História Lua nova jjk pjm - Capítulo 3


Escrita por:

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), Blackpink, EXO
Personagens Jennie, Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Jong-in (Kai), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Adolescente, Bangtan Boys (BTS), Blackpink, Crepusculo, Exo, Fantasia, Jikook, Kai, Kookmin, Lobisomen, Namjin, Romance, Sobrenatural, Vampiro, Vhope
Visualizações 11
Palavras 3.664
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Fantasia, Ficção Adolescente, LGBT, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - Festa part 2


Jungkook havia desenhado muitas linhas cuidadosas para o nosso relacionamento físico, com a intenção de me manter viva. Apesar de eu respeitar a necessidade de manter uma distância segura entre minha pele e seus dentes afiados como navalha e cheios de veneno, eu sempre me esquecia de coisas sem importância como essas quando ele me beijava.

- Seja boazinho, por favor - ele respirou na minha bochecha. Ele pressionou seus lábios gentilmente nos meus mais uma vez e então se afastou, cruzando meus braços no meu estômago. Meu pulso estava estrondando nos meus ouvidos. Eu coloquei uma mão no meu coração. Ele batia hiperativamente na minha palma.

- Você acha que um dia eu vou melhorar nisso? - eu imaginei, mais pra mim mesmo. - Será que um dia meu coração vai parar de querer sair do meu peito toda vez que você me toca?

- Eu realmente espero que não - ele disse, um pouco presumido. Eu rolei meus olhos.

- Vamos assistir os Capuleto e os Montague acabando uns com os outros, certo?

- Seu pedido, minha ordem.

Jungkook se espalhou no sofá enquanto eu começava o filme, avançando nos créditos iniciais. Quando eu me sentei no canto do sofá na frente dele, ele passou os braços pela minha cintura e me puxou pro peito dele. Não era exatamente confortável como um sofá, já que o peito dele era frio e duro e perfeito como uma escultura de gelo, mas era definitivamente preferível. Ele puxou a velha manta do encosto do sofá e jogou por cima de mim pra que eu não congelasse ao lado do corpo dele.

- Sabe, eu nunca tive muita paciência com Romeu - ele comentou enquanto o filme começava.

- Qual é o problema com Romeu? - eu perguntei, um pouco ofendido. Romeu era um dos meus personagens de ficção favoritos. Antes de conhecer Jungkook eu meio que tinha uma quedinha por ele.

- Bem, pra começar, ele está apaixonado por essa tal de Rosaline, você não acha que isso o torna um pouco inconstante? E depois, alguns minutos depois do casamento, ele mata o primo de Julieta. Isso não é muito inteligente. Erro depois de erro. Será que ele poderia ter acabado com a sua felicidade mais completamente?

Eu suspirei. - Você quer que eu assista isso sozinho?

- Não, na maior parte do tempo eu vou estar olhando você, de qualquer jeito. - Os dedos dele traçaram linhas no meus braço, me deixando arrepiado. - Você vai chorar?

- Provavelmente - eu admití. - Se eu estiver prestando atenção.

- Então eu não vou te distrair.- Mas eu sentí os lábios dele no meu cabelo, muito distrativo. O filme finalmente capturou meu interesse, em grande parte isso se deveu ao fato de

Jungkook estar citando as falas de Romeu no meu ouvido. A sua voz irresistível e aveludada fez a voz do ator parecer fraca e rouca em comparação. E eu chorei, pra diversão dele, quando Julieta acordou e viu seu novo marido morto.

- Eu admito, eu meio que invejo ele nessa parte. - Jungkook disse, enxugando as minhas lágrimas com uma seus dedos.

- Ela é muito bonita.

Ele fez um som de nojo.- Não é garota dele que eu invejo, é só a facilidade do suicídio - ele esclareceu num tom de zombaria.- Vocês humanos morrem tão fácil! Tudo o que vocês têm que fazer é só engolir um extrato de planta...

- Como é? - eu ofeguei.

- Foi uma coisa na qual eu tive que pensar uma vez, e eu sabia pela experiência de Namjoon que não seria fácil. Eu nem tenho certeza de quantas vezes Namjoon tentou se matar no início... depois que ele viu no que tinha se transformado... - A voz dele que havia ficado séria, ficou suave de novo.- E ele claramente ainda está em perfeita saúde. Eu me virei pra poder ler o rosto dele.

- Do que é que você pensa que está falando? - eu quis saber. - O que é que você quer dizer com, isso é uma coisa na qual eu tive que pensar uma vez?

