História Lua de Sangue - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Apocalipse, Aventura, Drama, Morte, Possessão, Sobrenatural, Terror, Tortura
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Palavras 1.946
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Tortura
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


E aí humanos, ansiosos para saber mais sobre a Lua de Sangue?
Aproveitem a leitura sz

Capítulo 2 - Pesquisas


Fanfic / Fanfiction Lua de Sangue - Capítulo 2 - Pesquisas

Jocabed aguardava em uma pequena sala Luna voltar da cozinha. Era um ambiente pequeno, simples e malcuidado, cheirando a madeira velha e mofo. Um cão velho, vira-lata, dormia na poltrona ao seu lado, chegando a inclusive roncar.

- Pronto – Luna chegou, trazendo consigo uma bandeja com um bule e duas xícaras de porcelana e algumas poucas torradas. – Tome o seu chá.

- Obrigado.

- Bem, vou direto ao ponto para não gastar muito de seu tempo. Há alguns meses eu criei um grupo no Facebook onde só entrariam os que escaparam da Lua de Sangue. Tem um pequeno questionário que a pessoa tem de enviar junto à solicitação de entrada também. Eu divulguei esse grupo em vários lugares, tanto online quanto físico; e algumas pessoas entraram nele, conversei individualmente com cada uma e percebi que elas ainda possuem a essência humana.

Ela dá uma pausa, esperando Jocabed esboçar alguma reação.

- Entendo... – disse, um tanto quanto inconvicto – tem algo mais para dizer?

- É claro que sim! Nós, desde então, estivemos procurando maneiras de desfazer tudo isso, e achamos.

- Prossiga.

- Está escrito em um livro que conta a história das antigas bruxas, ele menciona essa maldição da Lua de Sangue...

- Me perdoe te interromper, mas acredita mesmo em livros de bruxas?

- Como disse?

- É que esses livros são bem fantasiosos sabe, talvez essa coisa de bruxas não passe de uma mentira antiga. Quer mesmo seguir algo que pode ser facilmente um conto de fadas?

- Temos outra alternativa?

Jocabed parou e pensou. Ela tinha razão, eles não possuíam mais escolhas, tampouco sabiam como mudar isso. Ele respirou fundo e continuou a conversa.

- Tem razão, desculpe.

- Está tudo bem. Bom, como eu ia dizendo, esse livro menciona a maldição da Lua de Sangue e conta a história da bruxa que a criou. Quer ouvi-la?

- Conte.

- Havia uma jovem (cujo nome nunca foi descoberto), que vivia na Alemanha no século XV. Ela contrariou uma doença desconhecida, e os médicos a julgaram contagiosa. Essa doença fazia seus órgãos apodrecerem rapidamente, lhe causando uma morte em um período estimado entre duas semanas à um mês. A sociedade abandonou e rejeitou a garota, evitando que a doença se espalhasse. A jovem, desolada, procurou ajuda para as temidas bruxas da época, tentando achar uma maneira de sobreviver. As bruxas perceberam um enorme potencial nela, e concederam a cura a ela, desde que, no nosso século atual, ela lançasse essa maldição sobre nós. Essas bruxas sabiam que poderiam morrer sendo caçadas, mas se conseguissem dar a imortalidade à garota, ela terminaria o legado de todas as bruxas. Esta jovem presenciou todas as suas irmãs morrerem, ela mesma foi condenada a ir para a fogueira, porém sua imortalidade a fez sobreviver; isso aumentou o seu ódio pelos humanos. Para continuar imortal, ela cumpriu seu juramento fazendo a Lua de Sangue para, também, se vingar de toda a raça humana pelo que fizeram no passado, e de qualquer forma, se ela não lançasse a maldição, acabaria morrendo pois quebraria o pacto que fez com as outras bruxas.

- É uma história incrível! – isto despertou o interesse de Jocabed.

- De fato. Neste livro não menciona como desfazer isto, mas de acordo com ele, essa bruxa está viva até hoje. Se a encontrarmos, podemos trazer o mundo de volta ao que ele era.

- E como pretende encontrar ela?

- É o que vamos fazer hoje!

Após dizer isto, Luna levou rapidamente a bandeja de volta para a cozinha, beijou e se despediu de seu cachorro com uma ternura incomparável, e pediu a Jocabed que a acompanhasse, até que ela mesma se interrompeu:

- Ah, espere!

- O quê?

