História Lua de segredos - Capítulo 6


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Categorias Dragon Ball, Mitologia Brasileira
Personagens Chichi, Goku, Yamcha
Tags Chi Chi, Chichi, Dragonball, Folclore, Gochi, Goku, Gokuxchichi, Hentai Gochi, Hot, Indios, Lenda, Milk, Nick, Romance Goku
Visualizações 40
Palavras 3.692
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Ecchi, Famí­lia, Ficção, Hentai, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olha eu aqui antecipando capitulo né?
bom, como eu havia dito essa fic é uma shot, tem 10 capítulos ao todo. Então agora estamos passando da metade.
eu quero agradecer a todos que tem comentado, favoritado a historia e mesmo os que tem lido em off ( meus leitores fantasminhas rsrsrs) meu sincero muito obrigada. tenho vários projetos novinhos que estão sendo escritos, no entanto só trarei eles qd eu finalizar o que eu já havia começado e deixado em aberto.
bjus e boa leitura meus amores!

Capítulo 6 - O meu coração


Tudo que havia era o som que vinha da pura vida da mata, os soluços fruto de um choro silencioso de uma índia que as margens do rio, deixava a mente processar o que os olhos contemplaram.

O que era verdade e o que era mentira?

Na sua cabeça fez-se um nó, um turbilhão de emoções contradizia-se e ela franziu o cenho quando mordeu o lábio impedindo a boca de falar, de proferir qualquer coisa, estava angustiada com aquilo.

Como processar aquilo? Ela deveria fugir, deveria sair correndo, aquilo era...

O que ele era?

Um espirito ruim?

Um mal presságio?

Um ser divino?

Para quem ela entregou seu coração?

Ela levantou-se ainda que hesitante e trêmula e caminhou para as águas de encontro com o boto que ainda estava ali, parado. As duas mãos vão de encontro com o animal de coloração rosada deslizando pelo focinho até a cabeça e ela encosta a sua cabeça contra a dele fechando os olhos.

—KO'Egue ime apy (Ao amanhecer ainda estarei aqui)

Ela sabia somente que fosse quem ou o que ele fosse, ela realmente havia dado o seu coração e era irrevogável e por mais enlouquecedor que agora aquilo fosse, eram dois, e ela o faria seu moIRU(companheiro) não Yamcha.

—Esteve aqui sempre – murmurou ainda de olhos fechados grudada ao animal – era tu! Sempre foi tu!

Ela se afastou um pouco do boto, mas suas mãos permaneciam nele. Pensava em como aquilo funcionava, se lembrava dos dizeres dele de que aquilo era um castigo. Ele era um índio que vivia uma condenação... era então aquilo revogável? Deveria haver algo, sem dúvidas se fora Sumé que o fez, então certamente seu pajé, ou seu pai, alguém deve saber algo sobre isso, principalmente, como desfazer isso. Foi distraída de seus pensamentos pela vocalização do boto ao se aproximar do corpo dela e encostar-se contra a índia.

—Meu gûarinim, eu vou achar um jeito de mudar isso – murmurou, então se lembrou que ficaria um tempo fora, o ciclo de Jaci mudaria no céu e ela suspirou resignada – eu vou achar um modo, eu prometo, mas vou ficar longe alguns dias porque eu... eu nem sei se você me intende, mas eu volto! Eu prometo!

 

(...)

Kaori Não sabia o que fazer com o que acabara de descobrir, sentia a necessidade de gritar, de falar, aquilo era mal, era muito ruim! Como Chichi pode se deixar enganar e se envolver com um demônio das matas? Não... ela não podia deixar algo assim, mas pelo visto Chichi também não sabia, e Kaori achava que a índia guerreira usaria de um grande bom senso, já que Chichi sempre fora equilibrada quando o assunto era a tribo em si. Então pensou, seria justo calar-se, mas ela deveria confrontar Chichi?