- Primavera passada, quando você foi... quase morto... - Ele parou pra respirar fundo, lutando pra voltar ao seu tom de zombaria. - É claro que eu estava focado em te encontrar vivo, mas parte da minha mente estava fazendo planos contingentes. Como eu disse, não é tão fácil pra mim quanto é pra um humano. Por um segundo, a memória da minha viagem á Phoenix passou pela minha cabeça e me deixou tonto. Eu podia ver tudo tão claramente, o sol que me deixava cega, as ondas de calor que saiam do concreto enquanto eu corria enlouquecidamente pra encontra o vampiro sádico que queria me torturar até a morte. James na sala dos espelhos com a minha mãe como refém ou pelo menos eu pensava. Eu não sabia que era tudo uma armação. Assim como James não sabia que Jungkook estava correndo pra me salvar; Jungkook chegou a tempo, mas foi por bem pouco. Sem pensar, eu passei o dedo na grande cicatriz na minha mão que estava sempre um pouco mais fria que o resto da minha pele. Eu balancei minha cabeça, como se isso pudesse levar pra longe todas as memórias ruins e tentei entender o que Jungkook estava dizendo. Meu estômago revirou desconfortávelmente.

- Planos contingentes? - eu repetí.

- Bem, eu não ia continuar vivendo sem você. - Ele rolou os olhos como se o fato fosse infantilmente óbvio. - Mas eu não tinha certeza de como poderia fazer isso, eu sabia que Yoongi e Hoseok nunca iam me ajudar... então eu pensei que poderia ir para a Itália e fazer alguma coisa pra provocar os Volturi. Eu não queria acreditar que ele estava falando sério, mas seus olhos dourados estavam distantes, focados em algum lugar longínguo como se ele estivesse contemplando o fim da sua vida. De repente eu estava furioso.

- O que é Volturi? - eu quis saber.

- Os Volturi são uma família - ele explicou, seus olhos ainda distantes. - Uma família muito velha e muito poderosa, da nossa espécie. Eles são a coisa mais próxima no nosso mundo da família real, eu acho. Namjoon viveu brevemente com eles nos seus anos mais jovens, na Itália, antes de se ascentar na América você lembra da história?

- É claro que eu lembro.

Eu jamais esqueceria a primeira vez que fui a casa dele, a enorme mansão branca no meio da floresta ao lado do rio, ou da sala onde Namjoon pai de Jungkook em muitas formas reais mantinha uma parede com pinturas que ilustravam a sua história pessoal. A tela mais vívida, com as cores mais vivas de lá, a maior, era dos tempos de Namjoon na Itália. É claro que eu me lembrava do calmo quarteto de homens, cada um com seu estranho rosto de serafim, pintados no balcão mais alto tirando a atenção do restante das cores. Apesar da pintura ser antiga, Namjoon o anjo loiro permanecia igual. E eu me lembreva dos outros, as antigas companhias de Namjoon. Jungkook nunca usou o nome Volturi para o lindo trio, dois de cabelos pretos e um branco-neve. Ele os havia chamado de Aro, Caius e Marcus, os patronos noturnos das artes.

- De qualquer forma, você não deve irritar os Volturi - Jungkook continuou.- a não ser que você queira morrer, ou o que quer que seja o que nós fazemos.- A voz dele estava tão calma, que ele quase parecia entediado com o pensamento. Minha raiva se transformou em horror. Eu peguei seu rosto de mármore entre minhas mãos e segurei com muita força.

- Você não deve mais pensar nisso nunca, nunca, nunca mais! - eu disse. - Não importa o que possa acontecer comigo, você não tem permissão pra se machucar!

- Eu nunca vou te colocar em risco de novo, então isso é inútil.

- Me colocar em risco! Eu pensei que já tínhamos estabelecido que a má sorte é minha culpa! - eu estava ficando com mais raiva.

- Como é que você ousa pensar em uma coisa dessas? - a idéia de Jungkook deixando de existir, mesmo eu estando morto, era impossivelmente dolorosa.

- O que você faria se a situação fosse contrária? - ele perguntou.

- Não é a mesma coisa.

Ele não pareceu ver a diferença. Ele gargalhou.

- E se alguma coisa acontecesse com você? - eu embranquecí com o pensamento.

- Você ia querer que eu me matasse?

Um traço de dor tocou seu rosto perfeito.

- Eu acho que entendo seu ponto de vista... um pouco - ele admitiu.

- Mas o que é que eu faria sem você? O que quer que você fazia antes de eu aparecer e complicar a sua existencia.

Ele suspirou. - Você faz parecer tão fácil.