- Vou avisar no grupo que estamos indo buscar a cura, para todos se prepararem para o grande encontro que teremos – ela pegou um celular, de um modelo até que bom para sua aparente condição financeira, e digitou rapidamente a mensagem – pronto, agora podemos ir.

∞∞∞

Michael Worthington estava a praticar o seu esporte favorito: golfe. Ele jogava com seu melhor amigo, confiável parceiro e braço direito, John Bennett, no campo logo atrás de sua mansão.

Mas quem são ambos?

Michael Worthington é um dos maiores contrabandistas de drogas, milionário, mora em Nova Iorque em uma mansão num canto isolado da cidade, a Lua de Sangue favorece o seu trabalho, além do fato de que ele escapou da lavagem cerebral ocasionada pela mesma. Anda sempre bem vestido. E John Bennett já foi denominado anteriormente, mas devo adicionar que suas vestimentas seguem o mesmo padrão que as de Michael.

Uma mulher trajando um casaco preto longo de couro, incrivelmente atraente, cabelos longos de cor de mel, olhos desta mesma cor, que possuem um olhar sensual, cativante, interrompe o jogo, cumprimentando docemente os cavalheiros.

- Sr. Worthington, receio ter uma notícia ruim para o senhor – disse ela, o fitando com um sorriso travesso preenchendo seus lábios.

- Sophie, minha cara, não precisa me chamar de Sr. Worthington, já possuímos bastante intimidade para poder evitar esta cortesia. Mas, me diga qual é a notícia.

- Bem, se lembra daquele grupo que recolhia os nomes de todos os que escaparam da Lua de Sangue? – ela pegou seu celular do bolso de seu casaco. – Leia a mensagem que a organizadora postou hoje.

“Boas novas pessoal! Encontrei uma pessoa aqui onde moro que é como nós, e como prometido quando isso acontecesse, vou hoje mesmo achar a cura para esta maldição. Comecem a se preparar para nosso encontro, pois receio que será uma longa jornada.”

- Merda!

Michael jogou o celular brutamente no chão, mas provavelmente ele não quebraria pois a grama amorteceria a queda. John se assustou com a raiva que seu amigo demonstrou, mas Sophie manteve a postura, enrolando os braços no pescoço dele, apoiando o queixo em seu ombro.

- Não fique tão bravo, são uma minoria, vamos conseguir cuidar disso – dizia, sorrindo.

Michael se acalmou. Ela tinha esse talento para com ele.

- De qualquer forma é um incômodo e um problema. Achei que essa ideia não ia dar em nada...

- Relaxe Michael, eles não vão conseguir. É impossível reverter o processo da Lua de Sangue – sua voz era doce, e ela acariciava com os dedos o seu rosto.

- Assim espero, Sophie. Todos já estão sabendo disso? – sua voz saiu mais calma.

- Sim, já cuidei disso.

- Muito obrigado, querida.

“Querida”. Isto a enlouquecia, lhe causava arrepios. Como ela o desejava, possuir aquele corpo esculpido por deuses só para ela. Passar noites com ele, beijá-lo, poder chama-lo de “meu”. Pena que isso sempre foi tão fora de alcance.

- Bom, eu preciso ir. Até mais, Michael – falou, beijando seu rosto – John... – se despediu deste com um acenar de cabeça.

E então, ela se retirou.

- Sabe que ela gosta de você, não sabe? – falou John.

- Claro que sei – ele se posicionava para tacar a bola e dar continuidade ao jogo – mas não posso atender aos pedidos dela, e ela sabe disto – terminou, tacando a bola e acertando direto em seu alvo.

- Eu sinto um pouco de pena, ela é tão cobiçada, vários homens morreriam por ela, mas ela se apaixonou justamente pelo que não sente nenhuma atração amorosa ou semelhante consigo.

- A vida é assim mesmo, cheia dos sonhos impossíveis de serem concretizados. Mas, ela é uma ótima garota e uma excelente funcionária. Não é tão fácil arranjar alguém como ela.

- Concordo, seu trabalho não é um dos mais fáceis. Ficar com qualquer um para conseguir o que quiser. Pra fazer isso precisa de um charme especial, um jeito nas palavras, o dom da adivinhação, e a maneira exata de saber como fazer tudo isso perfeitamente.

- Eu a admiro muito. Eu não conseguiria, no papel de mulher, fazer sexo com qualquer um como parte da profissão. Você conseguiria, John?

- De modo algum! Ela realmente é incrível.

Um silêncio pairou no ar por alguns segundos, enquanto ambos pensavam sozinhos em Sophie.