Sim, ela tentaria acalmar-se e ponderar o que fazer, conversar com Chichi era o melhor.

Mas era incrível! O animal era um homem e...

—Oh Chichi, por quem foi se apaixonar? – murmurou a garota pensando como explicar aquilo para Yamcha.

 

...

 

As pinturas no seu corpo estavam sendo feitas por Kaori, a jovem índia se ofereceu porque não tivera oportunidade de falar com Chichi que tivera seu tempo totalmente ocupado. Fora que Kaori vira que ela conversara um bom tempo com o pajé da tribo, achava que talvez a garota tivesse ido procurar ajuda contra o tal mal presságio.

Diferente das pinturas tradicionais do dia a dia que Chichi carregava, aquelas que eram feitas eram praticamente as mesmas voltada a guerra, pinturas que cobriam seu corpo, marcavam sua classe, sua identidade, camuflavam com a mata. Dentro da oca Chichi havia prendido os cabelos no alto a fim de deixar a pele exposta para a garota que pintava.

—Então Chichi – começou Kaori puxando o assunto que estava lhe atormentando – Vai... sair para a caçada, deve estar muito animada, poderá ficar um tempo com Yamcha né?

A careta de Chichi não escondeu o seu desprezo pelo noivo.

—Preferia ficar a sós com os porcos do mato – respondeu a garota e Kaori sorriu e negou com a cabeça.

—Chichi, sei que não gosta dele tanto, mas Yamcha é um bom guerreiro e... ele sempre tenta agrada-la e traz presentes e te dá atenção.

—Ele só faz essas coisas por ele! Pra que me agradar se o intuito não é sincero? Ele faz porque o nego, somente por isso! Porque pra ele é importante, a aliança e todo o resto.

—E pra você não?

Chichi levou o seu olhar de encontro ao de Kaori que a fitava séria e corou-se por um instante desviando o olhar.

— Eu sei minhas obrigações, as conheço desde de menina – replicou incomodada.

—Sei que está de chamego com outro – Kaori disse firme e Chichi a olhou pronta para responder, mas ela tomou a frente a falar – eu a vi... com ele... te segui noite passada – confessou Kaori baixando o olhar e Chichi segurou o ar por um instante a olhando espantada.

—Me seguiu? – falou Chichi irritada – qual a razão de disso? Não tenho minha liberdade Kaori?

—Eu segui sim! Segui por me preocupar contigo!

—Kaori...

—É minha amiga, mas também é errado Chichi – disse – é um mal presságio Chichi – murmurou a índia como se ninguém pudesse ouvir – ele enfeitiçou você, foi isso! Não está na sua razão!

—Eu estou na minha razão!

—Não está não! – bradou Kaori e então baixou o tom novamente – não está, você preza suas obrigações e... preza o bem da tribo, já pensou que esse índio, esse ser, seja o que for é um agouro de morte? Ele é um sayajin Chichi! Um sayajin! sabe o que eles fazem?

—Eu sei o que um sayajin faz! Mas ele não é mais um e...

—Isso é o que ele falou! Como acreditar? – Kaori argumenta e segura na mão da índia de cabelos longos – Chichi...

—Sabe quando você sente o coração bater errado, e sua barriga parece que deu um nó? – Chichi sorriu terna apertando a mão de Kaori e a olhando nos olhos – quando a pele se arrepia e você sente um fervor no corpo só pra chamegar com alguém? Ou... quando você olha dentro dos olhos do outro e... só sabe que é como se de alguma forma se pertencessem, porque no fundo você vê seu futuro refletido do outro lado no olhar frente ao seu? Você se vê nele?

—Chichi... – murmurou a garota e Chichi soltando a mão levou os polegares secando os olhos rapidamente de um choro estranhamente feliz.

—Eu sei que é loucura, eu sei – Chichi riu – eu não estou enfeitiçada Kaori, ou amaldiçoada, eu só... não sou mais dona do meu coração, entende isso?