- Devia ser. Eu não sou assim tão interessante.

Ele estava quase discutindo, mas então eu soltei o rosto dele. - Isso é inútil - ele me lembrou. De repente ele se sentou ficando numa postura mais formal, me colocando de lado até que não estávamos mais nos tocando.

- Taeyon? - eu adivinhei. Jungkook sorriu. Depois de um momento, eu ouví o som da viatura policial entrando na garagem. Eu me inclinei e segurei a mão dele firmemente. Meu pai podia aguentar isso. Taeyon entrou com uma caixa de pizza nas mãos.

- Oi, crianças - ele sorriu pra mim. - Eu achei que você gostaria de uma folga da cozinha e dos pratos e pelo seu aniversário. Com fome?

- Claro. Obrigada, Pai.

Taeyon não comentou a aparente falta de apetite de Jungkook. Ele já estava acostumado em ver Jungkook pulando o jantar.

- Você se incomoda se eu pegar o Jimin emprestada hoje á noite? - Jungkook perguntou quando Taeyon e eu havíamos terminado. Eu olhei pra Taeyon esperançosamente. Talvez ele tivesse algum conceito sobre aniversário sem casa, coisas de família, esse era o meu primeiro aniversário com ele, meu primeiro aniversário desde que minha mãe, Renée, casou de novo e foi pra Flórida, por isso eu não sabia o que esperar.

- Tudo bem, os Mariners vão jogar com os Sox hoje. - Taeyon explicou e minha esperança desapareceu. - Então eu não vou ser uma boa companhia... Aqui. - Ele levantou a câmera que me deu por sugestão de Renée (porque eu precisaria de fotos pra encher meu livro de recordações), e jogou pra mim. Ele já devia saber, eu sempre tive problemas de coordenação. A câmera escorregou da ponta dos meus dedos, e foi caindo no chão. Jungkook a agarrou antes que ela se espatifasse na madeira.

- Bela pegada - Taeyon reparou. - Se eles vão fazer alguma coisa divertida essa noite na casa dos Kim's, Jimin, você devia fotografar. Você sabe como sua mãe fica, ela vai querer ver as fotos antes que você possa tirá-las.

- Boa idéia, Taeyon - Jungkook disse, me passando a câmera. Eu virei a câmera pra Jungkook, e tirei a primeira foto. - Funciona.

- Que bom. Ei, diga olá pra Taehyung por mim. Já faz algum tempo que ele não vem aqui - A boca de Taeyon caiu de um dos lados.

- São só três dias, pai - eu lembrei ele. Taeyon estava louco por Taehyung. Ele se apegou na primavera passada quando Taehyung me ajudou na minha estranha convalescência; Taeyon seria sempre grato a ela por salvá-lo do horror de um filho quase adulto precisando tomar banho.

- Eu digo a ele.

- OK. Divirtam-se crianças. - Obviamente estávamos sendo dispensados. Taeyon já estava indo em direção á sala e á TV. Jungkook sorriu, triunfante, e pegou minha mão, me puxando pra fora da cozinha. Quando chegamos na caminhonete, ele abriu a porta do passageiro pra mim de novo, e dessa vez eu não discutí. Ainda era difícil encontrar o estranho retorno para a casa dele no escuro. Jungkook dirigiu por Forks indo para o Norte, visivelmente vigiando o limite de velocidade imposto pela minha Chevrolet pré-histórica. O motor roncou ainda mais alto quando ele tentou andar a mais de cinquenta milhas.

- Vai com calma - eu avisei ele.

- Sabe o que você adoraria? Um pequeno Audi coupé. Bem quieto, muita força...

- Não há nada de errado com a minha caminhonete. E falando de coisas caras e sem importância, se você sabe o que é bom pra você, você não gastou dinheiro com presentes de aniversário.

- Nem um centavo - ele disse virtuosamente.

- Bom.

- Você pode me fazer um favor?

- Depende do que é. Ele suspirou. Seu adorável rosto estava sério. - Jimin, o último aniversário de verdade que um de nós teve foi Yoongi em 1935. Poupe-nos um pouco, e não seja tão difícil essa noite. Eles estão todos muito excitados.

Sempre me surpreendia quando ele falava dessas coisas. - Tá certo, eu vou me comportar.

- Eu provavelmente devo te avisar...

- Por favor avise.

- Quando eu digo que estão todos excitados... eu quero dizer todos eles.

- Todo mundo? - eu asfixiei.

Eu pensei que Yoongi e Jennie estivessem na Africa. O resto de Forks achava que os Kim's mais velhos haviam ido para a faculdade, em Dartmouth, mas eu sabia a verdade.

