 


— Pode ficar para você, é de presente. – ele respondeu me olhando sério.


— Presente? – sorrir. — Quem deveria dá uma presente seria eu por você ter me ajudado mais cedo. 


— Isso é verdade. – ele soltou um riso que mostrou uma covinha na sua bochecha direita. — Quer mais da bebida?


— Por favor. – quase implorei. 


— Okay, me segue. – disse ele e eu fui atrás.


Ele passou em meio as pessoas e entrou num corredor escuro. Senti a adrenalina nas veias quando a música soltou um grave e vários gritos se foram ouvidos. Bebi um gole longo do resto da bebida que tinha no copo. Eu senti ela fazer efeito. 

O ruivo parou ao final do corredor, tirou uma chave do bolso, abriu a porta e entrou primeiro e segurou a porta para mim. Quando passei ele fechou. 


— Faço o drink somente para mim – ele comentou ao pegar sobre uma cômoda de aparência antiga uma garrafa de vidro com um líquido vermelho vivo. 


— Então por que me ofereceu? – perguntei por ser um tanto quanto curiosa. 


— Não sei, você parece saber apreciar uma boa bebida. – disse ele tirando a tampa da garrafa e se virando. Despejou um pouco do líquido no copo em minhas mãos, e guardou a garrafa no mesmo lugar. 


— Como médica, não posso me dá ao luxo de beber demais. 


— Você é médica? – ele perguntou surpreso. 


— Sim, sou. – levei o copo aos lábios e bebi do líquido. — Me ensina a receita desse drink?


— Ah, mais aí você vai está pedindo demais. – ele deu um passo na minha direção. Um sorriso travesso no rosto. 


— Certo, deve ser segredo de família. 


— Sim, claro. Você é casada? Ou tem algum namorado, Diane? – ele perguntou. Sua voz baixa e curiosa ao pronunciar meu nome foi tão quente e cheio de várias intenções. Eu não posso negar. Aqui com ele, eu posso até topar alguma coisa. Faz tempo que tive alguém para tocar em mim, e para me deixar derreter em um beijo. 


— Não, não tenho ninguém. – respondi por fim. 


— Isso é perfeito. – ele parou a minha frente e levou sua mão direita para a lateral do meu pescoço do lado esquerdo. Sua mão foi para minha nuca e sua mão estava tão gelada, mas o toque era quente, e cheio de sensações. A sua voz, estava agora longe, mas tão perto ao mesmo tempo, como podia? O que é isso? 


¥


Quando abri os olhos de repente eu estava deitada na minha cama. No meu quarto. 

Sentei na cama e olhei ao redor. Estava de camisola. Mais que horas eu cheguei? Por que não me sinto cansada? O que exatamente aconteceu ali? 

Saio da cama, vou em direção a porta e abro. Ao sair do quarto escuto Elizabeth em seu quarto invocando algum espírito, por que música, ela não está cantando. 

Abro a porta do seu quarto e ela estava sentada na cama com o notebook no colo e com fones de ouvido. Ela nota minha presença e sorrir tirando os fones. 


— Já era hora hein. 


— Que horas são? – perguntei. 


— Duas da tarde. – ela revirou os olhos e saiu da cama vindo até mim. 


— Quê? Que horas a gente chegou em casa? 


— Era umas 23:30 mais ou menos. 


— O que eu fiz tanto? – perguntei com medo. 


— Você ficou com o ruivo. Só isso. – ela franziu a testa. — Não lembra de nada? 


— Não, Elizabeth. – olhei para ela e depois saí do seu quarto, mas ela me seguiu. 


— Tem almoço, mas você vai querer tomar um chá? Ou café? – perguntou já com a voz de preocupada. 


— Vou almoçar. O que você fez? 


— Eu comi a sobra da lasanha de ontem e sobrou para você também, vai querer? 


Reparei fundo e me sentei no banquinho em frente a bancada da cozinha. 


— Por favor, mas não muito. Ah, e você viu meu celular?


— Não vi não, e você veio com ele que eu vi.


Preciso saber o que houve tanto ontem e isso vai me atormentar até eu não saber exatamente. Pelas janelas da cozinha olhei na direção da casa dos vizinhos da frente e um frio veio de repente e isso me arrepiou que me fez tremer.

Elizabeth colocou o prato a minha frente e eu comecei a comer enquanto ela não parava de falar das loucuras que o menino alface fez ontem. 



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