Kaori sentia sim o peso daquilo, daquelas palavras, mas só em parte, porque ela nunca experimentara todas elas, apenas algumas.

—Chichi, nossa tribo tem guerreiros fortes e as outras tribos aliadas, mas você... você não pode escolher um sayajin, o que tu vai fazer? Traze-lo para o meio dos nossos? Vai trair teu sangue? Ele nem pertence a nós, foi amaldiçoado pelos dele!

Chichi segurou os ombros dela a fazendo olha-la de frente.

—Eu não sei Kaori! – disse irritada – só me prometa que ficará quieta, promete pra mim que não vai falar nada com ninguém, que... só finge que não viu, me deixa... resolver à minha maneira!

—Chichi...

—Me de tua palavra de honra, me prometa!

—O que é de uma cunhã do fogo sem sua honra? – perguntou Kaori entristecida – eu não posso dar-lhe a única coisa que faz de mim o que sou, porque sei que se colocar em risco a tribo eu vou falar Chichi, bem como se colocar a si mesma em perigo, então não poderei sustentar minha palavra, e não quero ser uma cunhã sem honra.

—Kaori... por favor – suplicou Chichi

—Prometerei apenas que não direi nada enquanto o mal não chegar, e que antes de falar algo pra qualquer pessoa eu vou dize-la antes.

—Obrigada – murmurou Chichi agradecida e abraçou Kaori forte e essa retribuiu-lhe, então Kaori levou as mãos ao rosto de Chichi, segurando a face da índia entre elas e disse.

—Eu quero-lhe bem, quero ver tu feliz, prospera, forte..., mas não se esqueça: “Quanto maior o rio, menos ruído ele faz.”  

 

(...)

 

As cunhãs da tribo reunidas diante do altar, ofereciam alimentos e oferendas aos deuses pedindo resguardo por seus caçadores, proteção e alimento abundante. Era algo simples, um altar em que eram depositadas ali comidas, frutas enquanto se fazia preces. As esposas faziam uma espécie de benza aos maridos que iam, os pais aos filhos e assim se passava.

O chefe Cutelo, não era diferente, e frente a sua pequena garotinha -  como ele a via, embora soubesse que ela era uma índia forte, destemida e preparada – amarrava em seu antebraço um adorno de guerreira, um adorno que havia sido presente de sua mãe a ele quando ele a escolheu e a desposou, ele carregara sempre aquele símbolo de união deles com ele, porque em parte o fazia sempre se lembrar da promessa que tinham e na outra parte, se lembrar dela, e nada mais o lembrava dela do que sua indiazinha de cabelos longos negros e temperamento pungente e adocicado ao mesmo tempo.

Como marca do seu clã e sua cresçam o bracelete tinha penas alaranjadas trançadas com uma bela pluma de arara azul em fibras, era gasta já aquela peça, porem muito bem cuidada. E para o chefe Cutelo prende-la a Chichi era como unir os dois laços de amor que tinha em uma ponta só.

A cabeça dele encostou-se na dela quando ambos fecharam os olhos e ele disse:

—Ndéko ijojaha’ỹ, porãitéva. (tu és fantástica) Che pan ptuá (minha pequena lua)

Ela sorriu e então abriu os olhos se afastando. Olhou para o bracelete e suspirou...

Ela levava algumas coisas junto de si, entre elas seu arco – se achava muito melhor com ele – com muitas flechas e um tubo de taboca preso a tira colo que levava dentro de si uma boa quantidade de Curare que era uma pasta feita por eles que era como um veneno sonífero para ajudar nas caçadas.  Era nele que se era mergulhadas as pontas de lança, flechas ou mesmo pequenas ponteira usadas com a zarabatana.

Cada qual escolhia o que melhor se acondicionava ao seu jeito de caçar. Para Chichi, caçar não era novidade, ela o fazia e o fez diversas vezes, o que diferenciava essa das demais era que era uma caçada fora do território deles e das tribos aliadas, era longe, era novo e isso a empolgava.

