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História Lua De Sangue (Fanfic San - ATEEZ) - Capítulo 5


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Notas do Autor


Oioi, sejam bem-vindos(as) para mais um capítulo!
Me perdoem a demora, é porque eu não estava muito bem de saúde e resolvi dar um tempo do meu computador.
Enfim, espero que gostem do capítulo, um beijo e até a próxima!
(Qualquer erro ortográfico me perdoem!)

Capítulo 5 - Insolência


......

– Onde você estava? – tento entrar de fininho pra evitar que me percebam, mas foi em vão. Meu pai e minha madrasta estavam me esperando furiosos.

– Fui cavalgar! – digo virando as costas para ir embora.

– San não vire as costas para seu pai, tenha modos! – minha madrasta diz com raiva e vem andando em minha direção – Meu Deus! Você está encharcado!

– Me deixa Camilla! – olho para meu pai que me sacrificava com os olhos – Fui cavalgar, mas como hoje estava muito quente parei para me refrescar e dar água para o cavalo, satisfeitos? – Camilla me olha como se eu tivesse cometido um grande erro e agora eu estava encrencado.

– Seu pai está com muita raiva por você ter saído sem avisar e seu sogro veio aqui para deixa-lo ainda mais furioso, tentei fazer com que ele não pegasse pesado, então, por favor, modos! – ela sussurra rapidamente para mim enquanto meu pai vem em nossa direção. A Camilla sempre foi muito boa pra mim, sempre me livrou de muitas encrencas e me encobriu em vários momentos, não me admira ela estar tão preocupada.

– Me perdoe! – sussurro de volta – Pai me desculpe, é que eu estava com a cabeça muito cheia por causa do casamento e pensei que seria uma boa ideia sair com o cavalo já que o senhor sempre diz que andar a cavalo é terapêutico – ele respira fundo e sorri de leve. Meu pai pode ser rigoroso na maior parte do tempo, mas ele sempre fez isso por pura preocupação, desde que minha mãe morreu ele faz o possível e o impossível para nos manter bem e felizes. Com o “nos” me refiro a minha irmã mais nova que é frágil e adoece com facilidade.

– Eu te entendo filho, mas na próxima vez fale comigo ou com a Camilla, certo?

– Sim senhor! – ele coloca a mão sobre meu ombro, sorri novamente e se vira para ir embora. Quando ele sumiu do nosso campo de visão na casa, tanto eu quanto a Cami soltamos o ar aliviados.

– Que alivio! Mas e então como foi? – ela me olha sorrindo curiosa.

– O que? – questiono confuso.

– Sei que não foi apenas cavalgar e sim foi ver uma menina que te afugentou na caçada de segunda. – a cada palavra pronunciada pela boca daquela mulher com o sotaque francês foi um espanto atrás do outro pra mim.

– C-Como...?

– Ah não me subestime rapaz, sou ótima em arrancar a verdade da boca de jovens como vocês, principalmente garotos – diz com um olhar malicioso.

– Camilla!

– Nossa que mente heim – ela ri – Não pense absurdos

– O que você fez?

–Ameacei em falar para os pais deles que eles espionaram as meninas no lago!

– Nossa como eles são baratos! – rimos e começamos a caminhar pela casa.

– Mas e então, como foi? Como ela é? É bonita?

– Calma!

– Estou curiosa, ande pare de mistério e desembucha!

– Bom, ela é bem misteriosa e serena... Não sei como explicar...

– Não me diga que se apaixonou! Viu ela duas vezes e a primeira ainda foi dispensado – ai como eu odeio quando ela fala dessa maneira!

– Não é nada disso! Eu nunca me apaixonaria por aquela garota. Ela pode ser serena, mas me da nos nervos, é uma mal educada e se acha a dona do mundo. E outra ela nem é..

– Bonita? – ela me corta.

– Isso!

– Aiai San...

– O que?

– Você sabia que quando um homem fala de mais de uma mulher ou tenta dizer que “Ah nem é tudo isso!” significa que está interessado? – eu ia negar, mas ela continuou falando – São sinais claros de um interesse, afinal você iria fazer de tudo para vê-la de novo se não estivesse interessado?

