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História Lua Nova (Lee Taemin) Imagine. - Capítulo 3


Escrita por: e H_E_R


Notas do Autor


↊ᭃᬄℳais um capítulo para vocês nini's♡
ᩘ៚ Esperamos que gostem uiui.
ᭃແRevisado por @H_E_R mas pode conter erros.ᬄ੭ੵः

Capítulo 3 - (0.03) Quando o passado volta para o presente...


Fanfic / Fanfiction Lua Nova (Lee Taemin) Imagine. - Capítulo 3 - (0.03) Quando o passado volta para o presente...

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Confie em mim?
É muito melhor quando você confia em mim…
Você e eu de volta com a repetição, repetição…
(É uma volta)
Senti tanta falta do seu amor.

Mesmo naquele momento de fraqueza, me encontrando sem forças; tive a impressão de ter ouvido uma voz baixa e sussurrada soar ao pé de meu ouvido direito quando o ser desconhecido colocou os fios dos meus cabelos para o lado. Perguntando-me se eu queria morrer ou viver no fim desta noite?

Talvez fosse apenas minha mente pregando peças em mim neste exato e último momento de lucidez; se posso chamar o fim da minha vida assim? Engoli a umidade dentro da boca, movimentando a cabeça positivamente com o resto de forças que restava no meu corpo fraco; ainda tentei falar mas a única coisa que saiu de meus lábios foram pedaços e não palavras inteiras.

O ar frio da noite gélida de inverno entrava aos porquinhos nos meus pulmões congelando os que já estavam doendo devido ao grande esforço que eu continuava impondo sobre eles na tentativa de continuar respirando. 

Gemi baixinho ao sentir o contato quente ao mesmo tempo molhado sobre um dos meus pulsos, aquele monstro estava passando a língua lentamente pelo corte em minha pele; saboreava-me, sorvendo com sua língua comprida o gosto do meu sangue fluindo.

Abri os olhos fracamente virando a cabeça para minha direita, e ainda deitada sobre a enorme pedra a qual estava amarrada tentei ver a face do “famoso” monstro que devorava as noivas oferecidas a ele, e ocasionalmente faria o mesmo comigo. Mas meus olhos não ajudaram-me muito, minha visão estava embaçada, desfocada, como se tivesse estendido um enorme lençol de cor cinza perante ela. 

Num misto de sentimentos forcei-me, senti o peito arder quando tornei a encher os pulmões de ar, cerrando os olhos; eu não estava com medo dele, seja lá o que fosse... mais queria ao menos ver o tal monstro para quem fui dada como sacrifício para proteger as pessoas da vila por mais tempo… Proteger Sulli. 

Pelo menos ela estava bem, e segura agora. Então eu poderia ao menos morrer feliz? Ela viveria por mim também, e sei que nunca vai deixar de lembrar dos nossos momentos felizes e divertidos juntas.

Senti algo quente escorrer pelos cantos de meu rosto, molhado as extremidades das minhas bochechas frias. 

“Porque eu estou chorando?”

Questionei-me mentalmente engasgando com a saliva densa, sufocando-me quando o coração dentro do meu peito solavancou forte num ato desesperado de continuar batendo. A vida já começava a me deixar.

Movimentei os dedos das mãos ainda sentindo o sangue sendo sugado pelos cortes abertos nos pulsos.

— Por… por favor… — Falei num fio de voz quase inaudível.  

Queria ter forças para pedir pra ser morta logo de uma vez, pois as lembranças estavam passando perante meus olhos, fazendo com que um certo sentimento torturante e desconhecido por mim - arrependimento - talvez? Se abatesse sobre minhas memórias. Neste momento eu estava sendo egoísta. Queria viver e não morrer.

Senti meu pulso sendo deixado de lado, e de olhos fechados completamente fraca tive a impressão de estar sendo observada intensamente… quase examinada de cima. 

Abri e fechei a boca, realmente agora nada sairá dela; dígitos quentes e macios percorrem-me o pescoço triando a área pulsante quando de repente uma dor aguda atingiu-me intensamente. Tornei abri a boca num grito mudo que rasgou-me a garganta, apertei muito mais os olhos deixando lágrimas quentes e solitárias caírem de deles antes de apagar parcialmente ao ter o corpo erguido da pedra tendo a impressão de ser carregada.