No bornal trançado ela carregava algumas coisas, como a lança de punho que fizera com a ajuda de Goku, que era mais afiada que a que seu povo costumava fabricar. Ali, ela sairá na companhia de alguns guerreiros de sua tribo, incluindo, Upa, e depois do braço do rio Pual, eles se encontrariam com outros guerreiros, incluindo Yamcha algo que não era animador.

(...)

 

Era perto do anoitecer quando ela caminhou até as margens do rio, estava com aquilo latente em sua cabeça. Conversou com o pajé perguntando se era errado proteger quem se amava, ou cuidar de todos. A resposta era óbvia. Mas a questão era: mesmo passando por cima do querer da pessoa?

Na cabeça de Kaori, proteção era proteção, mesmo quando não se queria ser protegido, era isso que quem tinha carinho e afago fazia, protegia quem se amava. E mesmo que Chichi não a visse com apego, ela a via assim.

Ali ela ficou um tanto receosa, não sabia o que esperar, e se ele a arrastasse para as águas? Era um risco não era? Munida de sua lança ela parou não perto da água e gritou.

Gritou para a criatura, a chamou, a chamou pelo nome, cintando Chichi. Gritou e desaguou até o boto se fazer presente.

—Eu sei o que é! – esbravejou – não... finja que... só vire a droga do que é! Vamos!

Mas nada acontecia, mesmo diante da lua no céu, essa que agora estava em outro momento de passagem.

—Por favor – começou suplicante a garota – Chichi é uma grande guerreira e... ela é forte e Tupã sabe como ela é custosa e decidida, mas... ela também tem o outro lado e... Yamcha, é um grande guerreiro, é um filho de outra tribo, ele será chefe e, ele faz tudo para protegê-la, para cativa-la e os laços deles existem desde de curumins, se há futuro, esse é pelos olhos dele. Algo ou alguém como você jamais será capaz de prover isso. Eu... eu sinto que você pode fazer o mal, você tem a capacidade dele, você já fez isso uma vez... só... se afasta dela, deixa ela ter o destino dela, a felicidade. – Murmurou Kaori por fim e deu as costas ao boto que não emitira som algum.

Ele apenas deixou-se afundar nas águas escuras do rio novamente.

 

(...)

 

Ela esticara o arco ao limite, a flecha estava posicionada e em sua ponteira, ela havia passado o curare, bem a frente entre as arvores havia um pequeno animal que comia despreocupadamente. A índia, silenciosa e sorrateira aproximou-se o máximo de sua caça e poucos segundos antes de disparar assustou-se com a mão forte que apertara seu ombro.

—Tá fazendo errado! – disse Yamcha com o tom baixo de voz

—Você é um idiota! Porque está me atrapalhando? Vai fazer suas caçadas!

—Estou a protegendo Chichi – disse ele com certa arrogância – afinal sou o melhor caçador, melhor rastreador, pode aprender mais comigo.

—Você não quer me ensinar, tudo que tem feito e se gabar, volte as suas caçadas!

—Você não precisaria disso, sabe que quando estiver comigo não sairá mais em caçada, elas são perigosas demais para alguém delicada.

A vontade que ela tinha de soca-lo era incrivelmente alta naquele instante. Percebera que até o som da voz dele a irritava insuportavelmente.

—Se meu pai que é o chefe do meu clã não me põe impedimento de caçar que será tu pra por rédea no meu espirito? – ela respirou e sem hesitar disparou o arco acertando o animal que assim que sentiu a flecha correu, mas isso apenas fez com que o veneno espalhasse mais rápido.

A índia de cabelos longos, deixando o outro para trás, foi ao encalço da sua caçada.

—Como ele consegue ser tão? Rwnnr! - ela murmurava interiormente. Pouco a frente tonteando o animal caíra no chão nos seus últimos segundos de respiração.