- Enfim, - prosseguiu Michael – vamos continuar o jogo. Estou ganhando de você, Bennett!

- Não por muito tempo, Worthington... – falou tacando a sua bola.

∞∞∞

Depois de uma caminhada de dez minutos, Luna e Jocabed chegaram em um lugar pequeno, paredes roxas com decorações exóticas, com várias mensagens por todos os lados escritas em uma língua desconhecida.

- Que lugar é esse? – disse Jocabed. Já andara muito por Granada e nunca vira esse local.

- Uma loja satânica – um pequeno arrepio percorreu Jocabed com esta frase - aqui vende várias coisas relacionadas ao sobrenatural, como coisas de bruxaria, macumba, espírita... tem uma grande variedade.

Os dois andaram até o balcão, e Jocabed observava tudo que tinha ali. Não havia nenhum atendente, então Luna tocou o sininho para chamar alguém. Uma mulher morena, já na terceira idade, apareceu para atendê-los.

- Que belo casal vocês dois – falou, com uma pequena dose de ironia.

- Não somos um casal – falou Luna, aos risos – bom, eu comprei este livro aqui na loja da senhora há alguns meses – ela entregou o livro das bruxas para a mulher, e abriu na página que conta sobre a maldição da Lua de Sangue. – Eu queria te perguntar: como faz para desfazer a maldição da Lua de Sangue? Neste livro não conta.

- Por que quer tanto saber sobre isso?

- Curiosidade, apenas.

- Bom, precisa pagar, aí te dou a informação.

A velha era um completo paradoxo, sabia tudo da Lua de Sangue, mas não percebia que ela já havia acontecido. Pobrezinha...

- Quanto preciso dar?

- Cinquenta euros – a velha sorriu meio perversa.

- Eu não tenho tudo isso... – Luna se abalou um pouco – tenho apenas vinte.

- Que pena. Bom, era só isso que queria?

- Eu dou o resto, – disse Jocabed, entregando trinta euros para a mulher – Luna, dê os vinte para ela – ela obedeceu.

- Ótimo, vocês são realmente um casal unido.

- Ok, agora dê a informação – Jocabed estava claramente impaciente.

Luna se apressou em ligar o gravador de áudio de seu celular, para guardar melhor a informação.

- Bem... – a velha pigarreou – até onde eu sei, só há uma maneira de acabar com a maldição da Lua de Sangue: você precisa achar o livro de feitiços perdido do século XV, ele se encontra na Alemanha, se não me falha a memória está em um casebre abandonado. E depois, ache a bruxa que é responsável pela maldição, mate-a e conjure o feitiço relacionado a Lua de Sangue para desfazer essa maldição.

- Onde essa bruxa está? E qual cidade da Alemanha? – Luna demonstrava bastante empolgação na voz.

- Não sei garota. É em alguma cidade grande, mas sei lá qual seja. Entendo do assunto, mas não sei absolutamente tudo, né?

- Ok... Obrigada.

- Tá se preparando pro apocalipse, é? – a velha ria em deboche.

- É, talvez – ela sorriu para a senhora, apesar de seu comportamento.

Luna e Jocabed saíram de dentro do lugar, e pararam por um tempo na sua frente.

- E aí? – Jocabed estava curioso, talvez toda essa história pudesse ser real.

- Achamos a cura pra esta merda! – ela dava pulinhos de alegria, e abraçou-o empolgada. Se Jocabed não fosse tão quieto estaria se deixando levar pela felicidade contagiante de Luna.

- Então vamos nos apressar em realizar essa cura, ok? – ele sorriu para a garota.

- Vamos sim. Essa semana será a semana de chegada para os que estão no grupo. Já irei avisar lá sobre a cura e para virem para minha casa, temos muito a fazer!

Os dois pegaram caminho de volta para a casa de Luna, felizes por terem conseguido o que queriam.


Notas Finais


E então, curtiram saber como surgiu o apocalipse? Caso queiram comentar/elogiar/criticar, fiquem a vontade sz
Imagem ilustrativa de John: https://drive.google.com/open?id=1uFsAQeTqk-4Uj37jPMzVURRP62Ua-oB5
Imagem ilustrativa de Michael: https://drive.google.com/open?id=1IN1NDkeWd-0gE7IChyYZT3xq35ukfRM2
Imagem ilustrativa de Sophie: https://drive.google.com/open?id=1yBzLixaydrys0_-ZiCZmKxil5r8cW6YG


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