Em meus delírios ouvi vozes, frases baixas que soam ao longe; passando como brisa fria nos meus ouvidos.

Senti o sacoleje de meu corpo enquanto era carregada, apertada, e esmagada contra um corpo quente.

Vi imagens borradas parecendo fantasmas me perseguindo, agradando-me os membros e esticando-me tentando me engolir.

Até o momento em que realmente cai na escuridão da noite mais negra, sem estrelas brilhantes para mirar ou a famosa luz branca que vem para nos levar ao céu. 

Mais talvez eu não fosse para lá...

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— Taemin

— Até quando vai ficar olhando para esta mulher? — Ergui a cabeça seguindo a voz de Ten quando o mais novo entrou no cômodo; a garota estava dormindo em minha cama. Seu ressonar era baixo e fraco, mesmo tendo dado um pouco do meu sangue para ela beber nada tinha mudado desde que chegamos em casa, ela tinha perdido um pouco generoso de sangue e estava bem pálida… na verdade eu também não controlei-me e acabei por beber um pouco...

— Não quero ver esta morrer também. — Murmurei fechando as olhos ao esconder meu rosto dentro de minhas mãos. Respirei fundo deixando assim os ombros caírem.

— Ela não vai…

— Não se esqueça da maldição que aquela bruxa maldita colocou em nós. Se ela não morrer por conta das adversidades eu vou matá-la.

— Então porque não fez igual desta vez também, hyung? Fingiu-se de cego e surdo deixando essa mulher morrer como as outras?

— Porque essa é diferente… — Olhei para cama quando a garota suspirou baixinho, gemendo de dor ao revirar-se em baixo dos cobertores grossos que lhe aqueciam o corpo.

— Como assim diferente? A única diferença que eu vejo é apenas na aparência e nada mais hyung! — É exatamente por isso, ela tem a mesma aparência de alguém que eu conheci a muito tempo.

— Por que você está me fazendo tantas perguntas, huh? Deveria está procurando alguma forma de ajudá-la — Mudei de assunto, falar sobre o passado é uma das últimas coisas que eu preciso no momento.

— Então o que eu devo fazer?

— Procure alguém na nossa vila que saiba lidar com algo desse tipo! — Eu não vou deixar que essa mulher morra, farei até o impossível para que isso não aconteça. — Vá e não volte antes de encontrar alguém me entendeu? — O encarei firme fazendo assim o mais novo engolir em seco assentindo.

— Farei o possível hyung! — Ten se retirou do cômodo rapidamente.

Voltei o meu olhar para a mulher, o seu rosto estava cada vez mais pálido, assim como seus belos lábios. Alcancei um pequeno pedaço de tecido em cima da pequena cômoda, mergulhando dentro dentro d'água que continha dentro da bacia que o Ten trouxera, e passei a passar delicadamente aquele tecido úmido nos seus lábios.

A garota entreabriu os lábios de uma forma quase desesperada, deduzi que essa estaria com sede e sabendo que ela não teria forças o suficiente para beber nem sequer um pouco de água, peguei a taça que estava na cômoda ao lado e levei a boca a enchendo com uma quantidade mínima do líquido. Ergui o meu corpo o suficiente até ficar perto do seu rosto, com uma das minhas mãos segurei o seu queixo, aproximei os meus lábios dos seus e a beijei derramando o líquido na sua boca bem devagar fazendo o possível para ela não engasgar, e me afastei assim que percebi que ela estava satisfeita.

— Porque logo agora? Depois de tantos anos? — Acariciei o seu rosto, mesmo nesse estado podia se notar a sua beleza, ajeitei os cobertores no seu corpo; encarei a sua face por mais alguns minutos antes de me levantar da cama e me direcionei até a porta retirando-me do quarto. 

Passei a caminhar apressadamente pelo corredor extenso da casa, desci as escadas, indo direto para a cozinha. Eu precisava me acalmar de alguma forma, e os meus pensamentos não me ajudava em nada nesse momento, aquela bruxa desgraçada há de me pagar.

Um dia vou fazê-la se arrepender de ter nascido, toda as desgraças que aconteceram na minha vida foram por culpa dela, ainda mais agora que tenho a absoluta certeza que ela está por trás da escolha dessa mulher. Enchi o copo com sangue levei até a boca o esvaziando num só gole.