O veneno de efeito paralisante, fazia com que os músculos do corpo fossem relaxando ao ponto de atingir o diafragma e logo o animal eu já não conseguia se mexer, também e tornava incapaz de respirar uma vez que os músculos respiratórios paravam, uma morte por asfixia.

De cima de uma das arvores ali perto, Yamcha observava a índia que amarrava a sua caçada em laço de cipó e a colocava pendurada para leva-la. Não entendia como ela conseguia ser tão teimosa. Era algo simples, ela deveria aceitar a posição dela, mas teimava. E o mais irritante para ele era o fato dela insistentemente não lhe ceder qualquer confiança; ora, qualquer outra estaria mais que satisfeita em tê-lo. As índias de sua tribo se jogavam em sua rede, ele era forte, era o melhor, ele teria a melhor.

Só que quebrar as barreiras de Chichi era uma tarefa que ele, o melhor guerreio não conseguia, e pela primeira vez perguntou-se como o outro tal índio citado por Kaori conseguira atravessar aquele posso de braveza que era a índia do fogo?

Decido a tê-la e ter o coração da índia de qualquer maneira, ele ponderou que ela não via vantagens nele, não via vantagem no que ele a dava, talvez devesse ter uma atitude mais direta e firme, realmente domar a garota e mostrar a ela que o futuro eram eles e faze-la entender de uma vez. A tribo do fogo e do sangue estariam unidos em definitivo, era mais que um mero acordo. Era o futuro.

—Ahhh minha pequena Aneci, te farei minha antes mesmo que possas pensar que outro a terá.

 

Com algo em mente ele forjou uma mudança no rumo da caçada, Chichi pela falta de experiencia de caçar fora das terras de sua tribo, se viu perdida com a ultima pessoa que queria ao seu lado: Yamcha.

Era perto do entardecer, a tempestade se formava no céu. Os raios cortantes brilhavam.

—Onde estamos?  Perguntou ela irritada já, estavam bem afastados do grupo principal.

—Ora minha aneci, queria que eu ensinasse a tu, queria animal grandes, eu lhe dei, o território não é tão amigável, nos afastamos do bando – disse displicente. A chuva começou como um véu que cegava o caminho e apagava as trilhas – estamos perto das cordilheiras de Poazu, é perigoso com chuva, viste que tem muitas quedas, ladeiras lisas, precisamos de abrigo.

A face de perplexidade dela era marcante, por ela, arriscaria noite a dentro com chuva ou sem chuva. Mas ele tinha razão, ela viu com os próprios olhos, era um terreno um tanto difícil, pedras e ribanceiras. Mas ela não gostava da ideia de ter que confiar tanto assim em Yamcha.

—E o que tu quer fazer? Tá quase escuro já – disse Chichi o olhando.

—Vamos achar abrigo na encosta, deve ter algum lugar pra passar a noite – ele disse.

Em pouco tempo eles acharam um espaço na montanha. Deixando de lado as caças, arco e o peso sobressalente no chão, eles juntaram gravetos e peças de madeira e que pudesse queimar. Estava realmente ficando muito frio aquela altura e ela tremia-se, batendo o queixo.

Com uma boa habilidade, Yamcha acendera a fogueira e Chichi que havia escolhido um dos animais pequenos da caça o abria e limpava a fim de colocar no fogo. Uma habilidade formidável com a lâmina de corte, os olhos de Yamcha brilhavam com a incandescência do fogo enquanto olhava para ela.

Sentada num canto perto da fogueira, ela abraçou os joelhos olhando o fogo queimar crepitar. Do outro lado estava Yamcha que afiava uma ponteira de uma peça de madeira curta e a olhava.

—Não é tão ruim, o frio já vai passar, pode se aconchegar em mim se quiser Chichi, eu não mordo.

—Estou bem! – disse a garota apertando-se mais contra os joelhos sentindo parte do frio, mas recusando-se veemente qualquer aproximação de Yamcha.