– Eu estava apenas curioso! – cruzo os braços e fecho a cara.

– Sei! – ela sorri desconfiada – Mas então, descreva a aparência dela para eu saber se é ou não bonita.

– Ela tem a pele rosada, sardas... – coloquei a imagem dela de quando a vi no rio em minha cabeça e voltei a ter a mesma sensação que tive quando a vi, uma sensação hipnótica – Olhos redondos e azulados, o cabelo dela e enorme e passa do quadril e é ruiva – quando digo isso acordo do transe quando vejo que a Camilla parou de andar. Olho para traz e ela está pálida com os olhos arregalados – Ei está tudo bem?

– O-O que?

– Parece que viu um fantasma!

– A-Ah não é nada, não se preocupe é só um pensamento inoportuno! – ela volta a caminhar e vou acompanha-la.

– Bom, em uma parte você tem razão, eu não iria lá se não estivesse interessado, mas o meu pai nunca aprovaria, ela além de não ser nobre, mora na floresta e outra, eu estou noivo de alguém que não suporto – Digo frustrado.

– Você tem razão! Mas olhe – a mais velha coloca as mãos em meu rosto e me olha nos olhos – Por mais que você não ame a melissa, talvez um dia com o convívio você veja que ela pode ser uma boa esposa e uma boa mãe! Eu confesso que também não a aprecio, mas terei que suporta-la, não tanto quanto você, mas ela fará parte dessa família e não podemos fazer nada – ela diz triste.

– Foi isso que aconteceu quando você se casou com meu pai? Tipo, a impotência de não poder fazer nada?

– Mais ou menos – diz soltando meu rosto e voltando a caminhar – Meus pais viram uma boa oportunidade para me vender quando sua mãe morreu, mas eu sentia que o Samuel nunca me amaria por mais que se casasse comigo, eu sentia que era só pela a aparência, pra não ser mal falado pela sociedade e que nunca chegaria aos pés da Samantha.  Que nunca o Samuel ia me amar como amou a Samantha...No começo do nosso casamento quando eu perguntava dela ele falava com um brilho nos olhos, mas logo depois me repreendia por tocar no assunto, era nítido a admiração dele por ela, parecia que ele a idolatrava. falava o quanto era uma boa mãe, eu me sentia em uma balança sempre, na qual ela era a que valia mais...Isso me fez odiar tudo nessa casa, porque tudo remetia a ela, a decoração, meu marido, os filhos. Você sabe que eu não gostava de você né? – eu assenti – Mas depois da convivência com essa família vi o quanto você precisava de mim para não sofrer nas mãos de um pai angustiado, o quanto seu pai era atencioso comigo mesmo não me amando, mas ele fazia um esforço, e sua irmã que fazia de tudo para estar comigo... – ela fez uma pausa e sorriu – Me senti amada! E vocês viraram minha família! Você virou meu amigo com o tempo e eu passei a sentir que não viveria mais se você não estivesse comigo. Eu acredito que talvez isso aconteça com você! Você se sentirá amado e também vai ama-la.

– Mas se isso não acontecer? E se eu não tiver a mesma sorte que você?

– Bom, o jeito será continuar. Casamento é para sempre, “até que a morte nos separe” não é isso que O Deus dos homens fala?! – Deus dos homens? O que ela quer dizer com isso? não consigo evitar demonstrar tristeza – Ei! Não fique triste! O que eu acabei de dizer é um talvez, mas os tempos podem mudar daqui pra lá. Se os tempos mudarem você pode se casar com quem quiser e com quem amar e que seja reciproco.

– Eu quero muito que esse tempo chegue logo. Não é só eu que detesta a ideia de um casamento arranjado, meus amigos também odeiam. Se fosse por nós, a gente fugiria para o mais longe possível e encontraríamos nossa felicidade em outro lugar. – ela ri.

– Você me abandonaria San? – questiona irônica.

– Depende de você!

– Sei, sei! Acredito que a menina ruiva despertou isso em sua cabeça. Como se chama a garota que o fez fazer essa ideia maluca e insolente?

– Morgana! – ela ficou em silencio, mas logo depois sussurrou algo que não entendi.