— Com licença mestre, a senhorita Dahyun deseja vê-lo, peço para ela ir embora? — Mina adentrou a cozinha chamando a minha atenção.

— Não precisa eu irei recebê-la, por favor vá até o meu quarto verificar como a garota está! — Saí da cozinha rumo a sala de estar encontrando a mulher sentada em um dos sofás. — O que faz aqui? Fui bem claro com você dá última vez! 

— Olá para você também. Como vai? Eu estou bem obrigado. — Sorriu cínica. — Só vim ajudá-lo encontrei o seu querido irmão na taberna, e ele acabou me contando o que aconteceu! — A encarei sem ânimo. — Eu já disse que estou aqui para ajudar, onde a oferenda desta vez está, huh? 

— Qual é o seu interesse em me ajudar? O que você vai pedir em troca? — Ergui as sobrancelhas, por mais que eu saiba que ela pode realmente ajudar sei muito bem que custaria caro como da última vez.

— Desse jeito você está me ofendendo Taeminnie, dessa vez quero realmente ajudar juro de dedinho… sem truques meu amor! — Sorriu ladino. — Você não encontrará ninguém além de mim que possa cuidar disso, aposto que a noivinha já está nas últimas! Você bebeu o sangue dela… huh? — Bufei.

— Se você estiver tramando outra vez, não irei poupá-la! — Caminhei a sua frente sendo seguido por ela, subimos os degraus e logo estávamos na porta do meu quarto, abri e entrei primeiro. — Não esqueça do que eu falei! 

— Já entendi não precisa me ameaçar várias vezes! — Adentrou o quarto, observou a garota e seguiu até a cama — Pode se retirar agora Mina, deixa que eu cuido disso! — Se sentou na beirada da cama passando a examinar os ferimentos da mulher atentamente.

— Com licença Mestre! — Saiu do cômodo.

— Ela vai sobreviver? — Perguntei ansiosamente, a Dahyun até poderia ser uma bruxa experiente porém eu não tinha certeza se ela conseguiria ajudar.

— Ela está bem debilitada, mais vai ficar bem; eu farei o que estiver ao meu alcance! — Abriu a bolsa média que estava no seu ombro tirando de dentro alguns frascos com líquidos de cores variadas, junto a um recipiente não muito grande. — Vou precisar de um pouco do seu sangue! — Virou-se para mim, estendendo uma adaga em minha direção, a peguei e fiz um corte um pouco profundo no meu pulso, deixando com que o meu sangue derramasse sobre o recipiente.

— Precisa de mais alguma coisa? — Perguntei inquieto enquanto ela misturava aquelas poções junto ao meu sangue.

— Por enquanto nada, mais eu estou curiosa para saber o porquê de você ter salvado essa mulher dessa vez? — Disse concentrada no que fazia — Em todos esses anos você nunca tinha feito tal ato por um sacrifício, porque isso agora? Porque ela? — Colocou um pó de coloração vermelha dentro do recipiente.

— Não me faça perguntas que não são da sua conta. Isso é assunto meu Dahyun! — Esbravejei e ouvi o seu risinho baixo como resposta.

— Isso só me deixa mais curiosa, amor. Por que ficou tão irritado de repente? Só fiz uma mera e boba pergunta Taeminnie... — Riu ainda mais me irritando — Me ajuda a fazê-la beber isso você não vai querer que ela se engasgue vai? — Fui até a mulher e novamente segurei o seu maxilar abrindo a sua boca com cuidado, assim a Dahyun pôde colocar o recipiente nos seus lábios a fazendo engolir bem devagarinho todo aquele líquido espesso.

— O que vai acontecer com ela agora?

— Agora, agorinha não vai acontecer nada. Deixemos que a poção que lhe dei faça efeito. Dessa vez os humanos pegaram bem pesado em? Cortaram os pulsos dela… Porque? — Dahyun olhou para a região enfaixada. — Geralmente eles só amarram a noivinha virgem na pedra e deixam a coitada lá pra você devora-la…

— Desse jeito parece que sou um monstro terrível…

— E não é? — Cerrei os olhos quando ela riu um pouquinho mais alto. — Desculpe, não está mais aqui quem falou. Não precisa me olhar assim Taeminnie! —


Notas Finais


↊ँৈਊEsperamos que tenham gostado do cap de hoje nini's♡
ⅈᭃᬄEscrito por @H_E_R & @BiiaYang


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