Vendo parte da hostilidade da garota, ele decide por bem acalma-la. As conversas sobre aquele território e as caçadas se fazem presente, ele explicando mais sobre caçadas hostis, sobre as guerras com outras tribos. E ao menos uma vez Chichi realmente se interessou em manter uma conversa com Yamcha, porque aquilo a interessava.

Comeram e beberam um pouco de água que traziam consigo e ela sentindo-se mais tranquila, pode deitar-se pensando na caçada que seria retomada no dia seguinte. Virada de lado, frente a parede ela olhava as sombras formadas pelos ecos do fogo e pensava na conversa que tivera com o pajé e no grande problema que carregava consigo: como ajudar Goku?

Ora, era fato que ele foi punido pelos deuses, e somente eles poderiam tirar-lhe a penitencia, com a sua conversa com o Piccolo, o pajé, ela entendeu que algo foi tirado de sintonia, e algo deveria voltar a sintonia, segundo ele os deuses puniam os mortais para que esses aprendessem, evoluíssem ou libertam-se das amarras que os prendiam. Embora Piccolo tenha ficado intrigado pelos dizeres de Chichi, a índia, ainda assim não entrou a fundo naquilo. Então tudo não passava de duvidas de uma pequena curiosa.

Ela estava tão presa no seu pensamento de como desatar aquele nó que não percebera a aproximação de Yamcha, que se sentou ao seu lado, e ela que estava deitada virou-se de uma vez com o susto.

A mão dele deslizou pelos cabelos dela quando ele levou as mechas de encontro ao nariz e abaixou-se em direção a ela. Queria tocar os lábios femininos, mas mais uma vez ela virara a face o repudiando.

—Minha obrigação contigo é só depois do solstício – ela respondera tentando conter o nervosismo que percorria seu corpo.

—Me dá teu coração pequena aneci – murmurou Yamcha no seu ouvido -porque foge de mim?

—E-eu não fujo – ela mente – eu...

—Eu não te pedi nada demais Chichi, eu só lhe quero e não quero mais esperar – ele disse decidido. 

Ela levou as mãos espalmadas perto dos ombros largos dele e pôs força o empurrando, mas ele em vez disso forçou seu corpo ao dela. Sua boca a dela e forçou o encaixe entre eles. Sentiu a unha dela que rasgou sua pele quando ela brigou.

—Não seja arisca pequena, tu é minha, seja agora ou depois do solstício – ele disse olhando nos olhos dela e ela tomada de raiva e desprezo por ele antes que esse pudesse ao menos toca-la como queria, alcançou uma pedra e acertou no índio e com toda sua força o empurrou de lado, sem pensar, ela apenas o deixou caído no chão com um belo corte e ela saíra daquela caverna embaixo de toda a torrencial que caia do lado de fora.

Tudo que ela queria era ficar longe dele de todas as formas possíveis. E sem medir consequências, ela correra por entre as arvores, a mata lameada, o caminho que ela não enxergava e talvez ainda pior, o frio estupido da chuva e dos ventos.

Ele assim que se recuperou do forte golpe da índia, levou a mão ao corte sentindo o calor do sangue que escorria pelo rosto. Rosnara irritado demais e então se dera conta que ela havia saído dali. A face dele não era a mais amigável, e também tinha o misto do temor. A garota saíra no meio da torrencial sozinha em um território hostil e ela pressa, ainda deixara tudo para trás, era como um animal indefeso no meio da caçada dos predadores noturnos agora.

—Tu só me causa problema aneci, porque ser tão arisca? – ele bradou ao pegar sua lança com o curare a tira colo e sair na tempestade atrás dela.

Por um lado, sentia-se culpado pelo que tentara fazer, mas por outro a culpava por toda aquela maldita hostilidade sem sentido. Afinal, que diferença fazia? Em algumas luas ela seria sua mulher.



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