– Bom, vou atrás de seu pai. Da próxima vez que for sair pelo menos me avise.

– Pode deixar!

Ela saiu e eu fiquei parado olhando para o nada por um momento até ser acordado pelo meu estomago me lembrando de que não almocei ainda. Vou até a cozinha e pego uma porção do que sobrou do almoço e vou até a mesa de jantar. Estava comendo tranquilo me lembrando do dia de hoje, de cada momento e olhar. Sorrio comigo mesmo quando recordo do momento que a tirei da água, lembro-me também da minha reação quando a percebi nua, do quão fui patético naquele momento. Era só o que faltava ficar envergonhado por ver uma mulher nua! Ridículo!

– No que tanto pensa San? – me assusto com a voz próxima ao meu ouvido e engasgo.

– Cof Cof... Você está louca? Aparecendo do nada como um fantasma... – era a Melissa e ela me olhava de forma curiosa.

– Eu não apareci de repente, estou aqui há um tempo, você que não me notou... geralmente quando eu apareço na porta você já percebe. O que está te deixando tão distraído?

– Nada que tenha haver com você!

– Grosso como sempre – ela passa seus dedos em meus ombro e me rodeia sentando em cima da mesa logo em seguida, de frente para mim – Estava preocupada sabia? Você sumiu, não avisou ninguém... quer dizer, com certeza seus amigos sabiam, mas não tenho maneiras tão efetivas para chantageá-los como sua madrasta – ela me olha e ri de maneira sínica – Então me diga, onde estava?

– Já disse e não vou repetir, se me der licença – me levanto com o intuito de sair, mas ela segura meu braço. Respiro fundo par conter todo tipo de grosseria que querem sair pela minha boca.

– Sou sua noiva San, tenho direito de saber!

– Não é por escolha minha! – a olho de canto e solto meu braço.

– O que você tem contra mim? Eu tenho tudo que qualquer homem gostaria de ter. Sou bonita, tenho dotes, sou rica – fala me seguindo e para bem na minha frente – E sei como enlouquecer um homem se é que me entende... – A garota ri com malicia e pousa sua mão em meu rosto vai descendo, antes que ela chegasse em seu objetivo tiro sua mão de meu corpo.

– Eu não sou qualquer homem e não desejo nada que você tem – volto a andar mas paro e olho novamente pra ela – Ah acredito que seus pais não ficariam nada felizes se soubesse que não é mais virgem – sorrio e saio e só ouço ela soltar uns palavrões. Vou até meu quarto e escuto vozes masculinas vindo dele – Vocês não tem casa não?

– Ah graças a deus você chegou – Alex diz soltando um longo suspiro.

– E então como foi?

– Está bem curioso pra alguém que não queria que eu fosse... – me jogo na minha cama e encaro o teto e os dois paspalhos se aproximam e sentam ao meu redor.

– Pare de enrolação, fala logo. Os lobos estavam lá? Conseguiu vê-la? Falou com ela?

– Calma né Thomas, uma pergunta de cada vez. Mas antes gostaria de dizer que estou decepcionado com vocês, que tipo de amigo entrega o outro?

– Não temos culpa de sua madrasta ser tão assustadora – indaga Alex.

– Assustadora uma ova, vocês que são fracos e baratos demais. Enfim, respondendo as perguntas, sim os lobos estavam lá, a vi também, até demais e também falei com ela, satisfeitos?

– O que quer dizer com ”até demais”? – Thomas me olha com malicia.

– Parem de ser curiosos, não da conta de vocês!

– Nossa que malvado! A gente te encobriu e você nos paga assim? Que bela amizade! – Alex diz de forma sarcástica e rimos.

– Eu que o diga, me entregaram pra Camilla!

– Mas não te entregamos para a Melissa!

– Grande coisa!

– Mal agradecido! – rimos e eles continuaram tentando arrancar coisas de mim. Por mais que eu ligue para a opinião da Melissa, fiquei aliviado de Alex não ter dado com a língua nos dentes. E também é bom que a Camilla saiba, assim quando eu quiser sair novamente vou ter a Camilla para me encobrir e enrolar a Melissa.

Continua...



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