- Yoongi queria estar aqui.

- Mas... Jennie?

- Eu sei, Jimin. Mas não se preocupe, ela vai se comportar bem. Eu não respondi. Como se eu não fosse me preocupar, assim tão fácil. Diferente de Taehyung, a outra irmã "adotiva" de Jungkook, a morena e notável Jennie, não gostava muito de mim. Na verdade, o sentimento era um pouco mais forte que isso. Quando se tratava de Jennie, eu era um intruso que sabia o segredo da família. Eu me sentia horrivelmente culpado pela presente situação, achando que a ausência de Yoongi e Jennie fosse por minha culpa, mesmo não gostando muito de ver ela, de Yoongi, o irmão de Jungkook, eu sentia falta. Ele era de muitas formas, o irmão mais velho que eu sempre quis ter... só que era muito, muito mais aterrorizante. Jungkook decidiu mudar de assunto. - Então, se você não quer me deixar te comprar um Audi, tem alguma coisa que você queira de aniversário? As palavras saíram num sopro. - Eu sei o que eu quero. Uma profunda carranca fez linhas na testa dele. Ele obviamente preferia ter ficado no assunto de Jennie. Eu sentia que havíamos tido muito essa discussão hoje.

- Hoje não, Jimin, por favor.

- Bem, talvez Taehyung me dê o que eu quero.

Jungkook rosnou, um som profundo de ameaça. - Esse não vai ser o seu último aniversário, Jimin - ele prometeu.

- Isso não é justo!

Eu achei ter ouvido seus dentes se cerrando. Nós estávamos parando na frente da casa dele agora. Luzes claras brilhavam de todas as janelas nos dois primeiros andares. Uma longa fila de lanternas Japonesas estava pendurada nos arcos do portal da entrada, refletindo um leve brilho que vinha das enormes árvores que cercavam a casa. Grandes vasos de flores rosas cor de rosa, enchiam a larga escadaria que levava até a porta.

Eu gemí.

Jungkook respirou fundo algumas vezes pra se acalmar também.

- Isso é uma festa - ele me lembrou. - Tente se divertir.

- Claro - eu murmurei.

Ele deu a volta para abrir minha porta, e me ofereceu sua mão.

- Eu tenho uma pergunta. Ele esperou cautelosamente.

- Se eu revelar esse filme - eu disse, brincando com a câmera nas mãos - Você vai aparecer nas fotos?

Jungkook começou a rir. Ele me ajudou a sair do carro, me levou pelas escadas, e ainda estava rindo quando abriu a porta pra mim. Eles estavam todos esperando na enorme sala de estar branca; quando eu entrei pela porta eles me receberam com um enorme coro de "Feliz aniversário, Jimin!” enquanto eu corava e olhava pra baixo. Taehyung, eu acho, tinha cobrido todas as superfícies planas com velas cor de rosa e dezenas de vasos de cristal com centenas de rosas. Havia uma mesa coberta com uma toalha branca ao lado do grande piano de Jungkook, haviam um grande bolo cor de rosa sobre ela, mais rosas, uma pilha de pratos de vidro, e uma pequena pilha de presentes cobertos com papel prateado.

Era cem vezes pior do que eu havia imaginado. Jungkook, sentindo meu estresse, passou uma braço encorajador pela minha cintura e deu um beijo no topo da minha cabeça. Os pais de Jungkook, Namjoon e Seokjin, impossívelmente jovens e amáveis como sempre, eram os mais próximos da porta. Seokjin me abraçou cuidadosamente, seu sorriso lindo quando deu um beijo na minha testa, e então Namjoon colocou seu braço ao redor dos meus ombros.

- Desculpe por isso, Jimin - ele meio que sussurrou. - Nós não pudemos deter Taehyung.

Jennie e Yoongi estavam atrás deles. Jennie não sorriu, mas pelo menos não me encarou. O rosto de Yoongi estava envolvido num enorme sorriso. Já faziam meses que eu não os via; eu tinha esquecido do quanto Jennie era bonita, quase doía olhar pra ela.

- Você não mudou nada - Yoongi disse com falso desapontamento. - Eu esperava ver uma diferença notável, mas aqui está você, com o rosto vermelho como sempre.

- Muito obrigada, Yoongi - eu disse, ficando mais vermelho ainda.

Ele sorriu. - Eu tenho que sair rapidinho - ele piscou eminentemente pra Taehyung. - Não faça nada engraçado até eu voltar.

- Eu vou tentar.

Taehyung soltou a mão de Hoseok e se aproximou... todos os seus dentes brilhando na luz clara. Hoseok sorria também, mas continuou distante. Ele se encostou, alto e loiro, no pilar no início da escadas. Durante os dias que havíamos passado juntos em Phoenix, eu achava que ele havia lidado com a sua aversão á mim. Mas ele voltou a ser como sempre me evitando o máximo possível no exato momento que se livrou da obrigação temporária de me proteger. Eu sabia que não era pessoal, só precaução, e eu tentei não ser sensível demais em relação á isso. Hoseok que tinha mais problemas na convivência com os Kim's por causa da dieta do que os outros; o cheiro do sangue humano era muito mais difícil pra ele resistir do que pros outros, ele não estava tentando a tanto tempo.

- Hora de abrir os presentes - Taehyung declarou. Ele colocou sua mão gelada no meu cotovelo e me guiou até a mesa com o bolo e os pacotes brilhantes. Eu fiz minha melhor cara de mártir.

- Taehyung, eu sei que te disse que não queria nada.

- Mas eu não te ouví - ele me interrompeu, presumido. - Abra. - Ele pegou a câmera das minhas mãos e a trocou por uma caixa enorme e prateada. A caixa estava tão leve que parecia vazia. A etiqueta em cima dizia que era de Yoongi, Jennie e Hoseok. Envergonhado, eu rasguei o papel e olhei pra ver o que a caixa escondia. Era algo elétrico, com um monte de números no nome. Eu abrí a caixa, esperando por uma iluminação maior. Mas a caixa estava vazia.

- Um... Obrigada.- Jennie realmente sorriu. Hoseok gargalhou. - É um som para a sua caminhonete.- ele explicou.- Yoongi está instalando agora mesmo pra que você não possa devolver. Taehyung como sempre estava um passo á minha frente.

- Obrigada, Hoseok, Jennie - eu disse sorrindo, enquanto lembrava das reclamações de Jungkook sobre o meu rádio esta tarde tudo armação, aparentemente.- Obrigada, Yoongi! - eu disse mais alto. Eu ouví a risada expansíva dele na minha caminhonete, e não pude evitar de rir também.

- Agora abra o meu e o de Jungkook - Taehyung disse, ele estava tão excitado que sua voz era só um ruído alto de alegria. Ele segurou um quadrado achatado nas mãos. Eu me virei pra encarar Jungkook. - Você prometeu. Antes que ele pudesse responder, Yoongi entrou por adentro.- Bem na hora! - ele disse alegremente. Ele se empurrou atrás de Hoseok, que também tinha chegado mais perto que de costume pra dar uma boa olhada.

- Eu não gastei um centavo - Jungkook me assegurou. Ele tirou uma mecha de cabelo do meu olho, deixando minha pele com cócegas pelo seu toque. Eu inalei profundamente e olhei pra Taehyung. - Dê pra mim. - Eu suspirei.

Yoongi gargalhou deliciado. Eu peguei o pequeno pacote, rolando meus olhos pra Jungkook enquanto colocava meu dedo na boda do papel e o puxava por baixo da fita.- Droga - eu murmurei quando o papel cortou meu dedo; eu o puxei pra examinar o estrago. Uma pequena gota de sangue saia do pequeno corte. Depois disso tudo aconteceu muito rápido.

- Não! - Jungkook rugiu.

Ele se jogou por cima de mim, me jogando por cima da mesa. Ela caiu, assim como eu, derrubando o bolo, os presentes, as flores e os pratos. Tudo caiu numa bagunça de cristais quebrados. Hoseok se chocou contra Jungkook, e o som pareceu com o de um deslizamento de pedras. Houve outro barulho, um terrível rosnado que parecia ter saído de dentro do peito de Hoseok. Hoseok tentou passar por Jungkook, mostrando seus dentes a apenas alguns centímetros do rosto de Jungkook. Yoongi pegou Hoseok por trás no outro segundo, prendendo ele no seu volumoso aperto de aço, mas Hoseok lutou com ele, seus olhos, selvagens, vazios, só se focavam em mim. Depois do choque só ficou a dor. Eu caí no chão ao lado do piano, com meus braços jogados pra trás instintivamente pra aparar a minha queda, jogando-os nos cacos de vidro quebrado. Só agora eu sentia a dor queimando, pulsante, que corria desde o meu pulso até a dobra do meu cotovelo. Confuso e desorientado, eu olhei pra cima por causa do sangue pulsante que saía do meu braço e olhei para os olhos de seis vampiros repentinamente vorazes.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...